Dicas de Roteiro

01/02/2010

Como registrar e vender o seu roteiro para Hollywood

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 06:00

Vender roteiros sendo um escritor amador e desconhecido é uma dificuldade que os próprios roteiristas americanos lutam para superar. Existem vários caminhos, várias respostas, mas escreverei aqui as que achei melhores para nós, brasileiros.

Em primeiro lugar, você deve estar preparado para gastar dinheiro. Cada passo a seguir exigirá que você desembolse uma grana maior ou menor, dependendo das escolhas que fizer.

Você tem um roteiro escrito, reescrito, polido e formatado (vide passo 2) que acha perfeito para ser produzido por Hollywood. Beleza. Siga o passo-a-passo:

Passo 1: Você deve registrá-lo primeiramente no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. A sede da EDA funciona no endereço:
Escritório de Direitos Autorais – FBN
Rua da Imprensa, 16 – 12º andar
Castelo – Rio de Janeiro – RJ – 20030-120
Telefones para informações: (21) 2262-0017 e 2220-0039, de 2ª a 6ª feira, das 10 às 16h
Fax: (21) 2240-9179
Leia o FAQ no site da Fundação Biblioteca Nacional – EDA
Endereço eletrônico: eda@bn.br

Passo 2: O seu roteiro deve ter a formatação correta, profissional e exigida pelos estúdios. E, obviamente, deve estar escrito em inglês. Hugo Moss lhe ajudará com esses dois problemas. Para formatação, o livro de Moss, Como Formatar o Seu Roteiro, da Editora Aeroplano, é uma mão na roda. E Moss, britânico radicado no Brasil há mais de duas décadas, também traduz roteiros do português para o inglês, fazendo as adaptações necessárias (nem todo tradutor pode fazer este trabalho, Moss já é especializado no assunto). Ele também dá aulas e faz consultorias de criatividade. Entre no site dele aqui para maiores informações. Mesmo que você fale inglês com bastante fluência, eu não recomendo que você traduza o seu roteiro sozinho. É diferente a tradução de um estrangeiro da de uma de um nativo da língua. Meia dúzia de frases estranhas para o leitor e ele jogará o seu roteiro de lado. Os próprios americanos correm este risco, eles mandam seus trabalhos para um monte de especialistas para polir os roteiros ao máximo; nós, então, temos que multiplicar os nossos cuidados.

Passo 3: Agora você precisa registrar o seu roteiro no Writer’s Guild of America (West ou East, ou seja, na Califórnia ou em Nova York). Eles cobram uma taxa de 20 dólares para não-membros e o registro vale para 5 anos, quando você deve renová-lo, pagando nova taxa. Entre no site do WGA – West para  maiores informações.

Os americanos dizem que para se conseguir vender um roteiro para um grande estúdio é imprescindível ter um bom agente para lhe representar. E para conseguir um bom agente para lhe representar é imprescindível vender o seu roteiro. E assim vai, num ciclo vicioso eterno. Como quebrar essa corrente?

Passo 4: Muitos roteiristas conseguem os dois ao mesmo tempo. Concursos de renome são uma boa porta de entrada para a indústria. Os primeiros colocados conseguem tanto vender seus roteiros, quanto arranjar um bom agente rapidinho. Abaixo estão alguns sites (em inglês) com listas dos melhores concursos de roteiro dos EUA:

The Five Best Screenplay Competitions

Best Screenplay Contests to Enter

Top 8 Screenplay Contests of 2009 and the Scams

Best SCREENPLAY Contests in the world!

Fique atento para os requisitos das inscrições. Muitos determinam que apenas americanos podem participar. Procure por concursos internacionais. A maioria exige que o candidato seja amador, ou seja, não pode ter vendido nenhum roteiro na vida, nem trabalhado como roteirista contratado. Informe-se.

Mas suponha que você já tenha trabalhado como roteirista, ou não queira gastar tempo nem dinheiro mandando seus roteiros para concursos (todos cobram uma taxa de inscrição), ou que você não ganhe nenhum concurso, ou que o seu roteiro não seja exatamente do tipo que ganha concursos; um drama experimental, por exemplo. Não se preocupe, este não é o fim da estrada para a sua obra.

Uma das dicas mais interessantes para vender roteiros que já li foi dada por William C. Martell:

Passo 5: Faça uma lista dos filmes que você tenha gostado e que tenham o mesmo gênero, tema e estilo do seu roteiro. Veja quem foram os produtores destes longa-metragens (no verso da caixa do DVD ou no site IMDB).

Passo 6: Procure os endereços de contatos desses profissionais no livro Hollywood Creative Directory, que é atualizado anualmente (você pode comprá-lo pela Amazon).

Passo 7: Envie uma cópia de seu roteiro para cada produtor, junto com uma carta de apresentação (em inglês, claro). Não esqueça de colocar o seu email de contato (e seu número de telefone, se conseguir conversar fluentemente em inglês).

Não o envie para grandes produtores, nem donos de estúdio. Steven Spielberg, James Cameron, Mel Gibson e outros profissionais desse nível não têm tempo para ler roteiros sem a referência de uma boa indicação. Produtores desconhecidos podem lhe providenciar isso. Esses produtores sempre estão à procura de boas histórias para filmar, suas chances são muito maiores com eles. Se eles já produziram algo de qualidade e na mesma linha da sua história, a chance de que eles se identifiquem com o seu trabalho é bem maior do que com um produtor qualquer, escolhido na sorte.

Não mande o seu roteiro para dezenas de produtores de uma vez só. Eu sei que dá vontade de resolver tudo logo, mas se você fizer isso, e não receber nenhuma resposta por uma, duas, três semanas, dois meses, sete meses, um ano, você ficará louco de ansiedade!

Tenha disciplina e método: comprometa-se a enviar apenas um roteiro por semana. Assim, se você receber uma resposta antes, ótimo. Se não, você continuará mandando seus roteiros para todos que puder. Um ano tem umas 52 semanas. Tirando o Natal e Ano Novo, quando ninguém trabalha mesmo, sobram 50 semanas. Envie então o seu roteiro para 50 produtores. Você gastará uma boa grana com correio!

Neste ano de espera você deverá continuar escrevendo. Ao fim desse tempo você terá outro longa-metragem nas mãos. Se você recebeu uma oferta para vender o primeiro trabalho, excelente! Caso contrário, deixe ele de lado por um tempo (pode ser que você queira reescrevê-lo e melhorá-lo no futuro) e repita todos os passos com o novo roteiro. Eu sei, é um trabalhão e muito gasto, mas pode valer a pena. Quem não arrisca não petisca, não é mesmo?

Você pode achar que está jogando o seu dinheiro fora, assim:

Mas acabar ficando montado na grana, assim:

Qualquer que seja o caminho que você escolha, boa sorte! E continue sempre acreditando no seu trabalho e na sua arte.

Uma boa escrita pra você hoje!

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105 Comentários

  1. valéria, estou nessa de tentar vender alguns dos meus argumentos para roteiro de cinema, tanto para hollywood quanto aqui no brasil, desde 1998. já mandei para a columbia, miramax(em português não estando formatado, pois na época ninguém deles me avisaram deste requisito)incluíndo a conspiração filmes, mas não obtive resposta de nenhum deles. tenho bastante material ao longo dos anos, estou escrevendo sempre, mas por não conhecer nenhum profissional do meio, não tenho sorte. gostaria de saber se você conhece alguém que conseguiu furar esse “cerco” seguindo tais métodos aqui especificados e se poderia deixar o meu contato com esta pessoa, desculpe o incômodo, januária. e-mail: argumts@yahoo.com.br

    Comentário por januária — 09/02/2010 @ 00:36

    • Olá Januária!!

      Estou no mesmo caminho que a senhorita, por favor não desista dos seus sonhos!!!!!

      Essa nossa área é muito dificil, mas é o que gostamos, então vamos seguir no que queremos.

      Comentário por carlinhos camargo — 25/08/2010 @ 12:52

  2. Olá, Januária, não é incômodo algum. Infelizmente eu não conheço ninguém (não por falta de vontade!).
    Não adianta mandar roteiros para os grandes estúdios hollywoodianos. Eles até têm leitores profissionais para garimpar os bons roteiros, mas eles recebem dezenas, até centenas de milhares de roteiros por ano e esses leitores se dedicam a ler basicamente os que são enviados por agentes profissionais. E para ter um agente profissional lhe representando você precisa do interesse de um estúdio ou produtora de cinema em comprar o seu roteiro. Como eu disse no post, é um ciclo vicioso. Roteiristas do mundo todo sofrem esse mesmo problema. Hollywood é o sonho de todos.

    No Brasil é mais fácil você contactar profissionais do que nos EUA, principalmente se você estiver no Rio de Janeiro, já que os maiores estúdios de cinema e TV estão nessa cidade (se você quisesse trabalhar com publicidade, a sua meca seria São Paulo). Muitos desses profissionais ocasionalmente dão cursos em locais como Fundição Progresso, Casa do Saber, Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), Laboratório Estação, Casa de Cultura Laura Alvim, entre outros, além das faculdades de cinema. Nesses lugares muitos diretores e produtores executivos dão aulas (assim como roteiristas profissionais). Você não precisa fazer os cursos, pode ir diretamente falar com eles (porém, como aluna, você teria mais abertura). Se nenhum deles puder lhe abrir o caminho, comprando ou indicando o seu trabalho, pelo menos eles poderão lhe dar dicas de um insider sobre como entrar no ramo.

    Para quem está fora do Rio, uma dica seria escolher seu diretor preferido e mandar o seu roteiro para ele. Talvez você dê mais sorte escrevendo para a TV do que para o cinema. Se você tiver escrito roteiros de um seriado ou de uma minissérie de TV, por exemplo, mande-os para um diretor da REDE GLOBO ou da RECORD, que são as redes de TV mais ativas atualmente.

    O endereço do Projac é:
    PROJAC – Rede Globo de Televisão
    Endereço: Estrada dos Bandeirantes, 6900, Rio de Janeiro – RJ, Brasil.
    CEP: 22.780-086
    Telefone: (0xx21) 2444 4000
    http://redeglobo.globo.com/

    Este é o endereço dos estúdios onde as novelas são gravadas na REDE RECORD:
    RecNov – Record Novelas
    Endereço: Estradas dos Bandeirantes 23.505, Vargem Grande, Rio de Janeiro/RJ.
    CEP: 22785-091
    http://rederecord.r7.com/

    Um cineasta muito ativo atualmente é o Daniel Filho. Você pode contactá-lo através de sua produtora, Lereby Produções, no site:
    http://www.lereby.com.br/site/frmFrameMaster.aspx

    Outra produtora muita ativa é a do clã dos Barreto. Entre em contato atráves da produtora de Luis Carlos Barreto:
    http://www.lcbarreto.com.br/

    Mais uma é a produtora cultural Paula Lavigne. Eis seu endereço:
    Natasha Filmes
    Endereço: End: Rua Marquês de São Vicente, 99 / 4º Andar Gávea
    CEP 22451-041 – Rio de Janeiro – RJ
    Tel: (21) 2529-0700

    Produtora: Paula Lavigne
    Telefone: (5521) 2529-0716
    Fax: (5521) 2529-0722
    E-mail:
    natasha@natasha.com.br
    Site: http://www.natasha.com.br

    Outra nem tão ativa, mas que pode gostar de seu roteiro e querer filmá-lo, é a atriz, diretora e produtora Carla Camurati:
    http://www.copacabanafilmes.com.br/
    Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 431 – Loja A
    Gávea – Rio de Janeiro – RJ
    CEP: 22451-041
    Tel: +55 21 2294-3966
    Fax: +55 21 2259-0010
    copacabana@copacabanafilmes.com.br

    Pense nos seus diretores e/ou produtores brasileiros prediletos, pesquise um pouco na internet e mande o seu trabalho para eles. No Brasil as suas chances aumentam. Eu só recomendaria que você mandasse o roteiro pronto, não o argumento. Acho que fica parecendo que você só irá escrevê-lo se receber pagamento por isso. Infelizmente, tanto aqui no Brasil quanto no exterior o roteirista principiante precisa trabalhar em regime de spec scripts, ou seja, precisa fazer o trabalho completo por conta própria e só depois receber por ele (se tiver sorte). Em outras ocasiões o seu roteiro servirá apenas como um cartão de visita, o diretor/produtor gostará do seu estilo de escrita e você será contratado para fazer um roteiro a partir da idéia dele.
    Mandar um argumento aumentam as chances de que a sua idéia seja roubada, já que no Brasil não é possível registrar uma idéia, apenas uma obra literária pronta (aliás isso se aplica aos EUA também, muitos autores de livros de roteiro aconselham que você envie o roteiro, nunca a sinopse nem o argumento).

    Caso você não dê sorte, tente contratar um consultor de roteiros. Hugo Moss, por exemplo, faz esse serviço. Talvez uma opinião externa lhe ajude a ver o que está faltando em seu roteiro para agradar ao mercado de trabalho. Lembre-se também de sempre fazer roteiros que sejam produzíveis, não adianta fazer um roteiro sobre uma guerra entre alienígenas, cheio de efeitos especiais e explosões e que custará 100 milhões de dólares para ser filmado; um roteirista profissional americano já teria muita dificuldade de vender um roteiro desses, para nós, então, as chances são as de uma loteria.

    Mas se você tiver uma boa história nesse estilo, escreva um livro de ficção. Porque somos roteiristas não precisamos ficar presos a escrever apenas roteiros. Um escritor tem um amplo leque de possibilidades: contos, romances, roteiros de curtas e de longas, de documentários, crônicas, poemas etc, etc. Tente trabalhar com esses outros ramos da escrita, talvez você goste mais de escrever livros (que podem vir a ser filmes no futuro) do que roteiros, porque você não precisará limitar a sua imaginação para caber no orçamento da produção. Há muitos exemplos de escritores que escreveram livros de sucesso e acabaram vendendo os direitos desses livros para estúdios e produtoras de cinema: Paulo Coelho (Verônica Decide Morrer, entre outros que ainda estão sendo produzidos), Ziraldo (O Menino Maluquinho), J. K. Rowling (Harry Potter), Dan Brown (O Código Da Vinci), entre muitos e muitos outros, brasileiros e estrangeiros. O importante é estar aberto para experimentar!

    Tomara que essas dicas tenham sido úteis. Se alguma delas funcionar, mande um alô relatando a sua experiência para a galera que vier aqui poder se inspirar!

