Dicas de Roteiro

26/04/2011

Os 7 Maiores Mitos Sobre Roteirismo

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 18:00
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Oi! Estou de volta, e hoje sem atraso no sono! Milagre! :mrgreen: O artigo a seguir foi escrito pelo professor e consultor de roteiros Chester Branch, e tirado do site Screenwriting Basics:

Máquina de escrever assustadora

1. Você tem que ser um roteirista famoso e/ou rico para saber como escrever um bom roteiro. Isto basicamente prova que você sabe o que está fazendo.

Este aqui é provavelmente o pior! Três dos professores de roteiro mais bem pagos nunca escreveram um roteiro de filme de sucesso de Hollywood: McKee, Vogler e Seger.

Será que isto significa que eles não sabem do que um bom roteiro é feito? Não. Não só estes três têm ensinado em algumas das melhores escolas e firmas de cinema (AFI, USC, e Disney), como vários roteiristas premiados dizem que estes professores ajudaram a ensiná-los a escrever histórias melhores.

Escritores tornam-se famosos e permanecem famosos por várias razões políticas que têm pouco ou nada a ver com saber contar uma história. Fama não é sinônimo de competência narrativa. Se você deseja a fama, leia o livro de Michael J. Wolf, The Entertainment Economy.

2. Escreva o que você sabe.

Este está em segundo por pouco. Isso é chamado de ficção porque você está inventando aquilo, não porque seja algo que você saiba. Aaron Sorkin disse uma vez que ele realmente não sabe nada sobre nenhuma das coisas que ele escreve. Esta é uma tendência encontrada na maior parte de sua obra.

3. Eu preciso de uma ideia original.

90% dos roteiros são baseados em ideias já existentes que estão indo bem em alguma outra forma de entretenimento. Você não precisa de novas ideias. Basta combinar duas ideias já existentes em uma logline.

Tubarão no Espaço = Aliens.

Fogo Contra Fogo encontra Os Infiltrados = Atração Perigosa

4. Os meus personagens e o diálogo precisam ser reais e naturais.

A realidade é chata! É por isso que as pessoas esperam que o entretenimento entretenha.

As cenas terminam enquanto ainda são interessantes… a vida continua em frente, mesmo se você ficar entediado.

As pessoas respondem diretamente às perguntas na realidade. Nos filmes, as pessoas respondem perguntas com charadas, com mais perguntas e com ações. As pessoas também interrompem e gritam muito.

No mundo real, você evitaria pessoas assim porque são rudes e irritantes.

Personagens não são pessoas – eles são personagens. Mais especificamente, eles são tipos.

Heróis, Vilões, Parceiros, Mentores, Interesses amorosos etc.

O público pode se identificar com estes tipos porque todo mundo tem um pedaço de cada tipo dentro de si. As pessoas são muito mais complicados do que os personagens na tela.

5. Não sou capaz de escrever. Eu não sou um escritor.

Leia Art and Fear [Arte e Medo]. Leia também Human Communication as Narration [Comunicação Humana Como Narração], de Walter R. Fisher.

Você pode olhar para a afirmação acima como uma conclusão e, então, perguntar a si mesmo: “Como eu cheguei a essa conclusão?” E há uma história aí.

Pegue os seus pensamentos sobre "não ser capaz de escrever" e escreva-os. Voilà! Você é um escritor. Crie uma introdução (Eu preciso terminar este trabalho, música, roteiro etc.). Escreva o epílogo (Eu terminei a peça, ou eu não terminei por causa de um sacrifício, uma recuperação de saúde ou uma reviravolta chocante).

Em seguida, amarre junto as duas extremidades com um triângulo amoroso, uma bomba-relógio, um profundo segredo que você teme que seja divulgado, e uma corrida contra o seu inimigo por um prêmio, e você terá uma grande história. (Ou seja, o roteiro de Melhor É Impossível)

6. É virtualmente impossível vender o meu roteiro.

Se você se mudar para Los Angeles e se tornar parte da comunidade hollywoodiana, depois de 10 anos, você ficará surpreso com quantas oportunidades surgirão no seu caminho. Não vai acontecer da noite para o dia, no entanto.

