Dicas de Roteiro

30/04/2010

Sobre Idade Para Começar (de novo!)

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 14:50
Tags: , ,

O texto de hoje é de Alex Epstein, tirado do blog Complications Ensue: The Craft TV and Screenwriting Blog:

Homem idoso escrevendo

“38 ANOS É VELHO DEMAIS?”

“No momento estou trabalhando em um roteiro de especulação para a TV, e tenho algumas ideias para outros roteiros de especulação que eu pretendo reunir no futuro (a maioria tem alguma base em lei/crime, já que eu fui advogado por alguns anos). Entretanto, eu tenho 38 anos de idade – estou velho demais para tentar entrar no negócio?”

Recebo demais estas perguntas.

É verdade, existe algum preconceito a favor de escritores jovens. Mas a grande questão não é a idade. A idade lhe dá uma profundidade de experiência que os escritores-bebês mais jovens não têm. Em particular, a experiência real com a lei e o crime é uma grande vantagem em programas sobre lei e crime.

A questão é se você está disposto a fazer os sacrifícios que os bons escritores-bebês estão dispostos a fazer. Você está disposto a trabalhar as horas necessárias? Escrever um monte de roteiros de especulação provavelmente não-recompensadores, antes de ser contratado? Se não estiver, então você tem de se perguntar por que alguém deveria lhe dar uma chance.

Outra pergunta: Esta é a primeira vez que você escreveu criativamente? Por quê? Não é tão difícil transformar um bom escritor de ficção em um escritor de TV, mas é difícil transformar um não-escritor em um roteirista.

Por que você demorou tanto para entrar no showbiz? Você está seriamente comprometido? Se você está tão comprometido agora, por que levou 18 anos para chegar lá?

71-year-old poet Mary Oliver

O talento abrirá seu caminho para entrar no ramo, mas isso leva tempo. Você tem de estar disposto a dar a si mesmo o tempo e o esforço para trabalhar o seu caminho para entrar. Isso é uma combinação de habilidade, talento, perseverança e estar pronto para sua oportunidade. Contanto que você esteja disposto a ser tratado do mesmo jeito que um escritor-bebê de 23 anos de idade, não deveria haver nenhum problema. Eu acho que a maioria da discriminação contra os mais velhos em Hollywood está de fato dentro dos escritores que se dizem discriminados – eles não querem engolir o desrespeito que Hollywood distribui, ou eles não querem escrever o que o pessoal de 18 anos quer assistir.

No Canadá, existe menos preconceito contra a idade. Existe também mais trabalho por conta própria (free lancing) e menos horas insanas. E há um ambiente que é mais encorajador para os escritores-bebês em geral.

As verdadeiras questões para qualquer um pensando em entrar no ramo, são: Eu amo isso tanto que estou disposto a arriscar uma grande parte de minha vida frente a um possível fracasso? E há outra coisa que eu poderia ser feliz fazendo? Você sabe quais são as respostas certas.

Num dos comentários, alguém lembra que David E. Kelley, escritor de seriados de sucesso como Ally McBeal, The Practice, Boston Public, Boston Legal, entre outros, foi advogado por muitos anos antes de se aventurar como roteirista (e ainda se casou com a atriz Michelle Pfeiffer! Nada mal, não?).

Michelle Pfeiffer e David E. Kelley

Bem, espero que isto sirva de encorajamento para todos nós, ‘escritores-bebês’!! :mrgreen: Boa escrita pra você hoje! 😀

29/04/2010

Dicas de Steven Spielberg para se tornar um diretor de cinema

Filed under: Direção — valeriaolivetti @ 13:17
Tags: ,

O artigo de hoje foi tirado do site Film Stop, de autoria de Ian Agard, e chama-se As top 5 dicas de Steven Spielberg para se tornar um diretor de cinema – parte 1, parte 2 e parte 3:

BXP26246

Steven Spielberg é um diretor de cinema, roteirista e produtor cinematográfico americano. A revista Forbes coloca o patrimônio líquido de Spielberg em 3,1 bilhões de dólares. Em 2006, a revista Premiere o listou como a figura mais poderosa e influente da indústria de cinema. A Time o listou como uma das 100 pessoas mais importantes do século.

Odeie-o ou ame-o, Spielberg é verdadeiramente um ícone de Hollywood, e uma superestrela que é um brilhante exemplo de sucesso. Durante os próximos dias [N.T.: Aqui nós colocamos tudo de uma vez] vou discutir as cinco dicas que Steven Spielberg sugeriu que você abrace a fim de maximizar o seu potencial completo tanto como cineasta, quanto como ser humano.