    Um grande abraço,
    Valéria Olivetti

    Comentário por valeriaolivetti — 09/02/2010 @ 11:38

  3. Olá,

    Achei muito legal e muito bem estruturada a informação desse post. Seu blog é realmente util e gostoso de ler. Parabéns!
    Eu sou viciada em cinema, sempre fui e adoro escrever, por isso pensei em reunir duas grandes paixões. E gostaria muito que desse certo pois minha vida esta mesmo precisando de uma virada de 180°. Tenhos alguns argumentos que considero bons. A ideia é boa, mas tenho dificuldade em formatar e criar diálogos, as vezes perco o ritmo. Existe algum curso, aqui em Sampa com foco em dialogo e estrutura? Posso vender um argumento? Isso é mais facil, mais dificil, mais barato ou impossivel?
    Outra coisa que gostaria de saber é a respeito de valores. Por quanto se vende um roteiro aqui e por quanto se vende um roteiro em Hollywood? Ja li em alguns lugares q o preço inicial em Hollywood è de 200.000 dolares e aqui é de, no maximo, 30.000 reais. É verdade?
    Obrigada, Janine Valadares

    Comentário por Janine — 21/03/2010 @ 23:35

    • Olá, Janine! Seja muito benvinda!

      Muito obrigada pelos elogios! Eu tento tornar o blog leve e prazeroso de ler fazendo traduções e textos descomplicados, e acrescentando algumas imagens para ilustrar, e uns cartuns para desopilar o fígado. Afinal de contas, quem disse que estudar tem de ser árduo e aborrecido? Acho que todo mundo aprende melhor se estiver se entretendo, não é mesmo?

      Eu vi que você gosta mesmo tanto de cinema quanto de escrever, pois visitei o seu blog, e gostei muito dele! Ele é muito bacana! Vou passar a acompanhá-lo! E você está certíssima de reunir as suas duas grandes paixões, acredito que seja assim que nasce que todo roteirista. Pelo menos comigo também foi deste modo.

      Quando eu comecei, a informática e a internet estavam em seus primórdios. Escrever um roteiro no Word era um luxo, em comparação à máquina de escrever. Porém, até conseguir formatar direitinho e aprender os atalhos de formatação do Word, eu levei um tempão. E gastar mais tempo formatando do que escrevendo roteiros é um desperdício cruel. Por este motivo eu fiquei louca de alegria quando descobri o programa Final Draft, que trazia tudo prontinho, facilzinho e tranquilo. Mas recentemente eu acabei lendo um post do blog Roteiro de Cinema News que me animou a mudar para o Celtx, um programa de roteiro gratuito. Me apaixonei! Ainda estou aprendendo a mexer nele, tem tantas opções! E em português, com corretor ortográfico embutido, com lugar para botar storyboards e o diabo a quatro! Uma delícia! Não quero mais saber de outra coisa! Nunca mais sofrimento de formatar roteiro!

      No site oficial você pode baixar o Celtx e assistir a vídeos tutoriais, páginas explicativas, fóruns e um mundo a ser explorado. Leva tempo para absorver tudo, mas vale muito a pena.

      No site Roteiro de Cinema (irmão do blog citado acima) tem uma página só com cursos que são lançados no Brasil sobre roteirismo, e sempre tem muitos em São Paulo, é só ficar acompanhando.

      Eu também acho escrever (bons) diálogos uma das coisas mais difíceis, mas já conheci gente que era o oposto de nós duas. Eles não tinham muita criatividade para criar a história ou os personagens, mas seus diálogos eram brilhantes! Por isso que muita gente gosta de escrever em parceria, para se complementar. Porém, eu descobri algo que me ajudou a melhorar os meus diálogos: ler os clássicos da literatura. Um diálogo de um filme não deve ser parecido com a verborragia dos de um romance, mas se você pegar a ideia geral, se compreender o que está por trás de um diálogo inteligente num livro, e transportá-lo para os dias atuais, com a linguagem atual, e adaptar aquela base à ideia do seu filme ou cena, você consegue melhorar bastante os seus diálogos. Por exemplo: Jane Austen é excelente em descrições de personagens e diálogos em seus livros. Um de seus personagens pode ser manipulador, falar uma coisa pensando no oposto extremo. Então você pega o modo que ela apresentou isso e tenta fazer algo parecido, mas em outro contexto. Não precisa ser um personagem igual, muito menos diálogos semelhantes. A gente apenas pega a ideia geral, aprendendo com o autor como ele fez isto de forma inteligente para fazermos do nosso jeito, com nossas criatividade. Porque não dá para ficar dependendo apenas das conversas com os amigos para se inspirar, o nosso texto acaba ficando muito banal (apesar de vez ou outra descobrirmos uma pérola).

      Nos EUA é possível vender apenas o argumento, mas ele tem de ser muito original e ‘high concept’ para poder dar uma boa grana. Mesmo assim não é tão boa quanto seria se você escrevesse o roteiro completo. Aqui no Brasil eu desconheço se isso é comum, mas acredito que não. No entanto, aconselho que você pesquise melhor para confirmar.

      No site Roteiros Online há uma página de perguntas e respostas que fala sobre o salário de um roteirista. No Brasil, a média é de 20 mil reais por roteiro, e, pelo que eu já li, o salário médio de um roteirista em Hollywood é de 20 a 25 mil dólares, sendo que os profissionais mais ativos costumam vender uns 3 por ano. Existem roteiristas que vendem um roteiro por 200 mil dólares, e até por mais de 2,25 milhões de dólares, mas são raros, exceções. A grande maioria ganha pouco. Neste post tem a história de um escritor que vendeu o seu primeiro roteiro por 1,5 milhão de dólares, mas ele tinha ‘QI’ (Quem Indicasse), pois dois irmãos dele são roteiristas profissionais, então não serve muito de exemplo para nós, pobres mortais sem contatos na indústria.

      Bom, espero ter tirado as suas dúvidas. Qualquer coisa, é só me escrever de novo que terei um imenso prazer em te ajudar. Boa sorte e sucesso!

      Um grande abraço e volte sempre, Janine!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 22/03/2010 @ 07:58

  4. i loved this site, cause is so good and for somebody that wanties to be a movie producer, is good, my dream always was to be a writer big to Hollywood
    and make much money, right, but i never think if was so easy, thank this site, now i can to believe that a day i can be a producer, the ideia of win, running in you want,is so good

    Comentário por LEANDRO FERNANDES DE FREITAS — 18/04/2010 @ 10:57

    • Hello, Leandro! Welcome!

      I’m very glad that you liked this blog, it is to encourage new talent that we are here! Go after your dreams but never forget where you came from. I believe you will find success earlier if you invest in your career in you country, speaking your language. After that, you can go abroad and make a living in Hollywood, but it’ll be easier if you start elsewhere.

      Good luck on you endeavour, Leandro, I wish you success big time in Hollywood!! 😀
      Best regards!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 18/04/2010 @ 17:10

  5. Olá, aprecio muito as suas dicas. Elas são muito úteis, obrigado!
    Eu só tenho uma dúvida, consegui o livro Blu-Book Production Directory, mas não sei bem onde olhar no livro para achar os produtores ou empresas produtoras que possam se interessar no meu roteiro. Poderia me ajudar?

    Comentário por Davi — 15/05/2010 @ 11:06

    • Olá, Davi! Seja benvindo!

      Em primeiro lugar, disponha! Fico muito feliz que esteja gostando do blog, isso me dá uma força danada pra continuar!! 😀

      Em segundo lugar, infelizmente eu não comprei o Blu-Book Production Directory, o que eu tenho é uma edição já meio antiga (preciso me atualizar logo!) do Hollywood Creative Directory, que eu acredito seja parecido. Neste último tem os endereços e telefones de contato dos produtores de Hollywood. Para saber para quem enviar, é só seguir o Passo 5 do post acima: veja quais filmes seguem o mesmo gênero do seu, ou quais você achou que foram bem produzidos, e procure o nome do produtor na caixa do DVD, no site do IMDB, ou na em sites brasileiros como Adoro Cinema e Cineclick. Sabendo o nome do(s) produtor(es), é só procurar o nome no livro, e enviar o seu roteiro para ele. No livro tem (pelo menos na minha edição tinha) um índice onomástico no final, com os nomes dos produtores, para facilitar a busca.

      Tem outro livro muito bom também, só não saiu ainda a versão 2010. Ele se chama Writers Guide to Hollywood Producers 2009. Este também pode ser muito útil, porque é específico para roteiristas (mas nada impede que seja usado por atores e diretores também, é claro). A versão que eu tenho (antigona, tem onze anos, é de 1999-2000! Tô precisando me atualizar urgente!) tem algumas dicas para escritores, o que é legal.

      Muitos produtores não trabalham mais (se você estiver se baseando em filmes de mais de cinco anos atrás), e vários não aceitam roteiros não-solicitados, ou seja, eles devolverão o seu trabalho (ou simplesmente o jogarão no lixo). Mas existem aqueles que procuram ativamente por novos roteiros, e novos talentos, por isso vale a pena mandar para lá, as portas podem se abrir quando menos se espera!

      Espero ter sido útil, infelizmente não tenho o livro que você comprou para poder analisá-lo. 😦

      Um grande abraço, Davi! Boa sorte com o seu trabalho, e volte sempre! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 15/05/2010 @ 15:06

      • P.S.: Davi, eu dei uma olhada na descrição desse livro, o Blu-Book Production Directory, e me parece que ele é um guia PARA produtores, não DE produtores. Ele dá uma lista de profissionais de cinema de todos os tipos, que trabalham em todos os níveis, não é isso? Cameramen, iluminadores, técnicos de som, e empresas de transporte, efeitos especiais, distribuição e etc. É um manual para facilitar a vida dos produtores, não tem a ver com o que você está procurando, na verdade. Acho que você ainda vai precisar arranjar o Hollywood Creative Directory para resolver seu problema!

        Nota: Você deve ter se confundido por causa da capa, são iguaizinhos! Devem ser de uma mesma série, mas com assuntos diferentes.

        Qualquer dúvida, é só falar!
        Valéria Olivetti

        Comentário por valeriaolivetti — 15/05/2010 @ 15:16

      • Oi Valéria. Obrigado pela resposta, como sempre, muito útil!
        Bem, eu não sei como, mas consegui um cadastro no site do Hollywood Creative Directory e consegui vários endereços de produtoras, das menos conheçidas até as mais famosas!

        Eu tenho uma dúvida e queria saber se você poderia me responder: Para escrever um remake, seria preciso comprar os direitos do filme original?

        Comentário por Davi — 18/05/2010 @ 22:42

        • Olá, Davi!!

          Disponha, pois fico muito feliz quando sou útil! É verdade, este Hollywood Creative Directory também tem no site, você fez muito bem em pesquisar! Fica até mais barato se a gente pegar apenas a versão virtual (vale a pena, já que é atualizada anualmente). Muito obrigada pelo toque, Davi, muita gente vai gostar de saber disso!

          Quanto a remakes, sim, é necessário comprar os direitos autorais da obra, que costumam pertencer ao estúdio que os produziu, e não mais aos roteiristas. Muita gente sugere que a gente comece reescrevendo filmes, ou adaptando livros para treinar a escrever roteiros, mas os roteiristas principiantes costumam caprichar tanto em seu ‘treino’ que o resultado é tão bom que querem vendê-lo. Mas é tão difícil (e caro) comprar direitos autorais (muitos estúdios nem pensam em abrir mão deles) que no final o escritor acaba desapontado e com uma boa obra “invendável” nas mãos.

          Porém, existe sempre uma exceção: Você pode registrar a sua versão do filme, mas não pode vendê-la para ninguém, EXCETO para o próprio estúdio que o produziu. Neste caso, eles talvez se interessem por adaptação, e passem a querer refilmá-la. É uma probabilidade. Você teria o crédito de ‘roteiro baseado em idéia original de Fulano De Tal’, ou talvez ‘roteiro adaptado’, dependendo da quantidade de modificações fossem feitas na história original. Esse negócio de créditos é bem complexo, tem uma lista imensa de regras do WGA para saber se alguém tem um crédito completo, parcial, secundário, e várias outras nuances entre eles. Mas isto não importa, quem vai decidir isso são eles do WGA mesmo, a gente nem precisa se preocupar com este detalhe.

          Bem, de qualquer forma, talvez você sinta que valha a pena dar este tiro no escuro. Você pode acabar acertando na mosca! Quando a gente sente bem lá no fundo que algo pode dar certo, que deveríamos fazê-lo, eu acredito que o tempo e a energia gastos nisso nunca são um desperdício. Portanto, vá em frente, dê uma chance à sua ideia. Mesmo que o estúdio não queira comprá-lo, eles podem gostar tanto de seu trabalho que o contratem para escrever OUTRAS histórias do mesmo gênero. Nunca se sabe! 😉 😀

          Muita sorte e sucesso para você, Davi, e muito obrigada por passar por aqui para deixar sua mensagem!! Volte sempre! 😀
          Um abraço grande,
          Valéria Olivetti

          Comentário por valeriaolivetti — 19/05/2010 @ 10:08

      • Obrigado mais uma vez Valéria. As dicas foram ótimas, estou pensando muito no assunto!
        E quanto ao registro, eu aconselho a todos a pelo menos tentarem fazer, eu tentei e realmente não sei como mas consegui.

        O site é: http://www.hcdonline.com/index.php

        Qualquer dúvida Valéria, entro em contato com você! Um abraço.

        Comentário por Davi — 20/05/2010 @ 14:22

  6. Boa tarde,
    Eu to entrando agora nesse ramo de escritor. Tenho 18 anos ( Sei que ainda tenho muito pela frente), estou escrevendo uma pequena história. Essa história não tem os famigerados “clichês”, aquilo que tudo acontece em prol do personagem principal. Eu sei que as vezes a opinião de alguns amigos não são válidas, pois cai naquele caso da amizade. Contudo, mais de 10 pessoas que ja leram algumas partes, me falaram para eu registrar e mandar pra alguma produtora. Eu não quero me iludir, sabe ?! Continuo escrevendo, vou editar, rever, e rerever, e vou mandar para Nickelodeon Brasil. Pois a historia tem haver com ela em muitos quesitos, como por exemplo os personagens principais, que no caso são atores que trabalham na Nickelodeon USA. Nada melhor do que falar diretamente com eles. Eu queria mandar pro diretor e produtor Dan Scheneider, pois a historia tem muitos pontos engraçados, e pelo que eu vejo nas séries e nos filmes que ele produz, esse são pontos fortes dele.
    Será que eu devo Ligar para a Nickelodeon Brasil, para ver se eles fazem uma espécie de “PONTE” entre a Nickelodeon Brasil e a Nickelodeon USA ?
    Por que eu vejo porta se abrindo não so pra mim, eu não ligo pra fama ou dinheiro. Eu acho que só em eles aceitarem fazer ja ta de bom tamanho. Enfim, eu queria saber de você, será que pode dar certo ? Eu sei que meio ilogica a pergunta, niguem sabe o futuro, mais sei la. Os personagens iriam ficar mais famosos por aqui, e em dia de pico 4 milhões de espectadores veem esse seriado na qual os personagens fazem parte. Se somassemos a arrecadação, tendo em vista que a historia não tem nada haver com a serie, eu so uso os atores mesmo. Iria render Milhões creio eu .

    Comentário por Gabriel Cerqueira de Castro — 17/05/2010 @ 12:47

    • Olá, Gabriel, seja benvindo!!

      Você tem 18 anos, e sabe que tem muito a aprender ainda (o que é muito bom, um escritor nunca deve deixar de aprender enquanto ainda respira!), mas já sabe o que quer, o que é excelente! Você conhece o roteirista Shane Black? Ele vendeu seu primeiro roteiro aos 22 anos, por 250 mil dólares, na época, e o filme foi lançado quando ele tinha uns 25 anos, em 1987. Sabe o nome do filme? MÁQUINA MORTÍFERA, estrelado por Mel Gibson. O cara fez vários roteiros de ação, o terceiro roteiro ele vendeu por 1,750 milhão de dólares! O quarto roteiro, em 1996, por 4 milhões de dólares!! Nada mal conseguir um aumento de salário desses em cerca de 10 anos, não?

      Na verdade, não há nada de errado em se querer fama, sucesso e dinheiro. Ser milionário e ter o seu trabalho reconhecido pelas pessoas é o sonho de quase todo ser humano. O problema surge quando esta se torna a única motivação, e as pessoas não levam seu trabalho a sério, com a responsabilidade que ele traz. Afinal de contas, somos comunicadores, e a qualidade do que comunicamos, para milhões de espectadores, como você disse, afeta a sociedade de uma forma ou de outra. Muitos “roteiristas” odeiam escrever, odeiam este ofício, só estão nessa para ganhar dinheiro fácil, porque acharam que era mais fácil do que serem atores, entrar no Big Brother ou ganhar na loteria, por exemplo. A triste consequência é visível para todos: a enxurrada de filmes terríveis que são lançados todos os meses no mercado, sem o mínimo de qualidade, ética e bom senso.

      O que importa é que você já se encontrou como contador de histórias, e isso é legal demais! Quanto à sua pergunta, eu acho que você tem de procurar o máximo de pessoas que você puder, e não desistir no(s) primeiro(s) ‘não’ que você receber. Persista, sempre! Tente falar com a Nickelodeon Brasil, USA, todas! Quanto ao produtor Dan Schneider, talvez você encontre mais facilidade em enviar seu trabalho para as pessoas que trabalham com ele, do que para o próprio manda-chuva (esses últimos costumam ser menos acessíveis). Um programa ou filme geralmente é produzido por várias pessoas, procure as pessoas que co-produziram o programa de que você gostou, e envie seu trabalho para elas (procure o endereço delas no Hollywood Creative Directory, como eu indiquei no post).

      O futuro está aí para realizarmos nossos sonhos, é isso que faz valer a pena acordar com energia para trabalhar todas as manhãs. Portanto, vai nessa!! Acredite em seu sonho, estude sempre, e conte a sua história, aquela que apenas você pode contar, mais ninguém! Estarei torcendo por seu sucesso, Gabriel! Muita força!! 😀

      Um grande abraço, e sempre que quiser tirar qualquer dúvida, estaremos aqui, à postos! 😀 😉
      Volte sempre!!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 17/05/2010 @ 20:23

  7. Porra!
    Que site massa… Parabéns Valéria. Ah! Se tivesse pessoas como você que eu tivesse conhecido antes. Não que as coisas estejam muito bem… mas eu antes passei por muitas.

    Ainda assim, suas dicas são maravilhosas… Felicidades

    Comentário por Roberto Filho — 20/05/2010 @ 10:20

    • Olá, Roberto! Seja benvindo!!

      Puxa, obrigadão pelo elogio! Fico super feliz que esteja sendo de alguma ajuda! E você já escreveu, dirigiu e produziu seus filmes, não é verdade? Isso é super legal!! Se você quiser dar algumas dicas, comentar em alguns posts, passando algo de sua experiência, tenho certeza de que o pessoal vai adorar (eu inclusive)! 😉 😀

      Muito sucesso para seus filmes, Roberto, e muita felicidade pra você!
      Um grande abraço,
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 20/05/2010 @ 16:27

  8. PARA AJUDAR UM POUCO, SEGUE ABAIXO TODOS OS EMAIL DAS PRODUTORAS DO BRASIL. Abraços e sorte!
    academia@academiadefilmes.com.br,
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    Comentário por JL Andrioli — 11/06/2010 @ 21:22

    • Olá, JL! Seja benvindo!

      Uau, que trabalhão você teve, muito obrigada por compartilhar conosco a sua pesquisa!

      Um abraço grande,
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 12/06/2010 @ 07:24

  9. Olá Valéria.
    Esse seu site é uma achado valiosíssimo. Muito Obrigada!
    Primeiramente adorei as dicas sobre registro e venda de roteiro. Absurdamente importantes. O Passo a passo é fundamental.
    Que Deus a abenções cada dia mais.
    Bjo.

    Comentário por ana catrin — 14/07/2010 @ 20:00

    • Oi, Ana!

      Muito obrigada pela força!! Eu estava perdidona quando comecei a estudar roteirismo, levei um tempão para ter o mínimo de auto-confiança e achei que poderia evitar que outras pessoas sentissem o mesmo que eu se eu transmitisse tudo o que sabia aqui no blog (apesar de que algumas coisas eu não posso traduzir, pois estão em livros, mas quando estão em inglês, eu traduzo um capítulo aqui e outro ali, acho que os autores não vão se importar, né? Até as livrarias virtuais colocam um capítulo para divulgar o livro!). Esse negócio de registro e venda eram as que eu mais desconhecia, por isso procurei pesquisar muito. Fico super feliz que tenha compensado, e não somente para mim! 😀

      Continue firme em sua caminhada, Ana, você está no rumo certo, acredite em si mesma e em seu trabalho, estude, persista, que todo o resto irá se encaixar. Se você está aqui neste mundo, é porque tem um trabalho a cumprir. Abrace-o com todo o coração, que ele irá lhe trazer alegrias e compensações além de sua imaginação!

      Um beijo grande, Ana. Volte sempre! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 15/07/2010 @ 10:15

      • Só notificando o meu comentário logo abaixo!

        Comentário por Stuart — 27/07/2010 @ 19:06

  10. Olá Valéria,

    Me chamo Stuart, sou de Salvador-BA e estava pesquisando sobre roteiristas, roteiros, etc… Achei muito legal o seu site/blog, tem bastante informação útil, discussões e principalmente para quem está começando e precisa de orientações.

    Como tem muitos tópicos no seu site/blog e estou comentando no “post” que foi em fevereiro/2010, tomara que você veja esta mensagem e consiga responder.

    Antes vou deixar alguns comentários interessantes!
    É que não existe REGRAS! E tudo pode acontecer! Mesmo se você não for um profissional da área ou fizerem algo de acordo como tem de ser feito.

    A banda Legião Urbana em uma gravação do CD foi interrompida pelo produtor que dizia assim: “Esse som não vai pra frente, vocês não entendem… vocês não são músicos de verdade!” … e de no que deu… tem a banda NIRVANA, uma das maiores bandas de rock do mundo, que na época ninguém era profissional também, mas fizeram tanto sucesso! e tinha uma séria de coisas que poderia ir contra como: o som(barulho) que eles faziam, a postura da banda, tanta droga que comprometia ensaios, gravações e show… a banda Raimundos (uma das maiores bandas de rock do Brasil): enquanto a mídia dizia: “toquem devagar … eles tocavam depressa” … “falem de amor, coisas bonitas e eles falavam sobre besteiras e dava certo” … eles faziam tudo ao contrário! ….uma banda de SP (Cansei de ser Sexy), simplesmente viram um vídeo da banda na internet e fizeram sucesso no mundo todo! aconteceu simples assim! …….. e uma mulher aqui na Bahia que tinha um sonho de ter um café em porto seguro, tinha ums história interessante e estava escrevendo o roteiro, só que ela era analfabeta, não sabia ler nem escrever direito e precisava de ajuda de outras pessoas para isso acontecer… e aconteceu! ela queria ganhar esse dinheiro, nem queria trabalhar com cinema, só queria abrir o café em porto seguro… resultado, vendeu o seu roteiro por R$ 250 mil e que é uma boa grana hein?!

    Minhas referências são praticamente na área de música porque sou músico (baterista) há 10 anos.

    Assim como na música, no cinema acontece de forma igual. Eu não acredito muito nessa de enviar milhões de pacotes por correio para produtoras e ficar “esperando” um resultado, mas sim de ir atrás, conhecer pessoas, fazer contatos…. quando era mais jovem, fazia muito isso, tinha uma lista de todas as gravadoras do Brasil e do mundo e saia enviando material e não é assim que funciona… poderia até acontecer algo sim! mas é muito difícil!

    eu acredito que você pode tentar coisas diferentes como: se vc é roteirista ou quer ser, pode começar a carreira por diversas formas:
    – fazer tentativas enviando o roteiro por correios (com ou sem vídeo)
    – fazer contatos em cursos, oficinas….
    – e praticar muito! fazer curta… media metragem, publicar na internet, divulgar! ter um bom portfólio..
    – participando ou ganhando um festival, já seria uma boa porta de entrada.
    – começando com produções em português, depois em inglês ou outras línguas!
    – ou de repente você dá uma sorte, faz uma amizade na rua até sem querer ou conversa com as pessoas e aquele “amigo do amigo do amigo”, te encaminha para algo legal.
    – e acho que o principal, saber exatamente o que você quer… apesar de estar iniciando minha carreira no cinema “agora”, mas vejo aqui no Brasil gente que faz tudo! edita video, filma, tira fotos, edita audio, escreve roteiros, é diretor.. FAZ tudo… e ao mesmo tempo não tem uma especialização.
    – e outra, as vezes você escreve, mas só lá na frente vai descobrir que não era pra cinema.. poderia ser jornal, internet, livro, ao invés de fazer roteiro (pode apenas escrever/criar histórias e alguém fazer o roteiro), ter um blog de sucesso, entre outros.

    * Obs: nem todo mundo vai ter sucesso apesar da busca de todos! e é não ficar frustado caso não consiga, se os anos se passagem e não conseguir algo… DESISTIR? em alguns momentos sim, mas fazendo boas escolhas, investindo em outra área ou mudando um pouco a categoria onde está… como já vi muitos médicos se tornagem escritores, músicos se tornarem políticos e cineastas se tornarem líderes de grupos culturais ou religiosos… a vida é uma surpresa mesmo, pode acontecer coisas que não esperamos e mudar completamente o rumo de nossas vidas.

    * obs2: eu mesmo nunca pensei em trabalhar com cinema, nunca mesmo… “só em sonho de muleque” … mas enfim, ele me escolheu e estou seguindo … as coisas foram mudando e mudando… eu era empresário na área de informática e tecnologia com passagens também no mercado financeiro e aqui estou.

    * a base dessas dicas/sugestões, são de acordo com minha experiência com música.. mas que com certeza e para alguns, pode valer no cinema também.

    bom, esse comentário foi só para início de conversa…. tenho muitas dúvidas e se de repente alguém puder ajudar, a Valéria e outros que acompanham… desde já, agradeço … vamos conversando, qualquer coisa se puder ajudar também…

    ah! eu simplesmente saí escrevendo, deverão encontrar algum errinho de português e concordância…

    valeu,

    stuart

    Comentário por Stuart — 27/07/2010 @ 19:05

    • Olá, Stuart! Seja bem-vindo!

      Antes de tudo, muito obrigada por compartilhar aqui a sua experiência! Novas dicas são sempre interessantes e enriquecedoras. Amei a história da roteirista analfabeta de Porto Seguro. Incrível! Ótimo exemplo de como acreditar e perseguir os seus sonhos. Inspiradora. Amei!

      Em relação a fazer contatos ao invés de mandar roteiros pelo correio, realmente é uma atitude muito melhor, acontece que muita gente procura este blog querendo vender seus roteiros para Hollywood, e eu acredito que muitas sejam bem talentosas, mas poucas têm dinheiro ou meios de viajar para os EUA e frequentar as rodas sociais dos figurões de Hollywood. Achei que esta seria uma opção viável para a maioria de nós, pobres mortais sem contatos. Se a pessoa tem meios e é extrovertida o suficiente, se possui lábia e alma de vendedor, tem mais é que botar seus talentos para trabalhar, com certeza!

      Entrar em concursos e festivais também é uma ótima ideia, assim como fazer seus próprios curtas. O único problema é que determinados tipos de roteiro não costumam vencer concursos, como roteiros de ação, terror e comédia-pastelão, no entanto esses têm uma boa chance de serem vendidos e produzidos. Mas como chegarão às mãos dos produtores interessados? E fazer curtas é uma delícia, mas não é todo escritor que tem talento e vontade de produzir e dirigir filmes, a praia de muitos é apenas escrever mesmo.

      A internet é uma excelente ferramenta, e existem sites americanos muito bons onde você paga uma pequena taxa e “publica” seu roteiro lá, onde ele fica disponível para vários produtores lerem. Tem muita gente que já vendeu seus roteiros assim. E, com criatividade, pode-se utilizar a internet de mil maneiras diferentes!

      Ou, como você disse, podemos mudar um pouco a categoria na qual trabalhamos: Paulo Coelho escreveu e publicou livros em português que são sucesso no Brasil e no mundo, e já vendeu o direito de alguns deles para Hollywood. Às vezes a gente pode chegar lá por caminhos tortos, não é mesmo?

      Mas, no final das contas, tudo isso aqui são apenas dicas e sugestões. Cada um encontrará seu próprio rumo e sua própria saída, talvez revolucionando tudo o que já foi escrito ou pensado sobre o assunto. E é aí que reside a beleza da vida, ela ser tão surpreendente! 😀

      Stuart, se você tiver alguma dúvida, é só mandar, pode escrever em qualquer post que eu sempre sou automaticamente notificada no painel de controle do blog. Se você quiser também sugestões de outros internautas, sugiro que coloque seus comentários nos posts mais recentes, para o pessoal saber que é uma mensagem nova, ler e comentar.

