Dicas de Roteiro

31/03/2011

Roteiros de Baixo Orçamento: Das Telas Em Branco Às Telas de Cinema

Filed under: Produção,Roteiro — valeriaolivetti @ 12:50
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O artigo de hoje foi escrito pelo roteirista britânico Merlin Ward, e tirado do site InkTip:

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Pode ser um clichê, mas, contudo, é verdade que a mãe da invenção é a necessidade. Parâmetros apertados aguçam o processo criativo, e o parâmetro mais fundamental de todos é não ter dinheiro. Essa é a situação da maioria dos aspirantes a cineastas quando eles se sentam para escrever um roteiro que pode ser rodado com um orçamento de boa vontade e um pequeno empréstimo. Exemplos típicos deste tipo de escrita são "El Mariachi", "O Balconista", "A Bruxa de Blair", "Londres Proibida" e "Cenas de Natureza Sexual". É relatado que "O Balconista" teve um orçamento de US$ 28 mil (1994) e "A Bruxa de Blair" teve um de cerca de US$ 60 mil (1999). Claro, este é o ponto em que o fato se torna ficção. Pode ser que todos os que trabalharam em "A Bruxa de Blair" o fizeram de graça, mas isso ainda é um custo. É também verdade, creio eu, que para fazer "A Bruxa de Blair" se adequar às telonas, ​​a distribuidora investiu cerca de US$ 250 mil em custos de pós-produção. Os valores podem ou não ser exatamente precisos, mas, apesar das boas intenções gerais, para um filme ter uma chance qualquer no mercado, existem custos fixos que devem entrar num orçamento e eles são para ordenar e adequar a imagem e botar o som direito, inclusive a música.

Na minha opinião e experiência, o orçamento mínimo para um filme que tem um roteiro excelente e pode funcionar em apenas algumas locações é de cerca de R$ 800 mil / US$ 500 mil. Com esse nível de orçamento, é possível produzir um filme que tem valores de produção profissionais, e que terá uma chance real no mercado – mas só se o roteiro for bom. O roteiro, a esse nível de orçamento, é mais importante do que para um filme com um orçamento de US$ 50 milhões, porque tem que ser uma história convincente, sem efeitos especiais, acidentes de carro, explosões e verdadeiras estrelas. Ironicamente, é somente quando se escreve um roteiro para um orçamento de US$ 500 mil que o roteirista tem a satisfação de ver a maior parte daquilo que ele escreveu ir para a tela grande, especialmente se o escritor é também o diretor. Isso raramente acontece com os filmes de estúdio. A maioria dos roteiros, mesmo quando encomendados, raramente veem a luz de uma lâmpada de projetor. Há escritores de Hollywood que ganham uma vida muito boa reescrevendo roteiros de outros escritores, que continuam permanentemente "em desenvolvimento". Por mais divertido que seja ganhar um bom dinheiro digitando continuamente em um laptop, muitos escritores de Hollywood secretamente anseiam fazer seus próprios filmes de baixo orçamento, onde as palavras que eles colocaram na boca de seus personagens realmente chegam ao corte final.

Uma vez que você tenha decidido escrever um brilhante roteiro de baixo orçamento, existem algumas técnicas que realmente podem arranjar as probabilidades um pouco mais a seu favor. Decidir o gênero do seu roteiro é fundamental e é neste ponto que a maioria dos cineastas de baixo orçamento erra. Os espectadores ficam muito felizes de ver um filme independente de baixo orçamento se ele diz algo diferente do que os estúdios. Em certa medida, os estúdios têm invadido a mentalidade do cinema independente e produzido filmes de estúdio que passam uma forte impressão de independentes, mas, em geral, é mais prudente escolher um gênero que não seja mainstream [N.T.: Da corrente principal, dominante]. Em outras palavras, não tente fazer um filme de ação/aventura com uma merreca, ou uma comédia romântica de ultra baixo orçamento. Esses gêneros são o ponto forte de Hollywood e não devem ser desafiados. A área mais rentável para um filme independente é o terror ou suspense. Filmes de Hollywood desses gêneros que poderiam ter sido feitos por US$ 500 mil incluem "Os Outros" e "Os Estranhos". Embora sejam muito diferentes, ou seja, "Os Outros" é uma assustadora história de fantasmas e "Os Estranhos" é um filme de suspense/terror, ambos os filmes se passam em locais remotos, têm pequenos elencos e são exemplos perfeitos do tipo de filme que pode tanto ser de ultra baixo orçamento quanto eficiente.

