Dicas de Roteiro

30/12/2010

A Bíblia do Roteirista – Parte 13(B)

Filed under: Produção,Roteiro — valeriaolivetti @ 19:23
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Como prometido no último post, aqui vai a versão original da liberação (release) para que você possa enviar o seu roteiro diretamente para os grandes produtores de Hollywood, sem um agente. Lembrando que esta série de posts é baseada no livro The Screenwriter’s Bible, escrito por David Trottier:

release

Sample Release

TO ________________________________________________________________________

I, ________________________________________ , acknowledge that the material _(title and description)__

______________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________________________

________________________________ that I am submitting to you was created and written by me without any suggestion or request from you. I represent that I am the author of the material and that the material is original with me; that I have the exclusive rights to submit the material to you on the terms and conditions set forth in this agreement; and that I have the power and authority to grant to you all rights in this material.

I realize that many ideias, programs, slogans, scripts, plans, suggestions, and other literary and/or dramatic and/or musical material (herein collectively referred to as “material”), which are submitted to you, are similar to material previously used, previously submitted by others, or already under consideration by you. I further realize that you must protect yourself against any unwarranted claims by refusing to examine any material submitted to you unless you are assured that you shall have the unqualified right to finally determine whether such material or any part thereof is in fact used by you or your successors, assignees ou licensees, and what compensation or other consideration, if any, should be paid for such use.

I am submitting certain material to you herewith. In order to induce you to consider this material, I hereby irrevocably waive, release, and relinquish any and all claims which I, or any other person, firm, or corporation claiming under or through me, may now or hereafter have against you, your successors, assignees, and licensees, and your and their respective officers, employees, and representatives, for any alleged use, that you, or your successors, assignees, or licensees may make of any such material. I also expressly agree that your decisions as to whether you, or your successors, assignees, or licensees have used all or any part of such material and as to the compensation or other consideration, if any, which should be paid to me therefore, shall be conclusive and binding upon me and all persons, firms and corporations claiming under or through me.

I agree that, should I bring any action against you for wrongful appropriation of the material, such action shall be limited to an action at law for damages and in no event shall I be entitled to an injuncion or any other equitable relief. If I am unsuccessful in such action, I agree to pay you all the costs and expenses involved in defending such action.

I further understand and agree that you are not responsible for the return of any material submitted, and I acknowledge that I have retained a duplicate copy of such material in my possession.

I hereby acknowledge that I have read and understood this agreement and that no oral representations of any kind have been made.

Very truly yours,

Signature

Typed or printed name

Address

Telephone number

 release (1)

Boa escrita pra você! 😀

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A Bíblia do Roteirista – Parte 13

Filed under: Produção,Roteiro — valeriaolivetti @ 14:00
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Aqui está mais um trecho do livro de David Trottier, The Screenwriter’s Bible:

The producer

Produtores Signatários do Writers Guild of America

Os estúdios e as outras grandes companhias produtoras são signatárias do Writers Guild. Isso significa que eles têm de concordar em usar contratos aprovados pelo Writers Guild. Seus nomes podem ser facilmente encontrados em uma variedade de diretórios.

Quando um produtor recebe um roteiro de um agente ou de você, o editor de histórias deles checa para ver se eles já têm uma análise crítica escrita sobre ele. Se uma análise crítica já foi escrita, isso significa que um dos leitores deles já leu o seu roteiro em algum momento do passado. Essa velha análise crítica será então anexada ao seu roteiro (mesmo que seja uma versão nova e revisada) e devolvido ao executivo de desenvolvimento. É por isso que uma vez que uma companhia rejeite o seu roteiro, você nunca pode reenviar uma revisão para ser avaliada.

Na verdade, existe uma maneira de contornar isso. Simplesmente mude o número de páginas de seu novo roteiro revisado. Se o número de páginas do seu roteiro revisado diferir do número de páginas do roteiro antigo, o produtor pode presumir que esta é verdadeiramente uma revisão, e terá outra análise crítica escrita sobre ele. Não mude o título, no entanto, pensando que pode enganá-los. Isso quase sempre sai pela culatra.

Se o executivo de desenvolvimento gostar da análise crítica, então ele irá ler algumas páginas, a maior parte diálogos, e algumas vezes o roteiro inteiro. Executivos de desenvolvimento “lêem” de dez a quinze roteiros por semana. Então é bom que o seu prenda a imaginação deles. Se ele prender, eles farão com que outros da companhia o incluam em sua leitura de final de semana. Se todo mundo sentir-se confortável com isso na reunião de segunda-feira de manhã, eles mesmos irão financiá-lo, ou levá-lo para outro produtor ou para um estúdio.

O que os grandes produtores estão procurando? As necessidades deles mudam a cada semana. Eles estão constantemente avaliando o mercado. Em geral, eles querem algo que possa ser facilmente “vendido” oralmente para outros produtores, estúdios, distribuidores e frequentadores de cinema. Então o conceito ou a ideia central deve conquistá-los imediatamente. Eles também querem algo escrito para um ator. Eles querem um roteiro que faça a diferença entre o Bruce Willis fazendo o filme e o George Kennedy fazendo-o, ou a Meg Ryan em contraste com a Shelly Long. Os contatos do executivo vão querer saber quem eles podem vincular, quem irá dirigir, quem irá interpretar.

Perceba que a Merchant-Ivory está procurando por um roteiro diferente do que a Castle Rock, mas todos os produtores têm seus mercados principal em suas mentes. O que os frequentadores dos filmes deles querem ver, e quem eles querem ver?  Eles não querem um filme noir-ocidental que não conseguem vender para o público frequentador de cinema. E quem é o principal público frequentador de cinema? A maioria é de rapazes do ensino médio, homens na faculdade, e outros homens e mulheres em busca de emoção entre as idades de quinze e trinta e dois anos.

Compreenda que quando um produtor produz o roteiro de um escritor novato, ele está colocando seu emprego em risco. Se o filme resultante fracassar, ele pode ser dispensado por ter tentado alguém novo. Ao passo que, se um filme utilizando um escritor comprovado falhar, isso pode ser visto como um infortúnio. Todos os produtores têm suas listas A, B e C de escritores, atores e diretores… e também seus promissores.

Quando um produtor lhe contrata, ele tem esperanças de que você seja promissor.

Estes grandes produtores têm acordos com os estúdios, o que significa que eles têm arranjos contratuais para produzir um certo número de filmes com um estúdio ou companhia produtora, ou um estúdio pode ter o direito da primeira recusa. Este é outro motivo porque é melhor deixar um produtor levar o seu projeto para um estúdio do que ir diretamente para um estúdio você mesmo. Estes produtores são grandes porque eles têm acesso ao dinheiro necessário para financiar um filme. Geralmente, eles aceitam roteiros enviados apenas por agentes.

Entretanto, se a sua carta de consulta for forte o suficiente, existem alguns produtores signatários do WGA que podem aceitar um roteiro sem um agente. Em tais casos, eles irão exigir um acordo de apresentação ou liberação. Um acordo de apresentação é um documento legal que basicamente absolve o produtor ou executivo da responsabilidade se o seu trabalho for acidentalmente roubado. Isso soa horrível, mas você deveria considerar assinar a liberação para conseguir que o seu trabalho seja vendido e produzido.

Você encontra um modelo de liberação a seguir.

Exemplo de Liberação

PARA ___________________________________________________________________

Eu, ______________________________________________ , reconheço que o material _(título e descrição)___

______________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________________________

____________________________________ que eu estou enviando para você, foi criado e escrito por mim sem nenhuma sugestão ou pedido seus. Eu declaro que eu sou o autor do material, e que o material se originou de mim; que eu tenho os direitos exclusivos de enviar o material para você nos termos e condições estabelecidos neste acordo; e que eu tenho o poder e a autoridade de garantir a você todos os direitos deste material.

Eu compreendo que muitas ideias, programas, slogans, roteiros, planos, sugestões e outros materiais literários e/ou dramáticos e/ou musicais (aqui coletivamente citados como “material”), que são enviados para você, são semelhantes a materiais previamente utilizados, previamente enviados por outros, ou já sob sua avaliação. Além disso, eu compreendo que você deve proteger-se contra quaisquer alegações injustificáveis recusando-se a examinar qualquer material enviado a você, a não ser que você esteja assegurado de que deve ter o direito não-qualificado de finalmente determinar se tal material ou qualquer parte dele é de fato usado por você ou seus sucessores, procuradores ou licenciados, e qual compensação ou outra recompensa, se houver alguma, deve ser paga por tal uso.

Eu estou enviando para você certo material incluso. A fim de induzi-lo a levar este material em consideração, pela presente eu irrevogavelmente renuncio, libero e desisto de toda e qualquer reivindicação que eu, ou qualquer pessoa, firma ou corporação reivindicando sob ou através de mim, pode agora ou futuramente ter contra você, os seus sucessores, procuradores e licenciados, e os respectivos funcionários, empregados e representantes, seus e deles, para qualquer uso alegado que você ou seus sucessores, procuradores ou licenciados possam fazer de tal material. Eu também concordo expressamente que as suas decisões quanto a se você ou seus sucessores, procuradores ou licenciados utilizaram todo ou qualquer parte de tal material e quanto à compensação ou outra recompensa, se houver alguma, a qual deve ser paga a mim para este fim, deve ser conclusiva e vinculada a mim e todas as pessoas, firmas e corporações reivindicando sob ou através de mim.

Eu concordo que, devendo eu lançar qualquer ação contra você por apropriação indébita do material, tal ação deve ser limitada a uma ação por danos e de modo algum devo ter o direito de uma injunção ou qualquer outro substituto equitativo. Se for mal-sucedido em tal ação, eu concordo em lhe pagar todos os custos e despesas envolvidos em defender tal ação.

Além disso, eu entendo e concordo que você não é responsável por devolver qualquer material enviado, e reconheço que eu tenho guardada uma cópia duplicata de tal material em minha posse.

Pela presente, eu reconheço que eu li e entendi este acordo e que nenhuma representação oral de nenhum tipo foi feita.

Atenciosamente,

Assinatura

Nome impresso

Endereço

Número de telefone

Por que a liberação? Porque estas companhias têm medo de serem processadas. Às vezes um executivo ouve uma apresentação oral de um ideia ou lê um roteiro que lembra algo que já está em desenvolvimento. Quando o escritor vê o filme resultante, ele processa a companhia produtora baseado naquela apresentação oral ou roteiro.

Geralmente este pessoal não está interessado em roubar a sua história. Roubos ocorrem ocasionalmente, mas grandes produtores estão mais interessados em evitar processos judiciais do que estão em roubar. A paranóia do escritor é a marca registrada de um amador. Você tem que botar as suas ideias lá fora. Talvez a sua melhor proteção seja o seu roteiro terminado, a sua habilidade de escrita, e conhecimento da indústria.

producer_wanted”Procura-se produtor”

No próximo post eu colocarei o texto original desta liberação em inglês, para aqueles que desejam enviar seus roteiros para Hollywood. Eu tentei traduzir o texto da forma mais fiel possível, mas se houver por aí um advogado que possa fazer uma versão melhor desta liberação para nós, brasileiros, e enviá-la pra postarmos aqui, eu serei muito grata! (Eu, pessoalmente, não enviaria esta liberação para produtores brasileiros, eu a traduzi apenas para que possamos entender razoavelmente o que ela diz – mesmo assim ficou um tanto confusa, não acham? Eu não entendo muito “advogatês”, muito menos em inglês!).  😕

Boa escrita pra você hoje e até!

29/12/2010

Dez Maneiras de Fortalecer o Seu Enredo

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 17:45
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O artigo de hoje foi escrito pela autora, professora universitária de roteirismo e roteirista de cinema e TV, Linda J. Cowgill, e tirado do site FilmmakerIQ:

Norman_Rockwell_Little_boy_writing_a_letter

Dez coisas a se pensar para testar a força de sua trama:

1. Desenvolva um conflito claro na ação da sua história. Identifique as forças de oposição.

2. O seu protagonista é um ser emocional. Saiba onde o seu personagem está emocionalmente no início da história, para que ele(a) possa ser desafiado(a) emocionalmente bem no começo. Isto ajuda a desenvolver o arco do personagem.

3. Saiba o que o seu protagonista quer, por que ele(a) quer aquilo, e do que ele(a) necessita. Quanto mais específico for o desejo do personagem, mais forte é o potencial do enredo.

4. Examine as conseqüências emocionais do conflito que os seus personagens enfrentam. Determine quais definem o seu tema e envolvem as emoções da platéia.

5. Lembre-se: Conflito não vem exclusivamente do antagonista. Use outros obstáculos e complicações para revelar o personagem.

6. Ao lidar com os vários problemas (conflitos), o herói tem de experimentar contratempos assim como sucessos, a fim de criar tensão. Você define o personagem tanto através dos fracassos quanto do sucesso. Como o herói lida com esses resultados traz compreensão e sentido ao personagem e à história.

7. Os personagens são definidos pelas escolhas que fazem. Cada história é realmente uma série de escolhas cada vez mais difíceis e perigosas que, simultaneamente, carregam o seu enredo e explicam o seu personagem.

8. Enredos precisam ser baseados em ação e reações, causa e efeito, para conduzir o público de um ponto a outro. Use tramas de causa e efeito para certificar-se de que cada cena conduz plausivelmente para a próxima.

9. O conflito deve intensificar-se. Todos os seus personagens têm desejos e necessidades, objetivos divergentes, e estas coisas elevam o nível do conflito conforme a sua história progride.

10. O público precisa de surpresa. As melhores surpresas são a virada e a revelação. Ambas devem ser planejadas. Viradas funcionam melhor quando o público é orientado para um resultado e recebe o oposto. Revelações funcionam melhor quando são habilmente prenunciadas cedo, mas não expostas.

surpresa

Boa escrita (cheia de surpresas) pra você! asttro.org.surpresa

A Bíblia do Roteirista – Parte 12

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 10:39
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Oi, pessoal! Estou de volta depois de passar o Natal com uma gripe brabona, ainda tô meio-meio, mas doida pra voltar pro blog! :mrgreen: Então aqui vai mais um trecho do livro The Screenwriter’s Bible, escrito por David Trottier:

Árvore Genealógica - Norman Rockwell

Modelo de Análise Crítica

Aqui está uma exemplo de análise crítica feita pela analista de histórias e consultora de roteiros Leslie Paonessa.

RELATÓRIO DA HISTÓRIA

TÍTULO: O SEGREDO DA CAVERNA DO PONTO DE INTERROGAÇÃO      FORMATO: Roteiro de cinema

AUTOR: DAVID TROTTIER                                      PÁGINAS: 100

CERCA DE: Tempo presente                                   ENVIADO POR: Autor

LOCALIDADE: As Montanhas Rochosas                          ENVIADO PARA: Leslie Paonessa

                                                               DATA: 25/07/1996

GÊNERO: Drama familiar                                     ANALISTA: Leslie Paonessa

                                                           DATA: 30/07/1996

LOGLINE: Um garoto e seus amigos vão procurar por uma espada “mágica” que pertenceu ao seu bisavô, e no processo eles capturam um ladrão de banco que tinha sequestrado outra amiga.

