Dicas de Roteiro

25/11/2011

Quebre as Regras e Quebre a Sua Resistência

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 23:14
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Hoje temos outro artigo da Rosanne Bane, complementando o último que postamos dela. Este aqui também foi tirado de seu site, The Bane of Your Resistance:

Seagull

Eu tive uma semana de escrita particularmente boa. Eu assumi um compromisso de focar pelo menos quatro das minhas cinco sessões de escrita diárias num projeto ao qual eu tinha estado um pouquinho resistente, e esse compromisso me manteve focada e em movimento. A outra fonte de satisfação na escrita desta semana veio de quebrar as regras.

Há uma liberdade especial a ser adquirida em se quebrar as regras.

A história pregressa: Eu pedi aos alunos do meu curso Escrevendo Nosso Caminho Através da Sombra um rascunho de lixo. Eu publiquei sobre O Rascunho de Lixo antes, mas caso você não se lembre, escrever um rascunho de lixo é intencionalmente escrever tão mal quanto você puder. Eu disse aos meus alunos para escrever as piores coisas que podiam, para escrever algo realmente horrível, clichê, desajeitado, estúpido, incompleto, inacreditável, bobo, sentimental, chato, pomposo, ou qualquer outro adjetivo que eles odiassem que fosse atribuído à escrita deles.

Eu já escrevi rascunhos de lixo antes e percebi que eu escreveria outro para ser um bom modelo de conduta, mas eu nunca esperei obter tanta energia, paixão e liberdade deste exercício.

Eu escrevi uma versão de lixo de uma carta de consulta que quebrou todas as regras relativas a ser profissional e educada. Eu comecei com: "Escute aqui, Sr. ou Sra. Assim-Chamado(a) de Editor(a): Eu sei de que @#%*! eu estou falando." Eu escrevi a palavra real no rascunho – eu só não quero ofender ninguém aqui. Essa é uma das chaves acerca do rascunho de lixo – não deixe ninguém lê-lo, a menos que ele(a) conheça e aprecie o propósito de escrever lixo e prometa não julgar você.

Eu fui em frente e disse que eu entendia os leitores em potencial do livro que eu estava propondo mais do que o editor que estava lendo a carta de consulta jamais entenderia. Eu escrevi sobre a minha convicção de que os meus leitores poderiam e iriam usar as informações do meu livro para transformar as suas carreiras de escritores. Eu praticamente acusei o editor de não se importar com leitores, escritores, livros, literatura, ou qualquer outra coisa além do lucro. Eu até desci ao nível de xingar. Concluí escrevendo que eu poderia estar disposta a deixar o editor olhar a minha proposta, mas somente se os termos me satisfizessem.

É a carta do tipo ‘dane-se’ que tantos de nós quer escrever de vez em quando. É o tipo de carta que sabemos que nunca podemos enviar. Até escrever esta carta de lixo, eu sempre fui profissional, escrevendo o tipo de proposta e carta de consulta que segue as regras quanto a provar o nosso mérito de escrever o livro, e bajular para conseguir a permissão de fazer propostas ao trono das publicações. Logicamente, eu sei que nem todos os editores são lacaios do mal de uma indústria editorial degenerada. E eu sei que não posso fazer nada com este rascunho de lixo. Então, por que perder tempo nisso?

Porque o rascunho de lixo me energizou. Ultraje é uma emoção muito revitalizante. Escrever o rascunho de lixo me lembrou de como eu sou apaixonada por meu livro e pelas informações que tenho para compartilhar com meus leitores. Ele me trouxe de volta à razão profunda de eu estar escrevendo. Não só eu posso voltar a escrever uma carta de consulta profissional, como posso escrevê-la com energia e paixão, porque me lembro do por quê de eu estar fazendo isso.

Parafraseando Victor Frankl: "Um escritor pode suportar todos os comos, contanto que tenhamos um convincente porquê." [N.T.: A frase original é: "Se você tem um porquê, então pode suportar todos os comos."]

Qual é o seu convincente porquê? Pelo quê você é apaixonado, em sua escrita? Quais regras estão diminuindo o seu entusiasmo e energia? E como você pode quebrar essas regras em um rascunho de lixo?

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Boa escrita pra você hoje! =)

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22/11/2011

Green Nation Fest (Concurso de Roteiro)

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 07:00
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Oi, pessoal! Eu recebi um e-mail do Green Nation Fest, eles tem um concurso de curtas e roteiro bacana, deem só uma olhada:

greenfest

Nós somos o Green Nation (www.greennation.com.br), um ambiente colaborativo online que interage com pessoas para convergir cultura, informação e proteção ambiental a partir de questões que envolvem o futuro do planeta.
Em abril do ano que vem, vai acontecer o Green Nation Fest (www.greennationfest.com.br); um evento "verde", cujas principais atrações serão: uma competição e mostra de cinema e novas mídias, uma feira Interativa/sensorial e um Seminário internacional. O evento contará com estruturas inovadoras e de alta tecnologia.

Na nossa competição de cinema e novas mídias estão inclusas as seguintes categorias: Filme, Arquitetura Sustentável, Fotos, Álbum de Fotos, Blogs, Twitter.

Dentro da categoria Filme, está, entre outras, a subcategoria: Roteiro de ficção / Fantástico (até 2 min)

Os dois vencedores da categoria “Roteiro de ficção/Fantástico”, além do Troféu Green Nation, terão seu roteiro filmado / produzido pelo Fantástico (programa TV GLOBO) que convidará diretores renomados para dirigí-los.

As obras serão exibidas em rede nacional e conhecidas no encerramento do Green Nation Fest.
Deem uma olhada no regulamento: http://www.greennationfest.com.br/pt/regulamento

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Boa escrita pra vocês hoje!

19/11/2011

Quer Ser Um Bom Escritor?

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:00
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O artigo de hoje é da romancista, professora e orientadora, Rosanne Bane, e foi tirado de seu site (um dos meus favoritos), The Bane of Your Resistance:

Bloqueio de escritor1

Esperar Perfeição É Uma Passagem Só de Ida Para a Cidade da Resistência

Uma das principais fontes de resistência à escrita é o desejo de escrever coisas boas. E a exigência de produzir escrita perfeita é uma viagem garantida só de ida para a Cidade da Resistência. Então, como fazemos para escrever coisas boas, se apenas querer isso significa que vamos acionar a nossa resistência?

Nós nos esquivamos dela. Nós renunciamos ao desejo de qualquer resultado em particular e nos tornamos dispostos a escrever mal.

Você Tem Que Estar Disposto a Ser Ruim!

Para escrever bem, primeiro você tem que escrever algo. E para escrever algo, você tem que estar disposto a escrever mal, porque, seja o dia que for, você não tem como saber se o que você vai produzir nesse dia será a prosa brilhante ou a luminosa poesia pela qual você anseia, ou um lixo total e completo. Se você não estiver disposto a se arriscar a escrever lixo, você não vai escrever nada.

Escrever mal é o que Anne Lamont chama de o Primeiro Rascunho de M*rda, ou o que Marla Beck chama de Rascunho Queijo Suíço.

O Rascunho de Lixo

Eu chamo isso de escrever o Rascunho de Lixo. No meu curso Escrevendo Nosso Caminho Através da Sombra, eu desafio os meus alunos – e agora eu desafio você – a escrever algo realmente horrível, clichê, banal, desajeitado, estúpido, incompleto, inacreditável, bobo, sentimental, chato, pomposo, ou qualquer outro adjetivo que você odiaria que fosse atribuído à sua escrita.

Você ficará surpreso com como liberar isso é não só dar a si mesmo a permissão para escrever mal, mas para intencionalmente escrever a pior coisa que você possa pensar. E você pode se surpreender com o quão difícil é continuar escrevendo mal, o que é o objetivo do exercício: escrever qualquer coisa, mesmo escrevendo mal, lhe liberta e você entra no seu ritmo de escrita. Antes que perceba, você está escrevendo, e então, se não tiver cuidado, você pode simplesmente começar a escrever bem.

Se você está ficando preocupado que escrever um Rascunho de Lixo desintegrará as suas habilidades, que se continuar tentando escrever mal, você vai ficar bom em ser ruim, isso é apenas a sua resistência falando. O objetivo final não é escrever mal, é estar disposto a escrever mal. O Rascunho de Lixo é apenas um exercício para desenvolver a sua vontade. Você realmente não pode continuar escrevendo abaixo de sua própria habilidade e nível de talento por muito tempo.

Nada de Bom em Ser Ruim

Eu não fico nem um pouco decepcionada ou surpresa quando os meus alunos dizem algo como: "Bem, eu comecei a tarefa do Rascunho de Lixo, mas não pude fazê-la. Eu escrevi uma página ou mais de lixo, mas ele foi ficando bom, então eu desisti da tarefa e apenas escrevi." BINGO!

Então vá em frente e escreva lixo!

Escreva o Rascunho de Lixo

Disposição de Escrever Lixo = Disposição de Escrever Algo

Boa escrita pra você hoje! =)

18/11/2011

A Arte de Não-Tentar: Três Hábitos Para Cultivar o “Fluxo”

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:00
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Este artigo é da orientadora de escrita Marla Beck, e foi tirado de seu site, The Relaxed Writer:

Marla Beck

Em Flow: The Psychology of Optimal Experience [Fluxo: A Psicologia da Experiência Ideal], o psicólogo Mihaly Csíkszentmihályi lista nove elementos que acompanham o "fluxo".

Depois de "metas claras" e "concentração e foco" está o tema do post de hoje do Escritor Relaxado:
"Uma perda do sentimento de auto-consciência; a fusão de ação e de consciência."

Como fundir "ação" e "consciência"? Continue lendo em "A Arte de Não-Tentar: Três Hábitos Para Cultivar o ‘Fluxo’":

1. Dê a si mesmo permissão para escrever coisas muito, muito ruins. Todos nós sabemos que a finalidade do primeiro rascunho é "botar as ideias para fora", sem prestar muita atenção na gramática, na retórica etc. Mas quão ruins são os seus primeiros rascunhos, realmente?

Quase todo escritor que eu treinei se beneficiou de praticar redirecionar a sua energia de "tentativa" de escrever um primeiro rascunho "sólido" para escrever um "verdadeiramente terrível". Eu convido você a praticar esta habilidade, tornando o seu próximo primeiro rascunho ainda mais "horrível", "incrivelmente incompleto", "desleixado", "pouco coerente" ou [insira a sua descrição favorita aqui] do que nunca.

Como Fazer Isso:
Divirta-se com isto: escreva mal de uma forma ousada. O seu objetivo é o que eu chamo de um "Rascunho Queijo Suíço": uma fatia de escrita com uma leve estrutura de buracos que você preencherá mais tarde. Ao redirecionar a sua energia de "tentativa", você essencialmente a silencia.

2. Agradeça ao seu crítico. Eu acredito que é incorreto pensar que eventualmente vamos superar, dominar ou eliminar as nossas vozes críticas internas. Na verdade, a tagarelice do crítico é um sinal de que a nossa mente está em ordem: é natural e saudável experimentar resistência quando seguimos em frente ou escrevemos algo novo. O truque é acolher a tagarelice do crítico como um sinal de que estamos fazendo algo certo (desafiando a nós mesmos, em vez de ficarmos em nossa zona de conforto). E depois, seguir em frente.

Como Fazer Isso:
Encare a tagarelice do crítico interior como você encararia uma ligação inoportuna de um operador de telemarketing agressivo. Agradeça ao crítico por "ligar", e então desligue. Imediatamente. Não há necessidade de ser sugado para o seu (frequentemente esclarecido e sedutor) discurso de vendas. Você está ocupado demais, escrevendo.

3. Medite. Por favor, observe: Eu defino "meditação" livremente. Qualquer atividade que lhe ajude a se conectar com uma sensação de bem-estar e a abaixar o volume de seus pensamentos internos conta.

Como um guia, pense em sua atividade favorita (cozinhar pão, caminhar animadamente, ouvir Bach e fazer yoga são alguns dos meus favoritos). Se a atividade lhe ajuda a transformar a sua energia de agitada (ou nervosa, ou apreensiva) para calma, então ela pode lhe servir bem como uma forma de "meditação".

Fazer uma atividade meditativa regularmente ajuda você a:

  • desenvolver a consciência metacognitiva
  • desenvolver uma sensação de ousadia e diversão

Cada uma destas qualidades são elementos essenciais do "não-tentar", e constroem uma base forte para o auto-esquecimento que contribui para a criação do fluxo.

Como Fazer Isso:
Você pode já estar fazendo uma atividade meditativa de forma regular. Se assim for, esteja ciente dela como tal, e dê a si mesmo tanta oportunidade de praticá-la quanto puder… de preferência, diariamente.

Rã meditando

Para quem procura aprender a meditar, tem um livrinho que me ajudou muito a começar: A Arte da Meditação, de Daniel Goleman. Vem com um CD de áudio pra auxiliar o aprendizado.

Boa meditação pra você hoje! =D

16/11/2011

Defina os Personagens Com Verbos, Não Com Adjetivos

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 23:00
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Este artigo, escrito por V. Prasad, foi tirado do site The Script Lab:

adjetivos

A coisa que você sempre tem que lembrar sobre escrita de roteiros é que você está escrevendo para três coisas: uma câmera, um microfone e os atores.

Uma vez que o financiamento esteja arranjado, o elenco do roteiro tenha sido escolhido e a equipe tenha preparado a primeira tomada, fazer um filme se resume a atores fazendo e dizendo coisas que o diretor de fotografia e o homem do som (ou mulher) possam gravar.

A diferença entre um romancista e um roteirista é que um roteirista deve contar sua história só com verbos e substantivos. Porque essas são coisas que você consegue colocar na tela. Essas são coisas que conseguimos ver.

O roteirista nunca deveria escrever: "A casa está uma bagunça." Isso é escrita de má qualidade. Porque não podemos ver isso. Em vez disso, o roteirista deve mostrar a roupa suja no chão e as embalagens vazias de comida chinesa tombadas na mesa de centro. O truque é usar adereços e objetos cenográficos (substantivos) para transmitir a "bagunça".

O mesmo vale para personagens. O público baseia a sua primeira impressão nas coisas que vê. Como o personagem se parece? O que ele/ela está vestindo? Como o seu apartamento e escritório parecem? E assim por diante.

Mas isso não para por aí. Se fosse assim, nós só conseguiríamos conhecer esses personagens superficialmente. Os substantivos nos ajudam a capturar o que está na superfície. Mas, como nós ultrapassamos isso para chegar a quem os personagens são por baixo, em seu âmago?

Tudo se resume a duas questões: (1) O que este personagem quer? e (2) Como ele se compromete a conseguir isso?

O que um personagem está tentando alcançar (sua meta) exprime quem ele é e o que ele valoriza na vida. Mas, tão importante quanto isso são as medidas que ele tomará para obtê-la.

Pegue esta situação comum nos filmes: Um vilão tem uma arma apontada para o herói, com a intenção de matá-lo. O objetivo do herói é, obviamente, permanecer vivo. O que ele decide fazer quanto a isso?

Ele poderia atacar o vilão. Ele poderia negociar com ele. Ele poderia distraí-lo e fugir. Ele poderia implorar por sua vida. Observe os diferentes verbos e como eles evocam personagens totalmente diferentes.

Muitos livros sobre interpretação têm listas de verbos ativos para os diretores e atores usarem ao analisar um roteiro (eu recomendo o Directing Actors [Dirigindo Atores], de Judith Weston).

Mantenha essas listas perto de você enquanto escreve. Na hora em que você encarar uma nova cena, pense sobre o que os seus personagens querem e quais ações (verbos) eles tomarão para obtê-lo.

Eles vão seduzir? Se humilhar? Lisonjear? Ameaçar? Todas essas são coisas que um ator pode fazer, que podem ser capturadas na tela. E elas vão nos dizer tudo o que precisamos saber sobre quem são os personagens bem lá no fundo.

verbo

Boa escrita pra você hoje!

15/11/2011

Voz Ativa Versus Passiva

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 23:00
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Como já falamos em outros posts, roteiros devem ser sempre escritos na voz ativa, por isso hoje teremos este artigo tirado do site Script Nurse, e de autoria da professora de Inglês e de Roteiro – e agora também dona de uma firma de edição e correção de textosCindy Troy:

arte com palavras 4

Exercício de Agressividade Para as Suas Frases

Então você escreveu algo que tem certeza de que é brilhante e, em seguida, isso acontece… o verificador gramatical do seu computador sublinha uma frase em verde. Você clica sobre ela para ver o que poderia estar errado, e ele lhe diz: "voz passiva". Você já ouviu falar disso – você se lembra de aprender algo sobre isso no ensino médio, na aula de Inglês [Português], mas você não está inteiramente certo do que seja, e o botão "ignorar" está lá, zombando de você, tentando-o a deixar a frase do jeito que está. Afinal, você escreveu do jeito que fala, e isso deveria ser bom o suficiente, não deveria?

Mas não seria ótimo se quando o computador lhe dissesse que uma frase está na voz passiva, você pudesse corrigi-la triunfantemente com umas poucas batidas no teclado e ir embora, deixando tanto a si mesmo quanto a sua professora de Inglês [Português] orgulhosos?

A fim de tornar este sonhos realidade, vamos rever o que, exatamente, a voz passiva e a voz ativa são. Tudo tem a ver com o sujeito e o verbo da frase. Se o sujeito da frase está executando o verbo, então a frase está na voz ativa. Se o sujeito da frase está sofrendo o verbo, então a frase está na voz passiva. Precisa de um exemplo? Aqui está uma frase: Bill arremessou a bola. Qual é o sujeito? Bill. Qual é o verbo? Arremessou. Agora pergunte a si mesmo: O sujeito (Bill) executa o verbo (jogou)? A resposta é sim, Bill fez o arremesso. Ta-rá: Voz Ativa. Agora olhe para esta frase: A bola foi arremessada por Bill. Qual é o sujeito da frase? A bola. Qual é o verbo? Foi arremessada. O sujeito (a bola) executa o verbo (foi arremessada)? Não. Bolas não podem arremessar. Assim, esta frase é passiva porque o sujeito está sofrendo o verbo em vez de realizá-lo. Agora, ambas as frases dão ao público o mesmo bocado de informação: havia uma bola, e Bill a arremessou. Mas qual é mais fácil de ler e menos prolixa? É a frase na voz ativa. Voz ativa é mais pessoal, mais fácil de entender, e mais concisa. É por isso que você quer usá-la em sua escrita. Enquanto você está recordando a gramática do ensino médio, vamos fazer um teste. Teste a si mesmo e veja se consegue identificar as seguintes frases como ativas ou passivas. Lembre-se, a pergunta a fazer é se o sujeito está realizando (ativa) ou sofrendo (passiva) o verbo.

1. O documento foi lido por Jill.
2. O técnico consertou a televisão.
3. O projeto foi concluído pela equipe.
4. Fiquei satisfeito com os resultados do teste.

Como você se saiu? Bem, vamos verificar as respostas. Na frase um, "o documento" é o sujeito, e "foi lido" é o verbo. O documento fez a leitura? Não: voz passiva. Frase dois: "o técnico" é o sujeito, e "consertado" é o verbo. O técnico fez o conserto? Sim: voz ativa. Você está indo bem até agora? Vamos verificar as duas frases restantes: Número 3: passiva (o projeto sofreu a conclusão, ele não concluiu); e número 4: passiva (eu recebi a satisfação, eu não satisfiz). Então, agora que você consegue identificar a frase na voz passiva, o teste real é ser capaz de reescrevê-la na voz ativa, para que tanto você e seu verificador gramatical possam ficar satisfeitos.

Cada uma das frases seguintes está escrita na voz passiva. Reescreva cada uma delas para torná-las ativas.

1. Harold ficou satisfeito com as piadas do comediante.
2. As árvores foram danificadas pelo tornado.
3. A refeição foi preparada pelo chef.
4. Eu fui lembrado por seu bilhete de levar o lixo para fora.

Vejamos como você se saiu. Você consertaria a frase número 1, escrevendo: As piadas do comediante satisfizeram Harold. Número 2: O tornado danificou a árvores. Número 3: O chef preparou a refeição. Número 4: O seu bilhete me lembrou de levar o lixo para fora. Observe como a voz ativa é muito mais fácil de entender; é uma escrita menos prolixa e mais concisa, o que deixa os revisores e os editores muito mais felizes, sem mencionar todos os professores de Inglês [Português] aí fora.

arte com palavras 14

Boa escrita pra você hoje!

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