1. Supere os seus medos.

“Ele ficava assustado com basicamente tudo,” lembra Leah Adler, mãe de Spielberg. “Quando as árvores roçavam na casa, ele ia para a minha cama.”

O medo é algo com que todos nós devemos lidar como seres humanos. Algumas pessoas permanecem em suas zonas de conforto e nunca se aventuram no desconhecido. Você pode querer se tornar um escritor ou diretor, mas tem medo do que os outros possam dizer sobre as suas novas ambições. Os pessimistas podem plantar a dúvida e o medo em sua mente. “Trabalhar em cinema é instável demais”, ou “É tudo uma questão de sorte e de quem você conhece”. Talvez a ideia de dar uma chance ao seu sonho de ser cineasta e acabar não tornando-se bem sucedido vá deixar você parecendo um tolo.

Zona de Conforto

Spielberg também teve de aprender a vencer o seu medo de fracasso. Depois de ser rejeitado pela extremamente prestigiosa faculdade de cinema da UCLA, sobre a qual ele havia depositado seus sonhos e esperanças, Spielberg estava inseguro quanto ao que o futuro reservava para ele. Embora soubesse que cinema era a sua paixão, ele começou a se perguntar se seria ou não capaz de ter sucesso nisso. Recusando-se a desistir de seu sonho, ele se matriculou na California State University e continuou em seu caminho. Mas, novamente, após tirar uma nota C em seu curso de produção de televisão, Spielberg teve de se perguntar se ele jamais conseguiria ser alguma coisa nesta indústria. Ele então tomou a decisão ainda mais arriscada de largar a faculdade e perseguir sua paixão por conta própria.

Spielberg é um exemplo vivo do sucesso que é possível quando você ultrapassa os seus medos, quando você põe de lado aquelas preocupações irritantes em sua cabeça e, no lugar delas, se concentra no seu objetivo.

2. Saiba Onde Traçar os Limites

“Você não pode ditar a criatividade para alguém, e se o fizer, o projeto fracassa”, diz Robert Zemeckis, diretor de sucessos tais como De Volta Para o Futuro e Uma Cilada Para Roger Rabbit. “Steven entende isso, e é por esse motivo que todos nós queremos trabalhar com ele.”

Steven Spielberg é conhecido em toda Hollywood como um homem que sabe o que quer, e isso geralmente significa fazer as coisas à sua maneira.

Bem, quem poderia culpá-lo?

Com incontáveis sucessos arrasa-quarteirão e alguns Oscars em sua estante de troféus, fazer do jeito do Spielberg é quase dinheiro garantido no banco.

Apesar da quantidade de controle que Spielberg gosta de ter sobre todos os aspectos de seu filme, ele também sabe onde traçar o limite. Quando dirige os atores, ele dá aos experientes o espaço de que precisam para manobrar, e a liberdade para fazer isso, normalmente só interferindo se estiver trabalhando com talentos menos comprovados.

É preciso ser uma pessoa forte para não usar e abusar de seu poder. Mesmo pessoas de sucesso como Spielberg devem saber seus limites.

3. Encontre Inspiração Em Torno de Você

“Minha mãe e meu pai me deram total liberdade para expressar-me, até, inclusive, torturar todas as minhas irmãs”, ele disse. “Elas foram o meu primeiro público.”

Desde cedo, Steven Spielberg aproveitou todas as oportunidades para transformar situações simples do cotidiano em algo mais fascinante e imaginativo, para a sua própria diversão.

“Foi como, uau, uma grande confirmação, sabe, ter conseguido contar uma história que, de alguma forma, foi bem sucedida.”

A genialidade do trabalho de Spielberg repousa profundamente dentro dele. Ele é um homem que nunca quis abandonar sua imaginação infantil e sua natureza curiosa, para contar histórias que encantam a criança dentro de todos nós.

“Quando eu crescer, eu ainda vou querer ser um diretor.” Steven Spielberg

Quantas vezes você já teve uma ideia para um filme, ou um lampejo de inspiração criativa, só para deixar o seu crítico interior rapidamente convencê-lo de que as suas intuições eram tolas e frívolas?

Steven Spielberg afirma que as pessoas não sonham acordadas o bastante.

Eu vi uma vez o Steven Spielberg ser entrevistado no programa da Oprah Winfrey (promovendo o seu filme Amistad), e ele corajosamente disse à plateia que seguir constantemente a sua intuição é a semente da grandeza.

4. Empurre os Seus Limites

“Os seres humanos têm a necessidade de se aproximar da borda, e quando os cineastas ou os escritores podem levá-los até a borda, parece como um sonho onde você está caindo, mas você acorda um momento antes de bater no chão”, diz Spielberg.