                                     EXCLNTE        BOM        RAZOÁVEL        RUIM

CARACTERIZAÇÃO                                      X…………………………X

DIÁLOGO                               X…………………………………X

ESTRUTURA                             X

ORIGINALIDADE DA HISTÓRIA                           X

CENÁRIOS / VALOR DE PRODUÇÃO                        X

ORÇAMENTO:       _____  ALTO       _____  MÉDIO       __X__  BAIXO

RECOMENDAÇÃO:       __X__  SIM       _____  NÃO       _____  TALVEZ

O SEGREDO DA CAVERNA DO PONTO DE INTERROGAÇÃO

COMENTÁRIO

Esta é uma história incomum que atrairá um público familiar, especialmente as crianças. Ela tem elementos de fantasia, humor, e valores familiares contra um fundo de uma aventura divertida e emocionante. Tem um pouco de tensão dramática, ainda que um tanto simplista, mas que certamente irá capturar a imaginação das crianças conforme elas são envolvidas pela história e se identificam com os personagens.

SEEBEE, FEDIDO, RALPH e GLODINA são as crianças que vivem a aventura. Seebee é o nosso “herói” que vem de uma família muito problemática. O pai, FRANKIE, foi despedido de seu emprego e não faz quase nada além de assistir televisão. Ele é, na verdade, um viciado em TV, e isso não é de modo algum uma imagem positiva. Nós só descobrimos perto do final que ele já foi um artista criativo, e fortaleceria a sua caracterização se pudéssemos ver mais de sua luta interior. Sentimos que ele tem algum amor dentro de si quando ele quase entra no quarto de Seebee para se desculpar, mas não consegue. Talvez seu relacionamento com a mãe de Seebee, FREDA, pudesse ajudar. Ela está concentrada em todo tipo de ocultismo, então raramente ela se relaciona de uma forma carinhosa, maternal. Todos na história – vizinhos, Frankie, os policiais – acham que ela é maluca. Apesar dela fornecer um bom alívio cômico, poderia haver mais momentos pungentes através dela. É só no finalzinho que temos qualquer esperança de que Seebee consiga receber amor de sua família.

Como os personagens são óbvios, supomos que esta história seja para crianças, e para torná-lo um filme para um público mais amplo ajudaria se ele não fosse visado para um público tão jovem. Os adolescentes irão achar este filme infantil demais. O BANDIDO DO CHAPÉU VERMELHO nunca parece verdadeiramente maligno, e com certeza o escritor teve a consciência de não fazê-lo assustador demais para as crianças menores.

Seebee, como personagem principal, começa como uma vítima, mas então encontra o seu próprio poder. É uma transformação muito boa, e é através da ação que vemos ele ganhar força. Ele tem uma missão e entra de cabeça nela, ganhando a admiração de seus amigos conforme ele faz isso. Mesmo o seu pai tem que admitir que ele é um herói, e a união dos dois no final é muito satisfatória. Também vemos Frankie reconquistar o seu orgulho, mas isso poderia ser mais trabalhado em termos de fazê-lo um personagem mais complexo. Talvez uma das ocasiões dele assistindo televisão poderia ser cortada.

O ritmo da história é forte, especialmente quando saímos na pista com Seebee e amigos em busca da espada e de Glodina. É uma aventura excitante, e é escrita de um jeito bem visual. Poderia haver mais preocupação no front caseiro, com mais cortes intercalados para criar mais tensão.

Esta é uma história que poderia ser produzida com um orçamento modesto, possivelmente como uma alternativa para os enormes lançamentos de verão. É uma obra de conjunto para jovens atores e poderia ter um grande apelo para o público familiar.

O SEGREDO DA CAVERNA DO PONTO DE INTERROGAÇÃO

ARGUMENTO

SEEBEE LANCE, 11 anos, e seus dois amigos, FEDIDO MARANTZ e RALPH HARDY, brincam a sua brincadeira preferida como Aventureiros. A marca registrada de Seebee é a sua espada de madeira, e ele é mesmo proficiente em esgrima. Fedido usa um arco e flechas com pontas de borracha. Ralph é um garoto grande vestido de camuflagem. A brincadeira é interrompida quando a mãe de Seebee, FREDA, chama ele e sua irmã mais nova, VICKY, para casa.

Freda é um tantinho maluca, frequentemente preocupada com astrologia, leitura de cartas, e ocultismo. FRANKIE, marido e pai, acabou de ser demitido de seu emprego e passa a maior parte de seu tempo como um viciado em televisão. No piquenique da família no parque, Freda conta a Seebee sobre seu bisavô, o CAPITÃO SEBASTIAN COLE, de quem Seebee recebeu o nome. Ela também diz que ele tinha uma espada com poderes mágicos que pode ainda estar no sótão. Apesar de Seebee estar intrigado, Frankie o proíbe de entrar no sótão.

GLODINA SANCHEZ, 11 anos, tenta subir na casa da árvore usada pelos garotos. Todos, menos Seebee, objetam. Eles contam histórias de atos de bravura, mas Seebee é banido porque tem medo de pular do trampolim mais alto da piscina. Seebee e Glodina começam a se aproximar.

Seebee faz uma escada e a usa para subir no sótão, à noite. Ele descobre relíquias do Capitão Cole, inclusive um fascinante diário. Sob as cobertas, mais tarde, Seebee continua a ler o diário e fantasia sobre o Capitão Cole e a espada. De manhã, Seebee conta à Glodina a lenda sobre o seu xará, e que a espada está num lugar secreto chamado Caverna do Ponto de Interrogação. Ele também vê como uma família amorosa age, quando a mãe de Glodina o convida para um abraço matinal. Mais tarde, num esforço para se conectar com seu pai em relação a um programa de TV, Seebee acidentalmente enfia a sua espada na tela da televisão. Frankie fica furioso, e Seebee parte, magoado.

Seebee não pode pegar o pessoal do clube para ir com ele encontrar a espada, porque Fedido é o chefe que toma as decisões. Seebee é deixado com a Glodina, e ele está deprimido. Eles encontram o carro de Frankie na Rua Principal. Ele está no banco, tentando conseguir um empréstimo, quando o BANDIDO DO CHAPÉU VERMELHO entra com uma máscara de esqui vermelha, um boné e uma arma! Seebee e Glodina estão fazendo de conta de que eles são caminhoneiros no carro de Frankie. O Bandido do Chapéu vermelho pega o carro de Frankie para a sua fuga. O Bandido joga os sacos de dinheiro dentro do carro e empurra Seebee para fora, mas ele não vê Glodina no banco de trás até estar na estrada.

Seebee conta a Ralph e Fedido o que aconteceu, enquanto Frankie volta para casa e conta a Freda que seu carro foi roubado. Ele desconta sua raiva em Seebee, dizendo que ele roubou o diário do Capitão Cole. Ele quebra a espada de madeira de Seebee e o bane para seu quarto. Apesar de Frankie mais tarde sentir-se um pouco mal sobre isso, ele é incapaz de fazer qualquer coisa. Freda entra e tenta confortar Seebee, mas ela parece apenas recorrer ao seu tipo maluquete de espiritualismo.

Sozinho em seu quarto, mais tarde, Seebee reza por Glodina e pede que a sua espada seja abençoada para que ele possa salvá-la. Naquela noite, cada membro da família tem sonhos. O de Seebee faz ele aceitar o seu próprio poder e a necessidade dele ir salvar Glodina indo à Caverna do Ponto de Interrogação – guiado pelo Capitão Cole.

De manhã, Ralph entra pela janela do quarto de Seebee e ouve a história do sonho de Seebee, e do diário. Eles sobem no sótão para procurar pela espada e são quase pegos quando Frankie chega em casa. Eles se encontram mais tarde na colina, quando Fedido e os garotos estão vestidos para a ocasião, como Exploradores. Ralph até tem uma pistola de chumbinho.

Glodina está sentada num ambiente escuro dentro de uma caverna. O Bandido do Chapéu Vermelho saiu para pegar uns lanchinhos e trouxe alcaçuz para Glodina. Ele avisa Glodina para não tentar escapar.

Quando os garotos chegam ao cânion, Seebee consulta o diário e descobre o mapa para a caverna. Fedido o arranca da mão dele, mas Seebee defende-se e luta para pegá-lo de volta. Agora ele é o líder e leva os garotos através do precipício do rio agarrando-se em três raízes expostas, apesar de Ralph estar apavorado. Em casa, as mães descobrem que seus filhos sumiram. A POLÍCIA chega para falar com elas.

Seebee localiza a abertura oculta da Caverna do Ponto de Interrogação e é o primeiro a entrar, os pés primeiro. Então o Fedido e o Ralph entram, usando lanternas. Eles exploram mais a fundo e encontram as roupas do Bandido do Chapéu Vermelho num segundo ambiente! Eles então encontram os sacos de dinheiro e ouvem a voz de Glodina chamando-os. Eles a descobrem com cobertores, comida e água, apesar dela estar um pouco suja. Seebee é o herói dela.

Seebee pergunta a ela sobre a espada “mágica” do Capitão Cole, mas Glodina não a viu. Ele vê uma fenda e entra em outro ambiente, onde ele descobre o esqueleto do Capitão Cole, mas nenhuma espada. Ele cai de volta no lugar onde Glodina está e fica tonto, mas consegue dar uma pancada no rosto do Bandido quando ele aparece. Seebee desejava ter a espada agora enquanto ele e os outros garotos correm em direção à abertura da caverna. Seebee percebe que eles deixaram Glodina para trás. Quando a cabeça do Bandido surge do lado de fora, os garotos jogam pedras nele. Agora ele está realmente raivoso. Ele aponta uma arma para Fedido e Ralph, mas Seebee está acima, numa elevação. Ele finalmente pula – como temia fazer na piscina – e derruba o Bandido! Eles subjugam o Bandido e o nocauteiam. Glodina é resgatada, mas o Bandido volta a si e persegue os garotos trilha abaixo.

Em casa, Frankie vai até o sótão e descobre suas preciosas esculturas de madeira que ele foi incapaz de vender quando seu velho parceiro o fez assinar um papel proibindo-o. O COMANDANTE JONES tem certeza de que agora ele pode vendê-las, e Frankie parece recuperar seu orgulho. Ele também diz que sabe onde Seebee está. O Policial já tem homens no cânion procurando pelo Bandido do Chapéu Vermelho. Frankie sai correndo. As crianças param para fazer um plano para emboscar o Bandido. A arma de chumbinho de Ralph e outras armas primitivas atrasam o bandido.

Então Seebee usa a sua perícia na esgrima e a espada de madeira para forçar o Bandido para dentro de um rio caudaloso, onde ele quebra a sua perna. As crianças encontram Frankie, que está sendo perseguido por um POLICIAL PATETA que acha que ele é o bandido. Seebee dá ao seu pai um pouco do dinheiro roubado para repor o aparelho de televisão que ele quebrou, mas Frankie o devolve por uma questão de princípio. O Presidente do Banco recompensa todas as crianças.

Quando eles chegam em casa, Frankie vai até o sótão com Seebee e mostra a ele onde a espada está escondida. Ele a dá a ele, e a família está reunida. A vizinhança assiste enquanto Frankie consagra o seu filho cavaleiro, “Sir Sebastian”.

Rei Consagrando o Cavaleiro

Boa escrita pra você hoje! 😀

04/12/2010

A Bíblia do Roteirista – Parte 11

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 11:14
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Aqui vai mais uma parte desta série tirada do livro de David Trottier, The Screenwriter’s Bible:

De olho no cinema

Não espere encontrar trabalho baseado somente num argumento, até você estar estabelecido. Você precisa ter um roteiro terminado. Se um produtor amar o seu argumento, a sua história, mas você não tiver nenhum roteiro, ele irá comprar a história por 1.000 dólares (se você tiver sorte) e então contratará um escritor experimentado para escrever o roteiro. Hollywood tem muitas ideias, mas poucos grandes roteiristas. Ótimas ideias não valem muito sem um roteiro.

Tanto o argumento quanto a sinopse podem ser registrados no Writers Guild. Siga o mesmo processo de registrar um roteiro.

6. Uma carta de consulta entusiasmada de uma página, para toda as ocasiões

Nunca envie um roteiro a ninguém logo de cara. Sempre consulte primeiro. Mesmo se você estiver respondendo a um anúncio pedindo por um roteiro, você deve consultar primeiro.

A sua carta de consulta enérgica e profissional apresentará criativamente o seu conceito, junto com o título e o gênero, o que deve ser insinuado ao invés de diretamente declarado. Ela também irá comunicar a sua história completa em um parágrafo ou dois, ou simplesmente irá referir-se à sinopse em anexo.

A sua carta de consulta irá então listar as suas qualificações e pedir permissão para enviar o seu roteiro em especulação. Aborde não mais do que cinco a dez produtores por vez.

Se você souber antecipadamente como um produtor ou ator em particular gosta de ser consultado, então essas instruções suplantam as minhas.

7. Um roteiro de telefone

Você precisa disto perto do seu telefone quando for ligar para alguém sobre o seu roteiro de cinema ou de TV, ou para quando eles ligarem para você. Não seja como uma aluna minha que recebeu um telefonema depois de enviar uma carta de consulta e teve um branco ao telefone. Após seis segundos de silêncio, o agente desligou. Rapidamente, ela me ligou e eu falei para ela ligar para o agente imediatamente e explicar que ela estava com gripe e tinha entrado num acesso de tosse. Felizmente, a explicação dela foi satisfatória.

O elemento-chave para o seu roteiro de telefone é a sua apresentação de ideia de dois minutos (veja os itens 2 e 3 da parte 9 desta série). Você carregará uma cópia consigo para onde quer que você vá. É melhor improvisar a partir de anotações do que ler. Também prepare apresentações das ideias de outros roteiros que você tenha escrito ou queira escrever, e tenha-as à mão. Isto é para caso lhe seja perguntada a questão de ouro: “O que mais você já fez?”

Um roteiro de telefone é o que todos os profissionais de telemarketing usam. Ele lhe diz o que falar se a pessoa do outro lado da linha disser sim, não, ou der uma desculpa, ou objeção, em particular. Aqui está apenas um possível exemplo:

“Eu sou [nome]. Eu sou um roteirista com um [nome do gênero, tal como ação / comédia romântica] que acho que poderia ser perfeito para você. Eu poderia enviá-lo para você?

(Sobre o que se trata?) [Aqui você irá apresentar a sua ideia, prosseguindo com o título, a logline ou sinopse curta, a premissa, ou conceito; daí, se você se sentir encorajado, passe para o resumo da história.]

(Eu sinto muito, nós estamos desenvolvendo nossos próprios projetos.) “Ótimo. Você gostaria de ler este de olho em uma possível atribuição de escrita? Eu adoraria ouvir o que vocês estão fazendo [ou] Eu adorei o NAZISTAS NO ESPAÇO [ou qualquer que tenha sido a última produção dele(a)]. [Aqui você está identificando o seu roteiro como mera amostra de seu trabalho. Você espera que isso leve a uma reunião e a uma atribuição de escrita. Você não está procurando vender o roteiro em si.]

