Dicas de Roteiro

02/03/2011

As Seis Palavras Mais Destrutivas Para Roteiristas

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 10:41
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O artigo de hoje é de autoria do roteirista, dramaturgo, produtor e diretor Jacob Krueger, e foi escrito para o site Write Your Screenplay:

palavras1

A seguir estão as seis palavras mais destrutivas que os escritores podem dizer a si mesmos:

"Talvez Eu Não Queira Isso Realmente…"

Se você é um escritor, provavelmente já pronunciou essas palavras mais vezes do que gostaria de admitir.

Um dia gasto procrastinando. "Talvez eu não queira isso realmente…"

Um prazo perdido. "Talvez eu não queira isso realmente…"

Aquele sentimento torturado de sentar na frente do teclado, perguntando-se se você realmente tem algo a dizer. "Talvez eu não queira isso realmente…"

Vamos acabar com esse mito agora mesmo.

É CLARO QUE VOCÊ QUER ISSO!

Ninguém gasta tanto tempo e energia censurando-se por alguma coisa com a qual não se importa de verdade.

Pense nas coisas que você usa para procrastinar: lavar pratos, aspirar o pó, lavar roupas, incumbências, e-mail, televisão, internet e mil outras coisas com as quais você não se importa de verdade, mas gasta tanto tempo fazendo.

Se um dia se passou e você nem se conectou à Internet, você provavelmente não irá passar a semana seguinte criticando-se furiosamente por sua falta de verdadeira dedicação ao Facebook.

Se um dia se passou e você nem ligou o aparelho de TV a cabo, você não irá gastar horas ponderando sombriamente a sua capacidade de fazer os sacrifícios necessários para ser um espectador de reality show.

É claro que você quer isso!

Se escrever fosse realmente apenas um passatempo para você, você não estaria agonizando por causa de seus dias de escrita perdidos, dos prazos abandonados, e do que quer que seja que você sinta que está faltando no seu texto. Você simplesmente encontraria outro passatempo.

Geralmente, quando um escritor está pensando em desistir, isto decorre do simples e velho medo. Medo de não ser bom o suficiente. Medo de tentar e fracassar. Medo de que os seus maiores sonhos e desejos mais ferozes não se tornarão realidade. Infelizmente, muitas vezes são as coisas que queremos mais desesperadamente que temos mais medo de admitir para nós mesmos.

Então, na próxima vez em que você se encontrar fazendo aquela temida pergunta, criticando-se por sua falta de dedicação, falta de habilidade, falta de disciplina ou falta de inspiração, aceite o que isso realmente significa.

Isso significa que você é um escritor.

Não é uma vida fácil, mas é boa, e é sua.

Admita isso agora. E pare de preocupar-se.

Você quer isso. Você quer isso demais. E você vai persegui-lo.

Há dias em que você vai ficar para trás. Dias em que você vai perder seus prazos. E dias em que você vai sentir-se perdido e sem inspiração. Questionar "Talvez eu não queira isso realmente…" não irá proteger-lhe desses dias.

Isso só vai fazer você se sentir pior, ao minar a dedicação que poderia trazer você de volta aos trilhos.

E quem você está enganando, de qualquer modo?

Então, na próxima vez que você ouvir aquela pergunta familiar borbulhando na sua cabeça, simplesmente vá em frente e ria dela. Ninguém disse que isto ia ser fácil. E nem mesmo os melhores escritores são perfeitos todos os dias. Tire um momento para lembrar-se do quanto você quer isso, e então encontre algo que você possa fazer agora para te deixar mais perto de alcançá-lo.

Dê um passo rumo ao seu verdadeiro objetivo, e você ficará surpreso com a rapidez com que aquelas dúvidas começam a perder seu poder.

O melhor jeito de começar é com algo pequeno. Pegue o seu bloco de anotações agora mesmo e gaste alguns minutos anotando ideias. Marque um encontro com um amigo escritor para escreverem juntos. Ou, melhor ainda, inscreva-se em uma Oficina de Roteiro.

Aceite que você quer isso. E, então, aceite isso:

A maioria dos escritores não tem problemas em escrever. Eles têm dificuldade em começar.

Como é que você vai começar hoje?

começar a escrever (2)

Boa escrita pra você hoje!

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8 Comentários

  1. É claro que eu quero isso, todos os dias.
    O pior são as outras palavras. Seis, na verdade, em cada frase, também:
    1. Eu estou com uma enorme preguiça… ( as reticência são complementares da última)
    2. Esse roteiro está horrível para caramba!
    3. Sinto muito, vocè é pessimo personagem.