      Fico muito feliz que você esteja seguindo seu sonho de “muleque”, isso é ótimo, e fico mais feliz ainda de estar sendo de alguma ajuda na sua busca por este sonho. Desejo muito sucesso e felicidades para você nesta sua nova jornada!

      Um grande abraço, Stuart. Muito obrigada novamente por sua mensagem! Volte sempre! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 28/07/2010 @ 13:47

  11. Me chamo regina, escrevi minha primeira estória em 1975 aos quinze anos perdi meus pais muito cedo fui morar de favor na casa de parentes e não pude cursar uma Universidade, comecei a trabalhar cedo fiz muitas coisas mas nunca fui feliz pois queria ser roteirista de cinema. Não pude fazer uma faculdade mas nunca abandonei o sonho de escrever para cinema ou TV.Me considero uma roteirista amadora amo o que eu faço mesmo sabendo que no Brasil isso é quase impossivel e temos que lutar pelo dia a dia.Estou junto com vocês acho que deveriamos nos encontrar para falar de cinema a união faz a força… Beijos,regina

    Comentário por regina — 27/07/2010 @ 23:43

    • Olá, Regina, seja bem-vinda!

      Sua história é riquíssima, apesar de dolorosa e conturbada, ou talvez exatamente por isso. Você sentiu e passou por situações que outros não passaram, e pode escrever coisas que outros não poderiam. Cada um de nós é único, e se você sempre quis ser roteirista, ainda tem muito tempo de fazer isso! Você não precisa de faculdade, beleza, status, dinheiro nem nada. Apenas seu talento, seu amor pela arte e sua vontade de vencer! Eu sempre lembro que devemos escrever TODOS os dias, nem que seja por apenas dez ou quinze minutos. Isso é o que nos torna escritores, roteiristas, artesãos da linguagem, mais do que um currículo cheio de diplomas de cursos ou até mesmo intimidade com pessoas da indústria. Porque nada disso valerá se não escrevermos, pra começo de conversa!

      As coisas aqui podem ser difíceis, mas tem muita gente fazendo filmes. Eu li na última revista SET que cerca de 80 (oitenta!) longas brasileiros foram lançados em São Paulo no ano passado, boa parte com investimento de mais de 4 milhões de reais cada um! Dois deles, com gastos entre 8 e 9 milhões de reais!

      O pessoal tá fazendo filmes nacionais à beça, tem uma boa grana sendo investida e muita gente vivendo disso. Nós só temos que encontrar o nosso lugar nesse nicho. Se eles podem, também podemos! 😀

      Um beijo grande, Regina, e muita força, muito sucesso e muita felicidade pra você!
      Que você tenha logo logo a grande alegria de ser contratada e trabalhar com aquilo que ama! 😀 Sucesso!
      Obrigadão pela mensagem! Volte sempre!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 28/07/2010 @ 14:09

  12. emfim uma resposta clara e objetiva para as minhas duvidas, é um caminho á´rduo. obrgado!

    Comentário por laila santos — 08/08/2010 @ 21:03

    • Olá, Laila, seja bem-vinda!

      Disponha! Que bom que tenha encontrado algumas respostas aqui. Na verdade este ofício de escritor é tão complexo que a gente vai aprendendo coisas novas diariamente. Obrigada pela mensagem!

      Beijos, e até a próxima!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 09/08/2010 @ 14:41

  13. Ola Amigos Roteristas!
    Tenho pouca experiencia nessa Area, Mais consegui criar uma Hostoria que eu acredito ser digna de hollywood!, mais nao tenho tempo para se dedicar tanto ao ponto de escrever um roteiro com falas e tudo mais, Entao vem minha pergunta> Sera que existe a possibilidade de Vender apenas a minha Historia ? Se tiver teria algum exemplo sobre Valores de venda ?
    Bom Galera espero nao estar encomodando, ja que sou o mais leigo entre todos voces.
    Desde ja Agredeco.

    Comentário por Filipe Galvao — 27/08/2010 @ 00:17

    • Olá, Filipe, seja bem-vindo!

      Existe, sim, a possibilidade de vender apenas a ideia de um filme, mas isto é muito mais difícil para quem não é roteirista profissional. Existem vários sites americanos onde você pode tentar vender apenas a sua ideia, mas não ponho a minha mão no fogo por nenhum deles. Nunca se sabe se no fim eles roubarão a sua ideia. Só como exemplo, cito o site Movie Pitch. Para mandar a sua ideia para lá, é necessário registrá-la antes, seguindo as dicas deste post (sempre escrita em inglês, não esquecer disso). O site explica também que o valor de uma ideia costuma variar entre 5 mil e 50 mil dólares. Se o filme for produzido, um bônus substancial é adicionado a este valor, mas tudo aí é negociável.

      Pesquise muitos sites americanos que comprem ideias e decida qual deles você acha mais confiável. Tudo aqui é uma questão de ver se o risco vale a pena.

      Bem, espero ter lhe ajudado um tantinho, Filipe, boa sorte com a sua ideia, um grande abraço e até a próxima! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 27/08/2010 @ 08:12

  14. Olá Valéria ! Antes de tudo gostaria de te dar os parabéns pela clareza e simpatia em todas as respostas que você nos dá às mais variadas perguntas…. Tenho que te confessar que depois de ler os seus posts fiquei com muita vontade de ser um roteirista….este seu blog é espetacular…

    Bom…depois disso, gostaria de tirar algumas(várias)dúvidas:
    -Tenho uma idéia que, na verdade, seria para uma série, mas até poderia servir para um filme também…
    -Já tenho na minha mente uma idéia das personagens principais, local da trama, alguns temas para os capítulos, várias falas, várias idéias de cenas( tudo em mente, nada escrito).
    E agora o que eu faço ? Crio as características físicas e comportamentais, emocionais das personagens primeiro ou tento escrever os capítulos(idéia central) e depois me preocupo com as personagens ? Como posso escrever um capítulo todo incluindo os diálogos as cenas de ação a filmagem do cenário, paisagens …… não tenho idéia do que fazer ??? Já tentei desistir de fazer isso mas essa idéia vem me consumindo a tempos…. Infelizmente não tenho muito tempo para escrever e as idéias passam por mim, umas voltam outras não….seria melhor eu andar com um caderno e anotá-las ? Os programas de formatação de roteiro funcionam ? É necessário fazer algum curso para se ter uma idéia melhor? Não quero vender minha idéia por pouco dinheiro……..
    Valéria desculpe pela metralhadora de perguntas…(tenho mais perguntas mas deixarei para depois….ahhahaha). Você poderia me ajudar com alguma destas perguntas por favor?
    Muito Obrigado.
    José

    Comentário por José — 16/09/2010 @ 20:19

    • Olá, José, seja bem-vindo! 😀

      Puxa, muito obrigada pelo elogio, e saber que você ficou com vontade de ser roteirista por causa do meu blog me deixa pulando de alegria!! 😀 😀

      Você agora está com muitas dúvidas, mas isso é super normal para quem está começando. Na verdade, quanto mais você escreve e estuda, mais descobre que tem coisas interessantes para aprender e aplicar no seu trabalho. Mas, por hora, você tem apenas que saber o básico para dar o chute inicial. Eu sempre indico dois livros “clássicos”: Roteiro – Os Fundamentos Do Roteirismo, de Syd Field, e Story – Substância, Estrutura, Estilo e Os Princípios Da Escrita De Roteiro, de Robert McKee. Existem vários outros livros ótimos, mas para tirar a maioria de suas dúvidas atuais, é necessário ler esses dois livros. Pessoalmente, eu comecei apenas com o do Syd Field, ele já é um ótimo começo. Os dois livros saem bem mais baratos do que um curso. Cursos são bons, mas é aconselhável saber alguma teoria antes, para aproveitá-los melhor, e ter uma boa interação com os outros alunos e o professor. No site Roteiro de Cinema tem um lista sempre atualizada de cursos de roteiro no Brasil, vale a pena conferir sempre para ver se sai um perto de você.

      Eu não coloco uma ordem definida no que eu escrevo. Às vezes eu estou inspirada para escrever o tema ou a história, outras vezes me vêem todos os personagens na cabeça, outras vezes são os diálogos ou determinadas cenas. É muito importante escrever logo que a inspiração surgir, nem que seja umas poucas palavras para desenvolver melhor depois, porque é muito fácil esquecer tudo. Ter um bloco ou caderno à mão é super conveniente, apesar de que tem gente que escreve até em guardanapos (mas tem de passar a limpo depois, e pode acabar perdendo). Uma vez tendo esse material todo escrito, mesmo que avulso, você vai ter que fazer o trabalho duro de juntar e organizar tudo, e escrever e reescrever várias vezes até ficar fluente.

      Eu utilizo o programa de formatação de roteiros Celtx, que é gratuito e em português. Tem muitos tutoriais em vídeo (estão em inglês) no site do YouTube, e você pode ler mais sobre este programa nesta página do site Roteiro de Cinema.

      Já quanto a vender a sua idéia por uma boa grana, bem… é isso o que todo mundo aqui está querendo (eu inclusive! 😆 ). Mas acho que isso depende de vários fatores: a qualidade da sua escrita, a qualidade da sua história e a sorte de encontrar as pessoas certas no momento certo do mercado (em alta). A gente só pode fazer a nossa parte e rezar para que o resto dê certo, não é mesmo? Por isso, acho que você só deve se preocupar agora é em colocar todo esse turbilhão de ideias no papel, e estudar bastante para se profissionalizar, não importando se você só pode escrever meia hora ou até mesmo 15 minutos por dia, o que importa é escrever todos os dias! E se as suas ideias estão te consumindo é porque elas querem sair para o mundo, e é sua missão trazê-las à vida! Acredite em seu talento, acredite em suas histórias, que você não se decepcionará! No mínimo, você terá a satisfação de ter completado uma tarefa que poucos realizam, escrever uma história completa!

      É isso, José, espero ter lhe ajudado um pouco! Se, depois de ler esses livros você tiver outras dúvidas, mande-as pra cá que terei grande prazer em respondê-las! 😀
      Um beijo grande, e muito sucesso pra você! Volte sempre!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 17/09/2010 @ 12:05

  15. Muito Obrigado Valéria!!!
    Vou procurar os livros para comprar.. Você me ajudou muito !
    Beijos
    José

    Comentário por José — 17/09/2010 @ 15:23

    • De nada, José, disponha! 😀

      Um beijo grande, e até a próxima!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 17/09/2010 @ 20:32

  16. Que bom que gostou Vá!! heheh posso te chamar de Vá? Apesar que eu já te chamei assim muitas vezes!! rssssssss

    OLHAAAAAAAAAAA vc tem muito mais possibilidade de ver a Chris do que eu, tu mora no RJ e eu em SP..

    Temos que ir aos poucos para conseguir o nosso objetivos.

    Então eu vou escrever para ela sim, inclusive para o Floriano também, que é um excelente ator..

    Nossa obrigadão mesmo de estar me ajudando!!!

    Espero poder conhecê-la algum dias e conversarmos muito!!

    Dizem que o RJ é muito bonito, mas tem outros que dizem que é feio, que não gostariam de ir por causa da violência. Na minha opinião eu acho que forçam muito em relação a violencia né.

    E ai esta criando algum roteiro?

    beijãoooooooooooooooooooooooooooooooooo amiga

    Comentário por carlinhos camargo — 18/09/2010 @ 20:14

  17. Caramba hein Vá, esta empolgada hoje hein? rsssssss!!!

    Nossa Vá hoje eu não consigo falar nada…estou meio desanimado, triste, não me pergunte o porquê que eu não sabarei te responder!

    Ahhhhhhhhh comigo poderá desabafar sempre, quando desejar, quando estiver afim, quando estiver se sentindo sozinha, quando você precisar de alguém estarei aqui. Você é uma amizade que jamais vou querer perder, tu é um doce, atenciosa, legal, gente boa, divertida, simpática e sei que é muito bonita! nada de falar que vai ficar com as buchechinhas vermelhinhas rss…

    Eu também gostaria de saber o porquê dessa frescura de richa!!

    Meu eu nunca fui para o rio, nossa deve ser show!!
    Quem sabe eu eu consiga um empreguinho na Globo, ai eu contrato você para ser o meu guia rssssss…..kkkkkkkkk eu sou um brincalhão mesmo hein..ehhehe

    A questão de ser assaltado é em todos os lugares, aqui em sampa não é diferente, a qualquer momento é assaltado!!

    Vá, se tu ficar sabendo de alguma peça da Chris me dá um toque hein, tanto em sampa, rj ou em outros lugares..

    SUPERRRRRRRRRRRRRRRRRR BEIJO MINHA AMIGA!!!!!

    Obrigado em se tornar a minha nova amiga, estou amando conversar contigo!!

    Buenas noches chica y hasta luego mujer. Tiene un bueno día amañana! Besitos

    Comentário por carlinhos camargo — 19/09/2010 @ 21:32

  18. Olá, Valéria. Qual a faixa de preço para que o sr.Hugo Moss faça uma análise de roteiro ?

    Aproveitando, quero parabenizá-la pelo site. Me deu um ânimo que estava precisando para terminar meu primeiro roteiro. Abraços.

    Comentário por Paula — 20/09/2010 @ 10:44

    • Olá, Paula, seja bem-vinda!

      Muito obrigada pela força! Saber que as pessoas estão escrevendo mais, inspiradas por este blog, me deixa exultante!! :mrgreen: 😀

      Infelizmente eu não sei o preço cobrado pelo Hugo Moss para fazer análise, eu nunca o contratei para isso. Talvez você consiga esta informação mandando um e-mail para ele (pessoa@moss.com.br). Você já entrou no site dele?: (http://www.moss.com.br/br/servicos.html) Se não der por e-mail, talvez só ligando mesmo. O telefone de contato dele é: (21)3988-8114.

      Um beijo grande, Paula, espero ter lhe ajudado um tantinho!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 21/09/2010 @ 12:44

  19. É Vá complicado, mas ainda bem que eu tenho uma AMIGONA aqui na net, VOCÊ!!!!!!

    HEHEHEH BETERRABONA AMBULANTE? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ESSA FOI BOA, POIS É A PRIMEIRA VEZ QUE EU VEJO ALGUÉM FALANDO ISSO KKKKKKKKKKKKK

    Eu estou tentando imaginar como você ficou!! Por acaso tu é loira? É que o seu pai é do campos do jordão, nossa deve ser lindo esse lugar, e a su mama és do espirito santo, então eu calculei que você é loira, será que acertei essa mistura?rs

    AI EU ME DIVIRTO FALANDO CONTIGO!!

