Dicas de Roteiro

31/01/2011

“Dez Regras Para Escrever Ficção”: David Hare

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:03
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Continuamos hoje a nossa série tirada do The Guardian e indicada pelo roteirista Scott Myers:

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1. Escreva somente quando tiver algo a dizer.

2. Nunca aceite o conselho de alguém sem nenhum investimento no resultado.

3. Estilo é a arte de colocar-se fora do caminho, não a de colocar-se nele.

4. Se ninguém vai produzir a sua peça, produza-a você mesmo.

5. Piadas são como mãos e pés para um pintor. Elas podem não ser o que você quer acabar fazendo, mas você tem que dominá-las no meio tempo.

6. Teatro pertence primariamente aos jovens.

7. Ninguém jamais alcançou consistência como roteirista.

8. Nunca vá para um festival de personalidades da TV mascarado de festival literário.

9. Nunca se queixe de ser mal interpretado. Você pode escolher ser compreendido, ou pode escolher não sê-lo.

10. As duas palavras mais deprimentes do idioma inglês são "literary fiction" ["ficção literária"].

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A dica número 7 é pra arrasar, né? WhatAreYouThinking Um dos internautas comentou que ele talvez quisesse dizer que o cinema é uma arte colaborativa, e portanto nossos roteiros, mesmo que sejam ótimos, serão sempre afetados por diferentes produtores, diretores, equipes técnicas, elencos etc., e quanto menos um roteiro for mudado até o filme ser completo, mais “consistente” ele seria. Bem, é uma opinião interessante, mas ainda não estou certa de que era bem isso o que o David Hare estava pensando quando escreveu essa frase. 😕

Boa escrita pra você hoje! 😀

30/01/2011

Roteiro de Filmagem

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 10:09
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Oi, pessoal, me perdoem o sumiço, mas tem horas em que somos presos e arrastados pelas correntezas da vida e por mais que tentemos nadar contra a maré, o resultado é somente mais estresse e cansaço. Espero poder voltar agora ao velho ritmo, e estou (re)começando com este texto do site Wikipedia:

Shooting Script from Samson and Delilah

Um roteiro de filmagem não é uma versão de um roteiro, mas é, ao invés disso, o que é utilizado durante a produção de um filme. Roteiros de filmagem são diferentes de roteiros de especulação, pois eles fazem uso de números de cena (junto com outras determinadas convenções de formatação descritas abaixo), e seguem um conjunto bem definido de regras especificando como as revisões do roteiro devem ser implementadas e distribuídas.

RESUMO

Quando um roteiro é aprovado para produção, às cenas são atribuídos números, que são incluídos no roteiro ao lado dos cabeçalhos de cena. Os números fornecem uma maneira conveniente para os vários departamentos de produção referirem-se a cenas individuais.

Depois de um roteiro de filmagem ter sido amplamente distribuído, os números de página ficam fixos, e todas as revisões são distribuídas em páginas de revisão. Assim, o escritório de produção pode emitir uma revisão contendo novas páginas 3, 9, 17 e 45. Isso evita ter que imprimir e distribuir uma versão inteiramente nova para cada conjunto de revisões, o que implicaria nos membros da equipe terem que transferir todas as suas anotações manuscritas para um novo roteiro. Se as cenas da página 45 tornarem-se mais longas, elas continuarão em novas páginas 45A, 45B e assim por diante; se as cenas da página 45 forem todas eliminadas, uma nova página 45 será emitida com a palavra “OMITIR”, já que a ausência da página 45 poderia parecer um erro.

Páginas de revisão são distribuídas em papel colorido, uma cor diferente para cada conjunto de revisões, com cada linha alterada marcada com um asterisco na margem direita da página. A progressão das cores varia de uma produção para outra, mas uma seqüência típica seria: branco, azul, rosa, amarelo, verde, dourado, salmão, cereja, branco (desta vez conhecido como "branco duplo"), e de volta ao azul ("azul duplo").

Quando o Assistente de Direção acredita que há mais páginas alteradas do que vale a pena trocar, o Coordenador de Roteiro pode emitir um roteiro totalmente novo na cor apropriada da revisão. Em alguns casos, geralmente antes do início da fotografia principal, uma "versão branca" inteiramente nova será distribuída no lugar das páginas coloridas de revisão. As páginas de uma versão branca são numeradas a partir do zero, enquanto os números de cena originais são mantidos.

Lombada de roteiro de filmagem revisado

PRESERVANDO OS NÚMEROS DE CENA E DE PÁGINAS

Quando são feitas revisões em um roteiro de filmagem, elas devem ser realizadas de um modo que não perturbe os números de cena pré-existentes. Por exemplo, se uma nova cena tiver de ser inserida entre as cenas 10 e 11, a nova cena será numerada como 10A. Para algumas produções, pode ser necessário inserir uma cena entre a 10 e a 10A – esta cena é então numerada como 10aA (uma cena entre a 10 e a 10aA seria numerada como 10aaA, e assim por diante). Cada cena, assim, mantém o seu próprio número único durante todo o curso da produção. Quando uma cena é omitida, seu número é preservado no roteiro junto com a frase (OMITIDO). Isto efetivamente aposenta o número, de modo que não possa ser reutilizado por uma nova cena inserida depois no mesmo local. (Note bem: Uma cena pode ser ‘desomitida’, efetivamente trazendo a cena aposentada de volta da aposentadoria).

Os números de página de um roteiro de filmagem são tratados de maneira semelhante. Quando as páginas de revisão são distribuídas, os números de página devem fluir sequencialmente entre os números de página pré-existentes. Por exemplo, se a página 10 foi revisada de tal forma que agora ocupa uma página e meia, as revisões serão distribuídas em duas páginas numeradas como 10 e 10A. Estas duas páginas substituirão a página 10 nas versões em vigor. Por outro lado, se as páginas 15 e 16 forem encurtadas de tal modo que agora ocupem uma única página, as revisões serão distribuídas em uma única página numerada como 15-16.

ShootingScript

CONTINUA

Continuações de Cena

Quando uma cena numerada é dividida em páginas, (CONTINUA) aparece no final da página anterior, e CONTINUA: aparece no topo da página seguinte. Este indicador de continua aparece junto com o número da cena que está sendo continuada e com uma contagem entre parênteses de quantas vezes a cena tem sido continuada até agora; por exemplo, 107 CONTINUA: (2). O número é geralmente omitido quando é igual a um.

Continuações de Diálogos

Quando o diálogo é dividido em páginas, (MAIS) aparece abaixo da parte do diálogo da primeira página, semelhante a uma rubrica, mas posicionado igual ao nome do personagem. Na página seguinte, o diálogo restante tem o cabeçalho com o nome do personagem, que é aumentado por um indicador de continua abreviado, por exemplo, JOÃO (CONT.).

Quando um personagem fala mais de uma vez consecutivamente, com apenas ação separando os discursos, rubricas de (continua) podem ser utilizadas nos discursos seguintes. Rubricas de (continua) são posicionadas no mesmo lugar que as padrões: abaixo do nome do personagem e recuada em relação ao diálogo. Alguns escritores indicam diálogos consecutivos incluindo (CONT.) ao lado do nome do personagem (igual à divisão do diálogo em páginas). Muitos escritores optam por não indicar os diálogos consecutivos de modo algum.

"Continuações de diálogo" se aplicam tanto a roteiros de especulação quanto aos de produção. Eles são mencionados aqui por causa da confusão que surge quanto aos vários usos do continua.

O CABEÇALHO DE REVISÃO

Um cabeçalho aparece no topo de cada página de revisão, alinhado verticalmente com o número da página [N.T.: Não seria horizontalmente?]. O cabeçalho de revisão normalmente inclui a data em que as revisões foram distribuídas, a cor das páginas entre parênteses, e, geralmente, o nome da produção ou alguma outra informação descritiva. Cada conjunto de revisões é distribuído junto com uma página de capa que inclui a lista de cabeçalhos de revisão de todos os conjuntos de revisões distribuídos até o momento.

Teenage Mutant Ninja Turtles 2 (1991), Production Script

MARCAS DE REVISÃO

Revisões de roteiro são marcadas com asteriscos na margem direita das páginas de revisão. Quando muitas marcas de revisão estão presentes em uma única página, ou dentro de um único parágrafo ou cena, as marcas podem ser fundidas em uma única marca. Por exemplo, se todas as falas de uma determinada passagem do diálogo estiverem marcadas, as marcas podem ser fundidas em uma única marca que aparece ao lado do nome do orador acima do diálogo. No caso das cenas, esta única "marca unificada" aparece ao lado do cabeçalho da cena. Para páginas, a marca unificada aparece ao lado do número da página.

SOFTWARE

A maioria dos aplicativos de softwares de roteiro incluem funções para manipular os formatos e procedimentos descritos acima, com variados graus de automação.

Close Encounters of the Third Kind (1977), Production shooting script Close Encounters of the Third Kind (1977), Production shooting script2

Boa escrita pra você hoje! 😀

29/01/2011

“Dez Regras Para Escrever Ficção”: Will Self

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 10:20
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Hoje temos outra parte do artigo do The Guardian com dicas de escritores famosos, indicado pelo roteirista Scott Myers:

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1. Não olhe o que escreveu até ter escrito uma versão inteira, apenas comece cada dia a partir da última frase que você escreveu no dia anterior. Isto evita aquele sentimento de vacilar de medo, e significa que você tem um substancial volume de trabalho antes de chegar ao verdadeiro trabalho que está todo na…

2. Edição.

3. Sempre carregue um caderno. E eu quero dizer sempre. A memória de curto prazo só retém as informações por três minutos; a menos que esteja confiada ao papel, você pode perder uma idéia para sempre.

4. Pare de ler ficção – é tudo mentira mesmo, e não tem nada para lhe dizer que você já não saiba (isto é, supondo que você já leu bastante ficção no passado; se não leu, você não tem nada a ver com ser um escritor de ficção).

5. Sabe aquela nauseante sensação de inadequação e superexposição que você sente quando olha para a sua própria prosa empolada? Relaxe pela consciência de que esta sensação medonha nunca, jamais irá deixá-lo, não importa o quão bem sucedido e elogiado publicamente você se torne. Isso é intrínseco ao negócio real da escrita e deve ser valorizado.

6. Viva a vida e escreva sobre a vida. Da qualificação de muitos livros de fato não há fim, mas existem livros mais do que suficiente sobre livros.

7. Da mesma maneira, lembre-se de quanto tempo as pessoas gastam vendo televisão. Se você estiver escrevendo um romance com um cenário contemporâneo tem de haver longas passagens onde nada acontece, exceto assistir TV: "Mais tarde, George viu Grand Designs enquanto comia HobNobs. Mais tarde ainda, ele assistiu o canal de compras por um tempo…"

8. A vida de escrita é essencialmente de solitário confinamento – se você não consegue lidar com isso, não precisa pôr em prática.

9. Ah, e não se esqueça do espancamento ocasional administrado pelos sádicos guardas da imaginação.

10. Considere a si mesmo como uma pequena empresa de um só. Leve a si mesmo para fora em exercícios de formação de equipe (longas caminhadas). Realize uma festa de Natal todos os anos na qual você fica em pé no canto de seu quarto de escrever, e grita bem alto para si mesmo enquanto bebe uma garrafa de vinho branco. Então masturbe-se debaixo da mesa. No dia seguinte, você vai sentir um profundo e consistente sentimento de vergonha.

Bebum no Natal

😆 Boa escrita pra você hoje! 😆

28/01/2011

As Diferentes Fases de Um Projeto Criativo

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 11:23
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O artigo de hoje foi escrito pelo orientador e consultor de roteiros, Greg Miller, e tirado de seu blog, The Other Network Writers Room. O título original do texto é: “Minha Mente Continua Passando Por Estas Mudanças (Como Navegar Através das Diferentes Fases de Qualquer Projeto Criativo).

Inovação

Eu estava apenas conversando com um grande escritor de comédia de TV, que estava empacado no meio de um roteiro de um filme de longa-metragem. Ele estava entediado com os personagens e perdeu contato com a emoção e o impulso que o fizeram começar o projeto em primeiro lugar.

Kubler-Ross enumerou as famosas fases pelas quais quem lida com a morte passa (negação, raiva, barganha, depressão, aceitação). Escritores também enfrentam estas etapas quando terminam um projeto, mas antes de chegar lá, há outras etapas para se tomar ciência. Cada uma tem seus desafios, e é realmente útil saber em que estágio você está, pois isso lhe ajuda a focar nos desafios certos, em vez de ficar preso em problemas que você ainda não tem – ou não tem mais.

