Dicas de Roteiro

12/05/2010

Videoclipe – Argumento de Broken – Seether com Amy Lee

Filed under: Roteiro,Som — valeriaolivetti @ 14:00
Tags: , ,

Avançando cerca de seis anos, o argumento de hoje é um dos mais recentes postados por Nigel Dick. Os próximos serão traduzidos aleatoriamente, sem ordem de data, apenas para vermos a diferença entre eles, e para termos mais exemplos de trabalhos em que nos basearmos.

SEETHER com Amy Lee – Broken
Filme do Dick nº 451
Escrito em: 05/02/2004

Visão geral: Em uma terra completamente devastada, Seether e Amy Lee se reúnem para apresentar a canção. O céu escuro e de mau agouro no fundo, e os pedaços queimados e carbonizados em quadro criam um mundo lúgubre em que parece que Seether e Amy são os únicos seres humanos que restaram vivos. Assim, a performance deles parece particularmente sincera e pungente.

O vídeo é rodado com fotografia dura, elementar – quase preto-e-branco, com sugestões de azuis frios e verdes.

Detalhes: O vídeo abre com a câmera fazendo uma panorâmica através de uma paisagem vasta e vazia, quase lunar em sua desolação. À distância, explode uma enorme luz branca cegante, um terrível estrondo pode ser ouvido, e o quadro estremece enquanto o primeiro plano é preenchido com fragmentos em movimento de plantas, galhos, papéis, e um brinquedo de criança quebrado.

O enquadramento vai brevemente para o preto e então, enquanto ouvimos os compassos iniciais da música, nos focamos nas consequências do que quer que tenha acontecido. Conforme a câmera faz novamente uma panorâmica, descobrimos Amy e a banda caminhando até nós, a partir de cinco diferentes direções. Nuvens negras de fumaça flutuam pelo quadro, e troncos de árvore ardendo em chamas e escombros se espalham em primeiro plano. O contorno de um espantalho em pedaços paira tristemente contra a paisagem chocante.

Parece que alguma voz ou sinal invisível chamou Seether e Amy para este ponto desolado, que exibe um edifício destruído e uma árvore imensa e arrebentada. Em silhueta contra o céu e as nuvens de fumaça negra, vemos a banda tocar. Em algum lugar atrás deles, os destroços de um velho moinho giram na brisa acre.

Um ângulo alto a partir do telhado de um edifício destruído mostra-nos a banda em contraste forte contra o solo queimado do chão. Em primeiro plano, um cata-vento destruído vibra conforme a brisa muda de direção.

Close-ups da banda são baixos e heróicos. Eles estão concentrados tocando seus instrumentos, e olhando para fora, através da paisagem e das ruínas em combustão. É como se a música deles fosse um convite para quaisquer outros sobreviventes virem e buscarem refúgio aqui. Contra a aridez do céu, a fumaça negra continua a queimar.

Vemos Amy e Shaun cantando em uma série de situações – ambos com a banda, e em tomadas sozinhos, e em dupla.

Shaun canta enquanto molha seus dedos em uma oleosa piscina d’água, como se estivesse testando sua potabilidade. Vemos seu reflexo na escuridão oleosa, e seus dedos mergulham no reflexo e perturbam a imagem – eventualmente Amy se junta a ele por sobre seu ombro, enquanto canta com ele.

Amy passa e senta-se em uma cadeira de balanço quebrada. Conforme canta, ela mexe numa boneca de um braço tristemente destruída, que ela pegou do chão e colocou em seu colo.

Shaun se senta em uma cadeira arrebentada sob um árvore enorme, na qual tecidos rasgados e esfarrapados balançam ao vento. À distância, um cavalo masca a grama melancolicamente, e se afasta da câmera.

Água pinga de uma velha torneira externa. Amy canta enquanto ela deixa as águas elementares gotejarem sobre seus dedos como se este fosse o único socorro restante nesta terra pálida e sem vida.

Amy e Shaun cantam juntos olhando para um caminhão queimado. À medida que nos elevamos sobre eles, vemos que sua sombra está pintada no chão por causa da extraordinária explosão que reuniu todos eles.

Amy dorme em primeiro plano numa cama rústica feita de tábuas de madeira e palha. No fundo, ligeiramente fora de foco, Shaun canta. Close-ups mostram os lábios de Amy movendo-se conforme ela canta suas partes. É como se este fosse um sonho para ela (? – para Shaun) pois ele parece protegê-la enquanto ela sonha.

Contra uma parede destruída do edifício encontra-se um velho confessionário. Amy e Shaun se revezam para sentar dentro do confessionário e ouvir enquanto o outro canta suas partes através da grade de madeira em pedaços. Parece que a grade proporciona a distância emocional necessária para compartilhar seus sentimentos mais íntimos neste lugar exposto e implacável.

Finalmente, os cinco músicos escalam uma pequena elevação, perto da árvore, e examinam os amplos escombros para ver o que o futuro lhes reserva. A câmera se afasta e vemos suas figuras em silhueta, enquanto as nuvens escuras de fumaça rodopiam ao nosso redor e eles finalmente somem de vista – FADE TO BLACK.

© Nigel Dick – 2004

A locação onde gravamos o clipe não exigiu praticamente nenhuma preparação. Tinha sido uma pequena comunidade no deserto, consistindo de trailers e veículos fora de uso, em que, aparentemente, tinha existido um laboratório de metanfetamina.

Seether com Amy Lee - BrokenEu achei a versão que o Nigel Dick imaginou bem mais interessante do que o resultado final do clipe, mas teria ficado bem mais caro para produzi-la, não é mesmo?

Boa escrita musical para você hoje!

Anúncios

%d blogueiros gostam disto: