Dicas de Roteiro

24/03/2010

Um Conselho

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 18:17
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Aleluia! Aleluia!! Este é o último artigo (finalmente!!) do site The Screenwriters Homepage. Eba! Acabou!! (Pigarro – voltando à seriedade e circunspecção…). Este artigo foi escrito por Dale Launer, roteirista de filmes como Encontro às Escuras (Blind Date, 1987), Os Safados (Dirty Rotten Scoundrels, 1988), Poção do Amor nº 9 (Love Potion No. 9, 1992), que foi um dos primeiros filmes de Sandra Bullock, e Meu Primo Vinny (My Cousin Vinny, 1992). Todos esses filmes tiveram uma certa repercussão na época em que foram lançados, alguns mais, outros menos, mas nenhum deles passou despercebido pela mídia e pelo público. O nome original deste artigo é “Aqui vai o meu conselho”. Espero que gostem.

Blind Date Dirty Rotten Scoundrels  My Cousin Vinny

Não faça isso. As chances são de que você será um escritor terrível, e gastará um tempão tentando escrever algo que no fim das contas será uma droga. Esqueça. Já existem cerca de 500 roteiros ruins para um bom. Se você acha que pode escrever…. o que o faz pensar isso? Faça esta pergunta a si mesmo – foi porque viu alguma porcaria de filme e pensou: “Diabos, eu posso fazer isso!”?

Bem, eu tenho novidades para você. Há uma chance do roteiro ter começado bom e algum diretor entrou em contato com ele e decidiu “melhorá-lo”, “consertá-lo”, ou alguma coisa do tipo. Ou uma estrela (capaz de atrair bons financiamentos) pegou-o e decidiu mudá-lo para adequar-se ao seu personagem ou algo idiota assim. Ou o roteiro nunca foi bom, mas eles gostaram da ideia e pensaram que podiam reescrevê-lo e fazê-lo funcionar, então pagaram um diretor de terceira categoria que precisava do dinheiro, e uma estrela que não resiste em aumentar o seu preço em alguns milhões, e voilà! Uma bosta dupla! É assim que isto é feito. Por todos os motivos errados. Eu poderia lhe contar algumas histórias, mas daí eu nunca trabalharia nesta cidade novamente. E talvez esta não seja uma coisa ruim.

Desencorajado? Acha que eu sou um babaca? Bom. Eu só lhe fiz um favor – porque se você estiver levando a escrita de roteiros a sério, então você já assistiu a quase todos os bons filmes que já foram feitos, e é um fã tão obstinado que nada, NADA irá lhe dissuadir. Se você se sente assim, se você sente que tem o que é preciso e não importa o que ninguém mais lhe diga pois você irá em frente – este é um bom sinal. Talvez não bom, mas certamente um sinal de persistência e coragem, e isto irá lhe conceder êxito quando o talento não der. Todos aqueles slogans que falam sobre como o gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração são verdadeiros – as pessoas neste negócio estão lá porque são implacáveis, não por causa do talento. Por isso a bosta dupla!

Tudo bem, então você ainda está lendo e não está irritado. De fato, você se sente encorajado com isso. Então aqui vão alguns conselhos. Apenas algumas coisinhas.

1- Conte a sua história como louco. Não conte-a para ninguém importante, mas para os seus amigos, a sua família etc. Fique bom em narrá-la, e ouça MUITO atentamente o que você está dizendo, porque esta narração irá tornar-se a sua história. Comece com umas poucas – apenas umas poucas linhas sobre PERSONAGEM – você precisa detalhar esta(s) pessoa(s). Eu estou mudando de assunto… Ao contar a sua história para as pessoas, você descobrirá que elas reagirão a certas partes, podem até esperar algo ou lançar algo novo. E se todo mundo começar a fazer perguntas idiotas, há uma boa chance de que não sejam tão idiotas e que você tenha que arranjar as respostas.

Contar a história e ver a reação lhe permite embelezá-la, colocar uma reviravolta extra nela, e isto poderá virar uma bola de neve. O quanto a narração deve durar? Se a sua narrativa for divertida, não importa o quão longa ela é. Uma boa história é uma boa história. Tente imaginar a sua história como algo que realmente aconteceu com você ou com um amigo, e pense em como você a contaria nesta situação.

2- Certifique-se de que os seus personagens tenham voz própria. A maioria dos roteiros são uma droga por uma entre apenas um punhado de razões, e uma das mais populares é fazer personagens mal-desenvolvidos (VEJA POÇÃO DO AMOR Nº 9 PARA TER UM BOM EXEMPLO DISSO).

Love Potion No. 9

O estúdio poderia falar algo como: “Nós não sabemos o suficiente sobre este personagem”, mas o que eles estão dizendo é que sabem que há alguma coisa errada mas não sabem como consertá-la, e tem algo a ver com o personagem. O seu personagem precisa de alguma coisa, de um aspecto da personalidade dele que de alguma forma entre em jogo no enredo. Pode ser um medo, ou um amor a algo, ou uma paixão, uma visão, uma esperança.

Os atores estão sempre se perguntando: “O que este personagem quer?”. Você deveria se perguntar a mesma coisa. MAS, O MAIS IMPORTANTE, é que você precisa elaborar isto ANTES de começar. E eu não estou falando de escrever uma biografia do personagem – não importa onde eles trabalharam, ou quão velhos sejam, em que escola estudaram, ou o quanto eles pesam. Uma biografia é uma armadilha. Ela irá lhe fornecer respostas para fazer personagens previsíveis, clichês. Deve haver algo de interessante sobre cada um dos personagens.

Olhe para os seus amigos e pergunte-se quais são os sonhos deles. O que os torna únicos? Como é a personalidade de cada um? Então pergunte-se como esta personalidade pode ser uma habilidade? Ou em qual situação ela poderia ser um obstáculo? Isto lhe dará algo. Se você escrever sem delinear os seus personagens, ELES IRÃO SE PARECER COM VOCÊ. E esta é uma fórmula para o desastre. A não ser, é claro, que você seja o indivíduo mais fascinante que já tenha vivido. E se você for, ENTÃO POR QUE VOCÊ QUER ESCREVER ROTEIROS?

3- E, enquanto estamos neste assunto, por que você quer escrever roteiros? Por dinheiro? Existem meios melhores de ficar rico. É melhor você ter uma paixão por isto.

4- ASSISTA A MUITOS FILMES – vicie-se muito nisso. Você irá entender o que está acontecendo. Não tenha medo de assistir a um bom filme várias e várias vezes. Isto irá lhe ajudar a entender o que está acontecendo.

5- Uma dica prática: Quando você escrever, antes de parar por aquele dia, escreva algumas coisas que você deverá fazer no dia seguinte. Estou me referindo ao que você vai querer escrever. Então, quando você começar no dia seguinte, não ficará encarando um cursor piscante, você irá expandir algumas anotações até virar uma história.

6- Procure à sua volta, leia o máximo de publicações que você puder – você precisa de interesses diversificados, e quanto mais diferentes os ingredientes, mais interessante será a sopa. Talvez você tenha um desejo secreto de assinar a revista BICICLETA SUJA (Dirt Bike Magazine), ou a RELAÇÕES EXTERIORES (Foreign Affairs Magazine) – então pague a grana e arranje a assinatura.

Digo, você pode conseguir 15 revistas por algumas centenas de dólares por ano, e você simplesmente se tornará uma pessoa muito mais interessante [N.T.: Aqui no Brasil pode-se comprar nas bancas 15 revistas por cerca de 150 a 170 reais, se forem revistas mensais. Revistas especiais custam o dobro]. Vicie-se em informação. Seja drogado em informação. SURFAR NA INTERNET pode ser bom, mas se só se você realmente ler coisas interessantes. GIGO funciona tanto para computadores quanto para roteiristas (e se você não sabe, GIGO significa GARBAGE IN, GARBAGE OUT [N.T.: LIXO QUE ENTRA, LIXO QUE SAI = Uma regra da ciência da computação que declara que a qualidade do que sai depende da qualidade do que entra – ponha lixo e receberá lixo]. Entendeu? Okey, VOCÊ NÃO PODE TIRAR ÁGUA DE PEDRA. Ou será de um NABO? É a mesma coisa. Se você for um ignorante chato, não escreva, nem se incomode. Mas se você for um chato bem informado, você pode ter uma chance.

