Dicas de Roteiro

28/07/2011

As 12 Perguntas Essenciais Que Todo Escritor Deve Responder – Parte 6

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 16:10
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E aqui estamos com a sexta parte (de treze) desta série tirada do site Storymind e de autoria de Melanie Anne Phillips:

pergunta6

5. Condutora da História – a Ação ou a Decisão

Algumas histórias são movidas por ações. Outras são forçadas para frente por decisões. Todas as histórias têm algum grau de ambas. Esta questão determina qual "dispara" a outra, mas não determina a relação entre as duas.

Se as ações que ocorrem em sua história determinam os tipos de decisões que precisam ser feitas, escolha Ação.

Se as decisões ou deliberações que acontecem em sua história precipitam as ações que se seguem, escolha Decisão.

Condutor da História: O mecanismo pelo qual o enredo é movido para frente.

Ação ou Decisão descreve como a história é conduzida para a frente. A questão é: Ações precipitam Decisões ou vice-versa?

Toda história gira em torno de uma questão central, mas essa questão central só se torna um problema quando uma ação ou uma decisão coloca eventos em movimento. Se uma ação faz as coisas acontecerem, então muitas decisões podem se seguir em resposta. Se uma decisão inicia as coisas, então muitas ações podem se seguir até aquela decisão ter sido acomodada.

A relação Ação/Decisão irá se repetir ao longo de toda a história. Em uma história de Ação, as decisões parecerão resolver o problema até uma outra ação fazer as coisas acontecerem de novo. Histórias de Decisão funcionam da mesma maneira. As Ações vão botar tudo em ordem até que outra decisão bagunce tudo de novo. Da mesma forma, no final de uma história haverá uma necessidade essencial para uma ação ser tomada ou uma decisão ser feita. Ambas irão ocorrer, mas uma delas será o obstáculo que deve ser removido a fim de possibilitar a outra.

Sejam Ações ou Decisões que movem a sua história para a frente, o Condutor da História será visto nos eventos instigantes e nos concludentes, formando um suporte inicial e final em torno da dramaturgia.

Exemplos de Ação e de Decisão:

AÇÃO DECISÃO
O Silêncio dos Inocentes O Veredicto
Na Linha de Fogo À Margem da Vida
Guerra Nas Estrelas Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
Os Imperdoáveis Corpos Ardentes
Hamlet O Fugitivo

Boa escrita pra você hoje e até amanhã! =)

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2 Comentários

  1. Achei totalmente corrente essas concepções apresentadas nestes artigos, principalmente para uma história linear. Contudo, fico pensando se para uma história fragmentada o sentido do personagem não seria outro.

    :/

    Bjs!

    Comentário por Marcia Fr. — 28/07/2011 @ 16:34

    • Oi, “dinovo”, Marcia! 😆

      Interessante a sua análise. Eu fiquei aqui matutando e lembrei de algo que li em algum lugar: que histórias fragmentadas não passam de histórias lineares quebradas e rearranjadas de forma diferente, mas que na verdade nunca deixaram de ser histórias lineares. Acho que se uma história tem um início, um meio e um fim claros, mesmo que fragmentados, então esta teoria poderá ser aplicada. Mas se for um roteiro recheado apenas de um monte de acontecimentos aleatórios sem relação direta uns com os outros, coisa muito comum em filmes independentes, aí este detalhe de condução da história é irrelevante, porque nem há uma “história” de fato sendo contada, no sentido mais estrito da palavra, pois não há um fio narrativo ali.

      Bem, esta é apenas a minha opinião, tudo vai depender também do tipo de filme não-linear de que estamos falando, não é mesmo? Mas gostei muito da sua observação, me fez pensar! 😀

      Obrigadão pela visita e pelo carinho, Marcia, isso sempre me dá forças pra continuar! Valeu mesmo! =)
      Um beijo grande!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 29/07/2011 @ 09:48


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