Existem muitos escritores que desfrutaram de um certo sucesso escrevendo roteiros encomendados, mas ficaram frustrados quando seus roteiros nunca chegaram a ser produzidos. Vários anos atrás, eu escrevi um roteiro ambientado em um colégio interno feminino numa parte remota da zona rural inglesa. Eu decidi criar uma história que se passasse durante o período de férias de final de ano [N.T.: Que é na metade do período escolar deles, e em pleno inverno] para que todas as alunas estivessem fora da escola. O meu gênero foi o suspense e os meus personagens principais eram mulheres. Todos para quem mostrei o roteiro puderam imediatamente ver o seu apelo: um edifício grande, deserto e assustador; uma linda garota de 18 anos em perigo e alguns acontecimentos muito sinistros, complementados por algumas surpreendentes viradas na trama. O filme final, "Out of Bounds", custou US$ 800 mil e chegou ao mercado sem qualquer alarde ou promoção, mas ele se saiu bem. Por quê? Acho que é porque a localização do remoto internato imediatamente empresta uma atmosfera à história; as personagens são fortes e bem desenhadas e, mais importante de tudo, a atuação é excelente (Sophia Myles).

Sem interpretações profissionais e de qualidade, um filme de baixo orçamento continuará a ser um projeto de vaidade. Mas, com o roteiro certo, uma boa locação e um elenco talentoso, o financiamento virá e o mercado vai comprar, contanto que a história prenda.

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Boa escrita pra você hoje! Alegre

26/03/2011

Quando É Hora de Afastar-se de Uma Ideia?

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 22:39
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O texto de hoje é do roteirista e professor universitário de roteirismo D. B. Gilles e foi tirado do site Hollywoodlitsales:

Escrevendo

Quantos roteiros você já começou, mas nunca terminou por um motivo ou outro? Segundo ato fraco? Terceiro ato problemático? Nenhuma história? Sem entender o que o seu personagem principal quer? O que for.

Se você for como a maioria dos roteiristas que eu conheço, você se depara com seu obstáculo e tenta aguentar até encontrar seu caminho para a luz. Mas há outros roteiristas, inclusive eu, que têm pelo menos um ou dois projetos que simplesmente não conseguem terminar. E o motivo de não poderem terminá-lo é porque eles perderam o senso de perspectiva.

A ideia que parecia tão promissora em um argumento ou tratamento. A ideia que funcionou tão bem durante o primeiro e o segundo atos. A ideia que pareceu desmoronar conforme você entrou no terceiro ato e caiu numa fenda. O final que parecia tão lógico e satisfatório, agora parece previsível e sem credibilidade.

Essas coisas podem não só arruinar o seu dia, mas várias semanas e meses. Não ser capaz de descobrir o que está errado pode imobilizá-lo a tal ponto que você não pode suportar nem mesmo sentar frente a seu computador e tentar. Você assiste muita televisão ou vai ao cinema ou aluga filmes. Faz tudo o que pode para evitar o problema.

Às vezes você faz uma fraca tentativa de começar algo novo, mas nada vem até você. Ou se alguma coisa vem, você perde o interesse rapidamente. Seus pensamentos continuam voltando para esse projeto, como uma mulher que terminou com você e você não consegue tirá-la de sua cabeça.

A chave para resolver este problema é realmente afastar-se dele. Para dizer que algum dia você poderia voltar para ele, mas também dizer "Eu estou farto dele."

Não é fácil, especialmente porque você esteve obcecado por ele por meses, mas depois que você puder oficialmente arrastar o documento para fora do seu desktop e para dentro de um arquivo de projetos abandonados ou coisas para as quais você pretende voltar, isso vai ficar mais fácil. E um dia você vai acordar sem angústia, pronto para começar algo novo.

Será que você vai voltar para o projeto algum dia? Talvez. Talvez não. Mas o objetivo maior é libertar a sua mente e começar a escrever novamente.

Romero_Brito_notebooksBoa escrita pra você hoje! Alegre

Armadilha de Turista

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 21:48
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O texto de hoje é do roteirista e professor universitário de roteirismo D. B. Gilles e foi tirado do site Hollywoodlitsales:

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Você já sentiu-se tão perdido no meio de seu roteiro que começa a se sentir como um turista na história de outra pessoa? Nada parece ou tem uma sensação familiar. Os personagens parecem desconectados de você. Você não tem nenhuma ideia de onde está indo ou do que fazer.

Naturalmente, a sua primeira reação é questionar a validade da ideia e a sua razão para lidar com ela. Sua reação seguinte é considerar seriamente abandonar o projeto, mas como você já escreveu 62 páginas, isso só te deprime.

Francamente, eu acho que você deveria. Maus começos são maus começos. Às vezes a energia que fez você começar um roteiro se enfraquece ou você perde a paixão por sua história ou seu personagem. Você simplesmente não sente vontade de passar mais tempo com ele ou ela. Ou a história simplesmente não te prende mais.

Afaste-se dele. Talvez não para sempre. Talvez você volte a ele um dia. Ou você pegará parte dele e usará em outro roteiro. Talvez não.

Então fuja desse prejuízo e comece a fazer o próximo.

armadilha-para-ratos

Tem um outro texto que é complemento deste, do mesmo autor, e que publicarei em seguida.

Boa escrita pra você hoje! Volto já

25/03/2011

Fica Por Aí Mesmo

Filed under: Atuação,Direção,Produção,Roteiro — valeriaolivetti @ 10:07
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Esta coluna saiu ontem no Segundo Caderno do Jornal O Globo, e é de autoria de Eduardo Levy:

Hollywood-Sign

Hollywood é um sonho. Para os iniciantes e para os mais bem-sucedidos, a meca do cinema é o objetivo final, a terra prometida. Alan Parker mesmo diz que sua indústria do cinema é povoada por um monte de pessoas em Londres que não conseguiram o green card. Verdade que vale para a Inglaterra, para a Austrália, Alemanha e Suécia. Vale para o Brasil. No fim da temporada de prêmios, no auge da euforia, me enchem de perguntas daí a respeito da vida por aqui, umas mais ingênuas que as outras, então aproveito o espaço para responder a todos. Espero que o título desta coluna não seja muito anticlimático.

Começando pelo começo. Aos que ainda estão na faculdade: não, não faz a menor diferença se você é formado em Cinema pela USP, UFF ou Faap. E, por favor, não vai mencionar que fez o curso de quatro semanas da New York Film Academy. Pega muito mal. Se a sua formação não é pela USC, Tisch ou AFI – e seu pai não é presidente de produção de algum estúdio – quem se importa? Faz a coisa certa, se forma e volta para o Brasil para dividir o que aprendeu com os outros meninos. Por aí, eles vão te achar o máximo.

Roteiristas: falar inglês é importante. Ter experiência escrevendo inglês é relevante. E ter experiência escrevendo(!) ajuda também. Não, fazer parte de uma equipe que escreve a novela das sete (existe esse horário ainda?) não é credencial, e não vai abrir as portas para o cinema ou mesmo a TV. Aliás, escrever para a TV por aqui é cada vez mais difícil e competitivo. Para que mudar para Los Angeles? Agora que a Starbucks entrou no país, vocês podem viver como qualquer roteirista de Hollywood por aí mesmo. Basta levar o laptop, comprar um café torrado e amargo, e sentar em umas das lojas da cadeia por horas a fio, fingindo estar criando o próximo roteiro magnífico que vai revolucionar a sétima arte. “Mas as oportunidades são mínimas no Brasil!” Mas as oportunidades são ainda menores por aqui se você não tem experiência escrevendo, ou escrevendo em inglês. Pelo amor de I.A.L. Diamond! Ah, você tem uma ideia maravilhosa para um roteiro? Então, tá. Coloca na caixinha de ideias do lado de fora do meu escritório, onde você encontra outras mil ideias geniais que não foram a lugar nenhum. Disclaimer: I don’t accept unsolicited material.

Atores e atrizes: se você faz sucesso no Brasil, alguém já se ofereceu para trazê-lo para Los Angeles, certo? O seu agente ou manager, que no fim das contas não faz muito além de marcar algumas reuniões – e tudo que ele/ela quer em troca são módicos 40% de comissão – já te levou aos estúdios e à ICM, CAA ou UTA. E eles te receberam muito bem, mencionaram seus últimos sucessos e até te levaram para assistir a um jogo dos Lakers, não foi? Fique realmente feliz quando eles conseguirem trabalho, e você receber o dinheiro. Aí sim, desconta os 10% da agência – sim, 10% é o justo e regulado por lei aqui nos EUA – a pequena parte do seu intermediário, custos das viagens de todos, imposto de renda e… não é mais negócio continuar recebendo na Globo e nos eventos de fim de semana? E para os que não fazem sucesso por aí, que tal melhorar o inglês? Parece repetitivo detalhe, mas posso garantir que existe uma razão para isso. Se já disseram que seu inglês é bom por aqui, melhor correr atrás, porque não é. They are definitely patronizing you. By the way, are you ready for hundreds of cattle calls? Don’t know what that means, right? This isn’t for you, then.

Diretores: se seu nome é Padilha, Salles ou Meirelles, esta coluna não te diz respeito. Se o sobrenome é outro, vejamos, você dirigiu algo mais do que um curta-metragem? Foi indicado ao Oscar? Algum dos seus filmes está sendo adaptado por um grande estúdio? Você fala inglês? Entendo. Me ajuda, vai. Alguma coisa para atrair a atenção das agências de talento? Eu já assisti a seu curta, e não gostei. Parece amador. E não, isso não é estilo de cinema independente. Cinema Novo é velho. Amador não é elogio.

Produtores: me identifico com vocês. Ligeiramente. Não são muitos os que se aventuram por aqui como eu. São mais espertos, e sabem que não há melhor indústria de cinema para se fazer dinheiro produzindo como a brasileira. Onde mais se faz uma fortuna sem ter que se preocupar com a audiência ou bilheteria? No meu caso são quatro longas em três anos, e, mesmo assim, it’s only paying off if they do really well in the box office. What, unheard of? Well, it’s the way it should be over there.

Então é isso. Para de reclamar e vai buscar seu dinheiro público, baratinho, de irmão, e faz o melhor filme brasileiro de todos os tempos. Assim que vender mais de um milhão de cópias piratas oficiais, você recebe uma ligação de Sundance para levar seu filme para as montanhas em janeiro. De repente a Embratur até patrocina a viagem. After they get tired of kissing your ass, you’ll come back to Brazil thinking nobody can live without your talents anymore. But they can, and they will. Falei que inglês era importante, não falei?

Quem devia ler este texto lê, mas não acha que é com ele, ou ela, it is, dear. Bom, tenho de certeza que você vai me ligar quando estiver em Los Angeles. Posso até fazer a reserva no Spago, mas não vai esperando ser descoberto entre o couvert e a sobremesa.