(Você tem um agente?) “Na verdade, eu estou decidindo entre vários agentes, então estou vendendo o roteiro agora, ao invés de deixar ele pegar poeira.” [Ou] “Eu estou procurando um no momento. Se você tiver alguma sugestão, eu ficaria contente em ouvi-la.”

(Não podemos aceitar um roteiro sem um agente.) “Por que eu não lhe envio ele com uma liberação?” [O formulário de liberação é um documento legal que será discutido mais à frente.]

(Eu sinto muito, nós não estamos interessados.) “Tudo bem. Diga-me, há alguém que você conheça que poderia estar interessado neste material?” [Você poderia conseguir uma referência aqui.]

Tenha em mente que você pode precisar “vender” para o assistente primeiro antes de chegar às pessoas que você quer. Seja profissional com todas as pessoas com quem você lidar. Não se envolva em “conversa fiada” ao telefone. Vá direto ao ponto imediatamente.

8. Uma lista de recursos

Você tem isso, seu sortudo! Cheque o Livro VI. Reveja-os cuidadosamente e pense em como você pode utilizar estes recursos. Assine publicações e inscreva-se em redes. [N.T.: O autor está referindo-se à parte final do livro. Para ter tais recursos, é necessário comprar este livro (até porque a edição do meu exemplar já está desatualizada). Uma outra sugestão é o Hollywood Creative Directory, com o endereço do pessoal que trabalha em Hollywood.]

9. Um inventário com os seus pontos fortes e os do seu roteiro

Baseie-se nos seus pontos fortes quando for apresentar a si mesmo e o seu trabalho.

10. Um plano de vendas estratégico

Leve um tempo para criar isto, e entre no hábito de utilizar o Plano de Ação Semanal.

ABORDANDO O SEU MERCADO

Agora que você tem estas dez ferramentas em sua caixa de ferramentas, você pode dirigir e implementar a sua campanha.

Mais importante, certifique-se de que o seu roteiro seja original, e não escreva um roteiro que custe 100 milhões de dólares para produzir se você estiver abordando os independentes que fazem filmes de baixo orçamento no âmbito dos 500 mil aos 2 milhões de dólares.

Não fique excessivamente preocupado com as tendências de Hollywood. Tenha em mente que o seu primeiro roteiro geralmente torna-se um roteiro-amostra que você usa como cartão de visita. É por isso que meu conselho é escrever aquilo pelo que você tem paixão. Você precisa dessa energia para passar por esse primeiro roteiro.

Existem cinco grupos de pessoas que você pode abordar para vender o seu roteiro sem um agente:

  1. Produtores signatários do Writers Guild
  2. Produtores independentes
  3. Atores e diretores
  4. Produtores de redes de televisão aberta
  5. TV a cabo, televisão independente, mercados regionais, e novas tecnologias – a porta dos fundos de Hollywood.

Antes de discutir cada um desses, vamos dar uma olhada no papel crucial de um analista de histórias.

Leitores

Analistas de histórias, comumente chamados de leitores, lêem roteiros para todos da indústria. De fato, algumas pessoas acreditam que eles são as únicas pessoas na cidade que ainda lêem roteiros. Apenas caso você não saiba, você vive ou morre por causa da opinião deles. Se eles dizem não a um roteiro, é não. A pessoa que está pagando-os não irá lê-lo – nunca.

Leitores lêem cinco roteiros ou mais durante o fim de semana, mais o que eles lêem nos dias de semana. Quando um leitor lê o seu roteiro, ele quer uma narrativa corretamente formatada que flua como um rio através de sua mente. Ele quer uma boa leitura; e, se não for uma boa leitura, ele se vinga na análise crítica.

A análise crítica é o que ele escreve quando termina de ler o seu roteiro. Uma análise crítica é uma breve sinopse e uma análise que critica a história. E ela contém a recomendação dele para o agente ou produtor que o contratou. Uma amostra de análise crítica segue mais adiante.

Muitos escritores entram no ramo tornando-se leitores. Por que você não torna-se um? Você irá conhecer pessoas e aprenderá rapidamente o que torna um roteiro vendável. O salário é baixo, de zero a 80 dólares por roteiro, e você precisará viver perto do escritório do seu emprego – eles frequentemente querem que roteiros sejam lidos durante a noite. Você consegue ser contratado apresentando uma amostra de análise crítica e quaisquer credenciais que tiver para as agências e companhias produtoras de sua área. Ofereça-se para escrever uma análise crítica grátis para um de seus roteiros.

Do mesmo modo, alguns escritores tiram vantagem de estágios oferecidos por algumas companhias produtoras e estúdios. Outros são contratados como assistentes de produção, coordenadores de roteiro etc., para conseguirem começar.

