Dicas de Roteiro

22/11/2011

Green Nation Fest (Concurso de Roteiro)

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 07:00
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Oi, pessoal! Eu recebi um e-mail do Green Nation Fest, eles tem um concurso de curtas e roteiro bacana, deem só uma olhada:

greenfest

Nós somos o Green Nation (www.greennation.com.br), um ambiente colaborativo online que interage com pessoas para convergir cultura, informação e proteção ambiental a partir de questões que envolvem o futuro do planeta.
Em abril do ano que vem, vai acontecer o Green Nation Fest (www.greennationfest.com.br); um evento "verde", cujas principais atrações serão: uma competição e mostra de cinema e novas mídias, uma feira Interativa/sensorial e um Seminário internacional. O evento contará com estruturas inovadoras e de alta tecnologia.

Na nossa competição de cinema e novas mídias estão inclusas as seguintes categorias: Filme, Arquitetura Sustentável, Fotos, Álbum de Fotos, Blogs, Twitter.

Dentro da categoria Filme, está, entre outras, a subcategoria: Roteiro de ficção / Fantástico (até 2 min)

Os dois vencedores da categoria “Roteiro de ficção/Fantástico”, além do Troféu Green Nation, terão seu roteiro filmado / produzido pelo Fantástico (programa TV GLOBO) que convidará diretores renomados para dirigí-los.

As obras serão exibidas em rede nacional e conhecidas no encerramento do Green Nation Fest.
Deem uma olhada no regulamento: http://www.greennationfest.com.br/pt/regulamento

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Boa escrita pra vocês hoje!

04/09/2011

Concurso de Roteiros de Curta Para Profissionais de Publicidade

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:41
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Olá! Eu recebi um e-mail divulgando este concurso que acho que pode vir a interessar alguns de vocês que trabalham com publicidade. Eis o e-mail na íntegra:

logo-BR2

CRIECURTA

Publicidade e Cinema de Mãos Dadas

Expressar e criar sem interferência. Revelar e desenvolver novos talentos. Isto é o CRIECURTA , concurso nacional de roteiros de curta-metragem para osprofissionais de criação das agências de publicidade. As inscrições estarão abertas até 10 de outubro. (Veja o regulamento: http://criecurta.com.br/regulamento-2/)

Idealizado pela cineasta Bia Flecha e a diretora executiva Magda Barbieri, sócias da Brasileira Filmes, a 2ª edição do CRIECURTA premiará os 10 melhores roteiros com a produção dos mesmos. O tema é livre.

“O projeto é um grande exercício de criatividade, amadurecimento e liberdade. Oferece aos criativos a oportunidade de vivenciar o cinema fora do universo da agência com liberdade para criar e roteirizar, transformando essa expressão autoral em filme. É gostoso pensar diferente, criar pra outra finalidade, dá uma oxigenada”, explica Bia.

Para a produção dos curtas, a Brasileira Filmes vai disponibilizar vagas para técnicos da área do audiovisual e estagiários.

O anúncio dos roteiristas vencedores acontecerá no dia 26 de outubro através das redes sociais e imprensa. Logo após a finalização dos 10 curtas, será realizado um evento para a exibição dos mesmos. Local a definir.

O CRIECURTA tem o incentivo da Lei Rouanet (Governo Federal) e do PROAC (Programa de Ação Cultural do Governo Estadual).

Sobre 1º CRIECURTA

• 10 curtas-metragens.

•Mais de 210 roteiros inscritos.

•Mais de 350 pessoas envolvidas na produção.

•Mais de 40 dias de produção.

•Lançado no 16º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.

•Exibido no Canal Brasil durante 2 anos, tendo sido renovado por mais 2 anos.

•Exibido nos Clubes de Criação de Publicidade em Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Salvador e Recife.

•Curtas-metragens selecionados e premiados em diversos festivais nacionais e internacionais.

Roteiros vencedores e produzidos:

  • GOTAS DE CACAU RHODEN / ROTEIRO: RODRIGO ESPÍRITO SANTO
  • MENINOS DE AREIA DE CACAU RHODEN / ROTEIRO: ALEXANDRE STAMM
  • ULTRAVIGIADO DE CACO SOUZA / ROTEIRO: ALEXANDRE CATARINO
  • OUTRAS OPÇÕES, AGUARDE DE CACO SOUZA / ROTEIRO: FÁBIO BRANDÃO E JOSÉ ROBERTO VALENTE
  • REFÉM VOLUNTÁRIO DE LEA VAN STEEN / ROTEIRO: RENATA LEÃO
  • A HISTÓRIA SECRETA DO TELEMARKETING DE BIA FLECHA / ROTEIRO: DANIEL FUNES
  • DESAVISADOS DE BIA FLECHA /  ROTEIRO: CHRISTINA MURAD
  • CAIXA FORTE DE ESTEVAN SANTOS /  ROTEIRO: RODRIGO ALMEIDA
  • 200g DE ESTEVAN SANTOS /  ROTEIRO: VILMA SCHIANTE
  • REFÉM DE RENATA RICO E SIMONE CASSAS / ROTEIRO: CLÁUDIO DE OLIVEIRA

Sobre Brasileira Filmes

Brasileira Filmes é uma produtora de publicidade e conteúdo audiovisual, fundada há seis anos pela cineasta Bia Flecha e a diretora executiva Magda Barbieri.

Além de publicidade , produziu o curta-metragem para NOKIA Trends  O Dia Em Que o Carro da Alê Saiu pra Dar um Rolê , de Bia Flecha e também co –produziu os curtas-metragens Clinch, de Estevan Santos, A Casa da Praia, de Sandro Casarini e  Último Caso, de Erez Milgrom.

Atualmente, além da segunda edição do CRIECURTA, a Brasileira Filmes desenvolve projetos de ficção em longa-metragem ; além do  documentário Costanza, sobre Costanza Pascolato. Outras iniciativas incluem os projetos: Anselmo Duarte, Restaurando o Cinema Brasileiro, Memória Viva, e Samba Começa Com…

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Boa escrita pra você hoje! =)

08/01/2011

Mitos e Embustes de Hollywood: Contatos

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 13:58
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Olá, eu achei que o texto de hoje seria um bom contraponto aos inúmeros artigos que dizem que contato é tudo nessa indústria. Este artigo de hoje foi tirado do site Filmmaker IQ, mas foi originalmente postado no site Writers Store, só que não está mais lá. O texto é do romancista, roteirista, professor universitário, guru e autor de livros de roteirismo, Richard Walter.

 Networking

Você já ouviu isso um zilhão de vezes: não é o que você sabe, mas quem você conhece.

Talento não significa nada, um roteiro se parece muito com outro. Não tem toneladas de péssimos roteiros sendo produzidos? Todos nós já vimos filmes que eram piores do que um ou outro dos nossos próprios roteiros não-vendidos. Como pode ser que um roteiro ruim consegue ser rodado e o meu trabalho superior continua na prateleira? Obviamente, a explicação só pode ser que o que conta em Hollywood não é a qualidade da escrita, mas ir às festas certas, puxar um papo agradável com as pessoas certas, fazer as conexões certas.

Na verdade, isto é o oposto da verdade. Eu conheço pessoalmente todos os tipos de escritores bem conectados que não conseguem vender um roteiro. No campus da UCLA, em nosso programa de pós-graduação de roteiro, por outro lado, vejo novos escritores entrarem no ramo a cada temporada. A verdade sobre Hollywood, por mais difícil que possa ser para os céticos reconhecerem, é que é uma meritocracia. Os recém-chegados têm êxito com base no valor dos roteiros que eles escrevem.

Eu moderei uma mesa-redonda de roteirismo anos atrás em Maui (eu sou um cara de sorte ou o quê?), no qual os roteiristas figurões discutiram questões relativas à escrita. Os conferencistas foram Carrie Fisher (além de sua carreira como atriz, ela também fez considerável sucesso como escritora), Steven de Souza, James L. Brooks, Ron Bass, e Nick Kazan. Eu observei que, antes do sucesso deles, apenas um desses escritores tinha conexões. Essa seria, evidentemente, a Carrie, que disse à multidão que suas conexões impediram seu progresso por anos, na verdade militaram contra o seu sucesso; serviram, não de apoio, mas como obstáculos a serem superados. Todos os outros conseguiram o que conseguiram começando do zero.

Se a sua carreira de escritor no momento patinha na largada, então você está em boa companhia.

Todo escritor de sucesso, sem exceção, não importa o quão adorado, rico, invejado, elogiado e realizado, já foi um dia tão desconhecido quanto você.

Os cínicos adoram citar a frase atemporal de Dorothy Parker: "Hollywood é o único lugar da Terra onde você pode morrer de encorajamento."

A minha resposta aparece no meu romance de 1999, Escape From Film School: "Hollywood é o único lugar da Terra onde você começa no topo e trabalha para abrir seu caminho para baixo."

O seu melhor crédito é não ter créditos. Exatamente como os filmes romantizam e idealizam a condição humana, assim também acontece com a indústria do cinema. Os produtores podem projetar sobre uma tela em branco a visão romantizada e idealizada que procuram. Eles não podem fazer isso com um escritor que tem acordos de desenvolvimento que não se desenvolveram, filmes que foram feitos mas nunca vieram a ser distribuídos, ou filmes que foram distribuídos mas acabaram fracassando nas bilheterias. Este é o único negócio que eu conheço onde a inexperiência triunfa sobre a experiência.

Na primeira reunião do meu workshop regular de roteiro da UCLA, no qual cada estudante tem dez semanas para escrever um roteiro de longa-metragem, eu me gabo para os participantes, de todos os filmes, para não mencionar franquias cinematográficas, que surgiram a partir de roteiros escritos neste mesmíssimo curso. Perdoe-me por vangloriar-me, mas a culpa é dos escritores, por me darem tanto do que me gabar.

Após essa orgia de vanglória, eu advirto os escritores: "Por favor, não tentem vender o roteiro que vocês escrevem neste curso." Eu acompanho isto com o que alguns chamam de minha característica pausa longa.

Não é uma contradição? Eu me gabo do Highlander e do Backdraft – Cortina de Fogo e do Ace Ventura e mais, projetos que cresceram de tarefas em minhas próprias aulas e nas de outros instrutores, e em seguida instruo os escritores a não tentarem vender o trabalho que eles escrevem no curso.

Não existe, de fato, nenhuma contradição aí. Eu não digo aos escritores para não venderem seu trabalho. Digo-lhes para não TENTAREM vender seu trabalho. Na verdade, eu espero e rezo com fervor para que eles vendam o seu trabalho. Se o fizerem, eu vou adicioná-lo à lista de projetos dos quais me gabarei nos futuros cursos.

Há uma frase Zen sobre arqueiros: Você não pode acertar um alvo mirando nele.

Para vender um roteiro que você tem que esquecer totalmente da venda e simplesmente mergulhar de cabeça no processo. Você tem que fazer todas aquelas coisas da Califórnia: Seguir a sua felicidade, ir com o fluxo. Eu nunca conheci um escritor que não tenha se surpreendido com uma reviravolta ou virada na história, uma fala de diálogo falada por um personagem que surgiu totalmente de surpresa.

A vida não é assim? O escritor/diretor tardio formado na faculdade de cinema da UCLA, Colin Higgins (O Expresso de Chicago e Golpe Sujo, entre outros) me disse anos atrás que, quando ele ainda era um estudante de cinema, ele rezou para ganhar o primeiro prêmio na competição Goldwyn, que teria dado dinheiro suficiente para ele não fazer nada além de escrever por um ano. Ele não teria que sofrer a distração de um emprego diário. Infelizmente, ele ganhou apenas o segundo prêmio, o que lhe exigiu procurar um trabalho de meio-período. Ele escolheu o trabalho perfeito para um escritor ou ator: trabalhar para uma empresa de limpeza de piscina.