    Vá, tem alguma forma de formatar o roteiro sem ter todo aquele trabalhão que dá? Olha só como você é preguiçosa!!!!!! kkkkkkkkk

    BEIJÃO AMIGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA TE ADOROOOOOOOOOOOOO!!!

    Depois me passa alguns livros que não sejam de roteiro que tu gosta de ler, daquele jeito, poucas páginas!!! rss

    Comentário por carlinhos camargo — 21/09/2010 @ 00:49

  20. Oi Valéria!

    O seu post sobre como registrar e vender o roteiro para Hollywood é cativante e uma coisa me chamou atenção a respeito do “Writer’s Guild of America”. Será que eles registram apenas o argumento ou precisa enviar o roteiro completo? Aí está a minha dúvida. A biblioteca nacional registra, mas só vale para o Brasil.

    Beijão!

    Comentário por Eve — 24/09/2010 @ 23:36

    • Olá, Eve!

      Fui no site do WGA e estou de volta com a resposta (excelente pergunta, aliás). Vou traduzir um pedacinho das regras:

      Material Registrável

      Qualquer arquivo pode ser registrado para ajudá-lo a documentar a criação de seu trabalho. Alguns exemplos de material registrável incluem roteiros, argumentos, sinopses, resumos e ideias escritas destinadas especificamente ao rádio, televisão e cinema, videocassete/discos, ou mídias interativas. O Registro do WGAw também aceita peças de teatro, romances e outros livros, contos, poemas, anúncios publicitários, letras de músicas, desenhos, músicas e outros tipos de trabalhos de mídia.

      (Mas, nas Perguntas Frequentes, eles lembram que isso não se aplica a títulos):

      O registro com o Writers Guild protege títulos?

      Os títulos não são registrados no Registro do WGAw, já que eles não são protegidos por registro. O título ou nome do arquivo é usado principalmente para identificar o material dentro dos arquivos específicos do registrante. O Registro não faz comparações de títulos, ou registra mudanças de títulos para material registado. Alterações de títulos não requerem um novo registro de material.

      Você pode entrar em contato com o Escritório de Marcas e Patentes dos EUA em relação ao uso ou registro de um título. Eles podem ser contatados diretamente pelo (800) 786-9199 ou através do seu site em http://www.uspto.gov.

      É isso, espero que tenha tirado a dúvida! 😀

      Um beijão!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 25/09/2010 @ 10:24

  21. Olá Valéria!

    Sanou sim a minha dúvida, valeu mesmo!

    Brigadãooo por tudo!

    Beijo grande!

    Comentário por Eve — 25/09/2010 @ 15:24

  22. Olá para todos, futuros roteiristas de sucesso. Tenho um roteiro para cinema que pretendo vender para a Dreamworks ou qualquer outro estúdio de animação. Gostaria de saber se a estratégia é praticamente a mesma se quiser chegar lá.
    Desde já agradeço.

    Comentário por Volney — 12/10/2010 @ 20:18

    • Olá, Volney, seja bem-vindo!

      Olha, em relação a filmes de animação a situação costuma ser um pouco diferente. Os estúdios já costumam ter seus escritores contratados. A ideia-mãe de um longa-metragem geralmente vem de um diretor ou produtor, que pede ao(s) escritor(es) sob contrato do estúdio para escrever(em) o roteiro para eles. Caso ele não goste do resultado final, começa tudo de novo com outro(s) escritor(es). Este é um dos casos em que o roteirista precisa mesmo morar em Hollywood (assim como os roteiristas de seriados). Porém, se você acredita muito no seu projeto, se acha que irão se apaixonar por ele, não custa tentar esta técnica citada no post (bem, costuma custar uma grana pra traduzir e enviar, mas aí depende de quanto $$$ você tem e está disposto a gastar).

      Tem o diretor brasileiro Carlos Saldanha, que dirigiu o longa de animação A Era do Gelo, da 20th Century Fox, para quem você poderia mandar o roteiro em português mesmo, seria uma chance a mais, já que talvez ele possa ser simpático à contratação de um conterrâneo, quem sabe?

      Um grande abraço, Volney, lhe desejo muita sorte com seu roteiro!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 13/10/2010 @ 13:41

      • Então tá, vou atirar para os dois lados, quem sabe o disparo é certeiro num deles. Muito obrigado e sucesso pra você também.

        Comentário por Volney — 13/10/2010 @ 17:47

  23. Oi Valéria, gostaria que me orientasse a respeito de filmes de animações. Tenho um personagem e gostaria de criar um roteiro para ele.
    Aguardo resposta!

    Um abraço!

    Ednei

    Comentário por Ednei Garcia Petenatti — 18/10/2010 @ 16:19

    • Olá, Ednei, seja bem-vindo!

      A princípio, um roteiro de longa-metragem de animação é igual a um para atores em carne-e-osso, apenas com a diferença de que os filmes de animação costumam não ultrapassar os 90 minutos de duração (parece que os espectadores se cansam mais assistindo a animações, o tempo parece ser mais lento, daí a duração média ser de 80 minutos). Portanto, escreva um roteiro de, no máximo, 90 páginas.

      Quando eu digo que animação é diferente, estou me referindo à venda para Hollywood. Lá os estúdios (os produtores) decidem a história que vão escrever, contratam escritores freelancers para isso, e vão desenvolvendo a história junto com os animadores, que fazem desenhos e rascunhos de personagens e cenas para ver se estão funcionando. É um pingue-pongue de roteiro danado, os roteiristas escrevem uma parte da história, mandam para o produtor, se ele não aprovar, volta para os roteiristas reescreverem, se ele aprovar, manda o roteiro para os desenhistas, que vão mandar os desenhos para o produtor, que, por sua vez, vai mostrá-los para os roteiristas (onde muitas vezes haverá alterações e contribuições pessoais dos próprios artistas), que devem se adaptar e continuar escrevendo. Ufa! Não é mole. É verdadeiramente um trabalho em conjunto.

      Aqui no Brasil parece ser diferente, mas isso realmente não importa para o nosso caso. Se estamos querendo escrever um roteiro de especulação, precisamos escrever normalmente, sozinhos, e mandá-los para quem produz. Se gostarem e comprarem, ótimo. Se não, podemos ir atrás de diretores e animadores interessados, mas isso requer uma paixão e uma energia incrível, existem roteiristas que fizeram esse caminho ao contrário, foram ELES que contrataram o diretor e o produtor e conseguiram patrocínio. E conseguiram ser bem-sucedidos! Como eu sempre digo, não existe apenas um caminho, existem inúmeros, sem contar com os caminhos que ainda podem ser criados.

      Um abraço, Ednei, e boa sorte com seu roteiro, basta fazê-lo normalmente, como você faria o de um longa-metragem normal, todas as regras de roteirismo se aplicam aí.
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 19/10/2010 @ 08:46

  24. DÚVIDAS:

    Por que temos que mandar roteiros impressos para os profissionais? Por que tanto gasto? Não estamos na era da tecnologia? Por que correios?
    Gostaria de saber se tem um limite de páginas nos concursos de roteiros internacionais.
    Grato.

    Comentário por Volney — 27/10/2010 @ 16:59

    • Olá, Volney!

      Em primeiro lugar, o limite de páginas vai depender do concurso de roteiro. É necessário ler as regras do concurso para o qual você quer mandar para saber qual é a política dele. Só para exemplificar, o Concurso BlueCat exige que os roteiros enviados tenham entre 75 e 125 páginas. Já o Scriptapalooza só aceita roteiros entre 80 a 140 páginas. Um dos mais flexíveis neste sentido é o Nicholl Fellowships, que aceita roteiros entre aproximadamente 90 a 120 páginas, sendo que isso significa que o roteiro mais “fino” que eles já aceitaram tinha 85 páginas, e o mais “grosso” tinha 153 páginas. Como pode ver, tudo dependerá das regras do concurso escolhido.

      Quanto a mandar roteiros virtuais, por e-mail, por exemplo, essa é uma ideia maravilhosamente moderna, econômica e ecológica. Teria tudo para dar certo, só tem um pequeno problema: as pessoas ainda preferem ler em papel. É mais cômodo, mais fácil de carregar, de ler na fila do banco, no metrô, tomando um cafezinho na esquina, em qualquer lugar. Tanto que existem jornais e revistas para serem lidos online, mas as pessoas ainda preferem pagar mais por suas versões impressas. Os computadores não têm telas que protegem a vista, como o do Kindle, e muita gente já tem que trabalhar o dia inteiro de cara para a luminosidade da tela, se nós dermos um catatau de 120 páginas para a pessoa ler, você acha que ela vai ficar duas horas lendo aquilo no monitor? Nem os leitores profissionais de Hollywood fazem isso, e eles são pagos para ler roteiros! A pessoa para quem você está mandando não está sendo paga para ler seu roteiro, ela não está ganhando nada com isso, então devemos fazer o máximo para conquistar a boa vontade do leitor (e comprador) em potencial mandando o roteiro já impresso. Isso vai facilitar pra ele ou ela fazer anotações nas margens também, caso se empolgue com a história.

      Eu, pessoalmente, quando tenho textos muitos longos para ler online, eu imprimo tudo para me facilitar a leitura. Mas eu não posso exigir isso do meu comprador em potencial, não é? Pouca gente vai se dar ao trabalho de imprimir um roteiro de 120 páginas que eles nem sabem se vai valer a pena o tempo e o dinheiro gasto. É muito mais fácil usar a tecla “delete”. Mas se você enviar o roteiro impresso, duvido que joguem ele fora sem ao menos dar uma folheadinha. E é nessa folheada que entra a nossa chance de que eles se interessem e leiam o roteiro todo.

      Talvez eu esteja completamente errada, Volney, talvez as novas gerações de produtores estejam com uma cabeça diferente e queiram ler apenas no computador. Mas acredito que haja produtores da velha guarda que ainda preferem o papel. Por via das dúvidas, por que não mandar os dois? Eu sei que os gastos são maiores, mas, como dizem, para ganhar dinheiro é necessário gastar dinheiro. Fazer o quê? É a vida! (Eu também fico muito chateada de estar matando tantas árvores, mas tenho esperanças de que a leitura pelo computador seja facilitada por novas tecnologias, já li que várias empresas estrangeiras estão criando as novas gerações de monitores que serão lançados nos próximos anos. São tipo Kindle, mas coloridos, ou seja, não são luminosos e não fazem mal à vista. É só aguardar mais um pouco que veremos isso!). 😀

      Um abraço, Volney, espero ter tirado suas dúvidas.
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 27/10/2010 @ 22:26

  25. ola valeria antes de tudo queria dizer que gostei muito do seu artigo ele foi de exencial importancia para mim, eu estou escrevendo um livro (com a tematica baseada na egiptologia porem a historia e muito mais abrangente) mais desde o inicio eu vi que a historia daria um bom filme (no estilo furia de titans etc)e tambem percebi que o personagem central da historia tinha um carater peculiar ele e extremamente anti-heroi e uma pessoa dificil de lidar. se nao fosse esse seu artigo provavelmente eu estaria lhe enviando essa mensagem com uma pergunta cuja resposta foi dada ai em cima, Como enviar meu roteiro para hollywood? e como essa minha duvida ja foi esclarecida eu tenho outra: voce poderia fazer o meu roteiro ou me indicar alguem que o fassa? eu agradeço muito a sua resposta.

    Comentário por flavio emerson — 03/11/2010 @ 18:31

    • Olá, Flavio, seja bem-vindo!

      Que bom que você gostou do artigo, isso me deixa muito contente.

      Infelizmente eu não costumo escrever em parceria, nem tenho ninguém para lhe indicar. Talvez alguém veja a sua mensagem aqui e se interesse, quem sabe? Se você não conseguir um parceiro de escrita, e quiser que o roteiro seja feito baseado no seu livro (ou na sua ideia), talvez o melhor seja contratar um ghostwriter. Mas aí você terá que investir uma grana, sem garantia de retorno. Se você tem dinheiro sobrando e deseja muito transformar seu livro em roteiro sem ter de escrevê-lo por conta própria, esta seria a solução mais prática e imediata. Mas devo avisar que mesmo pagando você não deverá ter o roteiro perfeitamente do jeito que você quer. Para isso, só se você mesmo o escrevesse. Na verdade, ter ideias é algo muito, mas muito mais fácil do que escrever roteiros. É nessa hora que a porca torce o rabo, mas vale a pena a ralação, para ver a sua ideia no papel, prontinha para virar filme.

      Por que você não estuda e vira você mesmo um roteirista? Quem sabe isso não lhe trará muitas recompensas? Bom, é apenas uma ideia, já que você já está escrevendo um livro, isso é um pulo para escrever um roteiro. Pense nisso! 😀

      Um abração, Flavio, sinto muito por não ter podido lhe ajudar mais, mas torço para que a sua história encontre sucesso, seja em que formato for!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 04/11/2010 @ 15:31

      • muito obrigado valeria eu vou escrever sim meu roteiro vou terminar meu livro e buscar umas idéias de como faze-lo, e sempre que tiver uma duvida eu venho aqui pedir seu auxilio.muito obrigado pela resposta

        Comentário por flavio emerson — 05/11/2010 @ 09:10

  26. Oi, Flavio! 😀

    Não há de quê!! E fico muito feliz com isso, de saber que você vai escrever seu livro e o roteiro! Qualquer coisa, estamos aí! 😀

    Um beijo grande, Flavio, e uma ótima escrita pra você! 😀
    Valéria Olivetti

    Comentário por valeriaolivetti — 06/11/2010 @ 07:39

  27. Com licença, alguém aí sabe como se faz o “travessão” no Celtx? Isso me incomodou bastante no meu primeiro roteiro. E outra pergunta: é necessário por no roteiro o momento em que acho mais conveniente aparecer o nome do estúdio e o título do filme? Desde já agradeço.

    Comentário por Volney — 09/11/2010 @ 18:07

    • Oi, Volney!

      Para fazer o travessão, tenta digitar Alt 0151 (mantendo o Alt sempre apertado enquanto digita os números) no teclado numérico (estranhamente, isso não funciona nas teclas numerais do teclado maior). Se você fizer uma vez, sai um travessão menor, duas vezes fica um travessão mais comprido. Eu espero que dê certo contigo também.