7. Faculdade de cinema é um lixo… quem pode, faz. Aqueles que não podem, ensinam ou vão para a faculdade de cinema.

Ironicamente, o homem que inicialmente disse isto passou a ensinar, palestrar, e fundou uma escola. Mais tarde na vida, ele disse que a educação é a única salvação de uma sociedade. Ele acabou fazendo um roteiro vencedor do Oscar que era todo sobre ensinar.

O roteiro chamava-se Pigmalião, e o nome dele era George Bernard Shaw.

[N.T.: A frase original de Shaw é: "Quem sabe faz. Quem não sabe ensina."]

EICTV

Boa escrita pra você hoje! Película

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23/04/2011

5 Modos dos Escritores Encontrarem Infinitas Ideias

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 13:40
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Olá, pessoal! Quanta saudade! Peço mil perdões pela ausência, eu ando atarefada além da conta, mas hoje madruguei especialmente para ter tempo pro blog! Sabem como é, antes de ser engolfada pelas outras obrigações. Dormi pouco, mas estar de volta vale cada bocejo! 😆 :mrgreen:

O artigo de hoje é da escritora Teresa Morrow e foi tirado do site Ezine Articles:

Colheita de Ideias, de Tom Gauld

Idea harvest_tomgauld

Escrever exige que você tenha ideias. Muitas ideias diferentes, com novas perspectivas. E você não quer contar apenas com aqueles assuntos que você conhece; porém, esse pode ser um bom lugar para começar. Não tenha medo de ir além da sua zona de conforto para encontrar uma variedade infindável de novas ideias para a sua escrita. Escritores são criativos. No entanto, mesmo a pessoa mais criativa precisa de inspiração e de lugares para encontrar novas ideias. Existem coisas diferentes acontecendo por todo lugar à sua volta, e aqui estão apenas algumas maneiras dos escritores poderem encontrar inspiração e uma fonte infinita de novas ideias para escrever.

Aqui estão cinco maneiras de você encontrar uma fonte inesgotável de ideias para a sua escrita:

Dirija-se à Biblioteca Local – Tire um tempo para explorar as seções de uma biblioteca à qual você normalmente não vai e selecione um ou mais livros que você ache interessantes. Quando começar a lê-los, você será exposto à voz e ao estilo do autor. Ao ler novos livros, você pode encontrar novas maneiras de abordar a sua escrita.

Leia Jornais e Revistas do Bairro – A maioria das comunidades têm seus próprios periódicos semanais ou mensais para você pegar gratuitamente para ler. Você pode encontrar um ótimo artigo que acenda uma nova ideia ou talvez um evento em que você possa comparecer e conhecer outros escritores.

Toque Música – Goste você de clássicos, pop, R&B ou rock, a música é um primo próximo dos escritores. Enquanto você estiver escutando uma música, reflita sobre as palavras cantadas – isto pode gerar alguns pensamentos novos para a sua escrita. A música tem a tendência de evocar emoções novas ou trazer lembranças, levando você a aprimorar a sua escrita.

Vá ao Shopping Center – Ou talvez a um parque. Estes são ótimos lugares para assistir a interação das pessoas. Como elas se movem, as expressões e as paisagens circundantes. Estando neste espaço, você está aberto para coletar informações para a sua escrita.

Desfrute de Museus – Estar em um ambiente criativo pode oferecer vibrações propícias para gerar mais criatividade, conforme você absorve os componentes visuais da arte, os quais podem ajudar com as cores, a composição e a forma de um elemento em sua escrita.

Os escritores não precisam buscar as respostas para o próximo parágrafo ou página baseados apenas nas coisas que sabem. Permita-se produzir novas ideias, procurando obter outros elementos do mundo para o seu mundo da escrita. Esteja aberto para dedicar tempo para ler jornais e revistas de bairro, tocar música, ir ao shopping ou parque e desfrutar de um museu, e você encontrará uma variedade infinita de ideias para a sua escrita.

Placas de Museu – Burras, de Tom Gauld

Museum Signs-Dumb_tomgauld

Placas (de cima para baixo, da esquerda para a direita):

– VASOS QUEBRADOS E COISAS

– VELHO !!!

– MAIS COISA VELHA!

– UAU! VELHO MESMO!

– TIPO, SUPER VELHO!

– OUTRO VASO QUEBRADO! LOL!