Um amigo roteirista compartilhou este fragmento de tradição oral, que estabelece as etapas de um projeto de Hollywood:

1) Entusiasmo Desenfreado
2) Desespero Total
3) Busca Desesperada pelo Culpado
4) Punição de Inocentes
5) Promoção dos Não-Envolvidos

Triste/engraçado, mas é verdade. Do lado criativo, e fora do sistema de estúdios de Hollywood, você provavelmente vai experimentar estes estágios em qualquer projeto criativo de grande escala:

1. CÉU AZUL- Qualquer coisa vai. O entusiasmo manda. Não há fronteiras. Não há limites.

2. DILIGÊNCIA DEVIDA – Comece perguntando por aí e pesquisando na Internet para ver se alguma coisa igual ao seu projeto já existe. Isto pode ser doloroso, mas é melhor saber agora do que depois.

2. PRODUZIR PÁGINAS- Tente ficar longe de ser excessivamente auto-crítico nesta fase. Você está apenas gerando palavras/cenas/páginas.

3. SELECIONAR & FOCAR – Aqui é quando você tem que dar uma segunda olhada em suas pretensões e decidir que história você está contando e a qual gênero ela pertence. Este também é o momento em que algum material apreciado vai ter que deixar o projeto e ir para o arquivo de saída/pilha de compostagem. Ela pode ser uma grande cena. Ela só não pode ser parte deste projeto. Esta também poderia ser a fase em que você pira e fica enjoado do projeto, tudo ao mesmo tempo.

4. DAR FORMA – Esta poderia ser a hora para reestruturar e reorganizar o material. Também poderia ser a fase de conseguir algumas observações de conselheiros de confiança, porque você provavelmente já perdeu toda a perspectiva.

5. REFINAR – Também conhecido como polir. Esta é uma espécie de grande fase, mas não finja que você está aqui antes de estar.

A Fase 1 lhe dá a alegria da acumulação e a emoção de canalizar a energia criativa. A Fase 2 dá a você a sensação fundamentada de viver na real. As Fases de 3 a 5 lhe dão a satisfação de resolver os problemas.

O que vem a seguir? Sintonize da próxima vez os Estágios de Espera da Beth.

Continue escrevendo.

Leia mais Leia mais.

Sim, existem dois números 2 nesta lista, mas eu apenas segui a numeração do original. Acho que o autor não percebeu que tinha seis dicas, ao invés de cinco. E o texto que ele cita, os Estágios de Espera da Beth, eu não consegui encontrá-lo de jeito nenhum, se alguém o achar, por favor, manda o link aqui pra gente!

Falando em link, aqui vai um de um texto em português sobre criatividade: http://celioferreira.com/2010/dicas-para-estimular-a-criatividade/

Boa escrita pra você hoje! =)

27/01/2011

“Dez Regras Para Escrever Ficção”: Colm Tóibín

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 09:59
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Aqui vai mais uma parte do artigo do The Guardian com dicas de escritores famosos, artigo este indicado pelo roteirista Scott Myers:

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1. Termine tudo o que você começar.

2. Vá em frente com isso.

3. Fique em seu pijama mental durante o dia todo.

4. Pare de sentir pena de si mesmo.

5. Nada de sexo, álcool ou drogas enquanto você estiver trabalhando.

6. Trabalhe pela manhã, uma pequena pausa para o almoço, trabalhe à tarde e daí assista ao noticiário das seis e, em seguida, volte ao trabalho até a hora de dormir. Antes de ir para a cama, ouça Schubert, de preferência algumas canções.

7. Se você tiver que ler, para se animar, leia biografias de escritores que enlouqueceram.

8. Aos sábados, você pode assistir a um antigo filme de Bergman, de preferência A Máscara ou Sonata de Outono.

9. Nada de ir para Londres.

10. Nada de ir para qualquer outro lugar, tampouco.

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Uma internauta comentou no blog do Scott Myers que as primeiras cinco dicas eram brilhantes, e as cinco últimas, insanas. Muita gente também reclamou que a dica 6 só funciona para pessoas que não têm emprego, mas alguém lembrou que ela pode servir para os dias de folga. Outra pessoa criticou a primeira dica por ser uma perda de tempo quando vemos que a história não presta, mas outro internauta notou que ela serviria a dois propósitos: Persistirmos numa ideia, pois ela pode mostrar seu valor só depois de muita escrita; e começarmos a escrever algo tendo pensado bastante no argumento e nos personagens primeiro, deste modo já sabemos de antemão se a história vai valer ou não a pena ser escrita.

