Dicas de Roteiro

17/09/2012

Filmes chegam à internet antes de aos cinemas, e sem pirataria

Filed under: Sem categoria — valeriaolivetti @ 10:01

Olá, pessoal! Eu gostaria de compartilhar o link dessa matéria escrita por Michelle Kung e publicada no site do The Wall Street Journal Brasil, sobre as soluções que Hollywood está encontrando para se adaptar aos novos tempos: http://online.wsj.com/article/SB10000872396390444812704577607813045725228.html

Dá pra ver como a internet ainda é um terreno mal explorado com potencial de gerar muito mais dinheiro para o cinema. Vale a leitura.

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5 Comentários

  1. Valéria, o link dá numa página indisponível no WSJ.

    Comentário por Cícero Soares — 17/09/2012 @ 14:52

  2. (Ah, agora sim, Valéria. E…) Hum, interessante. Na verdade… interessantíssimo! Produções brasileiras do calibre, digo, de baixo calibre orçamentário, e que não almejam grande público (leia-se, fora do monopólio da Globo Filmes), poderiam se valer dessa “subversão” na distribuição.

    Antes da estréia em cinema, em circuitos, hum, cults das Capitais… internet! Vá, que seja, por hora iTunes, Netflix e afins. E quem não pode ou não quer ou não está acostumado a freqüentar esses circuitos teria uma alternativa confortável para “experimentar” os nossos filmes de baixo calibre, não teria?

    Comentário por Cícero Soares — 17/09/2012 @ 23:38

    • Oi, Cícero, como vai? Que bom vê-lo por aqui! =)

      Pois é, eu acho que esse modo de distribuição vai ser excelente não só para o cinema independente, como para o cinema brasileiro em geral (que não deixa de estar à margem do cinema dominante mundial). Aqui mesmo, com tantas cidades pequenas com suas salas de cinema fechadas, a distribuição pela internet fica mais barata e mais direta do que ficar esperando chegar os DVDs (se chegarem). É claro que a própria internet ainda é um luxo pra muita gente, mas creio que isso deverá cada vez ficar mais democratizado com o tempo, como aconteceu com a TV. E será mesmo uma excelente saída para distribuir nossos filmes para o mundo também, dando a volta por sobre o monopólio de distribuição de filmes norte-americano.

      Quanto ao pessoal experimentar filmes independentes, eu ouvi uma vez um crítico dizer que as pessoas são muito mais exigentes ao assistirem um filme no cinema do que na TV. Quando assistem o mesmo filme em mídias diferentes, o nível de rejeição também é diferente. No caso do cinema, as pessoas pagam muito pelo ingresso, têm de se arrumar, sair de casa, às vezes se deslocar por um trajeto um tanto longo, tudo isso é dispendioso e cansativo e faz com que os espectadores de salas de cinema fiquem com seu nível de exigência nas alturas. Um filme cult, que por si só já costuma subverter as expectativas do público, deve se beneficiar muito de uma exibição pela internet, já que as pessoas podem ver, parar, adiar um pouco, comentar com os outros, analisar, “respirar” uns minutinhos, tudo o que for necessário para digerir e compreender esses filmes. E tudo no conforto do lar, na hora mais aprazível para o espectador, sem intervalos comerciais, sem perder nada por ter dado um pulinho no toalete. Para mim, esse é o melhor dos mundos. Já até perdi a vontade de ir ao cinema ultimamente. Além dos problemas normais que citei, as exibições por aqui andam tão “lavadas”, com uma qualidade de imagem tão ruim, que prefiro assistir em casa mesmo, um DVD ou Blu-Ray de alta definição ganha de mil dos cinemas. Infelizmente. Virou mais um lugar pra namorar do que pra uma experiência cinematográfica. Pena.

      Um abração, Cícero, e obrigadão pela visita, gostei muito! =)
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 18/09/2012 @ 08:52

  3. Pois é, Valéria, pois é. Você disso tudo e mais um pouco! rs.

    Gozado esse negócio de ir ao cinema. De uns anos pra cá baixei drasticamente a freqüência de. Hum, sim, também porque, confesso, adquiri esse hábito deveras duvidoso de “baixar”. Mas antes era até 4 vezes por semana saindo de casa pro escurinho do cinema, verdade. Sem falar nas coletas de DVDs em locadoras “de bairro”, de baciada. E, hoje, com a internet, posso dizer que ela supre quase completamente minha gulodice de outrora…rs.

    Ah, mas era tempo de cinema também de bairro, sabe?, e o negócio de agora é o tal do negócio multiplex em shoppings. E esses lugares sempre me deram calafrios. Mas creio que boa parte do “público exigente” a que você se referiu faz parte dessa geração aquartelada, né não? Até os atuais points cults fazem questão de ter mesma “cara”. Então agora cinema pra mim virou outra coisa, telona pra mim só pra ver velharia. Essa semana mesmo já me comprometi: La Dolce Vita no CineSesc! (Hum, talvez um Cosmopolis do Cronenberg e um Cara ou Cora do Giorgetti, mas quem sabe, quem sabe.) De resto, Valéria, principalmente arrasa-quarteirão ou dignos baixos valores de produção com lançamento aqui a passo de tartaruga… baixo sem dó nem piedade. Ah, mas só resolução bluray, ou próxima dela, que realmente deixaram a qualidade de DVD no chinelo. Meu, hoje mesmo, hoje mesmo babei rios de bába assistindo a um bluray do Lawrence de Arábia “remasterizado”. Que pintura, Valéria!

    E por falar em qualidade, teve outra coisa que contribuiu pra me assustar, exatamente o que você disse das projeções digitais “lavadas” de um sistema nacional aí. Ano atrás, no próprio CineSesc, vi desavisado uma dessas projeções, uma comédia italiana de não me lembro quem e… Nossa, que cores horríveis… Ou melhor, que falta de cores! rs. Pra nunca mais.

    Só que no caso de distribuições oficiais através da internet, ainda temos o gargalo da conexão, né? Aqui a conexão ainda é um problema, a infra-estrutura de banda larga continua resistindo em sair das fronteiras das capitais. Ainda. Como você também disse, a tendência é de ganho territorial (ao contrário de uma suposta retomada da interiorização das salas de cinema). Além do mais…

    (Hum, tá, sei que o papo tá bom mas vamos encurtar o papo, ok?) Só uma última colocação, a respeito da expectativa de como vai se dar essa “subversão” lá fora, se vai render (em todos os sentidos) mesmo, etc. Estou muito curioso sobre o resultado. Não sei, mas… Mas acho que é um “outro” público, um público ainda não descoberto, ou uma parcela de um público tradicional que aguarda descobrir essa ou outra alternativa. Mas não sei. Vamos ver, vamos ver.

    Então é isso aí. Beijos e inté a próxima, Valéria.

    Comentário por Cícero Soares — 18/09/2012 @ 13:47

  4. Oi, tudo bem?

    Eu estou criando uma tecnologia para exibio de filmes para celular, gratuitamente.

    Bjs,

    Rynaldo

    Comentário por rockcircus — 18/09/2012 @ 14:18


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