Boa escrita pra você hoje! Gargalhando

17/04/2011

Sobre Falsos Documentários

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:04
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O texto de hoje é a resposta de uma pergunta feita para o roteirista Scott Myers, e tirado do site dele, Go Into The Story:

Cinema_tomgauld

Cinema é a verdade 24 quadros por segundo

Pergunta via email de Jason Toon:

Eu amo o seu blog. Você merece uma medalha. E isso vale em dobro se você puder responder a minha pergunta:

Estou trabalhando em um mockumentary [falso documentário] e tenho ficado surpreso ao ver quão poucos conselhos existem por aí sobre escrever esta abordagem específica. Obviamente, muitas das regras habituais não se aplicam: personagens falam diretamente para a câmera, falas em “off” são frequentemente exigidas etc. Além disso, é um desafio contar a história sem uma câmera onisciente. Você tem algum outro conselho para um aspirante a falso documentarista? E quanto à indústria, os falsos documentários são vistos de forma diferente dos outros roteiros de especulação? Em outras palavras, ao seguir por este caminho, eu estou me colocando numa situação de venda mais difícil?

Resposta de Scott Myers:

Primeiro, um pouco de história. Tanto quanto sei, o termo "mockumentary" – um documentário falso, cômico – foi utilizado pela primeira vez em relação ao filme de 1984, Isto é Spinal Tap. Uma das estrelas deste filme de Christopher Guest fez carreira em cima deste sub-gênero com Waiting for Guffman (1996), Best in Show (2000), A Mighty Wind (2003) e For Your Consideration (2006). No entanto, eu acho que você poderia razoavelmente chamar Um Assaltante Bem Trapalhão (1969), de Woody Allen, e Real Life (1979), de Albert Brooks, de mockumentaries, mesmo antes da designação ter entrado em uso. Outro exemplo seria Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (2006), de Sacha Baron Cohen.

Se você olhar os falsos documentários como um sub-gênero da sátira, que é um sub-gênero da comédia, então é muito fácil compreender por que não vemos muitos deles – um sub-gênero de um sub-gênero é bem um nicho. Além disso, uma vez que os falsos documentários são tipicamente uma paródia de uma área temática específica – por exemplo, exibições de cães, em Best in Show; música popular, em A Mighty Wind; indústria cinematográfica, em For Your Consideration – eles restringem o público em potencial àquelas pessoas que realmente se importam e conhecem a área específica que o filme está gozando. Finalmente, há o seguinte: Uma grande sátira é realmente difícil de se levar a cabo.

Essas seriam as razões que eu acredito que contribuem para que tão poucos falsos documentários de fato sejam produzidos e distribuídos. E, para ser honesto, eu acho que isso se aplica ao nível de aquisição de roteiros também – se alguém souber de um roteiro de especulação de falso documentário que tenha sido produzido nos últimos anos, favor postar nos comentários, porque eu não consigo pensar em nenhum.

Em termos de escrever roteiros de falsos documentários, eu de fato tenho um pouco de informação privilegiada sobre isso. Em 1995, Burg & Myers teve um escritório em Castle Rock por várias semanas enquanto políamos o nosso roteiro original de Alasca. Na mesma época, o estúdio estava produzindo Waiting for Guffman, e, como resultado, eu consegui ver algumas das filmagens e dar uma olhada em algumas páginas do roteiro.

Como você pode imaginar, Guffman profundamente improvisado – o que faz sentido porque, para funcionar, o filme tem de parecer um documentário; portanto, os atores e tudo o que acontece têm de passar espontaneidade e “verdade”. As páginas de roteiro que eu vi não tinham diálogos em si, mas elas tinham: (A) cenas escritas explicando as linhas gerais do que ela se tratava, (B) dinâmica-chave entre os personagens nas cenas, e (C) ocasionais falas de diálogo na descrição da cena. Tudo isso me sugeriu que o Guest e o co-escritor Eugene Levy tenham criado o enredo com antecedência, o testaram através de ensaios com os atores, e então inseriram pequenos detalhes de interpretação em seu roteiro pré-existente.

Especificamente quanto à sua pergunta sobre uma "câmera onisciente", eu acho que você pode presumir isso na fase do roteiro – simplesmente suponha que você possa ir a qualquer lugar. E eu lhe aconselharia a assistir Real Life, porque, se a minha memória está correta, Brooks tinha operadores de câmera usando umas câmeras-capacete ridículas que pretensamente deveriam manter as equipes de filmagem em segundo plano – para ajudar a família a sentir-se mais confortável – mas acabavam por fazer exatamente o oposto. Em outras palavras, Brooks de fato torna a câmera e a equipe de produção parte da história, o que, na realidade, contribuiu para o humor do filme.

Meu conselho principal: Certifique-se de que o roteiro seja engraçado. Realmente engraçado. Isso – e o conceito central da história, supondo que seja ótimo – são os dois elementos mais importantes em termos de uma possível venda de roteiro.

A propósito, se alguém tiver uma cópia de um dos roteiros de Guest ou o de Borat, por favor, entre em contato comigo.

tirinha1457

Nos comentários uma internauta lembrou que existem muitos falsos documentários de comédia independentes e de baixo orçamento, o que faz sentido, pois eles são fáceis de filmar, já que geralmente você não precisa se preocupar com o valor da produção. Boa opção para quem está começando, desde que tenha o que o Scott disse: uma boa ideia central e seja realmente engraçado (ou aterrorizante, caso seja um falso documentário tipo [Rec] ou A Bruxa de Blair).

Boa escrita pra você hoje! Alegre

13/04/2011

Sobre Adaptações

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 12:57
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O texto de hoje é de Michael Ferris e foi tirado do site da revista Script (onde este autor tem uma coluna chamada Magic Bullet):

Adaptação

A notícia é que a calota de gelo está derretendo e vai ser quase impossível pegar focas.

A boa notícia é que se continuarmos andando para o sul, tem um montão de animais gordos chamados “humanos” que não conseguem correr muito rápido.

Pergunta: O roteiro que eu escrevi é uma adaptação de um videogame, e eu queria saber quais são as regras e restrições para algo assim. Eu tenho que comprar os direitos dos desenvolvedores do jogo ou eu posso tentar vender o roteiro e uma empresa produtora vai comprar os direitos, se eles quiserem o roteiro?

Se você tiver tempo para responder, por favor, me avise.

Obrigado,
Lucas

Resposta de Michael Ferris:

Lucas,

Obrigado por sua pergunta, essa é uma que me fazem muito. Ultimamente, tenho recebido uma onda de dúvidas de pessoas que escreveram adaptações de quadrinhos menos conhecidos, por exemplo, e me perguntam o que elas podem e o que não podem fazer com o roteiro.

Quanto à sua pergunta, infelizmente, quando se trata de direitos de livros de grandes nomes (ou de grandes lançamentos de videogames, no seu caso), os direitos geralmente são comprados pelos produtores ou estúdios muito antes do material sequer ser lançado para o público. Hoje em dia, praticamente qualquer coisa produzida por uma grande editora, produtora de jogos, ou quadrinhos (mesmo os autores principiantes e menos conhecidos) ganha um contrato de opção antes mesmo do tiro de largada, pois tê-los antes que eles se transformem em sucesso mantém os custos baixos (os direitos de um genuíno romance bestseller sendo muito mais caros; bem mais caros do que os daquele que você *acha* que pode se tornar um bestseller). É uma estratégia arriscada, mas, em última análise, inteligente, dos figurões que, infelizmente, dificultam para quem tem menos poder e dinheiro.

Agora, tem uma boa notícia. Se ele for um ótimo roteiro, pode tanto: A) ajudar você a conseguir um agente (mais provável), e B) colocá-lo na concorrência para escrever sob encomenda um outro filme de ação semelhante. É ALTAMENTE improvável, não importa o quão incrível seja a abordagem que seu filme fez do videogame, que um estúdio compre o roteiro ou sequer deixe você reescrever uma versão de uma interpretação já existente deles, já que você seria novo na indústria e eles contratam profissionais grandes e comprovados para reescreverem filmes de grande orçamento do tipo tentpole [N.T.: Filmes muito divulgados e ansiosamente aguardados pelo público que são utilizados para vender uma série de outros menos conhecidos, numa espécie de pacote, para os distribuidores].

Nunca subestime o poder de uma ótima amostra de escrita de alto conceito. Visto que os escritores profissionais que se concentram em trabalhos sob encomenda, em apresentação de ideias, e (especialmente) em reescritas ganham mais dinheiro do que aqueles que continuam tentando produzir continuamente um roteiro de especulação depois do outro, eu tenho visto muitos profissionais juntarem mais dinheiro em cima de suas amostras de escrita do que aqueles que tentam vender o seu roteiro favorito.

Pergunta: Achei a sua série Magic Bullet bastante perspicaz. Eu tenho escrito ficção com um interesse crescente na faceta da escrita de roteiros de um contador de histórias. Tenho notado uma diferença super primária que é ao mesmo tempo decepcionante e encorajadora.
Com ficção, cada composição é uma criança nascida do trabalho excruciante de um escritor; crescida e preparada e enviada ao mundo para ter sucesso. Cada uma deve ser bem-sucedida, mas infelizmente, sabemos que nem todas conseguem isso.
Seus artigos sobre roteirismo ensinam um conceito diferente. Cada uma é um trabalho produto da paixão, composta por um criador egoísta a fim de ser posta de lado assim que o seu objetivo seja cumprido. Ao invés de um esposo fiel, o indivíduo deve se tornar um cafajeste e pular de uma história bonita para a próxima, procurando apenas o que pode ser ganho com cada uma.
Leva algum tempo para se acostumar, mas não há nada mais gratificante do que ver uma criação ter sucesso, mesmo que você esteja namorando uma outra história no momento.

Thomas

Resposta de Michael Ferris:

Thomas,

Você levanta pontos excelentes! A razão pela qual eu abraço essa filosofia, é porque, mesmo no melhor cenário (um estúdio gosta, compra, aprova e diz que o seu roteiro é "perfeito"), há uma chance de 99,999% de que vão contratar alguém para reescrever e/ou polir o seu roteiro. Isso pode ser difícil para aqueles que estão despreparados e que pensam em seu roteiro como seu “bebê” (e que escritor não pensa assim?) até o final. Eu aprendi do jeito mais difícil, depois de não ter pensado em preparar um par de primeiros clientes quando eu os ajudei a lançar suas carreiras, e eles ficaram inconsoláveis ​​quando seus roteiros foram "levados" e reescritos por grandes profissionais contratados pelo estúdio.

Na ficção, você não tem esse problema. Claro, ela pode acabar editada em algo que você não reconhece, mas nunca é tomada por outro escritor. Em suma, ela nunca deixa de ser o seu bebê e você nunca tem que compartilhar o crédito de escritor, por exemplo.

Mais uma vez obrigado pelo comentário – você fez ótimas observações!

Pergunta: Eu tenho uma ideia para o meu roteiro, de usar um slogan bem conhecido como parte do meu contexto e talvez usá-lo como um lembrete. (Ex: "Acorde com o Rei", do Burger King.) Eu não sei se isso viola as leis de direitos autorais ou se sequer é uma boa ideia, para falar a verdade. O que você acha?

Ted

Resposta de Michael Ferris:

Ted,
Na maior parte das vezes, provavelmente é melhor ficar longe de marcas registradas, direitos autorais ou de outros materiais/slogans bem-conhecidos. Mesmo quando os estúdios têm milhões de dólares e equipes de advogados por trás deles, eles intencionalmente escolhem inventar lugares de negócios fictícios por uma boa razão. A menos que eu não tenha entendido o que você deseja fazer com ele, o meu conselho é criar uma versão original ou satírica da mesma coisa e se poupar de problemas.

Acorde com o rei-por mastafuu

Boa escrita pra você hoje!

10/04/2011

As 10 Melhores Dicas Para Cineastas de Curta-Metragens

Oi, pessoal! Estou de volta, HD arranhado fora, HD novo já formatadinho com todos os arquivos para o blog salvos (Ufa!! De agora em diante, backup pra todo lado, igual eu faço com meus roteiros!) e tudo rodando 100% por aqui (se não fosse por meu irmão caçula, eu estaria frita! Ele é meu herói!! Teve que usar um monte de programa de Linux, Unix e o escambau a quatro pra salvar os dados, detectar e resolver o problema, e eu, pobre de mim, mal sei mexer no Windows! Eita, santa iguinorânça! Smiley decepcionado).