Em breve um ano alienando o leitor. You’re welcome.

Se seu nome é Padilha, Salles ou Meirelles, esta coluna não te diz respeito.

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“Hollywood está morta”

Boa escrita pra você hoje!

24/03/2011

A Procrastinação Está Impedindo o Seu Sucesso?

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 13:13
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O texto de hoje foi tirado do boletim eBook Crossroads Insider, e escrito por Diane Thomas. Ela faz um pequeno merchandising no final, que eu deixei:

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Isso é algo em que sou muito boa! Eu aprendi, porém, que todo mundo procrastina. Adiar coisas é simplesmente parte de ser humano. Mas se você faz isso de forma consistente, provavelmente há alguma outra coisa acontecendo.

Vamos dar uma olhada em porque podemos estar adiando determinadas tarefas repetidas vezes.

Você pode se surpreender ao saber que procrastinadores tendem a ser perfeccionistas. Você pode não se surpreender ao saber que o medo é um grande motivador da procrastinação.

Então aí está! Você tem medo de terminar aquele livro, de lançar aquele produto, de escrever aquela carta de vendas etc., porque aquilo pode não ser bom o suficiente para você – pior ainda, aquilo pode fracassar completamente.

Uau, que tolos egoístas devemos ser!

Eu não sei quanto a você, mas eu nunca tencionei não terminar um projeto por ter medo de que ele não fosse bom o suficiente.

Eu sempre tenho razões válidas para não concluir projetos. Eu sou uma pessoa muito ocupada e simplesmente pode não haver horas suficientes no dia. Às vezes surgem outras coisas que devem ser resolvidas primeiro.

Bem, certo, estas realmente soam como desculpas, não é?

Se você acha que não há nenhuma esperança para nós, coragem! Ninguém está além da ajuda. Este é um hábito que tem uma origem específica e é um hábito que pode ser superado.

Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para começar a quebrar o hábito:

  • Seja realista em relação a quanto tempo o seu projeto levará.
  • Sinta-se responsável. Defina um prazo – e cumpra-o.
  • Faça um plano ou esquema para que a tarefa seja dividida em partes pequenas e em ordem de como cada uma deve ser feita.
  • Não seja negativo. Pense os bons pensamentos. Você vai ser um autor, vai ganhar muito dinheiro etc.
  • Consiga ajuda. Peça a um amigo para lhe ajudar a continuar no caminho certo. Junte-se a um grupo de escrita. O que for necessário.

Espero que estas ideias ajudem-no a livrar-se do seu hábito de procrastinação. E se você estiver realmente sério quanto a obter o reconhecimento e a renda que você merece por concluir projetos, eu encontrei um ótimo livro que está me ajudando a quebrar o meu hábito!

Este é um verdadeiro livro para o pontapé inicial que está me fazendo levantar do meu traseiro, e me empurrando para conseguir terminar os meus projetos. Ele divide tudo em partes passo-a-passo que são fáceis de implementar.

Então venha comigo e chute o seu hábito!

Clique aqui para saber mais – http://www.helpwritingbook.com/?hop=dimar

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Pensamento de despedida:

"Almeje o sucesso, não a perfeição. Nunca desista do seu direito de estar errado, porque aí você vai perder a capacidade de aprender coisas novas e de seguir em frente com a sua vida". ~ Dr. David M. Burns

Para o Seu Sucesso Ilimitado,
Diane

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FRASES DA TIRINHA:

1º Quadrinho: – Ninguém sabe de NADA!! ~ William Goldman

2º Quadrinho: – Se você esperar por inspiração, você não é um escritor, mas um garçom. [N.T.: Ou “pessoa que espera” – é um trocadilho com a palavra waiter, que vem de wait = esperar.]

– A história não está no enredo, mas na narrativa.

– O melhor modo de ter uma boa ideia é ter muitas ideias.

– Drama é vida, com as partes chatas cortadas.

3º Quadrinho: – Não faça isso certo, ponha-o no papel!!

– Não existem produtos idiotas, apenas escritores idiotas!

– Escrever é muito mais fácil se você tem algo a dizer.

– Sem lágrimas no escritor, sem lágrimas no leitor.

– Você não pode esperar por inspiração. Você tem de persegui-la com um porrete.

– Escreva sobre o que você sabe!

4º Quadrinho: – A carreira de um artista sempre começa amanhã.

– Escrever é reescrever.

– Nós não escrevemos porque desejamos. Escrevemos porque precisamos. ~ W. Somerset Maugham

 – Ninguém sabe de NADA!!

writing

Como disse o jornalista e político Carlos Lacerda (1914-1977): “Só tem certeza de alguma coisa quem estiver muito mal informado.”

:mrgreen: Boa escrita pra você hoje! :mrgreen:

23/03/2011

Descubra o Seu Artista Interior

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:31
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Este artigo foi escrito por Jacob Krueger e publicado no blog dele, Write Your Screenplay:

Cheryl Kid - Romero BrittoObra sem título de Romero Britto

Tire o Seu Cérebro Criativo do Congelador

Lembra-se da expressão no rosto do Hans Solo, quando Darth Vader o puxou para fora da câmara de congelamento de carbono? É assim que os nossos cérebros criativos se sentem na maior parte do tempo. Congelados. Desamparados. Paralisados. Perdidos. A boca aberta num grito silencioso.

Não foi sempre assim. Se você quiser se lembrar do tempo anterior ao seu cérebro editor ter tomado o controle, basta ver uma criança brincar com seus presentes do feriado. Veja o quão facilmente a criatividade flui através delas. Cada uma e toda criança é um gênio criativo. Elas podem inventar coisas para sempre, sem nunca ficarem bloqueadas, nem jamais acabarem sem ideias.

Uma criança não se preocupa se ela está ou não brincando com a sua Barbie corretamente, se a jornada do Meu Pequeno Pônei dela tem o arco adequado. Uma criança não se atormenta com o fato dela ter ou não talento para diálogos, ou se o seu Elmo-que-sente-cócegas é um personagem simpático. Uma criança não se reprova por brincar de forma errada, ou por quebrar as regras, ou por inventar uma história que ninguém mais entende.

Uma Criança Simplesmente Brinca

Pablo Picasso, um dos maiores artistas de todos os tempos, disse que passou a primeira metade de sua vida tentando pintar como Rembrandt, e a segunda metade tentando pintar como uma criança.

Há uma razão para ele ter se sentido deste jeito e ter dedicado tanto tempo a essa meta improvável. Há uma razão pela qual Picasso foi tão prolífico. E há uma razão pela qual a obra que ele criou desta forma foi tão tremendamente bem sucedida.

Quando você se conectar com a sua criança interior, você estará conectando-se com o poder ilimitado de sua mente criativa. Você alcança o que os Mestres Zen chamam de "mente de principiante", aquele estado mágico antes de conhecer as regras, quando tudo parece possível, e é.

Já vi isso várias vezes nas minhas aulas. Jovens escritores que nunca pegaram numa caneta antes ofuscam as obras polidas dos graduados nos melhores cursos de cinema.

Ao encontrar a mente de principiante, você não tem nada a perder. Porque você não está tentando ser bom. Você está apenas se permitindo escrever.

Estimule o Seu Artista Interior

O artigo de hoje pode parecer uma contradição com outros postados aqui anteriormente, mas não é. Ser roteirista é assim mesmo. Numa hora temos de ser livres como crianças, e na outra, temos de nos preocupar com formatação, ortografia e excesso de palavras nos diálogos ou de cenas no roteiro. Cabe a nós encontrarmos o equilíbrio e o momento certo para cada coisa.

Boa escrita pra você hoje! Alegre

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