Boa escrita pra você hoje! 😀

26/01/2011

Escrevendo o Suspense Policial

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:48
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O artigo de hoje é dedicado ao nosso colega Lucas Luciano, e foi tirado do blog da autora e criminalista Jennifer Chase:

Keanu Reeves

Por que escrever um suspense policial? Eu realmente preciso dizer por quê? Sério, ele oferece tanta ação, aventura, mocinhos, bandidos, assassinos em série, situações de quem-é-o-culpado, desafios, e pode, no fim de contas, levá-lo em um dos passeios mais selvagens de sua vida. Você ainda precisa perguntar por que escrever um suspense policial?

Para mim, eu o acho fascinante porque existem tantas situações sobre as quais você pode escrever. Você apenas tem que deixar a sua imaginação lhe levar até lá. Eu sempre amei filmes de "suspense policial" como Operação França, Perseguidor Implacável, Cop Land, Serpico, Duro de Matar, e Os Infiltrados. Estes são apenas alguns poucos exemplos de todos os filmes que me influenciaram de alguma forma. Alguns foram melhores do que outros ao longo dos anos, mas eu ainda acho que gosto deles do mesmo jeito.

Meu livro mais recente, Silent Partner, que será lançado antes do final deste ano [2010], é um suspense policial, e eu prometo que haverão algumas surpresas pelo caminho. Decidi levar o suspense policial mais um passo adiante na vida de um policial, levando o leitor ao mundo dos agentes K9. Eles são como qualquer outro oficial de patrulha ou investigador, mas têm um parceiro constante que acontece de ser um canino. É uma parceria e um vínculo especial como nenhum outro. Eu passei um bom tempo treinando de verdade o meu próprio cão com os policiais K9 e os treinadores de cães policiais.

Ao escrever um suspense policial você tem que desafiar a si mesmo fazendo mais trabalho de casa e pesquisa. Eu não posso enfatizar "pesquisa" o suficiente quando se trata deste tipo de história. Eu abordo o suspense policial com a ideia de ele que é como qualquer outra história, com exceção dos procedimentos policiais, da psicologia criminal, do perfil da vítima e das pistas espalhadas.

Eu adorei descobrir o que realmente se passa em uma delegacia, o inquérito policial, ou um passeio na viatura de patrulha. Livros e Internet só vão lhe levar até determinado ponto. Você precisa quase mergulhar na realidade da coisa e escrever como ela parece, cheira, e todas as outras emoções que passam pela sua mente. Às vezes isso não é tão fácil. Eu dei um jeito de ganhar a confiança e a amizade de muitos policiais, não só na Califórnia, mas em outros estados também. Eles são uma riqueza de informações, porque vivem esse trabalho e têm muitas grandes histórias sobre suas experiências.

Autora Jennifer Chase

Aqui estão algumas dicas para começar a pesquisa:

  • Procure na Internet, em qualquer departamento de polícia, quais são as exigências para ser um policial. Muitas vezes há exemplos de testes escritos. Você pode fazer isso com qualquer departamento de polícia dos EUA sobre o qual você estiver escrevendo.
  • Descubra nos sites da polícia local, municipal e estadual, a hierarquia do departamento, os cargos, e exatamente quais são as divisões individuais e suas responsabilidades.
  • Aproveite para ir em um passeio na viatura de polícia em sua própria cidade. A maioria dos departamentos de polícia têm disponíveis esses programas de passeios com civis. Se você explicar que está fazendo pesquisa para um livro, eles podem permitir que você pesseie diversas vezes em turnos diferentes, com diferentes agentes.
  • Vá até a biblioteca e cheque os livros de estudo para os exames de admissão de várias forças policiais. Existe uma riqueza de informações que lhe ajudarão a esboçar a experiência de seus personagens. Além disso, confira todos os livros sobre roubos, homicídios, psicologia criminal, sequestro etc., que ajudarão o seu enredo.
  • Procure os códigos de rádio da polícia, na Internet ou em livros, da rádio de polícia e de emergência da área sobre a qual você esteja escrevendo. Você também pode ouvir algumas rádios de polícia "ao vivo" na Internet.

Isso vai ajudar a dar realismo à sua história.

  • Se você estiver escrevendo sobre uma área específica de aplicação da lei, por exemplo, SWAT, K9, Investigativa, ou de Segurança Interna, entre em contato com um departamento local e veja se você consegue marcar um encontro para conversar com alguém sobre a função deles, e talvez lhe seja dada uma turnê.
  • Seja profissional, educado e preparado em sua pesquisa.

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Boa escrita policial pra você!

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