    E argumentos para não fazer são muitos outros. Basta ter vontade de…. escrever… pronto, acabou a preguiça e…. e…. e… bem, chega. Para quem estava sem vontade e sem assunto já é demais.

    Ótima escrita para você também, Valéria.

    Abraços!

    Comentário por Cilas Medi — 05/03/2011 @ 12:43

    • Oi, Cilas! =)

      Essas frases são mais do que comuns, são quase automáticas quando a gente se propõe a escrever. Mas, como você disse, é só começar que surge o outro lado: a alegria, a animação e a excitação de estar conseguindo transmitir o que só nossa imaginação conhecia. E isso não tem preço! Acho que tudo o que é bom e vale a pena tem seus percalços para superar, se fosse fácil demais, ninguém daria o devido valor! 🙂 😉

      Um abração, Cilas, e um ótimo feriado de Carnaval pra você!
      Valéria Olivetti =D

      Comentário por valeriaolivetti — 06/03/2011 @ 12:41

  2. Estava precisando justamente de um estimulo! 😉

    Adorei!!!

    Beijos, Valéria!

    Comentário por Marcia F. — 05/03/2011 @ 16:52

    • Que bom, Marcia, isso me deixa super feliz!! Um beijo grande, e um ótimo Carnaval pra você! =D

      Comentário por valeriaolivetti — 06/03/2011 @ 12:42

  3. Ah… quantas vezes eu já me perguntei se era isso que eu realmente queria da minha vida! Já duvidei tantas vezes quanto já senti fome e frio, sede, ou qualquer outra necessidade importante! E assim como essas necessidades fisiológicas me lembrarm que eu preciso de alguma coisa importante para o meu corpo, a dúvida me faz lembrar que eu estou num divertido labirinto de rosas!

    Eu posso me desesperar procurando a saída o mais rápido possível, ou posso curtir cada uma daquelas rosas, encontrar a beleza nelas e quando menos esperar achar a saída daquele lugar com uma ótima lembrança do cheiro, textura, brilho…

    Assim como a fome e a sede nos alertam que precisamos de água e comida, esse medo e essa insegurança nos fazem lembrar de nossas escolhas, que somos escritores, e que da mesma forma que existe água e comida pra superar certas necessidades, existem também alimentos pra superar essa em especial!

    E o único alimento contra esse Medo, é auto-estima, garra pra seguir em frente, sabendo que é o que você quer, o que escolheu, e que o insegurança também faz parte da nossa caminhada, e nos dá tanta força pra seguir em frente quanto um belo elogio elaborado!

    Só se aprende realmente a andar de bicicleta depois de várias quedas! e com a escrita também não é diferente!

    Só se escreve um best-seller depois de várias tentativas e monstros de sete cabeças que você chama de livro, mas que os outros não sabem aonde começa ou termina!

    Viver sabendo que você pode tudo, que é perfeito, certeiro, é tão ruim quanto o contrário! Qual a emoção de escrever sabendo que vai sair uma obra prima! Qual a sua expectativa, se você já sabe exatamente aonde vai chegar! Ser perfeito é acabar com a maior graça de ser um escritor ou roteirista, é matar sua profissão e o coração dela!

    Saber dosar o medo e a confiança, assim como se saceia a fome com comida é uma das coisas que a meu ver fazem do trabalho do escritor algo emocionante!

    Bom, e acho que acabei falando demais de novo! Adorei a matéria Val!!!!!! Ótima, como sempre!!!!!

    Comentário por vinícius — 05/03/2011 @ 16:53

    • Oi, Vinícius! =)

      Falou e disse! E falou bonito! :mrgreen: Refletiu bem os sentimentos dos escritores. Ótima reflexão para meditarmos!

      Um beijo grande, Vinícius, obrigadão pela mensagem e um ótimo Carnaval pra você! =D
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 06/03/2011 @ 13:21

  4. valeria kd vc? lloll

    Comentário por douglas — 12/03/2011 @ 01:44

    • 😆 Tirei uns dias de férias pra relaxar… sabe cumé, né? :mrgreen: 😆 Mas agora que acabou o Carnaval, acabaram-se as férias e o ano novo começa de vez! Aguarde que está saindo um post daqui a pouco. Beijos, Douglas! 😀

      Comentário por valeriaolivetti — 12/03/2011 @ 10:58


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