Dicas de Roteiro

17/05/2010

Como Escrever Um Bom Vilão

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 11:56
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Olá, hoje estou atendendo a um pedido do nosso colega João Carlos, que está escrevendo um romance e pediu mais elementos de arquétipos para criar seu vilão. Encontrei alguns artigos interessantes sobre o assunto, e vou postá-los aos poucos aqui. Eu escolhi este para começar por ser abrangente, e por incluir alguns dos arquétipos que o João pediu. O artigo foi retirado do site Deviantart, e escrito pela ~phoenixbyrd. Eu fiz algumas pequenas adaptações, pois o artigo falava muito sobre como escrever personagens para jogos de RPG. Apesar disso, ainda assim considero ele informativo e válido para roteiristas e escritores. Confira:

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COMO ESCREVER UM BOM VILÃO

É claro que estou brincando com a palavra “bom” aqui. O que quero dizer, claro, é como você escreve um vilão bem. Vamos primeiro dar uma olhada em:

O que faz um bom vilão literário? (tirado deste artigo: http://www.wisegeek.com/what-makes-a-good-literary-villain.htm, esta seção é composta do artigo do link, que foi ligeiramente modificado para caber neste guia).

Um grande vilão literário não é uma coisa qualquer, alguns são enroladores de bigode ou gênios do mal, alguns são sombriamente complexos, almas torturadas, enquanto outros são loucos amorais que agem totalmente por impulso. Existem muitas maneiras de se escrever um vilão literário, mas uma característica ímpar frequentemente une os verdadeiros anti-heróis memoráveis: eles são pelo menos tão complexos quanto os heróis.

Alguns dos maiores e mais antigos vilões literários vêm de William Shakespeare. Embora a literatura certamente retratou personagens perversos antes, Shakespeare tinha um talento e um interesse em desenvolver seus personagens e as motivações por trás de suas más ações. Em Otelo, Shakespeare nos dá, possivelmente, o mais icônico vilão literário de todos os tempos: Iago. A peça gira inteiramente em torno de suas intrigas, e Iago frequentemente fala para a platéia, explicando a si mesmo e seus planos. Esta tradição de um vilão pensante tem influenciado muitos escritores ao longo da história, e levou à criação de dúzias de famosos malfeitores literários.

Um grande vilão literário pode ser quase totalmente maldade pura; na revolucionária série Harry Potter, muito do clímax depende da ideia de que o vilão, Lord Voldemort, é verdadeiramente irredimível e além de qualquer ajuda. Ainda que a simples motivação de ganhar o poder supremo seja a coisa mais básica sobre Voldemort, o que faz dele um vilão convincente é a explicação minuciosa de seu passado e ascensão ao poder. A profundidade de sua vilania faz dele uma figura poderosa e memorável, uma que vai assombrar os pesadelos de muitos por um longo tempo ainda.

Outros vilões são complexos em sua aparente amoralidade. Estes personagens são particularmente assustadores, pois eles parecem viver caoticamente, escolhendo ações por impulso ou para seu próprio bem maior a qualquer custo. Às vezes, estes personagens são descritos como cinzas, ou anti-vilões. Eles ocasionalmente vão fazer o bem, se necessário, mas podem muito de repente decidir fazer o mal, ou ações que sejam prejudiciais para o herói. O pathos [N.T.: Pathos – Emoção ou paixão, amplificada ou simulada, susceptível, por técnicas específicas do teatro, de suscitar ou manipular no publico sentimentos naturais de piedade ou de terror, com vista a provocar a catharsis.] aparentemente aleatório destes vilões é perturbador e memorável, conforme eles desafiam os conceitos de sistemas ordenados com a sua própria existência.

Um bom vilão literário também pode ser um com motivações ou características com as quais seja fácil se identificar, e, em certa medida, universais. Criar um vilão que seja simpático dá aos leitores uma poderosa contradição de emoções. Enquanto eles não querem que o personagem seja bem-sucedido em seus planos ignóbeis, eles sentem remorso verdadeiro pela dor e pelos defeitos fatais que fazem com que o vilão reaja com maldade. Em Macbeth, o vilão sem dúvida faz uma coisa boa ao livrar o reino de um rei fraco e frágil, substituindo-o como um herói da nação. Porém, Macbeth é enredado por seu próprio amor pelo poder, e, quase contra a sua própria vontade, cai na escuridão.

Para a maioria, os melhores vilões literários nos lembram que eles, também, são humanos. Não importa o quão pervertidos ou sombrios possam ser, eles não são tão diferentes de você ou de mim. Os caminhos que separam o herói do vilão são complexos e incertos, e os grandes escritores são muitas vezes capazes de descrever com precisão não apenas o mal feito, mas a humanidade abandonada.

Então, recapitulando (conteúdo totalmente original daqui em diante)

* Eles são COMPLEXOS
* Desenvolva as características e as motivações por trás de suas ações.
* Faça-os irredimíveis e além de qualquer ajuda
* Dê profundidade às vilanias e torne-as memoráveis e atraentes
* Amoralidade, o coração do Caos
* Enerve o leitor
* Identifique-se com o vilão e justifique suas ações
* Sempre faça com que eles abandonem a humanidade

Como…

…conseguir isto?

Eles são COMPLEXOS -  Então não tenha medo de confundir as pessoas. Equipare-o à complexidade do(s) herói(s), de que outro modo você pode esperar derrotá-los? Mwahahahaha! Todo vilão precisa de seu plano mestre, sua trama para ganhar poder ou conquistar o mundo! Não esquive-se desses grandes esquemas, e não tenha medo de fazê-los complicados. Quanto mais diabólicos e afetados, melhores!

Desenvolva as características e as motivações por trás de suas ações. – É aqui que você consegue profundidade e o desenvolvimento do personagem. Você não tem que sempre concordar ou entender estas motivações, nem tudo tem de ser justificado ou, de fato, sensato, e você não tem sempre de se identificar com seu vilão, basta conhecê-lo. Para cada ação há uma reação, para cada pensamento há uma essência. Aleatório é bom, mas tenha algum método em sua loucura, senão você apenas está jogando com alguém insano, nem sempre um vilão. Como o Coringa, dê a eles motivos, faça-os ter algum sentido, mesmo que seja somente para eles mesmos. O plano pode ser não ter plano nenhum, mas dê a eles uma direção e uma razão para essa direção. Você não tem de revelar isso tão cedo, ou pode até não revelar nunca, no entanto, simplesmente saber disso irá ajudá-lo a escrevê-los.

Faça-os irredimíveis e além de qualquer ajuda – Novamente, isto não é verdade para todo vilão, mas algumas vezes ajuda a escrever as ações e os atos mais sujos se em sua mente esta pessoa está além de qualquer castigo. Você está meramente representando um papel, contando a história deles, você não precisa desculpá-los, apenas admita que eles estão além de qualquer ajuda e não têm nenhuma moralidade, e que estão totalmente desconectados de você (mesmo que você esteja vivendo através deles, haha! Brincadeira, estou brincando >_>).

Dê profundidade às vilanias e torne-as memoráveis e atraentes. – Não seja uma moça rejeitada num baile, os vilões raramente são assim. Dê-lhes dignidade, dê-lhes peculiaridades, dê-lhes desafios! Não tenha medo de fazê-los arrogantes e, mesmo se eles forem fulanos moralmente repreensíveis, pelo menos torne-os atraentes.  Então eles trabalham em segredo? Isso significa que, quando você publicá-la, a sua escrita tem de ser tão esquecível quanto as ações deles deveriam ser?

Amoralidade, o coração do Caos. – Ahhhh, caos! Como eu te amo! A melhor amiga de um vilão é sua insanidade, mas mesmo os insanos têm alguma ordem em sua loucura. Pode existir o caos na ordem, e para escrever isso de forma convincente você ainda precisa construir este personagem amoral de uma forma ordenada, caso contrário você perde de vista o que está tentando alcançar com ele, e simplesmente acaba numa confusão enorme; tanto com seu personagem, quanto em sua escrita. A amoralidade é difícil de se escrever bem, por isso eu aconselho que você a evite se for um principiante na escrita de ‘bons’ vilões. Isto requer prática e talento. Quando feito corretamente, no entanto, você acaba com um personagem verdadeiramente assustador, impulsivo, egoísta, concentrado, no limite e imprevisível. Ele pode parecer fazer o bem algumas vezes, mas sempre consegue causar o caos para o herói, então concentre-se nisso. Seus objetivos estão sempre mudando, então espalhe as ações dele caoticamente mas sabiamente, sem inclinar-se demais para um lado ou para outro, mantenha-o sempre pensando!

Este deveria ser o seu mantra de vilões amorais:

“Faço com que o pathos aleatório seja tão enervante e memorável quanto possível, e desafio os conceitos de sistemas ordenados com a minha própria existência.

Enerve o leitor – fazendo coisas bem terríveis. Mwahahaha! Não lhe diga o que está por vir, demore-se e surpreenda-o (mas não vá para o Modo-Deus) [N.T.: Em jogos de videogame, é quando um personagem está no modo invencível.] Existem maneiras mais inteligentes de inquietar os seus companheiros de viagem sem forçá-los a um caminho que eles podem não querer ir. Use a atmosfera, a linguagem, e acima de tudo, a inteligência para escrever um vilão verdadeiramente convincente. Elabore os seus enredos em torno do herói e desafie-o, abale o seu personagem mentalmente, e sempre esteja um passo à frente do jogo. Não existe tal coisa como um vilão idiota, é para isto que o cúmplice número cinco serve. 😉

Identifique-se com o vilão e justifique suas ações. – Ao fazer isto, você se limita em relação a outras convenções, e limita o que você pode estar preparado para escrever, mas há uma maneira de contornar isso. Eles podem ter características universais, até mesmo uma razão justificável para suas vilanias, mas os fins justificam os meios? É a isso que você precisa se apegar. Faça os fins justificáveis, mas os meios detestáveis. Nós podemos nos simpatizar com sua infância e trauma, e isto é algo com que podemos nos identificar em muitos níveis, mas como nós lidamos com isto e como o vilão lida com isto é o que nos diferencia e o que permite a você, como escritor, escrever essas ações desprezíveis. Justifique isto, dizendo: “Bem, eu posso ver porque simplesmente eu não posso perdoar o modo como isso é feito, mas isso de fato acontece.” Você não quer que eles tenham sucesso, mas sente remorso por eles, e entende os defeitos fatais que levaram-nos a realizar estes atos perversos. 

Sempre faça com que eles abandonem a humanidade. – Esta é uma jornada, e para completar a metamorfose deles é aconselhável separá-los da humanidade e fazê-los bestiais. ‘Sempre’ é provavelmente um pouco forte, visto que nem todos os vilões são irredimíveis e nem todos vão tão longe no caminho do mal; mas pelo bem das convenções, a maioria deve ir por este caminho na maior parte do tempo, se quisermos preservar a beleza do que é a vilania e, naturalmente, o mal.

Obviamente nem tudo isso pode ser alcançado em um personagem, então que tipos de vilões têm essas convenções?

Convenções de vilões

Tanto quanto eu saiba, estes conceitos literários não encontram e cumprimentam seus fãs, não, eu estou me referindo aos tipos de vilões que você pode escrever, e como você combina as convenções acima.

Vilões arquetípicos – estes são os tipos de vilões que podem ser vistos na maior parte da literatura.

O “Vilão Pensante” – O enredo gira inteiramente em torno de suas intrigas, eles frequentemente delineiam seus planos e modificam-nos, explicando a si mesmos e a seus planos, algumas vezes tentando justificá-los. Esta tradição de um “vilão pensante” influenciou muitos escritores ao longo da história, e levou à criação de dúzias de famosos malfeitores literários.

O Descontente – O Descontente é um tipo de personagem que está frequentemente desgostoso com a estrutura social e com outros personagens do enredo. Ele ou ela muitas vezes é um forasteiro, que observa e oferece comentários sobre a ação, e frequentemente é um bastardo ou uma criança ilegítima com ressentimento por ser pobre, ignorada ou não incluída na família. O Ricardo III de Shakespeare, e o Iago em Otelo são típicos descontentes. O papel é geralmente tanto político quanto dramático, com o descontente expressando desagrado com a atmosfera política geralmente ‘Maquiavélica’, e frequentemente usando apartes [falas direcionadas ao público] para construir um tipo de auto-consciência que falta em outros personagens. A moralidade e a simpatia do descontente é uma imensa variável, e algumas vezes, como em Hamlet e O Descontente, eles são o centro simpático, onde Iago é um personagem muito antipático. A coisa mais importante em  relação ao descontente, é que ele é descontente – infeliz, inquieto, desgostoso com o mundo como ele o vê – não está à vontade com o mundo em que ele se encontra, ansioso para mudá-lo de alguma forma, ou para disputar com ele. Ele é uma voz objetiva, ou quase objetiva, que comenta sobre preocupações, e comenta como se ele de alguma forma estivesse acima ou além delas. A própria palavra resume a natureza de seu personagem, ele não está contente com seu quinhão ou com o mundo.

O “Enganador” – O assassino, o ladrão, o personagem que possui a maior simpatia, e, frequentemente, a maior transição. Ele/ela pode ser o principal antagonista, o vilão principal, ou em servidão a um vilão, e ou torna-se o vilão principal ele mesmo (muitas vezes assassinando seu ‘mestre’ no processo), ou corrigindo e modificando seus modos.

O cientista louco – caos, anarquia, insanidade! Sempre, sempre, sempre tem algum grande experimento, e é focado ao ponto de frequentemente causar a sua própria morte. Eles se recusa a ver além de seus planos, e muitas vezes enraivece seus próprios asseclas.

O Supervilão – O Vilão Definitivo, o cara que está puxando todas as cordas e mudando o mundo para servi-lo. Pode motivar o criador a fazer um “personagem de estimação” [personagem que tem todas as qualidades e é favorecido de várias maneiras pelo autor, geralmente causando a repulsa e a rejeição do público], mas o melhor modo de evitar isto é se concentrar em seus defeitos. Ele é arrogante, e maltrata seus lacaios e capangas, ele mina seus aliados e subestima seus inimigos. Para reproduzir um supervilão interessante, você PRECISA fazê-lo ter uma queda, e quanto mais alto ele estiver antes, tanto melhor. Despoje-o de seu poder e force-o a recuperá-lo lentamente. Force-o a concentrar-se em suas fortalezas básicas, removendo assim o elemento de “personagem de estimação”. Os supervilões são frequentemente acionados por poder, então eu estimulo você a fazer as fraquezas dele debilitantes, e você descobrirá um vencedor! Esteja disposto a ser derrotado e provar seu valor jogando com ele de uma forma inteligente. Ele é inteligente, então não conte com o poder dele, faça-o politicamente experiente e com a habilidade de se adaptar e reconhecer seus próprios fracassos, após ter caído. Lembre-se, Orgulho antes da Queda, então se ele está começando em uma posição de poder, prepare-se para derrubá-lo um degrau ou dois, e permita-o sangrar. Faça-o intocável e ninguém lhe tocará -literalmente eles não vão publicar você com um personagem assim.

O Chefe Supremo do Mal – O Imperador, o todo-poderoso Ming! Lord Sidius, Sauron, você conhece o tipo. Frequentemente, um cânone, nunca deve ser exagerado, use este vilão através de seus asseclas. Crie seu aprendiz, seu servo fiel, seu escravo, e use-o apenas para progredir a trama. Ele é quente demais para se tocar por muito tempo, impressionante e poderoso demais para ser utilizado com frequência, portanto traga-o para a ação em ocasiões especiais. Coisas boas/poderosas demais não fazem um bom enredo. Por mais divertidos que sejam em ação, resista à tentação, tudo com moderação!

O Gênio do Mal – Ao contrário do cientista louco, este cara não é completamente insano. Sua genialidade pode deixá-lo louco, mas ele ainda tem algum controle sobre a realidade, e, portanto, isto o torna mais perigoso. Muitas vezes ele fica sob o radar, tecendo suas tramas malignas e saboreando suas maquinações, este vilão é divertido de criar, mas extremamente difícil de anular.

O Traidor – o meu favorito! Esperto, duas caras e normalmente disfarçado em 90% de sua carreira como vilão, a traição deve ser significativa e nele NÃO SE DEVE CONFIAR! No entanto, o desgraçado do herói sempre acaba confiando nele. Dicas sobre como representar o traidor… seja legal. Não diga para todo mundo seus planos, e engane seus companheiros para acreditarem nele. Não revele a verdade até o momento OPORTUNO. Você sabe quando será. Se você for esperto o suficiente, terá manipulado o enredo a fim de revelar o seu verdadeiro eu, e deste modo, trair o herói. Antes que isso aconteça, você terá uma sensação de formigamento, mas não se preocupe, isso é apenas a antecipação de poder finalmente bramir sua gargalhada maléfica… tendo praticado-a em segredo por tantos anos… Bwahahahahaaaa!

O Delator – A cobra, um egoísta, adulador servil, um parasita bajulador! O interesseiro aparentemente servil que tenta conquistar favores bajulando pessoas influentes. Às vezes, na servidão de um rei, mas na verdade sua lealdade encontra-se com o arqui-vilão, e algumas vezes este delator é o arqui-vilão, talvez disfarçado. Não abuse deste personagem, mantenha-o sob o radar, e eventualmente revele a sua verdadeira lealdade, seja ela outro mestre, ou o mal ao invés do bem.

Algumas Pérolas de Sabedoria Finais

1. Mantenha-se fiel ao seu personagem e ao arquétipo.
2. Tenha um plano! Você nem sempre tem que cumpri-lo, isso depende do personagem, mas tenha algum foco ou o seu enredo vai sofrer!
3. Não tenha medo de ser mal. É divertido!
4. A tortura é sempre um bom "talento" para se ter.
5. Não tenha medo dos estereótipos, os vilões são clichê, mas a execução do clichê é o que importa. Pegue a convenção e torne-a sua, altere-a para as suas necessidades e desejos.
6. Misture e combine – mantenha as pessoas adivinhando, e mantenha isso interessante para você. Não fique sempre preso à forma, experimente todos os tipos de vilões!
7. Não tenha medo deles, abrace sua vilania e separe-se de si mesmo, se necessário, para ter o trabalho feito.
8. Aprecie-os como personagens e não contamine-os com "coelhinhos" e "raios de sol". Seja mau, e seja bom em ser mau.
9. A prática faz a perfeição!
10. Não desista! Representar um bom vilão é difícil, mas quanto melhor o vilão, melhor o herói, e mais interessante a trama!

Eu tenho uma atração pelos vilões da ficção, seja na literatura, no cinema ou na TV. O Coringa, Randell Flagg e Sylar são alguns de meus personagens favoritos de todos os tempos. Saber como escrever um bom vilão é importante, e tão poucos dão-lhe o crédito que deveria ter.

celebrity-pictures-zachary-quinto-kittens-villain“GATINHOS – Todo bom super vilão precisa de um”

Por hoje é só. Ainda teremos mais artigos sobre este assunto, aguarde! Boa escrita para você hoje, e bons vilões!  ganzo1

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8 Comentários

  1. Oi amiga!… 🙂

    Sumi né!? Peguei uma gripe fortíssima que me deixou de cama e estou sem computador, veja só!… Peguei vírus e o meu computador também, rsrsrs!… Uma passadinha rápida pra te dizer que escrever vilões pra mim é um tanto, prazeroso, rsrsrs, pois é… Depois lhe digo o porquê!

    Comentário por januária — 28/05/2010 @ 12:50

    • Oi, Januária! Que bom vê-la de volta!

      Mas esses vírus não estão perdoando ninguém mesmo, nem os computadores!! 😆 Estou aqui torcendo muito para que esses safadinhos sejam logo logo erradicados, de modo que você e o seu computador fiquem 100% de novo!

      Ah, e fiquei curiosa de saber por quê você gosta de escrever vilões (na verdade eu também gosto, mas ainda não descobri o motivo! :mrgreen: ;-))
      Um abração e um beijo grande, lhe desejo melhoras rápidas! Até a próxima, amiga! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 29/05/2010 @ 15:49

  2. Porque gosto de manifestar o meu lado mau e franco, sem atingir diretamente ninguém (assim espero!)… 🙂 Também gosto de ironizar o comportamento humano, acho que usando um “marionetizinho”, como costumo chamar os vilões, você aponta verdades que nem nós e muito menos as pessoas em geral reconhece, mas os vilões com sua característica franca e irônica expõe naturalmente… É por isso que se tem admiração ou ódio aos vilões, porque eles manifestam verdades escondidas ou não admitidas que estão entre nós… É verdade, a gente tende a nos fazer de vítima ou heróis, eu sou uma, reconheço… Sem falar que os vilões nos exige muita criatividade, criminosos geralmente são pessoas inteligentes e nem um pouco óbvias…

    Comentário por januária — 01/06/2010 @ 16:00

  3. Tava me esquecendo!… 🙂 Eu tenho que deixar de ser curiosa!…:( Porque graças à minha curiosidade,acabei abrindo e-mails perigos que trouxe essas pragas para o meu computador…rsrs!…

    Comentário por januária — 01/06/2010 @ 16:11

    • Olá, Januária!!

      Você tem um ótimo senso de observação, sabia? Gosto muito de suas análises!! Vou passar a prestar mais atenção quando estiver construindo os meus vilões, é muito legal usá-los para dizer aquela verdade nua e crua que os outros personagens têm pudores de dizer! Muito bacana. E a gente ainda se diverte no processo, utilizando-os para expurgar a nossa própria violência… É por isso que dizem que escrever é a melhor terapia! Nada de ficar socando travesseiros, vá socar as teclas do computador e criar uma história, é mais eficiente, divertido e você não só economiza o dinheiro do analista, como ainda pode ganhar uma grana com isso!! 😆

      Ah, e não deixe de ser curiosa, é uma grande qualidade para um escritor! Só tome cuidado com e-mails e sites suspeitos, mas fora isso, seja curiosa mesmo, que é muito bom!! :mrgreen:

      Um beijo grande,
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 03/06/2010 @ 10:41

  4. Amiga, quando eu também escrevo exorcizo um pouco os meus demônios!… Isso se reverte em folhas e folhas de rabiscos e, conforme você mesma disse, fica sendo uma terapia gratuita, você sabe né!? Não tem preço… E realmente, se der pra gente ganhar dinheiro com isso melhor ainda, mas se não der também, vale o que já está escrito e um pouco dos demônios expulsos,tá!? Rsrsrsrs… O fato é que um vilão bem escrito, salva bastante a história!… 🙂

    Comentário por januaria — 04/06/2010 @ 14:57

  5. […] Obs: Artigo retirado do site Dicas de Roteiro. […]

    Pingback por Como escrever um bom vilão « FENIX RESURRECTED'S BLOG — 12/09/2010 @ 04:00


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