7- LEIA A DROGA DO JORNAL. Se você não assinar pelo menos um jornal agora, então você deveria ser destruído. Você quer escrever ficção popular e não sabe o que está acontecendo no mundo? Que vergonha! O jornal tem pelo menos uma boa história TODO DIA – você tem de saber o que procurar.

Eu irei lhe dar um exemplo – eu vou pegar o jornal agora mesmo.

NEW YORK TIMES, 16 de julho:

Manchete à extrema direita – YELTSIN PROVOCA ALARME AO SE RETIRAR PARA UM SANATÓRIO.  Este jornalista acabou de lhe dar a história de bandeja e você nem precisou ler a matéria. O líder da segunda maior potência nuclear da face do planeta ACABOU DE IR PARA UM ASILO DE LOUCOS! Diabos, se já existiu uma comédia de humor negro, esta é uma delas! Mas não é disto que se trata a história. Deixe-me lê-la…

louco

É sobre a saúde dele. Nada de novo, mas é alarmante. E há a possibilidade de uma luta pelo poder. Eu vou ficar com a minha primeira história, um embelezamento da manchete. Imagine se o presidente estivesse tendo delírios, alucinações – certo? Episódios psicóticos. Eu vejo os ânimos se exaltarem. Um drama muito bom, assim como uma boa comédia de humor negro.

No meio da página do jornal temos ALIADOS REPUBLICANOS EXPRESSAM PREOCUPAÇÃO COM A CAMPANHA DE DOLE. Não há muito aí, mas poderia ser uma história onde os AMIGOS do candidato estão se voltando contra ele. Parece muito divertido para mim! Mas também, eu sou um Democrata.

Tudo bem, eu vou dar uma folheada até encontrar outra interessante.  Tá certo, eu li na metade inferior da primeira página: SOBREVIVENTE PRÉ-HISTÓRICO ENFRENTA PERIGO EM HUDSON. O que é isso? Um dinossauro em Hudson? Nessie [N.T.: Apelido carinhoso dado ao suposto Monstro do Lago (ou Loch) Ness, na Escócia] nadando para o Rio Hudson?

nessie2 nessie Hudson_river_sailboat

 Nessie Scene

Tudo bem, você continua daí. Na verdade, a história – deixe-me lê-la – é sobre esturjão [N.T.: Um tipo de peixe]. Você acredita nisso? Com uma manchete como esta e é sobre esturjão! O New York Times é muito mais sensacionalista do que você jamais pensou, heim?

Okey, o que mais? Nós temos Michael Irvin – um dos jogadores dos Dallas Cowboys – envolvido em acusações de uso de cocaína. Alguma história?

Na quinta página temos JACARÉ MORDE CRIANÇA. Aí vamos nós: E se de repente os jacarés começassem a deixar os pântanos e se dirigissem à cidade local? “OS JACARÉS”. Bem, esta não é uma ótima ideia, mas o John Carpenter não começou com uma coisa parecida?

REPUBLICANOS PRESSIONAM POR PRECE NAS ESCOLAS – Eu não sei se existe uma história aqui, mas isto me deixa irritado. Você sabia que JOE ROTH – isso mesmo, o CEO da divisão cinematográfica da Disney [N.T.: Ele presidiu a divisão cinematográfica da Disney de 1994 a 2000, quando fundou a produtora Revolution Studios, que, por sua vez, durou até 2007], foi uma das crianças da década de 1960 cujos pais fizeram oposição às preces nas escolas, e lutaram uma batalha judicial que foi até a suprema corte? Bem, diabos, existe uma história aí. Pergunte ao Joe, talvez você possa apelar para o senso de vaidade dele e consiga arranjar um acordo de desenvolvimento dessa história.

MUSEUS SE UNEM PARA RASTREAR OBRAS DE ARTE ROUBADAS – Você sabia que a Mona Lisa foi roubada uma vez? É uma história fascinante, houve uma investigação MACIÇA. E você sabe onde eles a encontraram? Um segurança amava tanto a pintura que ele a pegou e a instalou em sua sala de estar só para ficar admirando-a. Bem, aí está, a história não estava escrita ali, mas o jornal pode fazer a sua memória lembrar de algo que possa ser útil.

Eu já fiz o bastante. Estou ficando cansado.

O que mais? Ah – a disciplina é muito importante. Tente escrever TODO dia – não em dias alternados – e exija de si mesmo um mínimo. Eu exijo de mim cinco páginas (não polidas) por dia. E, a não ser que eu as tenha acabado, eu falhei com a minha própria cota. Me desculpe se este texto divaga muito, eu não o reli. Espero que seja útil. Ou divertido. Ou o que quer que seja…

— Dale Launer

porta-caneta assassinoAh, estou meio sinistra hoje! 😯

Eu prometi um doce a quem tivesse paciência de esperar a tradução deste site até o final, lembra? Bem, amanhã não é bem um doce o que eu vou dar, é mais um brinde, uma surpresa. Espero que gostem!! Boa escrita e até lá! 😀

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4 Comentários

  1. Menina… adorei o seu sítio de dicas. Vim num clique do joaonunes.com e aqui fiquei, mais de três horas seguidas lendo os posts, sem desgrudar o olho. Mas por hoje é só. Encerrei com as colunas do Terry Rossio. Que são igualmente adoráveis. Embora ele trate de uma realidade, em vários sentidos, longínqua (mesmo o “spec” norte-americano, acho que anda muito longe de encontrar algum paralelo por estas bandas), e a despeito do anedótico na maneira de escrever, é uma leitura bastante instrutiva do que acontece no mainstream cinematográfico de lá, não?

    Enfim. O “Dicas…” já adicionado aos meus favoritos. Até mais.

    P.S.: Ah, e quanto ao “Conselho” nesse post… não é que me deu uma vontade louca de rever o Dirty Rotten Scoundrels? rs.

    Comentário por Cícero Soares — 27/03/2010 @ 23:40

  2. Olá, Cícero, seja benvindo!!

    Também adoro o modo como Terry Rossio escreve, a linguagem dele é muito saborosa. Eu ainda tenho muitas colunas para traduzir em que ele explica aspectos mais práticos de roteiro, mas acabei começando com esta parte de negócios do ramo porque tem muita gente por aqui querendo começar vendendo ‘spec scripts’ para Hollywood. Devo confessar que quando eu comecei este era o meu único objetivo. Com o tempo, não sei por quê, eu passei a valorizar muito mais a nossa língua e nossa cultura. Afinal de contas, se escrevermos sobre nosso bairro, colocando nossa alma, isso acabará sendo universal, não é? Acho que a vontade de vender logo um roteiro para Hollywood não vem apenas dos apelos óbvios do dinheiro em abundância, mas também do desejo de todo escritor de comunicar a sua história para o maior número de pessoas. Hollywood, como principal fonte de filmes do mundo (em termos numéricos e de valor $$$ de produção, não em termos de qualidade), proporciona isso. Então, foi por este motivo que eu postei primeiro essas colunas, para ajudar o pessoal a botar um pouquinho o pé no chão, sabe? 😉

    Eu já estou ficando doida com esse negócio de traduzir artigos dos outros porque em cada post eu acabo com mais meia dúzia de filmes para assistir! A minha lista já está quilométrica! E, como você disse, até os filmes que eu já vi, dão uma vontade louca de ver de novo! É uma loucura, onde isso vai parar?!!

    E, para finalizar, eu fiquei super feliz por você ter gostado do meu trabalho, Cícero. Fiquei honrada de verdade!

    Muito obrigada pelo apoio, Cícero, me deu muita alegria e energia para trabalhar cada vez mais e melhor.

    Um abração em você e por favor volte sempre!
    Valéria Olivetti

    Comentário por valeriaolivetti — 28/03/2010 @ 08:33

  3. Valéria,

    Hum, tenho que reparar um mal-entendido, cuja responsabilidade… É, deve ser minha. Já ocorreu antes, e acho que dificilmente deixará de ocorrer novamente, uma vez que estilo de escrita, assentado por longos anos, passam a ser como carne e osso de quem escreve: na verdade, Valéria… eu sou natural “desta” terrinha, a terrinha brasilis…rs. E de Sampa, pra ser mais preciso.

    Hum, pensando melhor… O fato de eu ser freqüentador do sítio (sítio?, pois é, não poucas vezes assumo essa tradução literal, em lugar do, hum, inglês corrente) do João Nunes talvez tenha contribuído à confusão. Bom, creio que nada de mais. No fim das contas, um confusão que vale até um sorriso gostoso, não?

    Quanto ao resto de sua resposta, uma palavrinha adicional:

    “Valorizar muito mais a nossa língua e nossa cultura”: acho que é por aí, Valéria, acho que esse compromisso é fundamental, ou deveria ser: ao lado de ajudar no aperfeiçoamento da dramaturgia dos roteiristas iniciantes (não necessariamente copiando as regras das do modelo Hollywood, mas pelo menos admitindo que boa parte delas foram muito eficientes em comunicar histórias por meio audiovisual a uma grande audiência), ao lado disso, descobrir finalmente as histórias e personagens do “nosso bairro” que merecem e valem a pena ser contadas. E quem sabe, a partir daí… engrossando um caldo de cultura de “specs” de boa qualidade, as produtoras comecem a investir em nós, não? E não só naquele tempo anterior e necessário, o de desenvolvimento de projetos, mas também abrindo os olhos para os roteiristas “desconhecidos”, já instruídos tecnicamente ou no caminho certo de serem. Querem histórias apuradas e/ou originais que teriam apelo (no bom sentido) em relação ao grande público? É só terem coragem de investir. Simples assim.

    No mais… É bom ser benvindo, Valéria. Quando se é, é melhor ainda voltar, ao toque da dica de todo ou quase todo dia…rs.

    Abração renovado. E até.

    P.S.: Ah, Valéria, já que você decidiu que a hora é essa, e com a sua bagagem… Nossa, seria uma grande felicidade ver suas histórias, se não produzidas, levadas adiante.

    Comentário por Cícero Soares — 28/03/2010 @ 18:44

    • Olá, Cícero!!

      Só um instantinho: 😆 😆 😆 😆 😆 😆

      Eu já tinha reparado no meu erro antes de você responder, por isso editei a resposta (o que eu não deveria ter feito, mas… vivendo e aprendendo, não é mesmo?). Quando reli novamente a sua mensagem percebi que você nunca havia dito que era de Portugal. Foi mesmo por causa do “sítio”, de você ter vindo do site do João Nunes e de ser Soares (como o meu bisavô materno português). Mas então eu pensei: “Ele também poderia ser angolano, moçambicano, caboverdiano e até brasileiro!! Por que eu não pensei nisso antes?!! Dããããã…”. Afinal de contas, eu sou brasileira, também frequento o site do João e de vez em quando também falo sítio. Eu acho que ainda devia estar meio sonada quando lhe respondi, me perdoe!! E não mude o seu modo de escrever por conta disso, você escreve muitíssimo bem, está ótimo do jeito que está, eu gosto muito.

      Muito obrigada pelo apoio, pela força imensa e pela correção tão simpática. É um prazer muito grande ter companheiros de labuta como você e ter essa troca tão enriquecedora. Você é e sempre será super benvindo, Cícero.

      P.S.: Prometo botar os posts em dia (e diários!) :mrgreen: ; é só esse mês de março acabar (junto com toda a atribulação e trabalho que ele me trouxe) que acho que tudo voltará ao normal (Tomara! :|).

      Um abração, Cícero, fiquei super feliz mesmo com sua visita! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 28/03/2010 @ 19:44


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