Até 1993, a paleta de trabalhos cinematográficos de Spielberg foi em sua maioria enraizada no mundo do faz-de-conta. De um monstruoso tubarão comedor de gente a um adorável alienígena, Spielberg não tinha realmente se aventurado em nenhum projeto cinematográfico que abordasse assuntos difíceis e provocativos da vida real. Como um sério drama da vida real.

Tudo mudou quando Spielberg decidiu empurrar os seus limites pessoais e profissionais, e dirigir A Lista de Schindler.

“A Lista de Schindler mudou a minha vida completamente”, disse Spielberg.

Steven Spielberg teve a convicção pessoal e a coragem de lidar com o difícil tema dos campos de concentração judeus na Alemanha nazista da Segunda Guerra Mundial. Estender-se além de seus limites o fez ganhar um Oscar de Melhor Diretor para o seu trabalho em A Lista de Schindler, e o respeito de seus amigos e colegas cineastas.

5. Siga a Sua Paixão

“A única hora em que eu sou totalmente feliz é quando estou assistindo filmes ou fazendo-os”, diz Spielberg.

O que mais eu posso dizer? Quando você pensa em Steven Spielberg, você automaticamente pensa em filmes. Mais do que qualquer outro fator determinante: talento, contatos, dinheiro ou recursos, a sua paixão é soberana.

Todas as grandes conquistas neste mundo, seja do passado, do presente e do futuro, nascem da paixão. Aqueles que têm uma paixão por algo estão dispostos a fazer o que for preciso. Quando você está disposto a fazer o que é preciso… você pode ser, fazer ou ter o que quiser.

“Eu adoraria criar uma empresa que continuasse a fazer filmes bem além de mim, algum dia”, diz Spielberg.

Steven Spielberg

Muita paixão cinematográfica para você!! 😉

Notinha

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 11:37
Tags:

Oi, pessoal! Desde ontem eu tô assim, ó:

emot108

Se eu desparecer por alguns dias, é porque estou curtindo uma gripe braba. Mas voltarei logo que melhorar, sem falta!!

Obrigadão pela paciência, e peço mil desculpas pelo atraso!

Um beijo grande, e não esqueçam de continuar escrevendo! (Foi só eu que tirei férias, viu?! 😀 😉 )

Valéria Olivetti

Ah, essa febre danada…!! Não consigo nem pensar! (e ler, e dormir, e comer, e falar, e ver TV, e por aí vai. Ai, ai…!)

28_01_012

28/04/2010

7 Passos Rumo à Diversidade de Personagens

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 21:41
Tags: , ,

O artigo de hoje foi tirado do site The Bald Truth About Writing (A Verdade ‘Careca’ – ou, como nós dizemos, ‘Nua e Crua’ – Sobre a Escrita), e é de autoria de Alan C. Elliott, o “Escritor Calvo” (Bald Writer):

 bald_kitten

Um problema que assola a maioria dos escritores é criar personagens que são semelhantes demais – parecidos demais com eles mesmos. Se eu fizesse do meu jeito, as minhas histórias seriam cheias de caras de meia-idade gordos e carecas. Ei, isso pode não ser interessante, mas seria mais fácil para eu “entrar nas cabeças deles”. Okey, não é uma boa ideia. Como, então, devemos criar os personagens? Aqui vão sete ideias que você pode usar para povoar a sua história com personagens diferentes.

1. Faça personagens fisicamente diferentes. Eu fiz uma vez um curso de animação na Disney, onde os animadores discutiram como eles escolhiam um “elenco”. Segundo eles, o elenco ideal consiste de um grupo variado de personagens. O ponto de partida são as características físicas. Selecione personagens onde alguns são altos, alguns baixos, alguns têm sobrepeso, alguns são magrinhos, alguns, bonitos, alguns, nem tanto. Em outra ocasião, eu observei a escolha de elenco do filme “Closure: The Problem with Money”. O diretor falou sobre a importância de selecionar um elenco de apoio somente após os protagonistas estarem definidos. Isto é óbvio quando alguns personagens supostamente são filhos de outros – mas isto também é importante para o elenco ter uma “aparência” – não que todos eles tenham que ser tipos de pessoas parecidas – mas que o grupo forme um conjunto interessante de pessoas. Assim é em qualquer história – selecione membros de elenco que sejam fisicamente diferentes uns dos outros – para distingui-los e trazer diversidade à história.

bald-headed-haircut

2. Selecione personagens que sejam emocionalmente e culturalmente diferentes. Marge é uma chorona. Ela é a melhor amiga de Kathy, que é uma otimista. George é um dedicado Republicano, temente a Deus, cuja casa tem os fundos para os vizinhos Buffy e Hank, os nudistas que gostam dar mergulhos à meia-noite, pelados. Abu, o Hindu, fica preso no elevador por 11 horas com Donna, a voluptuosa cantora gospel Pentecostal. E ambos têm de fazer xixi. Pessoas diferentes fazem coisas interessantes acontecerem. Claro que, às vezes pessoas que são parecidas demais fazem as coisas acontecerem também. Que tal duas adolescentes ruivas irritadiças que querem ambas ser chefe das líderes de torcida – elas são semelhantes em muitos aspectos, mas você ainda vai ter de encontrar algo que as torne diferentes, de modo que elas tomem caminhos diferentes para atingir o mesmo objetivo.

3. Crie personagens com nomes de sons diferentes. Existem 26 letras no alfabeto. Use-as generosamente quando for escolher nomes. Os leitores ou espectadores ficam facilmente confusos quando Mary, a detetive, está atrás de Merriam, a caroneira, porque ela é suspeita de matar Martha, a herdeira. Selecione cuidadosamente cada nome para ser diferente dos outros. Raramente crie personagens com nomes que comecem com a mesma letra – a menos que haja uma razão. Você pode ter trigêmeos chamados Larry, Luke, e Leonard… se de fato você tem essa situação – você precisa dar a cada um deles alguma característica única que os diferencie em sua história, caso contrário, o seu público vai ficar confuso.

4. Dê diferentes vozes aos personagens. Os autores tendem a escrever diálogos usando a sua própria voz. Não faça isso. É um assassino certo para qualquer história. Ouça as falas das outras pessoas. Descubra o que faz a escolha de palavras delas diferente – não dependa de sotaques diferentes – um sotaque irlandês versus um sotaque sulista arrastado. Deixe que a escolha de palavras, a extensão das frases, o nível de formalidade, inteligência ou outros aspectos da linguagem, definam os seus personagens. Sente-se num lugar público e ouça as pessoas falando. Anote as frases que você ouve. Desenvolva um ouvido para cada personagem, para que você possa ouvi-los falar – e, em seguida, escreva o que eles dizem.

Tal_dono_tal_cao

5. Dê aos personagens diferentes objetivos de vida. As pessoas reagem a situações por causa de suas crenças ou objetivos de vida. Duas pessoas encontram um envelope em uma rua da cidade. Ele contém $500, e nenhuma identificação. Uma pessoa que aposta em jogos, frauda seu imposto de renda ou que precisa comprar cocaína, irá reagir de forma diferente da de um zelador honesto-como-o-dia-é-longo, ou um professor de Escola Dominical (esperamos). Escolha especificamente, escreva, saiba de cor, as crenças fundamentais de cada um dos seus personagens. Dessa forma, quando ele forem colocados em situações desafiadoras, você saberá como eles devem agir. Além disso, certifique-se de que o leitor tenha uma idéia do sistema de crenças daquele personagem, de modo que, quando ele agir, não esteja “fora do personagem”. Se o seu personagem fizer algo inesperado, certifique-se de que havia algumas sementes plantadas mais cedo (e talvez, não completamente reveladas até mais tarde) para explicar o comportamento.

6. Rotule os personagens. Nós não gostamos de classificar as pessoas, ou fazê-las unidimensionais, mas rotular ajuda de fato a definir um personagem. Você quer que o seu jantar-banquete seja preparado por um cozinheiro de lanchonete mordendo um charuto e com um pacote de cigarros enrolado em sua manga? Ou pelo rabugento chefe fita-azul (premiado) que mede a temperatura de cada pote em intervalos precisos de trinta minutos, e que insiste que o chão seja mantido completamente limpo? Rótulos podem definir aspectos rápidos de um personagem – mas não tem de limitá-los. O chefe rabugento pode ser um fã de NASCAR, e o cozinheiro de lanchonete pode também treinar cães-guia porque a filha de sua irmã é cega. De todo modo, nunca crie um personagem que seja uma representação perfeita de um rótulo.

Deficiencia e trabalho em grupo

7. Dê aos personagens finalidades diferentes, mas específicas, dentro da história. A maioria dos personagens são incluídos em uma história por uma razão específica. Um cunhado piadista pode dar alguma leveza à sua história. Se ele fizer isso – deixe-o fazer suas piadas ao longo da história – não mude-o (sem motivo) em um pessimista carrancudo no meio do caminho – a menos que seja necessário para a sua história. Crie personagens específicos para fazer determinadas tarefas dentro da sua história. O seu herói, por exemplo – terá qualidades redentoras que farão ele ou ela capaz de enfrentar algumas circunstâncias terríveis que a história irá proporcionar. O seu herói pode ter um aliado – alguém que é um ajudante (o Sam, de O Senhor dos Anéis, vem à mente). Ele pode ter um mentor, um adversário, um interesse amoroso, e assim por diante – cada um com uma tarefa específica para fazer a história ir adiante. Claro que também existem personagens sombrios ou mutáveis, que começam como um tipo de personagem (um aliado) e são revelados mais tarde como sendo uma outra coisa (eles na verdade são capangas do inimigo).

