Dicas de Roteiro

18/11/2011

A Arte de Não-Tentar: Três Hábitos Para Cultivar o “Fluxo”

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:00
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Este artigo é da orientadora de escrita Marla Beck, e foi tirado de seu site, The Relaxed Writer:

Marla Beck

Em Flow: The Psychology of Optimal Experience [Fluxo: A Psicologia da Experiência Ideal], o psicólogo Mihaly Csíkszentmihályi lista nove elementos que acompanham o "fluxo".

Depois de "metas claras" e "concentração e foco" está o tema do post de hoje do Escritor Relaxado:
"Uma perda do sentimento de auto-consciência; a fusão de ação e de consciência."

Como fundir "ação" e "consciência"? Continue lendo em "A Arte de Não-Tentar: Três Hábitos Para Cultivar o ‘Fluxo’":

1. Dê a si mesmo permissão para escrever coisas muito, muito ruins. Todos nós sabemos que a finalidade do primeiro rascunho é "botar as ideias para fora", sem prestar muita atenção na gramática, na retórica etc. Mas quão ruins são os seus primeiros rascunhos, realmente?

Quase todo escritor que eu treinei se beneficiou de praticar redirecionar a sua energia de "tentativa" de escrever um primeiro rascunho "sólido" para escrever um "verdadeiramente terrível". Eu convido você a praticar esta habilidade, tornando o seu próximo primeiro rascunho ainda mais "horrível", "incrivelmente incompleto", "desleixado", "pouco coerente" ou [insira a sua descrição favorita aqui] do que nunca.

Como Fazer Isso:
Divirta-se com isto: escreva mal de uma forma ousada. O seu objetivo é o que eu chamo de um "Rascunho Queijo Suíço": uma fatia de escrita com uma leve estrutura de buracos que você preencherá mais tarde. Ao redirecionar a sua energia de "tentativa", você essencialmente a silencia.

2. Agradeça ao seu crítico. Eu acredito que é incorreto pensar que eventualmente vamos superar, dominar ou eliminar as nossas vozes críticas internas. Na verdade, a tagarelice do crítico é um sinal de que a nossa mente está em ordem: é natural e saudável experimentar resistência quando seguimos em frente ou escrevemos algo novo. O truque é acolher a tagarelice do crítico como um sinal de que estamos fazendo algo certo (desafiando a nós mesmos, em vez de ficarmos em nossa zona de conforto). E depois, seguir em frente.

Como Fazer Isso:
Encare a tagarelice do crítico interior como você encararia uma ligação inoportuna de um operador de telemarketing agressivo. Agradeça ao crítico por "ligar", e então desligue. Imediatamente. Não há necessidade de ser sugado para o seu (frequentemente esclarecido e sedutor) discurso de vendas. Você está ocupado demais, escrevendo.

3. Medite. Por favor, observe: Eu defino "meditação" livremente. Qualquer atividade que lhe ajude a se conectar com uma sensação de bem-estar e a abaixar o volume de seus pensamentos internos conta.

Como um guia, pense em sua atividade favorita (cozinhar pão, caminhar animadamente, ouvir Bach e fazer yoga são alguns dos meus favoritos). Se a atividade lhe ajuda a transformar a sua energia de agitada (ou nervosa, ou apreensiva) para calma, então ela pode lhe servir bem como uma forma de "meditação".

Fazer uma atividade meditativa regularmente ajuda você a:

  • desenvolver a consciência metacognitiva
  • desenvolver uma sensação de ousadia e diversão

Cada uma destas qualidades são elementos essenciais do "não-tentar", e constroem uma base forte para o auto-esquecimento que contribui para a criação do fluxo.

Como Fazer Isso:
Você pode já estar fazendo uma atividade meditativa de forma regular. Se assim for, esteja ciente dela como tal, e dê a si mesmo tanta oportunidade de praticá-la quanto puder… de preferência, diariamente.