O leitor e sua montanha de roteiros para ler

Boa escrita pra você hoje! :mrgreen:

03/12/2010

A Bíblia do Roteirista – Parte 10

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 10:43
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Aqui vai a continuação do capítulo do livro de David Trottier, The Screenwriter’s Bible:

caneta-gandhi

O tratamento de especulação (ou argumento ou sinopse) que se segue trata da mesma história que a sinopse da analista de histórias. Por que o estilo de escrita é diferente? Porque é escrito para uma finalidade diferente. (A propósito, o roteiro e este tratamento me levaram a um acordo de desenvolvimento com a Disney, muitos anos atrás.)

A minha estratégia para este curto tratamento foi aplicar os princípios já declarados nesta seção sobre tratamentos. A pequena extensão do tratamento me forçou a focar na história principal, em termos de enredo, personagem e emoção.

Eu recomendo que você escreva tratamentos curtos quando estiver empacado, antes de reescrever, e (é claro) antes de apresentá-lo oralmente. Como o tratamento é uma apresentação escrita da ideia, consulte a parte sobre apresentação de ideias ao escrever um tratamento. Apesar de não ser necessário, eu comecei este tratamento com o gancho da história.

O SEGREDO DA CAVERNA DO PONTO DE INTERROGAÇÃO

por David Trottier

Esta é a história de uma espada há muito tempo prometida, uma caverna secreta, e uma família encalhada sem um aparelho de TV.

Seebee, 12 anos, imagina a si mesmo como um cavaleiro, apesar de ele ter sido expulso do Clube do Explorador por falhar em executar um ato de bravura. Pior que isso, o seu próprio pai (Frankie) o rebaixa como um “garoto inútil” e parte a sua espada ao meio, assim como o seu coração. Na verdade, Frankie ama o seu filho – ele apenas não sabe como se conectar com ele, e está ocupado demais assistindo TV para descobrir.

Uma noite, Seebee entra escondido no sótão contra a vontade de seu pai e descobre o diário de seu bisavô, Capitão Cole. Ele conta a história de uma espada “mágica” (pelo menos Seebee pensa que ela é mágica) escondida em uma caverna secreta no fundo das montanhas. Seebee jura fugir e encontrar a antiga espada. Ele está certo de que irá resolver seus problemas, mas sua esperança se desfaz quando Frankie o pega no sótão.

Enquanto isso, a sua amiga Glodina testemunha um roubo a banco e se esconde atrás de um carro, por segurança. Infelizmente, o carro que ela escolhe é o carro do ladrão. O ladrão é forçado a levá-la com ele para seu esconderijo. Seebee é incapaz de salvar Glodina e quando chega em casa, faz algo ainda pior – ele acidentalmente quebra o aparelho de TV de seu pai. Ele é banido para seu quarto.

Seebee sente-se deprimido e impotente; mas, naquela noite, ele sonha que seu bisavô, Capitão Cole, galopa em seu cavalo e oferece a Seebee a espada mencionada em seu diário. Cole diz: “Você tem um poder todo seu”, e Seebee acorda.

Encorajado, o garoto junta com fita adesiva os pedaços de sua espada de madeira. Ele foge com dois de seus companheiros do “Clube do Explorador” a fim de encontrar a espada “mágica” na caverna secreta, para que ele possa usá-la para resgatar Glodina. Eles superam obstáculos até descobrirem a velha caverna do Capitão Cole, chamada Caverna do Ponto de Interrogação. Dentro, eles encontram Glodina (ela está a salvo) – a caverna deve ser o esconderijo do bandido! Uma busca mais profunda apresenta evidências do Capitão Cole, mas não da assombrosa espada de seu sonho. Seebee fica desanimado.

Só então o ladrão chega. Ele está prestes a “apagar” o pequeno bando de quatro crianças, mas Seebee engana o ladrão e os quatro escapam da caverna.

Seguindo a trilha, o bandido persegue Seebee e seus amigos até alcançá-los num penhasco que paira sobre um riacho no desfiladeiro. Ali Seebee desembainha sua espada de madeira e corajosamente mantém o ladrão cercado enquanto seus amigos passam sobre o despenhadeiro em segurança. Quando Seebee tenta atravessar, o bandido o apanha. Na luta, Seebee força o Bandido do Chapéu Vermelho a cair no penhasco, onde o ladrão quebra sua perna no rio abaixo.

Seebee agora percebe que ele não precisa da espada mágica de poder porque ele tem um poder todo seu – uma bondade interior com a qual ele pode contar. Seu sonho tornou-se realidade. Além disso, ele executou um ato de bravura para entrar de volta no Clube do Explorador.

Em casa, os acontecimentos deram à Frankie uma nova perspectiva. Ele leva Seebee ao sótão e retira a espada do Capitão Cole de um esconderijo secreto! O pai, como o filho, uma vez já quis ser um cavaleiro, e tinha, anos atrás, viajado até a Caverna do Ponto de Interrogação e encontrado a antiga espada. A espada tornou-se a conexão entre Frankie e seu filho, a conexão que ele estava ansiando encontrar. Ele então consagra o seu filho cavaleiro e lhe dá a espada que ele merece, enquanto Glodina admira seu corajoso herói.

Homens de verdade tornam-se roteiristas

HOMENS DE VERDADE TORNAM-SE ROTEIRISTAS

Boa escrita pra você hoje! Amanhã continuamos com esta série. Inté! 😀

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