      Quanto a avisar quando começam os créditos, eu já li bastante gente recomendando que nunca façamos isso, por mais tentados que estejamos. Eu entendo que esta decisão vai ser finalmente do diretor e do editor, mas às vezes realmente dá uma vontade danada de indicar isso no roteiro, porque a gente já sente onde vai ficar melhor, pelo ritmo das cenas e da história. Só nos resta a esperança de que o diretor e o editor sintam o mesmo e coloquem os créditos de apresentação no lugar certo. Então, não precisa se preocupar com isso, comece e continue a sua história normalmente.

      Um abração, Volney, qualquer coisa é só falar! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 10/11/2010 @ 08:24

  28. ola de novo valeria. eu encontrei uma ferramenta muito legal para criar o meu roteiro e o celtx muito bom esse programa eu baixei uns tutoriais e to começando a escrever o meu roteiro eu começei pelos personagens coloquei todos os personagens que estao no meu livro e vou começar a escrever o meu roteiro e gostaria que voce me desse alguma dica de como começar. agradeço a ajuda.

    Comentário por flavio — 16/11/2010 @ 12:26

    • Olá, Flavio! 😀

      Eu creio que o que você esteja precisando no momento é de um panorama geral do que fazer e para onde ir. Toda esta parte básica você vai encontrar nos livros Roteiro – Os Fundamentos Do Roteirismo, de Syd Field, e Story – Substância, Estrutura, Estilo, de Robert McKee, que são os que eu sempre indico para quem está com dúvidas sobre como começar. Quando eu comecei, aqui basicamente só tinha os do Syd Field (e alguns poucos outros), então eu ensebei a minha edição do Manual do Roteiro e de Os Exercícios do Roteirista, que dão o passo-a-passo de maneira bem prática. Existem outros livros, mas estes são mão-na-roda pra quem sabe pouco ou mesmo nada do assunto e já dá pra fazer um bom trabalho a partir daí. Depois, você pode complementar com os outros títulos disponíveis em português, principalmente os da Linda Seger, que ajudam a corrigir e melhorar seu roteiro (além, é claro, deste humilde bloguinho! :mrgreen: ).

      Espero que isto lhe ajude, Flavio, qualquer coisa é só falar!
      Um abração,
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 17/11/2010 @ 12:48

    • Olá, Flávio. Se precisar de uma mão para adaptar o seu livro, é só falar. Amo escrever roteiros, e estou indo para o segundo. Sei que ainda não tenho AQUELA experiência, mas aprendo a cada dia e prometo dar o meu melhor, ainda que tenha que virar noites para isso. É como dizem: “Duas cabeças pensam melhor que uma”. Valeu.

      Comentário por Volney — 21/11/2010 @ 12:55

      • presiso sim quanto mais ajuda melhor

        Comentário por flavio — 11/12/2010 @ 11:01

  29. Para voces que estao envelhecendo, pensem que eu vou fazer 46 e portanto voces ainda tem muito tempo… hahaha… aos 38 eu fui para Los Angeles estudar cinema, especializei-me em Direcao e acabei apaixonando-me por roteiros… e uma longa historia, recheadas de baixos e abaixos, que teve muitos e muitos momentos de perda, grandes perdas, financeiras, afetivas, e tudo mais, sobretudo perdas de sonhos, de capacidade de sonhar, de vontade de continuar… mas acho que tornar-se roteirista profissional (e mais ainda, de sucesso) nao e mais opcao de vida… e encadeamento natural… vai acontecer, mais cedo ou mais tarde (caso a morte nao nos atropele antes)… porque a gente nao quer fazer outra coisa na vida, certo? LA, Londres, Laglio sao cidades em que moro (acho que devo escrever nomade quando me perguntarem pelo endereco fixo), e “atualmente” estou retornando a Vila Velha-ES, ao fim de uma fase pessima em que a depressao esta quase me fazendo de vitima… na mala vou levar alem de meus dois cachorrinhos cocker spaniels americanos SAMBA e SALSA, este laptop velhissimo que esta pedindo para ser enterrado, e vou levar tambem minha HDX-200 que nunca foi usada. Devo tentar colocar nos poucos quilos da mala meu Final Draft, Final Cut e so nao devo levar meus livros de roteiro porque pesam uma tonelada… queria ver se consigo levar as cinzas que vou misturar com agua para ver se consigo fazer argila para reerguer-me. Bem, este post aqui e so para dizer que se algum quer AJUDA nos seus roteiros, de graca mesmo porque quase sempre trabalho e de graca, eu faco scriptdoctoring. As vezes conserto um roteiro inteiro (no inicio do ano passei varios meses e muitas muitas horas, corrigindo um roteiro pessimo que no final ficou legal), as vezes conserto so uma cena, as vezes conserto so umas coisinhas para ensinar um pouco de regras para quem nao conehce muito, enfim, aqui e ali, sem querer prometer nada, posso dar um empurrazinho nos roteiros de quem tem a conviccao de que quer ser roteirista (eu gosto de roteiros de longa-metragem… nada contra outros tipos de roteiros, mas nao e minha praia)… bem, ta ai a oferta… meu e-mail e scriptandfilm@yahoo.com
    Abracos
    Regia Leila

    Comentário por Regia Leila — 17/11/2010 @ 09:03

  30. onde escrevi algum quer AJUDA leia-se alguem quer AJUDA, e onde escrevi conehce leia-se conhece.
    Trabalho em FINAL DRAFT. Conheci o Celtex porque aquele roteiro que scriptdoctorei era em Celtex e sofri horrores. Mas ontem baixei a versao portuguesa do Celtex e vou ver se me aventuro novamente.
    Tenho 13 roteiros em diferentes fases de desenvolvimento, acho que so um tem o The End e ainda assim, nao esta pronto. Mas tenho mais facilidade em ajudar a corrigir um roteiro do que disposicao mental de trabalhar nos meus… escrevo em ingles, que e um tormento.

    Comentário por Regia Leila — 17/11/2010 @ 09:13

  31. antes que eu esqueca de dizer, Valeria, o envio de roteiros escritos para qualquer um em Hollywood e 99,99% perda de tempo e dinheiro. Ninguem le roteiros que nao forem solicitados e que nao forem assinados clausulas de permissao para ler. Le-se roteiros encaminhados por agentes, e a questao do ovo-e-da-galinha nao e somente uma metafora, mas a realidade, sem agente seu roteiro nao chega a lugar nenhum e para chegar a um agente voce ja tem ja de ter chegado a algum lugar…
    Sem querer jogar a toalha de ninguem, uma ideia e uma ideia e e uma ideia. E magnifica a ideia de escrever o roteiro sobre isto ou aquilo, mas nao passa disto, uma ideia. Um roteiro esta a anos-luz de uma ideia (anos-luz = levara muitos anos e consumira muita luz eletrica). Ninguem vai te pagar porque voce teve a ideia de escrever um filme sobre a cachorrinha da Paris Hilton. Pode ate ser que um excelente roteiro sobre a cachorrinha da sujeita interesse a alguem filmar, assim, portanto, antes de escrever um roteiro, esqueca a pretensao de vender uma ideia.
    Gente, sao conselhos praticos os que dou aqui, mas claro que nao sou a dona da verdade, embora excecoes muitas vezes so confirmam as regras.

    Dentre as regras existe a regra de que roteiros tem regras. Claro que todo mundo ja ouviu falar do sucesso estrondoso que fez o roteiro daquele sujeito que quebrou as regras ou que desconhecia as regras, mas ninguem ouviu falar do sucesso de um roteirista que fez de tudo, menos escrever o roteiro, e muito menos do sucesso que fez aquele roteirista que nao sabia escrever roteiro. Portanto, por mais que pareca linda a possibilidade de um leigo como eu ser bem sucedida se decidir operar o coracao de um moribundo que precisa de um transplante cardiaco, a realidade e que somente um cirurgiao que ralou decadas aprendendo medicina estara em condicao de faze-lo, portanto, quanto menos ilusao um roteirista tiver de que roteiro e loteria (roteiro e 99% suor, 1% lagrima, ou vice-versa)e quanto mais ele ralar para aprender seu oficio, mais chances tera de um dia chegar onde quer.
    Beijos

    Comentário por Regia Leila — 17/11/2010 @ 09:52

  32. ja que escrevi um pouco, vou escrever um pouco mais. Eu nao gosto da preocupacao excessiva que roteiristas tem de registrar seus trabalhos incipientes. Registra logo senao vai ser roubado. Gente, acho que quase no mundo todo existe uma lei de propriedade intelectual que dizem que a coisa ja te pertence, estando registrado ou nao. Quando eu mando um e-mail aqui na Inglaterra, as vezes meto um CONFIDENCIAL no cabecalho, e sei que isto e suficiente para protecao de direitos. Agora se perguntem: quem vai se dar ao trabalho de gastar milhares/milhoes/rios de dinheiro produzindo um filme, contratando tudo que se tem de contratar, se o roteiro e roubado/plagiado? Nos tribunais as disputas em relacao ao plagio sao acirradas, e me lembro da briga em torno do filme do Codico Da Vinci… embora o autor tenha copiado quase tudo (inclusive plots, ideias de Madalena ter filho de Cristo, etc etc) e ate o nome dos personagens dele eram o composto dos nomes dos criadores, ainda assim a justica nao deu ganho de causa para os “criadores” de alguns elementos do filme. Porque quando a questao e definir quem e o PAI da coisa, vale aquilo que na pratica acontece: PAI nao e o que poe no mundo, mas quem cria ate virar gente!!!!! E se amanha aparecer alguem querendo dizer que a ideia do Harry Porter era da filhinha dela de 3 anos que contou para a filhinha da outra, que contou para a mae, etc etc, nunca que vai gerar direitos de lucros… “Mas foi minha filhinha que falou que seria legal um filme de bruxinhos”. E ai??? Da em nada. E na vida real, ninguem esta interessado em passar anos escrevendo um roteiro que ele roubou de alguem, portanto os riscos que o seu venha a ser roubado e… minimo, para nao dizer inexistente. Assim antes de se preocupar em registrar suas posses intelectuais, preocupe-se em aperfeicoar suas habilidades e materializar um bom roteiro… Ninguem vai querer rouba-lo de voce, se pode simplesmente compra-lo de voce(todo mundo sabe que roteirista ganha uma merreca em relacao ao custo total de um filme, ate a mosca do coco do cavalo do bandido costuma custar mais caro que o roteirista do filme).
    Outro conselho que dou e leem bastante. Porque escrever essencial com dois SS e faco com C Cedilha e uma questao de habito de leitura.
    Beijos e desculpem se fui meio grosseira em meus comentarios…

    Comentário por Regia Leila — 17/11/2010 @ 10:15

  33. que dizem = que diz

    Comentário por Regia Leila — 17/11/2010 @ 10:18

    • Olá, Regia Leila, seja bem-vinda! 😀

      O seu comentário não foi um comentário, foi uma aula de cinema! Só acho que você precisa dar mais uma chance pro Celtx, eu também usava o Final Draft, mas além de ser caro, tinha muitos problemas com acentuação (nunca consegui acentuar maiúsculas nele, por exemplo). Já a versão em português do Celtx, além de gratuita, não tem esses probleminhas. Eu achei até bem parecido com o Final Draft, talvez você utilizasse algumas ferramentas deste programa que o Celtx não tem, mas na verdade, eu nem senti muita diferença!

      Um beijo grande, Regia! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 17/11/2010 @ 12:31

  34. obrigado pela resposta valeria. mais eu tenho outra duvida voce poderia me dizer o que sao alguns termos usados nos roteiros como:Rubrica, Transiçao, plano, texto, cgi, efeito mecanico, otico e sonoro???
    eu agradeceria demais se voce me respondesse.

    abraço.

    Comentário por flavio — 17/11/2010 @ 18:19

    • Olá, Flávio!

      Rubrica são indicações entre parênteses, após o nome do personagem e antes do diálogo, que explicam algum detalhe imprescindível à cena. Deve ser usada raramente, apenas quando for realmente necessária para a cena ficar compreensível. Atores e diretores não gostam de rubricas que digam o tempo todo como o ator deve atuar; no entanto, uma fala pode ter significados totalmente diferentes dependendo de como o personagem vai dizê-la (Sério/Cínico/Brincando/Sarcástico/Apavorado/Gaguejando/Ameaçador), por exemplo.

      Transição é, como o nome mesmo diz, o tipo de transição utilizado para se passar de uma cena para outra. Existe o corte simples, a fusão, o escurecimento da imagem de uma cena e o “clareamento” da imagem da cena seguinte (fade in/fade out), além de muitos outros tipos de efeitos especiais que existem em máquinas de edição (mas que, em sua maioria, são considerados bregas e só utilizados por amadores), como quadriculamento, efeito de página virando, “enrolamento da imagem”, efeito da imagem virando pó, e por aí vai.

      Plano é o tipo de enquadramento utilizado para filmar determinado trecho do filme. Uma cena pode ter muitos planos (o que é mais comum) ou até mesmo apenas um plano do começo ao fim. Veja uma explicação mais detalhada sobre isso no site: http://d1tempo.com/wiki/index.php?title=Plano

      CGI é o termo em inglês para Computação Gráfica (Computer-generated image or imagery = imagem ou imagens geradas por computador).

      O efeito mecânico é feito durante a filmagem no estúdio ou no set, não na câmera nem no computador. O uso de maquetes para cenas de explosões é um exemplo. Chuva, neve, chuva de cinzas de uma erupção vulcânica, vento, neblina, fogo, tudo isso são efeitos mecânicos.

      Efeito ótico é um efeito feito na própria câmera, sem o auxílio de computadores e de mesas de edição (câmera lenta, stop motion e dupla exposição são bons exemplos), às vezes feitos com o auxílio de objetivas (lentes) especiais para deformar a imagem (cena com as bordas borradas para dar sensação de sonho, por exemplo). Muito utilizado nos primeiros anos do cinema pelo grande cineasta pioneiro francês George Méliès (considerado o “Pai dos Efeitos Especiais”) e até pouco tempo, quando foi substituído em grande escala pelos efeitos computadorizados que facilitaram, aceleraram e baratearam esses efeitos, além de abrirem incontáveis novas possibilidades. Veja mais sobre Méliès em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Georges_M%C3%A9li%C3%A8s

      Efeito sonoro é um efeito artificial necessário à cena. Por exemplo, sons de passos sobre chão de asfalto, pedra, madeira, areia ou terra, sons de ossos quebrando, de impacto de queda, de pedras rolando. Muitas vezes estes sons não podem ser feitos durante a filmagem, alguns por motivos óbvios (ninguém vai quebrar o pescoço do ator pra capturar o som, não é mesmo? Nem vai conseguir um trovão na hora que bem entender, por isso é necessário pegar estes efeitos já prontos). Veja uma boa explicação em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_sonoro

      Como suas dúvidas são quase todas sobre direção de cinema, eu gostaria de recomendar um excelente livro sobre o assunto, Direção de Cinema, de Michael Rabiger. Ele é meio caro, mas vale a pena pra quem quer aprender e trabalhar nesta área.