Rã meditando

Para quem procura aprender a meditar, tem um livrinho que me ajudou muito a começar: A Arte da Meditação, de Daniel Goleman. Vem com um CD de áudio pra auxiliar o aprendizado.

Boa meditação pra você hoje! =D

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4 Comentários

  1. Oi, Valéria, muito tempo que não nos escrevemos (um mês?), boa tarde!!!

    É assim, a vontade de, em vez de conversar, é matar esse “crítico” interno, que só sabe dizer o que não sabe. Mas – sempre existe esse mas – o fato de bater fere não a ele, que se esconde dentro do escritor e fica brincando para acertar, errou, falta o olho, agora a orelha. E se for bater e aguentar a provocação, já viu onde se vai parar. Ambulância, leve esse escritor idiota que brigou com o “seu” crítico interno.
    Portanto, o melhor é seguir a regra seguinte:
    1. Levantar, dar duas voltas e três pulinhos…
    2. Sentar, não ligar para o que ele fala…
    3. Ele continua falando e achando erros? Bem, pegue as duas mãos, na palma, e, em conjunto de dois, passar pelas faces, um pouco nos olhos, continuar com elas duas, em conjunto de dois, pelas orelhas, três vezes, para acalmar. Não esqueça que ao terminar, voltas pela cabeça para espantar, antes coçando. Sempre em conjunto de dois, porque se coçar de um lado só, já viu, ele pula para a outra banda e aí a corneta ou pistão toca e a dor de cabeça volta.
    4. Finalizar com uma oração forte para espantar fantasmas… poder ser várias vezes também, a critério de ouvir vozes. Quando ela acalmar você estará pronta para mais escritas. E ele sossega, com certeza, porque o anjo da guarda o mantêm sentado, com lanchinho e suco de uva, maracujá,…… bem, a preferência dele.
    5 Finalizando dois, quando ele menos espera a escrita está pronta e você diz, no final que não vai arrumar mais. Estou satisfeito. Escreva assim mesmo e…. fim.

    Acabou a terrível enxaqueca, você olha para o computador, tudo terminado. Venci.

    Amanhã ele retorna, se você for escrever outro livro, conto, poesia, anedota… e os cambau.

    Nesse caso, volte à regra número um (1) e siga com a bela vida de escritor que o melhor do seu talento aprouver.

    Gostou do aprouver… escritor metido a qualquer coisa, besta e seus sinônimos… chega.

    Abraços.

    Comentário por Cilas Medi — 19/11/2011 @ 16:28

    • Oi, Cilas, como vai? 😀

      Eu dei uma pesquisada nos arquivos e vi que sua mensagem anterior foi no dia 9/11, exatamente dez dias antes desta última! Mas sabe que parece mesmo que faz um mês que a gente não conversa? É a saudade, é a saudade…! :mrgreen:

      😆 😆 E agora tô vendo que essa luta com o crítico interno não só é inútil, como perigosa!! Ainda bem que eu tenho minhas duas orelhas e olhos ainda intactos, puxa, eu não sabia o perigo que estava correndo! Melhor é usar a sua técnica, mais segura. Aliás, por ela eu percebi que o crítico interno na verdade é um carente, o que ele precisa é de uns carinhos e de distrações, feito criança fazendo birra. Sabendo lidar com ele, fazendo ele ficar calminho (haja suco de maracujá!!), a gente pode trabalhar à vontade (até o próximo piti, claro! Rsrs!).

      Ah, e adorei o “aprouver”, pelo jeito também sou uma escritora metida a besta! Rsrs! :mrgreen:

      Um abração, Cilas, uma ótima semana pra você! Como sempre, eu adorei a visita! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 20/11/2011 @ 10:29

  2. Thank you for sharing my work with your readers. Wishing you luck with your writing! -Marla

    Comentário por Marla Beck — 20/11/2011 @ 14:46

    • Hi Marla!

      Thank you for sharing your knowledge with us. I heard of your site recently, but I’m already a big fan. =)

      Thanks for visiting us, greetings from Brazil!

      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 21/11/2011 @ 20:06


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