Dicas de Roteiro

13/09/2011

“Dez Regras Para Escrever Ficção”: Hilary Mantel

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:00
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Ufa! Esta é a penúltima lista de dicas desta nossa série tirada do jornal The Guardian:

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1. Você está falando sério quanto a isso? Então arranje um contador.

2. Leia Becoming a Writer [Tornando-se um Escritor], de Dorothea Brande. Em seguida, faça o que ele diz, inclusive as tarefas que você acha que são impossíveis. Você vai odiar particularmente o conselho de escrever como a primeira coisa a se fazer pela manhã, mas se você puder administrar isso, esta poderia muito bem ser a melhor coisa que você já fez para si mesmo. Este livro é sobre como tornar-se um escritor de dentro para fora. Muitos manuais de aconselhamento posteriores derivam dele. Você realmente não precisa de nenhum outro, embora, se você quiser aumentar a sua confiança, livros de "como fazer" raramente fazem algum mal. Você pode dar início a um livro, até completá-lo, com uns poucos exercícios de escrita.

3. Escreva um livro que você gostaria de ler. Se você não o leria, por que mais alguém faria isso? Não escreva para um público ou mercado distinto. Ele pode muito bem ter desaparecido no momento em que seu livro estiver pronto.

4. Se você tem uma boa ideia de história, não suponha que ela deva formar uma narrativa em prosa. Ela pode funcionar melhor como uma peça de teatro, um roteiro ou um poema. Seja flexível.

5. Esteja ciente de que qualquer coisa que aparecer antes do "Capítulo Um" pode ser pulada. Não coloque a sua pista vital lá.

6. Os primeiros parágrafos frequentemente podem ser riscados. Você está realizando um haka [N.T.: Dança cerimonial Maori, que envolve cantar], ou apenas deslizando os seus pés?

7. Concentre a sua energia narrativa no ponto de mudança. Isto é especialmente importante para ficção histórica. Quando o seu personagem é novo num lugar, ou as coisas mudam ao seu redor, esse é o ponto de voltar atrás e preencher os detalhes de seu mundo. As pessoas não percebem seu ambiente cotidiano e rotina diária, por isso, quando escritores os descrevem, pode soar como se eles estivessem tentando com afinco demais informar o leitor.

8. A descrição deve funcionar para o que se destina. Não pode ser simplesmente ornamental. Ela geralmente funciona melhor se tiver um elemento humano; é mais eficaz se se trata de um ponto de vista implícito, ao invés de partir do olho de Deus. Se a descrição é colorida pelo ponto de vista do personagem que está fazendo a observação, ela torna-se, com efeito, parte da definição do personagem e parte da ação.

9. Se você ficar bloqueado, afaste-se de sua mesa. Dê um passeio, tome um banho, vá dormir, faça uma torta, desenhe, ouça música, medite, exercite-se; o que quer que você faça, não fique simplesmente lá olhando o problema, carrancudo. Mas não faça ligações telefônicas ou vá a uma festa; se você fizer isso, as palavras de outras pessoas vão se derramar onde as suas palavras perdidas deveriam estar. Abra uma brecha para elas, crie um espaço. Seja paciente.

10. Esteja pronto para qualquer coisa. Cada nova história tem demandas diferentes e pode lançar razões para quebrar essas e todas as outras regras. Exceto a número um: você não pode dar a sua alma à literatura, se estiver pensando em imposto de renda.

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Boa escrita pra você hoje! =)

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