      É isso, Flavio, espero ter sido útil (e explicado direito!), qualquer dúvida, é só falar! 😀
      Um abração,
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 18/11/2010 @ 11:59

  35. obrigado pelas respostas valeria. eu to apenas começando mais quero que o meu roteiro saia muito bom mesmo.eu tenho uma duvida valeria sempre que eu fizer uma nova cena eu tenho que especificar qual ângulo de câmera eu quero???
    agradeço novamente pela resposta

    Comentário por flavio — 20/11/2010 @ 14:16

    • Oi, Flavio!

      Uma regra que sempre repetem é esta: nunca coloque ângulos ou nenhum tipo de indicação de direção no roteiro. Talvez você já tenha lido roteiros em que muitos termos de direção aparecem, mas isso acontece porque era um roteiro de filmagem, ou seja, era um roteiro que foi reescrito pelo diretor (às vezes com alguma ajuda do editor) em que ele acrescentou as indicações gerais do que ele queria fazer durante as filmagens. Não era o roteiro que o roteirista originalmente escreveu, exceto, é claro, se ele também era o diretor. Neste caso, se você for dirigir o seu roteiro, faça duas versões: a versão com apenas a história, e a versão da filmagem. É bom a gente sempre se focar em uma coisa de cada vez, porque apenas contar a história ou apenas decidir como serão os planos, os cortes e a montagem das sequências, já é trabalho suficiente, se misturarmos as bolas e tentarmos fazer tudo de uma vez só, ambos vão sair ruins. Só pra contar a história é necessário reescrever muitas e muitas vezes. Se ficarmos decidindo como será a direção antes do produto finalizado, será apenas um enorme desperdício de energia.

      Mas isso somente se você tiver certeza de que vai dirigir a sua história, caso contrário, evite colocar qualquer menção a termos de direção no roteiro, porque os diretores odeiam que tentam dirigir o filme no lugar deles (mesmo que tenha sido você quem inventou a história do zero). Eles não vêem isso como ajuda, vêem como invasão de território, então é melhor a gente ficar na nossa e só contarmos a história!

      É isso, Flavio, espero ter ajudado!
      Um abração! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 20/11/2010 @ 17:50

  36. Alguém aí sabe quem faz uma consultoria de roteiro por um preço acessível? Eu falei com o Hugo Moss, mas R$ 1000,00?! Dói no bolso.

    Comentário por Volney — 21/11/2010 @ 12:44

    • Olá, Volney, a Regia Leila (veja os comentários do 29 ao 33 deste post) está se propondo a fazer isso de graça. Contate-a por e-mail e veja se ela pode dar uma mão. Depois passe aqui pra dizer se gostou da experiência! 😀

      Comentário por valeriaolivetti — 21/11/2010 @ 13:25

  37. Ola, sou eu de novo, incomodando. Gostaria de saber se só o Celtx é gratuito. Obrigado.

    Comentário por Volney — 21/11/2010 @ 13:01

    • Oi de novo! :mrgreen:

      Que eu saiba, apenas o Celtx é gratuito e em português. Você não vai precisar sofrer com acentos como acontece com outros programas de roteiro. Você pode baixar o programa na página oficial dele: Celtx.com

      Mas existem alguns outros programas gratuitos que eu nunca utilizei, e não sei se são bons. Dá uma olhada na lista de softwares no site Roteiro de Cinema: http://roteirodecinema.com.br/softwares.htm

      Muita gente usa o Word para escrever roteiros, mas é necessário programá-lo pra ele ficar formatado corretamente, utilizando atalhos pra facilitar nosso trabalho (atalhos pra diálogos, ação, nome do personagem, rubricas etc.). Eu trabalhei um tempo com o Word e achei muuuuito chato e trabalhoso fazer essa programação, mas depois de pronta, até que fica fácil trabalhar nele. Além da vantagem de quase todo mundo ter Word no computador, o que torna mais prático pra gente mandar o roteiro pros outros lerem e corrigirem.

      Boa sorte e sucesso com seu roteiro!
      Um abração, Volney,
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 21/11/2010 @ 13:28

      • P.S.: Agora que eu vi, no próprio site Roteiro de Cinema, tem um template para o Microsoft Word, para a formatação de roteiros, chamado Passista e feito pelo próprio pessoal do site. Dê uma olhada aqui:
        http://roteirodecinema.com.br/softwares/passista.htm

        Ainda está em fase Beta, mas acho que vale tentar, se você preferir usar o Word. Pelo menos evita aquele trabalhão chato de que eu falei.

        Comentário por valeriaolivetti — 21/11/2010 @ 14:00

  38. Umas dicas:

    Rubrica: são indicações entre parênteses, após o nome do personagem e antes do diálogo, UMA LINHA ABAIXO que explicam algum detalhe imprescindível à cena.
    Deve ser em raras ocasioes como para criar SUBTEXT (quando a forma e o conteudo sao antagonicos, por exemplo, o sujeito geralmente diria “MINHA MAE MORREU ONTEM” como uma tragedia, em comocao, em lagrimas, etc etc , mas voce quer que ele diga isto aos pulos e muito excitado e nada no contexto supoe que o sujeito ira fazer piada com a morte da mae, entao voce mete um (). Observe que NADA no contexto sugere a reacao de felicidade. Porque se o contexto sugere, entao voce nao precisa determinar.
    Nao deve ser usada para dirigir o ator nem para supor que o ator e burro e que nao o que pode ser sub-entendido, e o que deve ser da competencia dele de ator inferir.
    A regra universal e: escreva o dialogo para a Maryl Streep ou para a Fernanda Montenegro: elas nao precisam de voce dizer como elas devem entregar um dialogo.

    Se um dialogo deve ser falado em outra lingua, nao precisa escrever em outra lingua, apenas indica-se isto numa rubrica, e apenas uma vez (ou entao crie uma Action Line para tal informacao) .

    Efeitos: SEMPRE EM MAIUSCULO e so se necessario.

    Transição:
    CUT TO nao e mais usado entre cenas, porque cada SLUGLINE ja e uma nova cena e portanto ja foi cortada da anterior.
    MATCH CUT: usado rarissimo. Entre duas cenas que tem elementos identicos, coloque os elementos identicos em MAIUSCULA que o MATCH CUT fica subentendido.
    FADE IN e FADE OUT so no inicio e final do roteiro.
    FADE INTO e outras transicoes e competncia do EDITOR.

    Plano: Use MAIUSCULAS quando quer sub-entender um CLOSE-UP (as MAOS NEGRAS entram pela janela).
    A descricao de uma cena geralmente determina o tipo de plano. Nao precisa escreve-lo para o diretor, que nao burro.

    CGI: raramente usado, mais em filme de sci-fi

    ANGULO: mesmo que seu sonho seja o de ser diretor de seu roteiro, ainda assim nao se justifica sair por ai roterizando a direcao. Guarde para o seu momento de diretor as anotacoes de angulo. O roteirista nao tem de ficar ensinando o diretor a filmar, nem quando o diretor e ele proprio. Assim, se voce faz uma cena de um helicoptero em que se ve um carro, e claro que a camera vai estar no helicoptero, o carro vai estar la embaixo e isto nao precisa estar no roteiro como um HIGH ANGLE. Quando escrever uma cena que voce meteu um ANGULO, reescreva-a cinco vezes ate o angulo sumir e a cena continuar igual.

    Uma boa excecao e o P.O.V. Se a cena requer um P.O.V. e ele nao e subentendido, voce o mete la.
    MARIA’S P.O.V: A arma e escondida atras da mesa (o que significa que a camera e metida dentro dos olhos da Maria para ver uma arma sendo escondida). Brincadeira, a camera “ve” como se fosse Maria vendo.

    O bom roteiro e aquele que e tao costurado, tao amarrado, que mesmo que o diretor queira inventar a roda, ele nao vai conseguir porque o roteiro traz a historia em imagens, e ele tem que se dobrar aos desejos do roteirista! Mas isto e feito, como qualquer boa costureira sabe, de modo que nenhum ponto fique aparente, que em lugar nenhum do roteiro pareca que o roteirista esta comandando o espetaculo. O bom roteirista e como aquele que brinca com uma marionete, mas a marionete em nenhum momento se da conta de que todos os seus movimentos ja foram escolhidos…

    Eu nao entendo nada de arte mas tenho certeza que quando olho para um quadro de um grande mestre, acho que ate eu saberia fazer aquilo… o mestre e que sabe a arte de compor um quadro para que no final as tecnicas nao estejam explicitas…

    Um conselho que dou a todo mundo para escrever um roteiro e: escreva do comeco ao fim sem se preocupar em demasia com tudo isto. Quando voce tiver a historia pronta, tudo ali na frente de seus olhos,ai voce vai pegar cena por cena e reescrever e enquadrar todas estas regras, e mudar todos os excessos. Quando terminar de novo, ai vai reescrever para trabalhar elementos, e reescrever, e reescrever… ai ate os personagens comecam a mandar na historia e voce continua reescrevendo porque a historia comeca a ter vida propria… um dia acaba.

    Abracos a todos

    Valeria, eu escrevo em ingles portanto no finaldraft nao tenho problemas com acentuacao. O CELTEX eu apanhei muito porque nao conseguia obter muita coisa que conseguia no FINALDRAFT, sobretudo em termos de views, e eu estava fazendo um scriptdoctoring para um ujeito que nao tinha o finaldraft. Morri. Mas agora vou para o Brasil por um tempo e assim devo iniciar a escrever roteiros em portugues e ai vou praticar o CELTEX. Adoro o fato de ser gratuito e eu penso em ensinar roteiros para principiantes caso meu tempo fique ocioso.

    Quanto ao WORD nao tenho experiencia com formatacao de roteiros em WORD mas (desculpe) deve ser uma m**** (meleca com cinco letras)!

    Comentário por Regia Leila — 21/11/2010 @ 15:51

  39. competncia=competencia
    Nao precisa escreve-lo para o diretor, que nao E burro.
    ujeito=sujeito

    Comentário por Regia Leila — 21/11/2010 @ 15:57

    • Oi, Regia Leila!

      Eu não gosto de trabalhar no Word, mas na época em que ainda não existia nem o Celtx nem o Final Draft, no começo da informática (quando aqui no Brasil ainda nem tinha internet), eu usei muito este programa, e foi uma mão na roda, muito melhor do que a velha máquina de escrever. Eu conheço gente que desde então se acostumou com o Word e não muda por nada. Se a pessoa já está habituada e gosta do programa escolhido, não tem mesmo por que mudar. Se o roteiro estiver bem formatado, nenhum produtor ou diretor vai perguntar em qual programa a pessoa escreveu e dizer que se não foi no programa que ele gosta, ele nem vai ler. Neste caso, o que importa é o resultado final, a qualidade da história, e se a pessoa gostou da experiência de escrevê-la com o programa escolhido. Se não, então é só ir testando outros, hoje em dia existem muitas opções, pra todos os gostos. É claro que isso não se aplica no caso da pessoa escrever em parceria, pois os roteiristas devem ficar passando o roteiro de um para o outro, então ambos devem utilizar o mesmo programa. Aí é procurar até encontrar um que agrade aos dois (ou mais) roteiristas!

      Um grande abraço, Regia Leila!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 22/11/2010 @ 10:52

  40. Olá, gostaria de saber por que o travessão não é reconhecido no formato PDF. Existe um jeito de virar um travessão e não hífens? Obrigado.

    Comentário por Volneytx — 01/12/2010 @ 20:43

    • Oi, Volney!

      Eu não sei como colocar o travessão direto no Celtx, mas aquele truque de fazer dois hífens com o “Alt+0151” no teclado numérico dá certinho, e é reconhecido pelo formato PDF (não dá pra ver a diferença, fica um travessão perfeito, apenas dá um pouco mais de trabalho).

      É isso, Volney, espero ter ajudado, talvez alguém conheça um outro jeito e poste aqui uma solução melhor. Mas até lá, dá pra ir quebrando o galho com isso.
      Um abração, Volney!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 02/12/2010 @ 11:45

  41. Aquele truque do “Alt 0151” deu certo, mas não foi reconhecido no formato PDF. Ele fica assim: “–“, dois hífens.

    Comentário por Volney — 05/12/2010 @ 16:52

  42. Ops. São DOIS HÍFENS, mas só foi um, não sei porque.

    Comentário por Volney — 05/12/2010 @ 16:54

    • Oi, Volney!

      Você reparou que quando você colocou dois hífens eles apareceram como um traço único, não foi? Foi o próprio programa do WordPress que fez isso. Do mesmo jeito, sempre que eu coloco dois “Alt 0151″ no Celtx, ele fica uma linha só, inclusive no PDF. Eu tenho o programa PDFCreator instalado no meu computador, será que isso afeta? Porque aqui estou conseguindo fazer o travessão sem problemas. Esse negócio de informática é uma complicação mesmo! Não tenho ideia do que está acontecendo. Vou tentar descobrir, se eu ficar sabendo de algo, eu aviso, ok?

      Um abração, Volney, sinto por ser uma semianalfabeta informática e não poder ter te ajudado mais! 😦
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 06/12/2010 @ 11:02

  43. valeria eu tenho três duvidas, a primeira e: você pode me indicar alguém para revisar o meu roteiro quando eu o terminar? e a outra e: se eu registrar o meu roteiro e tiver que fazer alguma alteração (colocar tirar personagens, cenários e etc.) eu vou ter que registra-lo de novo?). e a terceira não e nem uma duvida mais eu queria que você me dissesse se eu estou usando a linguagem certa no meu roteiro. essa e uma pequena estrofe do meu roteiro.
    “int.templo dedicado aos deuses-dia

    na cena Tutmosis entrou no templo, parou, olhou para todas as estatuas, dirigiu-se a estatua de seth, ficou olhando fixamente para ela e ajoelhou-se frente a estátua”.

    agradeço muito a ajuda

    Comentário por flavio — 09/12/2010 @ 22:03

    • Olá, Flavio, como vai?