Olhe novamente para estes itens – eles têm a ver com a criação de um conjunto interessante de personagens variados que serão capazes de carregar a sua história. O seu dever de casa é fazer uma lista de personagens em sua proposta de história, ou história atual. Para cada personagem, escreva como eles atendem a cada um destes sete critérios. Use isto como um começo, para depois acrescentar outras características biográficas de cada personagem – para conhecê-los como indivíduos únicos.

bald_head

Boa escrita hoje, com ótimos personagens para você! :mrgreen:

27/04/2010

“Eu sou velho/jovem demais para começar a escrever!”

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 07:34
Tags: , ,

O artigo de hoje é do site Time to Write, escrito por Jurgen Wolff. Ele se refere a escritores de romances, mas isso se aplica a roteiristas também:

CorpoVelho-MenteJovem

Eu poderia lhe dar uma lista de pessoas muito velhas e muito jovens que se tornaram escritoras bem sucedidas, mas você provavelmente diria: “É, mas isso é só com eles, não é comigo.”

Em vez disso, deixe-me citar algo que Dear Abby disse para um homem que escreveu para ela, dizendo que ele sempre quis ser médico, mas teve que trabalhar desde jovem para sustentar sua família. Agora ele tinha tempo e dinheiro para ir para a faculdade de medicina, mas, ele disse, “Eu já tenho 50 anos, então em sete anos, quando terminar, eu estaria com 57.”

A resposta dela foi: “Se você não for para a faculdade de medicina, que idade você terá daqui a sete anos?”

A solução: Se você quiser escrever, escreva. Na verdade, faça o que você realmente quer fazer em todas as áreas de sua vida. Se não estiver fazendo isso, o que você está esperando?

Em termos de escrita, ninguém se importa quantos anos você tem, eles só se importam se a sua história é interessante.

Se for, você pode ter 10 ou 100 anos.

Além do mais, estar em qualquer extremo de idade, dará ao seu editor um gancho para ajudar a vender o livro – de modo que o que você pensa ser uma desvantagem, pode vir a ser uma vantagem.

Comece agora. Você não está ficando mais jovem.

 acurvadosucesso0sy

Boa escrita HOJE!! 😀

26/04/2010

Como Reescrever – Parte 5

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 13:12
Tags: ,

Esta é (por enquanto) a última parte desta série de posts do Jurgen Wolf, e chama-se Reescrevendo: Saiba Quando Parar:

pm_pare

Chega um momento em que reescrever não torna seu trabalho melhor, apenas o faz diferente. Algumas vezes, o impulso para continuar reescrevendo, ao invés de deixá-lo ir, vem do perfeccionismo; algumas vezes, do medo (porque uma vez estando pronto você irá enviá-lo para o mundo, onde ele pode ser rejeitado).

Aqui estão algumas questões para se perguntar quando você não tiver certeza se deve parar:

  1. O último conjunto de alterações tornou-o melhor – ou apenas diferente?
  2. Você tem falhas específicas que percebe que precisam ser corrigidas, ou apenas uma vaga sensação de que de algum modo ele poderia ser melhor?
  3. Quando você pensa em enviar o seu trabalho para o mundo, isso lhe faz sentir-se ansioso ou temeroso (além das neuroses normais que são permitidas aos escritores?)

As respostas podem dar-lhe as pistas do que você precisa. Se você ainda estiver preocupado, mostre ou apresente-o à apreciação de apenas uma ou duas pessoas. Se houver alguém em cujo julgamento você confie, comece com ele e obtenha seu feedback. Se você estiver apresentando-o para uma pessoa ou uma entidade profissional (como um agente ou uma editora) envie-o apenas para uma ou duas, para começar. Isso pode ajudá-lo a controlar a sua ansiedade.

Quando você deixá-lo ir, comece a trabalhar em outra coisa. Isso também irá impedi-lo de ficar obcecado com o modo que as pessoas irão reagir ao que você acabou de enviar para o mundo.

placas de pare multicoloridas

Boa (re)escrita pra você hoje! Amanhã mudaremos para outro assunto! Inté!! 😀

Próxima Página »

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: