Dicas de Roteiro

10/12/2011

Férias e Boas Festas!

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 11:00
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Oi, pessoal! Gargalhando Eu estive ausente do blog nos últimos dias (meu telefone enguiçou e fiquei sem internet), só que agora terei que dar uma pequena pausa pois eu vou sair de férias pelos próximos dias Ilha com palmeira. Mas não se preocupem, estarei de volta no começo de janeiro com todos os posts prometidos e as continuações das séries já começadas (e, espero, com as minhas baterias recarregadas também Smiley piscando).

Quero agradecer a todos pelo carinho, pela força e por todos os comentários. Completamos no dia 1º de dezembro mais um aniversário Bolo de aniversário do Dicas de Roteiro, e fico muito feliz por ter tanta gente inteligente, talentosa, perspicaz e apaixonada pelo ofício nos acompanhando nestes dois anos de blog. Espero que tenhamos muitos mais aniversários pra comemorar pela frente, e torço de coração para que todos vocês continuem comigo nesta jornada. Só pra vocês saberem, é mais ou menos assim que eu me sinto:

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Sem vocês, eu não faria nada! Eu posso afirmar com certeza que aqui eu aprendo muito mais do que ensino, e é a força de vocês que me trouxe tão longe. Obrigada mesmo, de coração! Coração vermelho 

Desejo um excelente fim de ano para todos, boas festas e um 2012 repleto de saúde, amor, dinheiro Dinheiro e felicidade, e que nossos sonhos profissionais se realizem sem demora. Película

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Um beijo grande, pessoal, eu adoro vocês!

Valéria Olivetti

04/12/2011

Cortando Cenas de um Roteiro

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 12:33
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O artigo de hoje também foi tirado do site da Writers Store e é de autoria da consultora de enredos Martha Alderson:

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A leitora Alexa Adams, de Milford (Connecticut), pergunta: A minha contagem de cenas está tornando o meu roteiro muito longo, mas eu não consigo cortar nenhuma das cenas que escrevi. O que devo fazer?

A especialista Martha Alderson responde:

O trabalho de um bom escritor é saber quais cenas cortar e quais manter. Você, como escritora, precisou escrever cada uma daquelas cenas para entender melhor os personagens. Um frequentador de cinema ou leitor precisa apenas de cenas que funcionem em uma multiplicidade de níveis de uma só vez.

Dicas:

1) Escreva o seu projeto do começo ao fim em cada versão. Se você sempre voltar ao começo, vai achar as primeiras cenas mais difíceis de cortar por causa de todo o tempo e trabalho que você dedicou a elas.

2) Rastreie as suas cenas usando o Scene Tracker Template [Gabarito Rastreador de Cenas] ou alguma outra técnica que mostre quais cenas fornecem todos os sete elementos essenciais de uma vez só (Veja o meu artigo Create Scenes that Sizzle – 7 Essential Elements). Quanto mais intensamente as suas cenas funcionarem, maior o peso que elas carregam e maior a probabilidade de elas pertencerem ao projeto.

3) Planeje as suas cenas em um Plot Planner [Planejador de Enredos] ou usando alguma outra técnica. Ser capaz de ver quais cenas são episódicas e quais fluem através de causa e efeito melhora a sua capacidade de saber quais cortar e quais manter. Uma cena que foi prenunciada numa cena anterior ou uma que se desenvolve a partir da cena precedente torna-se uma peça essencial do quadro geral que surge.

4) Enquanto você planeja as suas cenas, observe se os riscos em cada cena aumentam em intensidade, um passo de cada vez. As chances são de que as cenas que não possuem mais conflitos, tensão e suspense do que as que vieram antes precisem ser cortadas.

5) Um bom escritor sabe que para que uma certa passagem ou frase ou personagem ou virada de enredo esteja em uma história não é por causa da beleza da escrita ou da genialidade da trama ou da profundidade dos personagens, embora estas coisas sejam importantes para cativar o leitor. Um bom escritor sabe que cada frase e cada elemento em cada cena pertence àquele lugar porque tem um propósito definido no esquema geral das coisas.

Boa escrita pra você hoje!

03/12/2011

Escreva Um Roteiro Digno de Respeito

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 21:22
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O artigo de hoje é de autoria de Richard Walter e foi tirado do site da Writers Store:

screenplays

Nosso leitor Jimmy Pearson, de Minneapolis (Minnesota), pergunta:

Eu já tenho 3 roteiros prontos. Como posso conseguir que alguém leia o meu trabalho?