Mas, deixando esses problemas cabeludos para trás, agora voltamos com este artigo de autoria de Dan Rahmel, e tirado do site dele, Coherente Visual (vamos falar um pouquinho sobre cinema em geral, para variar):

Camera1

Algumas dicas importantes que podem tornar o seu curta-metragem o melhor possível

Aqui está uma lista de alguns dos elementos mais importantes para se ter em mente ao fazer um curta-metragem. Seguir estas orientações o ajudarão a evitar as armadilhas mais comuns. Embora estas sejam apenas sugestões, elas certamente vão melhorar tanto o seu filme quanto a sua experiência de fazer cinema.

1. Certifique-se de ter uma história que valha a pena contar
Você assistiria o curta-metragem todo se outra pessoa o tivesse feito? A resposta para um número surpreendente de curtas é Não. Faça a si mesmo esta pergunta antes mesmo de começar a escrever o roteiro.

2. Não inicie a produção sem um orçamento
Filmes, não importa o quão simples, custam dinheiro – e dinheiro é sempre limitado. Ao certificar-se de que você tem um orçamento (uma planilha simples vai servir), você pode decidir antecipadamente onde quer gastar o dinheiro que tem. Sem um orçamento, você quase pode garantir que irá gastar mais dinheiro do que planeja, ou terminar sem o filme acabado.

3. Consiga todas as autorizações antes de filmar

Você precisa, precisa, PRECISA de permissões de atores, de colaboradores artísticos/musicais, e de quem mais produzir conteúdo que aparece no filme. Obter assinaturas de autorização antes da filmagem é simples e e te toma alguns instantes. Depois da filmagem, pode ser difícil ou até impossível. Não seja pego nessa, faça isso agora.

4. Faça o filme mais curto do que você deseja

Roteiristas e diretores muitas vezes deixam coisas no filme que o público realmente pode passar sem. É tão doloroso aparar as coisas que foram difíceis de filmar. Certifique-se de fazê-lo. O seu público vai lhe agradecer.

5. Ao usar atores não-profissionais, escolha um elenco com personalidade
Eu acredito que atuações ruins sejam tão comuns em curta-metragens porque as pessoas são convidadas a interpretar personagens que não se parecem com as suas personalidades. Um ator profissional pobretão pode retratar a arrogância e a confiança de um bilionário – mas a maioria dos amadores não consegue. Se o seu protagonista é um pão-duro na fase anal, não escolha um preguiçoso desleixado para interpretá-lo.

Microfone girafa (boom)

6. Invista em um bom som 
Som ruim torna muitos curtas-metragens (até mesmo aqueles com boas histórias) insuportáveis. Não existem substitutos verdadeiros para um microfone girafa decente. Implore, compre ou pegue um emprestado, e ele irá triplicar as chances de seu filme ser assistível.

7. Corrija-o agora, não na pós-produção
Sem a Digital Domain ou a WETA trabalhando para você, a maior parte das correções de pós-produção não aparentam/soam muito bem e tomam MUITO tempo. Se você tem um erro no enquadramento, no diálogo, ou em qualquer outra coisa que possa ser consertada na filmagem, faça isso!

8. Não faça zoom em uma tomada
Não toque nesse botão de zoom! Um cinegrafista realmente bom pode fazer um zoom parecer OK. Em quase todos os casos, porém, usar o zoom é o ápice de um triste esforço. Se você precisa se aproximar de uma pessoa, use um carrinho dolly, um planador de câmera, ou um corte.

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    9. Conheça os clichês dos filmes independentes/curtas
    Os clichês mais comuns incluem usar sequências de sonho, muitos efeitos de transição, longas sequências de crédito, ou acordar com um despertador tocando. Parece que até já existem alguns sites dedicados exclusivamente à citar clichês de filmes independentes/curtas. Saiba quais são esses clichês para que você possa fazer uma escolha inteligente sobre a possibilidade de usá-los ou não.

    10. A menos que você esteja rodando em filme, evite exteriores à noite
    A escuridão é inimiga da maioria das filmadoras. Você vai se familiarizar com o ruído na imagem [N.T.: Imagem granulada, manchada, sem nitidez, velada, distorcida etc.], o desvio de cor, a queda da definição, e muito mais se você escolher gravar à noite sem um pacote de iluminação de tamanho médio. Geralmente é muito mais fácil mudar o roteiro do que lidar com todos estes problemas.

