Dicas de Roteiro

13/02/2012

Escrevendo Cenas de Luta

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:00
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Oi, gente! Eu estava devendo este artigo desde o ano passado! Ele foi uma indicação muito legal de um colega nosso. O texto é de autoria do roteirista John August (esse cara de olhar doce e simpático da foto abaixo), e foi tirado do site dele (de mesmo nome):

John August

Pergunta: O quanto de uma cena de luta devemos descrever em um roteiro? O quão específico deve-se ser? O que você deixa para o diretor e o coreógrafo criarem? 

— Evan

Resposta: Lembre-se sempre que você está escrevendo um filme, não um roteiro. Mesmo que só tenha palavras à sua disposição, você está tentando criar a experiência de assistir a um filme.

Quando dois personagens estão conversando, isso é fácil. Diálogos são simples.

Quando dois personagens estão lutando, isso é difícil. Sequências de ação são as coisas mais difíceis e as menos recompensadoras que um roteirista escreve, mas elas são essenciais a muitos filmes.

Eu primeiro lhe indicaria um vídeo de roteiro que eu gravei: Escrevendo melhor a ação.

O meu conselho lá se aplica a qualquer situação em que os personagens estejam correndo por aí, fazendo coisas.

Mantenha as frases curtas.

Use cabeçalhos para dividir as coisas.

Prenda a nossa atenção, para que não fiquemos tentados a pular aquela parte.

Quando tiver dois personagens lutando, você não vai escrever cada soco. Ao invés disso, você precisa ser específico em como esta luta parece diferente de qualquer outra luta de cinema. O que há neste estilo, no ambiente, nos riscos e na história que tornam esta batalha única para este filme e este momento?

O roteiro original da continuação de As Panteras, de 2001 (então chamado de As Panteras Eternas), exigia que a Alex (Lucy Liu) e O Homem Magro (Crispin Glover) se unissem em uma casa suburbana genérica de Las Vegas.

Aqui está como a versão minimalista da cena se pareceria:

As Panteras 1

É curta, e você encontrará exemplos como este em muitos roteiros, incluindo alguns que foram produzidos. Mas ela é paralisantemente inespecífica. Como leitores, não temos nenhuma ideia do que de fato veríamos na tela.

Vai ser assustadora? Apatetada? Macabra? Realista?

A cena real que eu escrevi era muito mais longa:

cena de luta 1

cena de luta 2

cena de luta 3

cena de luta 4

cena de luta 5

Apesar de eu ter incluído muitas ideias específicas sobre que tipos de coisas nós veríamos (portas de box de chuveiro, barras de armários), eu deixei muito espaço para o diretor e o coreógrafo de lutas serem criativos (“Seja uma fôrma de ferro de fazer waffles, um rolo de massa ou uma tenaz de churrasco, qualquer coisa que a Alex toca torna-se uma arma.”).

Como está escrita, a cena passa a sensação de como a cena final se parecerá, mesmo se muitos dos detalhes mudarem. É isso o que você deve ter como meta numa sequência de luta.

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Boa escrita pra você hoje! :-*** =D

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12/02/2012

Pegue o Ritmo

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:00
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Aqui está o artigo nº 3 do site Script Secrets do roteirista William C. Martell:

Bexiga estourando

Nosso trabalho como roteiristas é estourar bexigas.

O público acabou de gastar 7 dólares numa Coca-Cola tamanho gigante com refil grátis, que está quase vazia lá pelo meio do filme (eles começaram a bebê-la enquanto assistiam a todas aquelas propagandas antes do filme). Agora eles estão procurando por aquele ponto morto na história, para que possam correr para o banheiro. Aquela parte do filme onde nada de interessante está acontecendo e não parece provável que aconteça por alguns minutos. Apenas o tempo suficiente para correr para o banheiro e correr de volta. Nosso trabalho é garantir que não existam pontos mortos, pontos lentos, nem tempo de correr para o banheiro… de modo que haja pelo menos uma emporcalhada explosão de bexiga a cada exibição.

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O ritmo do seu roteiro é crítico. Todos nós já vimos filmes que tinham aquelas partes entediantes onde nada parecia estar acontecendo, e todos nós já vimos filmes que só se arrastavam. Apesar de uma história emocionante poder tornar um filme de ritmo lento tolerável, ele ainda é um filme de ritmo lento. Ritmo é um dos elementos mais importantes de um roteiro, mas você raramente o vê mencionado em livros ou cursos de roteiro. O que é ritmo?

Ritmo é a frequência de eventos emocionantes em seu roteiro (ou no filme). Quanto mais eventos emocionantes, mais rápido é o ritmo do seu roteiro. Quanto menos eventos emocionantes, mais lento é o ritmo do seu roteiro. Bem simples.

Na maior parte, os eventos emocionantes serão o que eu chamo de “essência do gênero” – aquelas cenas interessantes do gênero pelas quais as pessoas compram ingressos para assistir. Aquelas cenas que conseguem entrar no trailer. Em uma comédia, essas são as situações de comédia. Em ação, são as cenas de ação. Em um thriller, são as cenas de suspense. Apesar de todos nós desejarmos ótimos personagens e uma ótima história, a razão pela qual vamos a um filme de comédia é para rir – portanto as cenas engraçadas são críticas. Você precisa de suficientes cenas engraçadas em uma comédia para que aquele pessoal que comprou aquele refrigerante de 7 dólares não possa correr até o banheiro, porque eles não querem perder todas aquelas coisas engraçadas que sabem que vão acontecer, porque o filme até então tem estado cheio de cenas engraçadas. Nós pagamos para ver um filme de comédia porque é engraçado – então é bom que o roteiro provoque o riso e nos mantenha rindo. Se você tem um roteiro de comédia com cinco cenas engraçadas entre as 50 ou 60 cenas, isso não é muito engraçado. Nada para te impedir de visitar o banheiro ou o balcão de doces, ou mesmo de jogar aquele video game no saguão do cinema.

speed

NUMERAÇÃO DE CENAS

Um dos motivos pelos quais o seu roteiro tem um ritmo lento pode ser porque não há o suficiente acontecendo – e você tem um roteiro repleto de encheção de linguiça. O roteiro médio vai ter algo entre 50 a 60 cenas – e a média é provavelmente mais perto de 60. Se você fizer a conta, isso significa que a sua cena média terá cerca de duas páginas. Agora, isso é uma média, então você pode ter algumas cenas de 4 páginas e algumas de uma páginas, mas, e se o seu roteiro termina com cenas de 10 páginas? Você pode querer dar uma olhada nessas cenas épicas e ver se elas realmente precisam ser tão longas. Uma cena de dez páginas provavelmente vai tornar o roteiro lento, simplesmente porque são dez páginas sobre a mesma coisa.

A maioria dos escritores novatos não tem nenhuma ideia de quão acelerado um filme realmente é, e o quão longo é 10 minutos de tempo de tela – um bom exercício é cronometrar filmes: assista um filme e anote o que são todas aquelas cenas e quanto tempo elas duram. O meu tocador de DVD tem um cronômetro que começa no zero e mostra quantos minutos já se passaram desde que o filme começou – uma ótima ferramenta ao se cronometrar filmes. Uma vez que tenha cronometrado alguns longas, você percebe quanta história está acondicionada em um roteiro – é muita! Então aplique isso ao seu roteiro – certifique-se de que você tenha essas tantas coisas acontecendo. Veja o tamanho daquelas cenas dos filmes que você cronometrou – você provavelmente notará algumas cenas amontoadas, de meio minuto cada! Tem aquela velha história sobre o Billy Wilder reescrever uma cena de 10 páginas de diálogo para meia página que continha todas as informações da versão mais longa. Esse é um dos princípios básicos do roteirismo – é escrita condensada. Você precisa encontrar o modo de transmitir o máximo de informação no mínimo de tempo de tela, porque só temos 110 páginas para contar a história toda.

Muitos filmes lentos (e seus roteiros) são na verdade 60 minutos de história cinematográfica expandidos para 110 páginas… e isso significa que quase metade do roteiro é algum tipo de material para encher linguiça ou apenas escrita preguiçosa. Certifique-se de que você tenha história suficiente, e de que você não gaste cinco páginas numa cena de duas.

Beyond a Reasonable Doubt

FIXADO NO RITMO

Existem duas maneiras de garantir que o seu roteiro tenha um bom ritmo:

1) Inclua o ritmo no seu argumento, para que ele torne-se parte da estrutura.

2) Edite e reescreva o seu roteiro quando ele estiver terminado, para melhorar o ritmo.

Se você incluir o ritmo no seu argumento, você tem o “ritmo embutido”, se tentar criá-lo depois, você pode acabar com um ritmo forçado… além de um montão de reescrita! Eu já assisti muitos filmes de ação onde parece que alguém simplesmente jogou uma perseguição de carros gratuita lá porque o ritmo estava se arrastando. Isso é o que geralmente acontece quando o ritmo é pensado posteriormente – as cenas enfiadas durante a reescrita, saltam para fora como o inchaço de um polegar machucado! É por isso que eu prefiro construir as minhas cenas de ação (ou qualquer que seja a “essência do gênero”) no argumento, de modo que elas sejam parte da história em si. As cenas interessantes tornam-se parte do esqueleto da história, e não algo que eu meto numa reescrita e que não era parte da história original.

Também ajuda a pensar nas cenas interessantes quando você estiver procurando por ideias de história e pensado nos personagens. Apesar de uma cena de perseguição de carros ser uma cena emocionante que pode estar no trailer, e pode fazer o público pagar pela entrada, e pode impedi-los de fazer aquela corrida louca até o banheiro, ela também é uma cena de personagem e uma cena de história. O seu protagonista está em apuros e deve passar por situações de vida ou morte numa perseguição de carros, então pense nas cenas essenciais como cenas de personagem também. Elas não são apenas algo para manter a história emocionante, elas também são cenas de conflito que revelarão o personagem. Esse é outro motivo pelo qual aquelas cenas de ação coladas (ou cenas de comédia, ou cenas de romance, ou cenas de suspense) não funcionam – elas não são parte da jornada emocional do protagonista e não são parte da história. Você deve construir cenas interessantes em sua história, de modo que aquela situação histérica de comédia seja uma parte necessária da história do personagem, e não possa ser removida. Qualquer cena que possa ser removida, deve ser removida… deste modo, qualquer cena que você apenas adiciona ao seu roteiro é uma cena que não pertence a ele. Você deve certificar-se de que todas aquelas emocionantes “cenas essenciais” sejam parte integrante da história.

Existe um ritmo na colocação das cenas (ou existem longos pontos mortos onde nada de emocionante acontece)? A ação ou o suspense ou o humor crescem como uma bola de neve e se intensificam? Se a sua comédia torna-se MENOS engraçada conforme ela progride, você está com um problemão. O ritmo deve intensificar-se, não ficar mais vacilante. Lembre-se, o seu trabalho é estourar bexigas. Quanto mais o público tiver que ir ao banheiro, mais temos que fazer para mantê-los em seus assentos. Lá pelo Ato III não deve haver um minuto a perder!

Wait Until Dark

O RITMO DO TERCEIRO ATO

Um roteiro de 110 páginas terá cerca de 12 cenas “essenciais do gênero”)… talvez mais. Os Terceiros Atos de roteiros de ação e de suspense geralmente são “fora da frigideira, dentro do fogo” — uma cena de ação leva à próxima, e elas continuam num crescente até você chegar ao fim. O Ato III de A OUTRA FACE [ATENÇÃO: A SEGUIR, HÁ SPOILERS DE ALGUNS FILMES] é ação do começo ao fim, começando com um tiroteio numa igreja entre o Herói e o Vilão, transformando-se em um impasse, onde o vilão sequestra a filha do Herói e aponta uma arma para a cabeça dela fora da igreja, o que leva a uma perseguição a pé no píer perto da igreja, o que leva o Vilão a roubar um barco de corrida e o Herói a persegui-lo em outro barco de corrida, o que transforma-se numa luta mano a mano (com âncoras e correntes) a bordo do barco do Vilão, e então este barco atinge a margem e explode, lançando o Herói e o Vilão na praia, onde eles têm uma luta final de faca contra uma arma de arpão de pesca. Uma ação evolui para a próxima como uma bola de neve, num contínuo ato-de-ação.

Suspenses frequentemente fazem a mesma coisa – o Ato III de UM CLARÃO NAS TREVAS é um grande jogo de pique-esconde entre o assassino e a mulher cega.

Roteiros de comédia geralmente também têm Terceiros Atos “fora da frigideira”… simplesmente uma situação engraçada levando à próxima. Confira o final de BANZÉ NO OESTE ou o de QUEM VAI FICAR COM MARY?, ou o de O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO, para alguns exemplos.

Em outra dica de como o ritmo é o pulsar do coração de seu roteiro, eu digo que, assim como o seu batimento cardíaco aumenta quando você fica mais emocionado, a frequência de cenas emocionantes aumentará quando o seu roteiro se tornar mais emocionante. Você provavelmente terá muito mais cenas interessantes no terceiro ato do seu roteiro do que no primeiro ato. Certifique-se de não esgotar toda a emoção antes do final de sua história! O lugar em que você não deve deixar o ritmo lento é o Ato III. Eles realmente têm de ir ao banheiro, e você tem que lutar com duas vezes mais afinco para evitar que isto aconteça!

G.I.Joe

TUDO INTERESSANTE O TEMPO TODO?

Ei, se uma “cena essencial” em cada dez páginas é bom, uma “cena essencial” do começo ao fim de vinte minutos não seria ainda melhor? A resposta é… não.

Filmes com todas as cenas empolgantes, uma depois da outra, parecem ficar esgotados – um excesso de uma coisa boa. Um roteiro necessita de equilíbrio – picos e vales. Se o seu roteiro é sempre empolgante, nós nos tornamos acostumados à empolgação, e ela torna-se esperada… e o que é esperado não é empolgante. Quando uma perseguição de carros e um tiroteio torna-se entediante, você está em apuros! Tudo empolgante é tão problemático quanto empolgação nenhuma.

Quando você vê os monitores cardíacos nos programas médicos (ou na sua última viagem ao pronto-socorro porque a sua bexiga explodiu no cinema) notará que um batimento cardíaco sobe e desce – há picos e vales. O mesmo ocorre com o ritmo do roteiro – você não quer que sejam todos picos, porque isso é uma linha reta tanto quanto tudo vales. Você quer um pico seguido por um vale – uma cena de ação seguida por uma de não-ação. Isso mantém as cenas de ação empolgantes. Mas como você os impede de correr loucamente para o banheiro após a perseguição de carros ter terminado?

Bem, primeiro você precisa certificar-se de que as cenas que não são “essenciais de gênero” sejam críticas para a história e críticas para a jornada emocional do protagonista. Pensar que uma perseguição de carros “essencial do gênero” seja somente algum tipo de material para encher linguiça é um erro imenso… assim como pensar que as cenas entre suas cenas “essenciais do gênero” sejam algum tipo de material para encher linguiça. Não existe material para encher linguiça em um roteiro – cada cena, cada página, cada palavra é necessária para contar a história, e é melhor que seja interessante e emocionante. Lembre-se, existem outras formas de emoção além de uma perseguição de carros. Personagens interessantes são emocionantes.

Abbott and Costello Meet Frankenstein

Aqui está o que eu aprendi assistindo ABBOTT & COSTELLO MEET FRANKENSTEIN: O vale de um gênero é o pico de outro. Ao combinar dois gêneros – terror e comédia – ABBOTT & COSTELLO MEET FRANKENSTEIN é duas vezes mais emocionante, sem nenhum fator de esgotamento. Os vales do terror são os picos da comédia. Quando você não está gritando, está rindo. A comédia torna o terror duplamente assustador, porque ele torna-se inesperado. Aqui está você rindo, e então algo assustador acontece. O terror também torna a comédia duplamente engraçada pelo mesmo motivo – após um grande susto você realmente precisa de uma boa risada!

Essa tradição é o que tornou tantos filmes de terror dos anos 1980 (de UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES a GRITO DE HORROR, a A CASA DO ESPANTO) tão assustadores – os vales da história de terror eram picos da história de comédia, e as histórias nunca perdiam seu foco nos personagens. Uma cena emocionante acontecendo com pessoas com quem não nos importamos não é muito emocionante. A coisa dos picos-e-vales também foi usada com romance em muitos filmes de terror dos anos 1940, como SANGUE DE PANTERA e I WALKED WITH A ZOMBIE, que tornaram-se mais assustadores porque são histórias de amor. Há esta grande cena romântica… e, no meio de um beijo, o monstro ataca. Então, quando um filme de terror não é assustador, ele não é enfadonho… ele é emocionante de outra forma.

O “gênero padrão” de todos os roteiros geralmente é o drama – o seu protagonista está lutando com algum problema emocional que é amplificado por um problema físico (enredo) que é de um gênero popular. Então as cenas “essenciais do gênero” podem ser de ação, ou suspense, ou comédia, ou terror, ou comédia romântica, mas as “cenas de vale” geralmente serão dramáticas. Se você assistir aos filmes BOURNE, esta é uma história seriamente orientada para o personagem… com maciças perseguições de carro. Em uma de minhas dicas, eu falo sobre o drama como o gênero padrão e uso algumas comédias como exemplos – quando aqueles filmes não estão te fazendo gargalhar, eles são sobre personagens lutando com sérios problemas emocionais. Esta é uma das razões pelas quais dramas puros geralmente não se saem tão bem quanto filmes de gênero – as cenas “essenciais do gênero” em um drama são aqueles grandes momentos dramáticos… aqueles são os picos. Então, quais são os vales? Hm, geralmente, nada.

Hitchcock disse: “Filmes são a vida, com todas as partes chatas cortadas” – então você quer que o seu roteiro seja sempre interessante e envolvente… só não quer que sempre sejam cenas essenciais do seu gênero primário (isso seria tudo picos = sem picos). Não existem picos se você não tem vales – mas isso não significa que os vales têm de ser enfadonhos.

Não pense nos vales como “pontos tediosos” ou “pontos lentos”, eles serão pontos emocionantes de algum outro gênero. O seu suspense pode usar os vales como picos de uma história dramática. Os seus vales de comédia podem ser picos românticos… ou picos de suspense… ou picos de terror… ou picos de ação… ou algum outro tipo de cena emocional e empolgante que complemente o gênero do seu roteiro e ajude a explorar o personagem. Toda página do seu roteiro precisa ser interessante, emocionalmente envolvente e empolgante.

Sem um bom ritmo, você perdeu o seu público. E quando o público está no banheiro, ele não está assistindo ao seu filme (insira a sua própria piada aqui.) Então, como está o ritmo do seu roteiro?

northbynorthwest

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Tem 4 livros deste autor sendo vendidos pela Amazon.com na versão Kindle (você não precisa ter um aparelho Kindle para ler neste formato, basta baixar o aplicativo para o seu computador). Eu comprei os 4 recentemente e, além de baratinhos (3 deles custam apenas 2,99 dólares, e o sobre roteiros de ação, US$ 9,99), são ótimos, recomendo a todos os que gostam dos artigos do William C. Martell – e leem em inglês – que os comprem (clique nas capas abaixo para ir direto à pagina da Amazon). Valem cada centavo!

The Secrets Of Action Screenwriting Your Idea Machine Dialogue Secrets Creating Strong Protagonists

Uma ótima escrita pra você hoje! ><((((º>

07/11/2011

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