O Professor Richard Walter, presidente de longa data da cadeira de Roteiro da lendária Faculdade de Cinema da UCLA, responde:

Os escritores nunca param de me perguntar como eles conseguem que seu trabalho seja lido por agentes, empresários e produtores. A minha resposta é sempre a mesma. Você "simplesmente" precisa ter algo DIGNO do tempo e da atenção de um Insider da Indústria. Eles não são inacessíveis. Todavia, os escritores querem continuar a pensar que eles são. Deste modo eles podem culpar Hollywood, ao invés de seu próprio trabalho, por não estarem sendo lidos. Os escritores devem dedicar o tempo e o cuidado adequado para escrever um roteiro que se destaque.

Então, o maior erro de todos é: Os escritores mostram o seu trabalho cedo demais – antes que ele esteja pronto.

O segundo maior erro que um escritor comete é escrever demais. As cenas são longas demais. Os diálogos são longos demais. E a contagem de páginas é alta demais. Os roteiros atuais são curtos, apenas pouco mais de cem páginas. Corte as suas cenas e encurte os roteiros, até que cada cena mova a história adiante e desenvolva ainda mais os personagens.

Conseguir ser lido é fácil. Escrever um patrimônio digno de respeito não é.

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Boa escrita pra você hoje!

02/12/2011

Acrescentando Profundidade aos Vilões

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 12:00
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Este artigo foi tirado do site da Writers Store e escrito por David Freeman:

david-freeman_creator

Nosso leitor F.X. Snyder, de Garden Grove, pergunta:
O meu vilão é um pouco unidimensional. Alguma dica para dar conteúdo a um personagem que não é o protagonista?

David Freeman responde:

Claro, eu sei muito sobre vilões, embora não por experiência pessoal, veja bem. Aquela coisa do assalto ao banco foi um grande erro, e o repórter entendeu tudo errado!

1. Você pode ter o vilão, ocasionalmente, fazendo algo de bom – mas apenas faça com que seja algo PEQUENO ou nós vamos gostar demais dele e ficar chateados quando ele morrer (a menos que você queira que a gente fique chateado).

2. Ele pode ter motivos para a sua criminalidade, que, se não são razoáveis para nós, podem pelo menos fazer-nos entender porque seus crimes são razoáveis ​​para ele.

3. Ele pode ter uma vida além de simplesmente ser um vilão. Por exemplo, ele pode estar preocupado com as notas de seus filhos na escola; ele pode ser membro de um time de softball local etc.

4. Podemos ver o lado humano dele, o que o torna mais "relacionável". Talvez ele seja tímido em um encontro. Talvez ele esteja desconfortável porque ganhou peso. Talvez ele esteja secretamente envergonhado quando tenta falar uma frase em francês em público (tentando parecer sofisticado) e é ridicularizado por sua pronúncia. Mais uma vez, muito desta coisa e nós vamos nos identificar tanto com ele que vamos lamentar sua morte. Então apenas um pequeno toque é tudo o que você precisa.

Doctor Octopus - by Ian Pool

Boa escrita pra você hoje! =D

01/12/2011

5 Dicas Sobre Como Tornar a Sua Comédia Romântica Adorável… Er, Relacionável

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 12:40
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Olá, pessoal! Estamos de volta com o artigo escrito pela roteirista e atriz Lauren Miller, e tirado do site Script Frenzy:

Lauren Anne Miller

Pedimos à roteirista Lauren Miller suas dicas sobre como escrever uma comédia romântica relacionável. Manda ver, Lauren!

Quem não gosta de amar uma comédia romântica? Ninguém, isso sim! Mas quantas vezes você não vai ao cinema morrendo de vontade de gostar do novo filme tipo garota-persegue-o-cara, garota-perde-o-cara, cara-ganha-garota-de-volta, e sai do cinema um pouco… bem… não-apaixonado?

Infelizmente, acho que isso acontece um pouco mais frequentemente do que não acontece, e eu pensei em algumas coisas que podem tornar a sua comédia romântica a coisa mais adorável e relacionável que você já viu.

1. Mantenha os seus clímax românticos verdadeiros. Ok, todos nós amamos Richard Gere subindo a escada de incêndio, e todos nós amamos Tom Hanks encontrando Meg Ryan no topo do edifício Empire State, mas estes são apenas sonhos extremamente ficcionais e completamente irrealistas. Sim, eles são divertidos de se imaginar que é você no lugar da mocinha, mas estes gestos grandiosos fracassam nas telas com muito mais frequência do que têm sucesso. Manter isso verdadeiro para os seus personagens vai lhe dar uma chance de se conectar com o seu público de uma forma que é muito mais provável de soar verdadeiro para o lado romântico dentro dele.

Por exemplo, pense em sua própria vida. Qual é a coisa mais romântica que alguém já fez por você? Talvez você pudesse roubar isso! Ou pense sobre as coisas que você gostaria de fazer, e imagine que você está lá fora fazendo-as um dia e o objeto de sua afeição aparece inesperadamente.