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Bastidores da filmagem de uma sequência noturna do longa brasileiro Besouro (clique no link para ler detalhes)

Boa escrita e boa filmagem pra você! Alegre

03/04/2011

Livros de Cinema Para Baixar

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:49
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Olá, fiquei fora do ar nos últimos dias porque meu computador fez uma brincadeira terrível de 1º de abril comigo: Me mostrou a fatídica Tela Azul da Morte, também conhecida como BSoD (Blue Screen of Death). Coube ao meu genial irmão mais novo (que também é meu webmaster! Aliás, sem ele, este blog nem existiria) ficar dois dias inteirinhos ralando para salvá-lo sem precisar formatar (o que, graças a Deus, ele conseguiu!). Mas agora ele está rodando programas para evitar novas ocorrências como esta no futuro.

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Por este motivo, não traduzirei nada hoje, apenas quero inteirá-los de uma fantástica iniciativa da editora Imprensa Oficial. Eles têm lançado muitos livros da Coleção Aplauso, que incluem biografias, roteiros de filmes e livros sobre a História das TVs e teatros brasileiros. Já foram lançados 277 títulos. A maior parte desses livros costuma custar 15 reais, sendo que vários custam 30 reais, o que não é caro para a média do custo dos livros atualmente. Pois bem, apenas publicá-los já seria algo para ser aplaudido, mas eles fizeram mais: Disponibilizaram mais de 230 desses títulos em seu site, para baixarmos de graça!! Tem tanto em .pdf quanto em .txt, e estão escaneados com uma ótima qualidade de imagem. Muitos desses livros já estão esgotados na editora, então esse é um registro valioso. Aqui vão algumas capas de títulos, veja só a variedade:

A História do Cinema DigitalDicionário de FotógrafosTV Tupi12083467 TV Tupi capa.inddTV GazetaGlória in ExcelsiorRede MancheteTeatro Brasileiro de Comédia

Cabra-CegaCidade dos Homensmiolo Como fazer um filme.pmdDe Passagem12083519 capa E Proibido.inddEstômagoNão Por AcasoOlhos Azuis

Salve GeralViva-VozjpgJogo SubterrâneoO Ano em Que Meus Pais Saíram de FériasCaçadores de Diamante miolo.pmdO Caso dos Irmãos NavesO Céu de SuelyO Contador de Histórias

 

Onde Andará Dulce VeigaZuzu AngelBastidoresIvan CardosoLuis Carlos LacerdaOs Reis dos MusicaisMaria Adelaide AmaralSilvio de Abreu

 

Ruth de SouzaTony RamosWagner TisoWalmor ChagasFernanda MontenegroJorge LoredoMazzaropi1-16.pmd

 

Roberto GervitzFernando MeirellesFrancisco Ramalho Jr.miolo Guilherme de Almeida.pmdHelvécio RattonJeremias MoreiraJorge BodanzkyRicardo Pinto e Silva

As biografias falam não somente da vida e trajetória profissional desses artistas, mas dos desafios e problemas específicos de seus ofícios que eles tiveram de resolver e superar. Os roteiros não estão no formato americano, mas nem por isso deixam de ser uma aula de ritmos de cenas, de diálogos, de tradução de imagens e história através de palavras, com o objetivo de servir de base para todos os outros profissionais que irão transformar o roteiro em filme. Mesmo os roteiros de filmes que odiamos valem a pena ser lidos, pois é sempre tão mais fácil detectarmos problemas no trabalho dos outros! Assim poderemos evitar cair nos mesmos erros em nossos roteiros. Não importa de que ângulo vejamos, todos e cada um desses livros é uma leitura riquíssima, e valem a pena ser baixados, lidos e relidos, e guardados com carinho para futuras pesquisas. O coordenador geral da Coleção Aplauso é o Rubens Ewald Filho.

Você pode baixar os livros aqui:

http://aplauso.imprensaoficial.com.br/

Eles estão sempre adicionando novos títulos, então é bom ocasionalmente conferir as novidades. (O meu único sofrimento é decidir qual deles ler primeiro!)

A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo está de parabéns por esta incrível e generosa iniciativa, e merece nosso aplauso de pé!

Uma ótima leitura pra você hoje! GargalhandoEscola

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