Dicas de Roteiro

26/04/2011

Os 7 Maiores Mitos Sobre Roteirismo

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 18:00
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Oi! Estou de volta, e hoje sem atraso no sono! Milagre! :mrgreen: O artigo a seguir foi escrito pelo professor e consultor de roteiros Chester Branch, e tirado do site Screenwriting Basics:

Máquina de escrever assustadora

1. Você tem que ser um roteirista famoso e/ou rico para saber como escrever um bom roteiro. Isto basicamente prova que você sabe o que está fazendo.

Este aqui é provavelmente o pior! Três dos professores de roteiro mais bem pagos nunca escreveram um roteiro de filme de sucesso de Hollywood: McKee, Vogler e Seger.

Será que isto significa que eles não sabem do que um bom roteiro é feito? Não. Não só estes três têm ensinado em algumas das melhores escolas e firmas de cinema (AFI, USC, e Disney), como vários roteiristas premiados dizem que estes professores ajudaram a ensiná-los a escrever histórias melhores.

Escritores tornam-se famosos e permanecem famosos por várias razões políticas que têm pouco ou nada a ver com saber contar uma história. Fama não é sinônimo de competência narrativa. Se você deseja a fama, leia o livro de Michael J. Wolf, The Entertainment Economy.

2. Escreva o que você sabe.

Este está em segundo por pouco. Isso é chamado de ficção porque você está inventando aquilo, não porque seja algo que você saiba. Aaron Sorkin disse uma vez que ele realmente não sabe nada sobre nenhuma das coisas que ele escreve. Esta é uma tendência encontrada na maior parte de sua obra.

3. Eu preciso de uma ideia original.

90% dos roteiros são baseados em ideias já existentes que estão indo bem em alguma outra forma de entretenimento. Você não precisa de novas ideias. Basta combinar duas ideias já existentes em uma logline.

Tubarão no Espaço = Aliens.

Fogo Contra Fogo encontra Os Infiltrados = Atração Perigosa

4. Os meus personagens e o diálogo precisam ser reais e naturais.

A realidade é chata! É por isso que as pessoas esperam que o entretenimento entretenha.

As cenas terminam enquanto ainda são interessantes… a vida continua em frente, mesmo se você ficar entediado.

As pessoas respondem diretamente às perguntas na realidade. Nos filmes, as pessoas respondem perguntas com charadas, com mais perguntas e com ações. As pessoas também interrompem e gritam muito.

No mundo real, você evitaria pessoas assim porque são rudes e irritantes.

Personagens não são pessoas – eles são personagens. Mais especificamente, eles são tipos.

Heróis, Vilões, Parceiros, Mentores, Interesses amorosos etc.

O público pode se identificar com estes tipos porque todo mundo tem um pedaço de cada tipo dentro de si. As pessoas são muito mais complicados do que os personagens na tela.

5. Não sou capaz de escrever. Eu não sou um escritor.

Leia Art and Fear [Arte e Medo]. Leia também Human Communication as Narration [Comunicação Humana Como Narração], de Walter R. Fisher.

Você pode olhar para a afirmação acima como uma conclusão e, então, perguntar a si mesmo: “Como eu cheguei a essa conclusão?” E há uma história aí.

Pegue os seus pensamentos sobre "não ser capaz de escrever" e escreva-os. Voilà! Você é um escritor. Crie uma introdução (Eu preciso terminar este trabalho, música, roteiro etc.). Escreva o epílogo (Eu terminei a peça, ou eu não terminei por causa de um sacrifício, uma recuperação de saúde ou uma reviravolta chocante).

Em seguida, amarre junto as duas extremidades com um triângulo amoroso, uma bomba-relógio, um profundo segredo que você teme que seja divulgado, e uma corrida contra o seu inimigo por um prêmio, e você terá uma grande história. (Ou seja, o roteiro de Melhor É Impossível)

6. É virtualmente impossível vender o meu roteiro.

Se você se mudar para Los Angeles e se tornar parte da comunidade hollywoodiana, depois de 10 anos, você ficará surpreso com quantas oportunidades surgirão no seu caminho. Não vai acontecer da noite para o dia, no entanto.

7. Faculdade de cinema é um lixo… quem pode, faz. Aqueles que não podem, ensinam ou vão para a faculdade de cinema.

Ironicamente, o homem que inicialmente disse isto passou a ensinar, palestrar, e fundou uma escola. Mais tarde na vida, ele disse que a educação é a única salvação de uma sociedade. Ele acabou fazendo um roteiro vencedor do Oscar que era todo sobre ensinar.

O roteiro chamava-se Pigmalião, e o nome dele era George Bernard Shaw.

[N.T.: A frase original de Shaw é: "Quem sabe faz. Quem não sabe ensina."]

EICTV

Boa escrita pra você hoje! Película

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