Acho que o que acontece é a necessidade de manter os seus sentimentos românticos naturais para a vida cotidiana do seu personagem. Se uma personagem é pobre e tem qualquer tipo de responsabilidade, provavelmente não pode parar tudo e seguir até o topo do Empire State Building um cara que ela ouviu no rádio.

Pegue o filme Ligeiramente Grávidos: Ben Stone é um super perdedor. Ele não consegue fazer a Allison se apaixonar por ele, construir-lhe uma casa enorme para seu bebê, ou dar-lhe um enorme anel de diamante. Então, o que ele fez? Ele deu a ela uma caixinha e prometeu dar-lhe um anel um dia. E ele conseguiu um pequeno, mas agradável apartamento para ela e decorou uma parede para se parecer com um quarto de bebê. Eu não sei quanto a você, mas eu fiquei extremamente emocionada com isso. Foi totalmente real, e no reino da realidade de Ben Stone.

2. Dê alguma profundidade às suas mulheres! Na maior parte, existem dois tipos de mulheres em comédias românticas:

  1. A burrinha desajeitada super-quente que já teve muitos namorados, mas nenhum que realmente a entendesse.
  2. A ultra-bem-sucedida empresária durona super-quente que se esqueceu de como amar, até que o artista/perdedor mostra-lhe como viver de novo.

Se você é uma mulher, faça a si mesma esta pergunta: "Você é uma dessas pessoas?" E se você é um homem, faça a si mesmo esta pergunta: "Você realmente conhece uma dessas mulheres?" Esperamos que a resposta para essas perguntas seja "não". Porque, normalmente, as mulheres são uma mistura de tantas coisas diferentes! Não tenha medo de deixar a sua personagem feminina ser um pouco de tudo. E deixe que as emoções dela sejam reais! Dê a ela um defeito irritante e dê-lhe algo pelo qual ela seja admirada. E dê-lhe alguns passatempos que sejam reais (e não apenas futebol porque isso a torna agradável para o protagonista masculino). Ela deve ser alguém de quem você iria ser amigo, e você deve conhecê-la melhor do que ninguém. Eu aposto que Nora Ephron sempre soube o que a Sally Albright estava fazendo com o seu dia.

3. Mantenha o mundo em que os seus personagens vivem real. Quantas vezes já não assistimos a comédias românticas em que a personagem principal é uma humilde assistente numa organização sem fins lucrativos, e no entanto tem o guarda-roupa mais fantástico e o melhor apartamento de Nova Iorque que você já viu. Nada me desconecta mais de um filme do que quando isso acontece. Se alguém está dando duro em seu trabalho, quero vê-lo dar duro em toda parte! Não tenha medo de escrever que o seu personagem é apenas normal em algumas coisas, nem todo personagem tem que ser o mais bem vestido, o mais esperto, o mais limpo, o mais desorganizado. O que você está vestindo neste instante? É isso o que seu personagem deve estar usando! Para onde você vai com seus amigos? É para lá que o seu personagem deve ir! Quais são as cores de suas paredes? Você já adivinhou… as paredes do seu personagem devem ser dessa cor também! Se o mundo em que o seu personagem está vivendo não é real para você, então não vai ser real para o público também.

4. Não force os seus personagens a ficarem juntos. Mais uma vez, manter isso real ajuda especialmente aqui. Digamos que você goste de comida picante e de basquete. Você vai se apaixonar por todas as outras pessoas que também gostam de comida picante e de basquete? Você realmente tem que dar a seus amantes a chance de verdadeiramente se apaixonarem um pelo outro.

O melhor exemplo em que posso pensar é Harry & Sally – Feitos Um Para o Outro. Uau. Eles conversavam entre si. Eles brigavam um com o outro. Eles eram vulneráveis ​​um com o outro, e passaram a conhecer um ao outro melhor do que ninguém jamais conheceu antes. Não foi porque ele a achou bonita, e não foi porque ela o achou engraçado. Eles realmente se conheciam, e no final, quando eles perceberam que não podiam viver um sem o outro, nós não acreditamos nisso? Talvez essa seja uma das melhores comédias românticas DE TODOS OS TEMPOS? Pode apostar.

5. Por favor! Não Nova Iorque! As pessoas se apaixonam em outros lugares, sabia. Ok, não é que uma comédia romântica não possa se passar lá (o lugar é tão incrível!). Mas quantas vezes as pessoas podem se apaixonar lá? Vamos lá! Espalhe a riqueza para outras cidades! E para as pequenas cidades! Use lugares normais onde as suas pessoas normais vivem. Dê a elas uma chance de serem românticas também! E lembre-se, se tiver que ser em Nova Iorque, muito provavelmente o seu apartamento será do tamanho de uma caixa de sapatos e não terá degraus de entrada com vasos de flores alinhados.

Boa escrita pra você hoje! =)

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