Na primeira casa cuja piscina ele limpou, uma casa luxuosa nas planícies de Beverly Hills, ele percebeu um homem sentado na extremidade da piscina debaixo de um guarda-sol, lendo um roteiro. Claramente, este era o dono da casa. Assim como, claramente, ele era um produtor de cinema. Na verdade, este bairro nitidamente transbordava de produtores. Colin começou a conversar com ele. Disse-lhe que ele mesmo era um roteirista, e convenceu-o a ler o seu roteiro que ganhou o segundo lugar do concurso Goldwyn. O produtor acabou fazendo o filme. Isso estabeleceu a impressionante e produtiva carreira de Colin.

Algumas pessoas vão protestar: "Mas esse não é apenas mais um exemplo de contatos, de encontrar as pessoas certas?" Elas se concentram no encontro e ignoram o fato de que o roteiro acontecia de ser o Ensina-me a Viver. Se Colin tivesse dado ao produtor um roteiro sem valor, não estaríamos contando esta história.

"Pense bem, Richie", Colin me disse. "Se o meu sonho tivesse se tornado realidade, se eu tivesse ganho o primeiro prêmio, eu estaria limpando piscinas hoje."

A lição: esteja aberto às surpresas. Isto é verdade não apenas em relação às surpresas no seu roteiro, mas também na narrativa de sua vida.

Não é quem você conhece, ou sequer o que você sabe.

No final das contas, é o que você escreve.

richard-walter

Boa escrita pra você hoje! 😀

10/10/2010

O Roteirista Proativo

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 17:40
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Até alguns anos atrás a Rede Globo costumava promover Oficinas de Roteiro para descobrir novos talentos. Muita gente começou lá, inclusive foram dois de seus alunos que criaram e co-escreveram o começo da novelinha Malhação. As oficinas eram divulgadas através de anúncios no jornal O Globo, dando o telefone de contato para quem estivesse interessado. Numa dessas vezes eu liguei para lá e perguntei o que era necessário para concorrer a uma vaga. A atendente me disse para escrever um roteiro de um curta (eram umas 15 páginas, se eu não me engano) baseado no conto “Tal” do famoso autor “Tal” (a cada oficina os textos e os autores mudavam, mas costumavam ser sempre autores clássicos brasileiros). Pois bem, eu então perguntei em que livro aquele conto específico havia sido editado. A resposta foi uma lição de vida para mim. A atendente disse: “Um roteirista deve saber procurar e pesquisar as informações de que ele necessita.” E, claro, não me disse o nome do livro. Naquele momento eu percebi duas coisas: primeiro, um roteirista deve ser proativo, correr atrás do que quer e de todas as ferramentas que necessita para conseguir o que quer. Em segundo lugar, e talvez mais importante – foi ali que eu vi que eu não seria julgada apenas pela minha escrita, mas por minha personalidade, por minhas atitudes como profissional, antes de qualquer coisa. O meu possível empregador queria saber o quanto eu desejava aquela vaga, o quanto eu correria atrás por ela, e que tipo de profissional eu era – isso antes mesmo de ler a minha escrita!

Por este motivo, sempre que me perguntam como divulgar e procurar trabalho, eu digo que devemos correr atrás, ser criativos, proativos e que não devemos desistir fácil de nossos sonhos. Mas existe um detalhe que eu não disse por achar que já era óbvio. Devemos fazer isso tudo, sim, mas sempre usando nosso bom senso! Cerca de duas semanas atrás o Luciano Huck escreveu os seguintes tweets (leia as mensagens de baixo para cima):

huckluciano

Gente, UM ROTEIRO INTEIRO PELO TWITTER!! Pensem bem, que loucura é isso! Não sei se alguns de vocês já chegou a ler um roteiro mal formatado. A formatação atual dos roteiros foi uma evolução através das décadas para chegar a um formato que facilitasse a leitura. Assim dá para ver logo de cara o que é ação, o que é diálogo, onde começa a nova cena, onde estão as transições, e por aí vai. Num roteiro mal formatado há pouco espaço branco e a informação fica toda confusa, embaralhada. Dá uma dor de cabeça danada ler um roteiro inteiro assim. Agora imagina um roteiro feito de centenas de tweets!! Quem o mandou foi criativo e ousado ao utilizar uma nova tecnologia para divulgar seu trabalho, ele merece nota 10 por isso, mas em bom senso e cortesia ele tirou nota zero. Encher o twitter dos outros desse jeito é uma baita falta de educação, para dizer o mínimo. O roteirista que fez isso com certeza achava que a história era tão boa que o Luciano iria comprá-la logo de cara, ele só precisaria lê-la. Só que, além de não ler, ele ainda bloqueou o autor. A finalidade de perder tanto tempo e energia com centenas de “control+c, control+v” foi por água abaixo. O roteirista com certeza teve muita garra para fazer esse trabalhão, isso é inegável, mas se no fim ele ficou mais longe de seu objetivo do que ao começar, a nota final não é média 5, mas “menos cinco”!

Desesperado-benett

Eu não quero crucificar aqui a pessoa que fez esta tentativa inusitada de expor o seu trabalho, eu sei que este é um ramo fechado e de dificílimo acesso, mas devemos evitar ao máximo nos aconselharmos com o desespero, porque as consequências costumam ser o oposto do que desejamos. E também devo lembrar que não são apenas os roteiristas que apostam na ousadia e na criatividade (com prejuízo do bom senso) para conseguir um bom emprego. Leia o texto abaixo, tirado da revista Seleções de fevereiro/2010 (página 123):

NÃO APRENDA COM ELES

Como fazer com que o gerente do departamento de RH contrate você? Alguns candidatos usaram certas estratégias criativas, mas nós não o aconselhamos a fazer este tipo de coisa:

  • Colocar filipetas debaixo dos para-brisas dos carros no estacionamento da empresa.
  • Mandar um telegrama fonado oferecendo-se para o emprego.
  • Alugar um outdoor em frente à janela do gerente colocando seu currículo.
  • Em seu currículo, afirmar ter sido o presidente de uma empresa, quando era apenas um empregado temporário.
  • Mandar entregar comida chinesa e, dentro do biscoito da sorte, inserir seu nome e telefone para contato.
  • Informar a data do serviço militar como se fosse o ano em que nasceu.

Careerbuilder.com e Creative Group, EUA

Achei que o do outdoor e o do biscoito da sorte foram impagáveis! Haja criatividade!! 😆

Boa escrita para você hoje! E lembre-se: Você será julgado como profissional antes mesmo de lerem a sua escrita! Você é alguém com quem eles gostariam de trabalhar e conviver? Que tipo de profissional você é? Seja um excelente profissional antes mesmo de ter o seu primeiro emprego no ramo. Defina as características que você gostaria de ver num roteirista, caso fosse você que tivesse que contratar (e pagar bem por) um. E trace metas para conquistar essas características, para incorporá-las à sua personalidade e à sua vida. Você pode. Você consegue. Acredite.

Falhas

04/07/2010

Como Não Entrar Num Concurso de Roteiro

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 10:35
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Continuando com o assunto dos últimos dias, o artigo de hoje é de autoria de Brad Schreiber, roteirista, autor e consultor literário, para o site Filmmaker IQ:

Erro2

Quando eu fundei o Prêmio de Ficção e Não-Ficção Humorística Mona Schreiber em 2000, eu o fiz para homenagear a minha mãe, que escrevia artigos para revistas e jornais e ensinava escrita no Condado de San Mateo, no norte da Califórnia.

Quando eu formulei as regras para entrar no concurso, pensei que nunca teria problema com nenhuma inscrição. Os escritores simplesmente leriam as regras, no Mercado dos Escritores, no site ou em outros lugares, e seria só isso.

Em que planeta eu estava vivendo?

Baseado em minha experiência administrando o Prêmio Mona Schreiber (PMS) e como juiz de outros concursos de prosa, roteiro e peças de teatro, aqui está uma lista de como NÃO ganhar um concurso de escrita (independente de seu talento para escrever).

1. Não fornecer informações de contato

Imagine que alguém quer lhe dar um prêmio e não tem o seu endereço, e-mail ou número de telefone. Eu peço os endereços de e-mail aos participantes do PMS, porque é mais rápido e você não tem que incluir um envelope auto-endereçado e selado. Mas se um concurso pede por uma forma específica de contatá-lo, forneça-a.

2. Não incluir a taxa de entrada adequada

Você realmente pode esperar ouvir os resultados de sua inscrição no concurso de escrita, sem saber que foi jogada no lixo porque você se esqueceu de incluir a taxa de inscrição. Ou escreveu o seu cheque em pesos mexicanos ou ienes japoneses. O PMS é internacional e eu de fato recebo inscrições de pessoas que, infelizmente, enviam cheques e dinheiro estrangeiros. De vez em quando, eu recebo um cheque americano sem fundos, apesar da minha taxa de inscrição ser de meros cinco dólares. O quão triste é isso, ter um cheque de cinco dólares devolvido? Eu telefono ou mando um e-mail para o participante, porque imagino que se ele não tem cinco dólares em sua conta bancária, ele está muito pior do que eu. Mas nem todos os administradores de concurso irão gastar tempo com isso.

3. Escrever em um estilo ou gênero diferente do da ênfase do concurso

Eu sei que humor é subjetivo. Mas eu posso seguramente dizer isto: a maioria das pessoas não soltará uma risada sequer com uma obra séria sobre um parente morrendo de uma doença. Ainda assim, o meu concurso de humor tem recebido inscrições que parecem não ter nada a ver com humor. Eu permito todos os formatos, então este não é o problema. Eu aceitarei uma lista de supermercado bem-humorada. Mas se um concurso pede por poesia, não mande um monólogo ou ensaio supondo que o concurso irá reconsiderar a definição de sua forma literária. E se você estiver entrando em um concurso de humor e escrever sobre alguém morrendo, faça com que seja uma doença engraçada, tá bem?

4. Ignorar solicitações de formatação

Eu concordo, só um administrador de concurso mal-humorado e miserável excluiria o seu trabalho porque você colocou o seu nome e endereço no manuscrito quando lhe foi pedido para não fazê-lo. Mas você deve lembrar o seguinte: Nós, que conduzimos concursos literários, examinamos centenas de inscrições.  Nos economiza muito tempo (e eu não sou pago para dirigir o meu concurso) se você usar grampos ao invés de clipes de papel, ou usar as fontes Courier nº 12 ou Times New Roman ao invés do Eyestrain American nº 8 [N.T.: Olho americano fatigado].

5. Não se incomodar em revisar

O talento fala por si só, dizem eles. Mas erros idiotas, como não corrigir o seu trabalho, podem chamar muita atenção e abafar o seu talento. Se você escreveu uma obra de que um concurso gostou, e eles também gostaram de uma outra obra inscrita, mas o seu trabalho tem erros de ortografia, pontuação e gramática, qual deles você acha que tem uma chance melhor de ganhar? É ao que me refiro como o Fator de Aborrecimento. Ele pode inclinar o leitor, mesmo inconscientemente, a não escolher o seu trabalho, independentemente do seu belo trabalho como escritor. E, falando em revisões, tente também colocar o nome correto da pessoa ou do concurso. Eu posso sobreviver se for chamado de Barry, Bret ou Brian. Já fui chamado de coisas piores. Mas outros podem se ofender por terem sido chamados pelo nome errado. Especialmente se você inicia a sua carta de apresentação com “Querido Bob” e a administradora do concurso se chama Bonnie.

6. Continuar amolando-os várias e várias vezes até eles responderem

Em minha experiência, alguns concursos de escrita não são muito bons em comunicar aos participantes que a inscrição foi recebida. Por mais frustrante que isso seja, não lhe dá a permissão de telefonar ou enviar freqüentes e-mails com hostilidade crescente, solicitando confirmação de recebimento. Você pode pensar em incluir um cartão postal selado para a notificação de recebimento. Tente sempre apurar como e quando os resultados do julgamento serão anunciados, antes de enviar.

7. Enviar para qualquer concurso obsoleto, em qualquer lugar

Observe há quanto tempo um concurso tem estado atuante, quanto dinheiro é premiado, quem faz o julgamento e como você acha que ele vai parecer em seu currículo, se você ganhar. As taxas tendem a ser maiores para os concursos de roteiro, em comparação aos concursos de prosa, mas os prêmios em dinheiro costumam ser maiores também. O concurso inclui mais do que apenas prêmio em dinheiro? Acesso a pessoas influentes? Publicação em versão impressa ou online? Ou eles estão apenas lhe pagando 25 dólares e dando-lhe um peso de papel?

peso de papel

Boa escrita pra você hoje! 😀

03/07/2010

Dicas Para Concursos de Roteiro

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 12:26
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Olá! Sabe, a princípio eu achei que não tinha muita coisa sobre esse assunto, mas acabei encontrando muitos outros artigos bem interessantes que vou postar aqui num futuro próximo. O texto de hoje foi escrito por Steve Thompson, também para o site Associated Content.

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Muitos concursos de roteiros valem o seu peso em ouro, pois eles podem levar a contratos com agentes ou produtores. Claro, você precisa dar uma primeira impressão favorável, por isso aqui vão algumas dicas:

1 – Tenha o Seu Roteiro Editado

Concursos de roteiro tendem a ter taxas de inscrição mais altas do que outros tipos de concursos, portanto certifique-se de que vale a pena o preço que você tem que pagar para entrar. Se você tiver o seu roteiro editado por um profissional, você poderá estar certo de não ter deixado passar nenhum erro grave e as suas chances de vencer aumentarão muito. Um editor pode lhe dar sugestões para melhorar o manuscrito, bem como indicações de formato e diagramação. Apenas certifique-se que você escolheu um editor especializado em roteiros, de modo que o seu dinheiro seja bem gasto.

2 – Envie-o no Início do Concurso

Muitos concursos de roteiro têm diretrizes de inscrição rígidas que proporcionam uma pequena janela de tempo para o envio. Se você envia o seu roteiro logo, evita a possibilidade de esquecer por completo e, portanto, de perder o dinheiro do prêmio em potencial. Este também é um benefício se o concurso for baseado no feedback do leitor, tal como alguns concursos da Writer’s Digest. Por quanto mais tempo o seu roteiro tiver sido enviado, mais ele será visto e creditado para aprovação.

3 – Cuidado Com Piadas

De acordo com Gordy Hoffman, um renomado juiz de concurso de roteiro, um dos piores erros que um roteirista principiante pode fazer é começar a escrever piadas que não são engraçadas. Se você fizer uma tentativa de arrancar algumas piadas e falhar completamente, você praticamente perdeu as suas chances de vencer o concurso. Peça para alguém o ler antes, e se as piadas não provocarem muito riso, remova-as por completo do seu roteiro.

4 – Leia o Seu Roteiro em Voz Alta

Há praticamente um consenso geral na indústria do roteirismo de que o diálogo soa muito diferente quando lido em voz alta do que quando lido silenciosamente para si mesmo. Para evitar uma calamidade em potencial em relação ao seu concurso de escrita, leia o diálogo em voz alta ou peça para amigos e familiares para representarem-no para você. Você poderá descobrir que o diálogo está deficiente, o que dará início a uma mudança positiva.

5 – Corrija a Sua Ortografia

Muitos escritores acham que só porque eles estão escrevendo um roteiro e não um romance ou conto, que não precisam se preocupar com as pequenas coisas, como escrever as palavras com a ortografia correta. Este não é o caso, e o seu roteiro irá para o fundo da pilha se você tiver escrito errado três palavras na primeira página. Verifique a sua ortografia, gramática, pontuação e formatação antes de entrar em um concurso de roteiro.

6 – Corte a Descrição da Ação

Em alguns gêneros de escrita, mais é melhor, mas não quando for entrar em concursos de roteiro. Roteiros devem dar o mínimo possível de indicações, e a descrição dever ser concluída em pouquíssimas palavras. Se você tem mais de 15 centímetros de ação em cada página, você pode querer refazê-la até que possa dizer a mesma coisa de maneira mais concisa. Além disso, você pode deixar determinados aspectos do cenário – tal como a vestimenta – para os figurinistas e cenógrafos.

sucesso_1 Boa escrita para você hoje! Inté!

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