      Para analisar roteiros, eu conheço duas pessoas que fazem isso profissionalmente: O roteirista profissional Fernando Marés de Souza (disseram que há algum tempo ele não estava respondendo os e-mails de contato, mas talvez agora isso tenha mudado) e o Hugo Moss, sendo que este último cobra mil reais pela análise. Nossa colega Regia Leila (veja os comentários 29 ao 33 e 38-39 deste post) está se disponibilizando para fazer isso sem cobrar. Aí é com você, o que você achar melhor.

      Para registrar novamente um roteiro que foi alterado, o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional faz o registro sob o mesmo número do registro original, mas é necessário pagar uma nova taxa (atualmente de 20 reais para pessoa física).

      Por último, basicamente não há nada de errado com seu texto, em termos de linguagem de roteiro, mas seria necessário passar um corretor ortográfico para os acentos e maiúsculas/minúsculas. O cabeçalho também deve ser todo em maiúsculas, mas isso já é automático quando a gente usa um software de roteiro. A única coisa que não pode é escrever “na cena”. Comece direto com “Tutmosis entrou no templo…”, ou melhor, “Tutmosis entra no templo”, utilize o tempo verbal no presente, como se estivéssemos ao lado do personagem, acompanhando seus passos.

      O seu texto parece os meus quando eu os escrevo logo de primeira. É simples e direto, mas quando a gente reescreve e reescreve, ele fica um pouco mais elegante e sofisticado. O que eu costumo fazer é utilizar muito o dicionário (o ideal é o de Sinônimos e Antônimos, mas o dicionário comum já é de grande valia!) para pegar palavras diferentes que expliquem melhor o que eu quero dizer. Por exemplo: Tutmosis entrou sem querer no templo ou foi até lá de propósito? Se foi a segunda opção, você poderia dizer: Tutmosis avança até o templo (ou atinge, ou dirige-se, ou adianta-se, ou corre, ou dispara, ou irrompe, e por aí vai), pára, observa todas as estátuas (ou vasculha, ou perscruta, ou investiga, ou esquadrinha) até encontrar a estátua de Seth (ele estava procurando por esta estátua ou ele ficou olhando para ela por curiosidade?). Se ele estava procurando por ela, ele dirige-se a ela e se ajoelha (admirando-a, espantado, em êxtase, com temor, chorando de alegria?). Você reparou o que eu fiz? Um monte de perguntas que ajudam a entender melhor o que está acontecendo, e o que o personagem está sentindo (essas perguntas você deve fazer a si mesmo, o máximo que puder, pensando em todos os detalhes importantes que possam estar escapando). Isso ajuda a passar uma ideia mais visual da cena, e o leitor entra mais nos sentimentos dos personagens. Eu costumo levar umas três ou quatro reescritas pra começar a ficar assim. É dureza, mas vale a pena o esforço!

      Um abração, Flávio, espero ter ajudado um pouco!
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 10/12/2010 @ 16:45

    • Valeria, por favor, encaminhe ao Flavio minhas dicas:

      INT. TEMPLO – DIA

      (*1)
      Tutmosis entra. (*1a). Olha para as muitas estatuas, e fixa-se na de Seth. Aproxima-se e ajoelha-se.

      Desde modo fica um estilo mais “limpo”. Razoes:
      Na cena: tudo que esta escrito numa action line esta na cena. Portanto, redundancia.
      No templo: o slugline ja indica que a cena acontece dentro do templo. Nao precisa repetir esta informacao na action line. Redundancia.
      *1 ou *1a – Sao onde voce pode incluir informacoes acerca do templo. Descricao de detalhes que vai dizer o que tem la dentro. Pode nao ser necessario, caso este templo ja tenha sido usado em cena anterior, ou caso voce nao queira entrar em detalhes, e deixar isto para o diretor de locacoes. Se voce quiser utilizar a posicao *1 para descrever o templo, a camera provavelmente fara uma pan pelo templo, numa cena de p.o.v. objetivo. Se voce utilizar a localizacao 1a para descrever o templo, voce podera estar sugerindo uma camera de pov subjetivo, visto dos olhos do personagem. Lembre-se que voce nao escreve angulos nem dirige a camera no roteiro, mas o modo como controi suas action line muitas vezes “aprisiona” o diretor a ter de utilizar determinado movimento imaginado pelo roteirista (sem que o diretor se de conta de que a escolha foi condicionada, hehehe)
      Evite “dirigir” o ator, sobretudo fazer o “blocking” do ator.
      Caso esta nao seja a primeira cena com Tutmosis, precisa descreve-la/o sucintamente com idade e alguns qualitativos e o nome em letras maiusculas. Se nao for a primeira cena em que Tutmosis aparece, esta correto as letras minusculas sem a descricao da personagem.

      Roteiro e escrito no TEMPO PRESENTE, utilizando-se sobretudo a terceira pessoa do singular. A personagem nao entrou no templo. A personagem entra. Ajoelha-se, etc.

      Comentário por Regia Leila — 11/12/2010 @ 14:58

  44. muito obrigado você me ajudou demais valeria. pouco a pouco o que era pra ser um roteiro amador ira tornar-se um de profissional e eu não esquecerei a sua ajuda. muito obrigado.

    Comentário por flavio — 11/12/2010 @ 10:59

  45. Olá, Valéria, você sabe quanto o Fernando Marés de Souza cobra para fazer a consultoria? Se não, me passe o e-mail dele, fazendo um favor. Falei com a Regia Leila, e ela disse que não faz consultoria, mas dá uma mão no que diz respeito a parte técnica. Mesmo assim, enviarei pra ela, para dar uma olhada nisso. Queria saber se ele faz a tradução também. Obrigado.

    Comentário por Volney — 16/12/2010 @ 21:47

    • Olá, Volney! 😀

      Aqui está o endereço do site do Fernando, com alguns do valores que ele cobra: http://roteirodecinema.com.br/arteeletra.htm#parecer
      Mais abaixo, na mesma página, está o e-mail de contato dele: roteiros@terra.com.br

      Que eu saiba, ele não faz tradução, mas você pode perguntar isso a ele. O Fernando é um cara muito viajado e tem muita experiência como roteirista, ele certamente tem competência para tanto, mas não há nada em seu currículo que indique que ele fez ou faz traduções de roteiros. Veja seu currículo em: http://roteirodecinema.com.br/fernando/curriculo.html

      Quanto ao Hugo Moss, ele é inglês naturalizado brasileiro, e conhece ambas as línguas com fluência, o que o torna um dos raros especialistas capacitados para fazer traduções de roteiros, já que não basta traduzir as palavras para ficar coerente para o leitor entender, é necessário fazer a adaptação para a outra língua, de forma que não se perca o sabor e a naturalidade dos diálogos e do roteiro em geral. Poucos tradutores podem fazer isso, esta é uma especialização muito valiosa para nós, roteiristas brasileiros, e um trabalho bastante delicado e difícil, e portanto, compreensivelmente, não é barato.

      É isso, Volney, espero ter ajudado! Um abração,
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 16/12/2010 @ 22:26

  46. Olá, estou escrevendo um roteiro em que alguns dos antagonistas são dominós e dados que se transformam em robôs. Queria saber se não tem problema, pois lembra o TRANSFORMERS. Minha intenção não é imitá-los, pois os únicos robôs na estória são esses. E outra coisa: O Hugo Moss e o Fernando nunca respondem os e-mails ou é só quando respiram?

    Comentário por Volney — 03/01/2011 @ 21:05

    • Olá, Volney!

      Eu acredito que não tem problema nenhum colocar essa sua ideia em prática. Se esses detalhes já provocassem processos por plágio, não existiria um filme sequer que estivesse livre disso! Acho realmente que tá na boa, você pode escrever tranquilo.

      Quanto ao Hugo Moss e o Fernando, eu nunca mandei e-mails para nenhum dos dois, mas já telefonei para o Moss e ele atendeu prontamente. Nos sites dos dois tem os telefones de contato, acho que se você quiser contratá-los, precisará antes gastar uma graninha com interurbanos!

      Um abração, Volney, e boa escrita! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 04/01/2011 @ 11:14

  47. Olá! achei o seu site super interessante, busquei no Google por “como vender um filme”. Tive um sonho que me trouxe um roteiro super diferente, conforme fui lendo as suas dicas, o ideal é um roteiro completo e registrado, nunca mandar sinopse nem o argumento, pois, as idéias podem ser plageadas. Imagino o quanto é cançativo montar todo um projeto e o deixar lápdado e pronto. Talvez melhor dica seja lançar um livro e só assim saberemos se o público vai aprovar. O grande exemplo é o de Harry Potter, super criativo e cheio de possibilidades que o levou aos cinemas, o público de leitores o fizeram…
    Temos um mundo de idéias, muito sucesso a todos…
    Desistir nunca… render-se! jamais…

    Sou mais Brasil!

    Forte abraço…

    Comentário por Márcio Melo Martins — 05/02/2011 @ 02:58

    • Oi, Márcio, seja bem-vindo!

      Falou e disse! 😀 O importante é seguirmos trabalhando e lutando por nossos sonhos, que as recompensas virão e a alegria de fazermos o que gostamos será nosso combustível e nossa motivação até lá! Muito sucesso pra você, Márcio, e muito obrigada pela mensagem! Um abraço grande! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 06/02/2011 @ 17:40

  48. Oi Valéria. Não sei se lembra de mim? Apareci por aqui já tem um tempo.
    Bom, eu queria agradecer novamente pelo Blog, você tem nos ajudado com muitas dicas e isso é muito gentil de sua parte, que Deus lhe abençoe.

    Bom, eu estava procurando registrar um dos meus roteiros, e fiquei na dúvida: Como seria o pagamento da WGA? Eu teria que pagar em dólares?
    A pergunta pode parecer meia boba, mas agradeço desde já se puder respondê-la.
    Muito Obrigado.

    Comentário por Davi da Silva — 06/02/2011 @ 16:13

    • Oi, Davi! 😀

      Claro que lembro de você! Como vai? Que bom que as dicas estejam ajudando! Este já é o meu maior pagamento, acredite em mim, eu fico realmente super feliz com isso! :mrgreen:

      Para registrar o seu roteiro, é necessário entrar nesta página: http://www.wgawregistry.org/webrss/

      Lá, se você escolher registrar online, por exemplo, verá que eles fazem a cobrança por cartão de crédito (Mastercard ou Visa), lembrando que o cartão precisa ser internacional (o cartão já vai fazer o pagamento em dólares e fazer a cobrança em reais de acordo com o câmbio do dia do pagamento e mais uma taxa de alguns poucos reais pelo serviço).

      É isso, Davi, e não precisa se preocupar, pois nenhuma pergunta é boba se estamos levando nosso trabalho a sério, eu mesma estou até hoje aprendendo e acho que vou passar muitos e muitos anos mais assim. Pode perguntar sempre que tiver dúvidas, se eu souber a resposta, responderei com prazer!

      Um abração, Davi, e uma ótima semana pra você! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 06/02/2011 @ 18:10

      • Obrigado mais uma vez Valéria.
        Se surgir alguma dúvida, entro em contato!

        Comentário por Davi da Silva — 09/02/2011 @ 19:58

  49. De nada, Davi! Disponha sempre! Um abração e até a próxima! =)

    Comentário por valeriaolivetti — 10/02/2011 @ 11:03

  50. Olá Valéria. Tudo bem? Sou eu novamente!
    Bom, eu estou prestes a registrar meu primeiro roteiro em inglês e planejo fazer isso no exterior, mas como moro aqui no Brasil, seria crucial registrá-lo aqui no Brasil primeiro? Ou não haveria problema se eu apenas o registrasse no exterior?

    Comentário por Davi da Silva — 25/02/2011 @ 15:09

    • Oi, Davi!

      O registro na Biblioteca Nacional está custando atualmente apenas uns 20 reais, não vai pesar no bolso, mas acho que não tem problema se você registrar só no WGA, ainda mais se não for vender o roteiro aqui no Brasil. Fica a seu cargo se registra ou não. Se fosse eu, acho que registraria, é sempre bom cercar de todos os lados, né?

      Um abração, Davi!
      Valéria Olivetti =)

      Comentário por valeriaolivetti — 25/02/2011 @ 15:35

  51. Parabens pelo blog, eu ainda não terminei de escrever meu roteiro,mas não vai demorar muito para mim terminar, e ja estou pensando em vender…Meu sonho mesmo é ter a sorte de Quentin Tarantino (ou seria habilidade?) de veder um roteiro por 50 mil dólares…
    Obrigado pelas dicas

    Comentário por ursojudeu — 04/03/2011 @ 19:23

    • Obrigada pela força, ursojudeu! =D

      Desejo-lhe sorte, não para vender seu roteiro por 50 mil dólares, mas por 500 mil dólares! (E olha que tô pegando por baixo, tem gente que já vendeu por US$ 2 milhões! Mas vamos ser modestos, né? 😆 :mrgreen: )

      Um grande abraço, ursojudeu, e obrigadão pela visita! 😀
      Valéria Olivetti

      Comentário por valeriaolivetti — 05/03/2011 @ 10:39

  52. Oi Valeria

    Caso alguem esteja passando por essas bandas e seja fera em political thriller, ingles, e muita experiencia, mande-me um e-mail para discutirmos um projeto “oscariano” que pintou (uma oportunidade unica que nao quero embarcar sozinha).

    Outra coisa: eu continuo ajudando iniciantes que queiram aprender a partir de seus proprios roteiros. To fazendo um input muito bacana para o Volney, praticamente reescrevendo todo o seu roteiro, e dei uma trabalhada numas cenas do Flavio, dentre outros.

    Agora dicas: Aconselho todo mundo que quer ser roteirista a aprender formatacao e a investir em ingles, porque e nesta lingua que voce vai encontrar muito material de suporte na net. Baixem roteiros de seus filmes prediletos e dedique-se a le-los.

    Mais dicas: Saber fazer cabecalhos (sluglines), desdobrando cenas em INT. EXT., dispensar cenas dispensaveis, substituir seus verbos mais adverbios por um verbo mais incisivo, fazer caca as bruxas, aos gerundios e aos verbos progressivos, retirar a direcao dos atores, da camera, da edicao, tudo isto sao o abc a ser aprimorado pelos iniciantes. Mais: Nao redunde dialogos e imagens, nem perca tempo explicando a psicologia dos personagens nem escrevendo nas action line aquilo que vai pela cabeca do personagem ou a justificativa de algo. Se sua historia nao transpira das imagens, entao voce precisa reescrever, reescrever.

    Nao esqueca que cinema nao e novela de teve, que a audiencia tem saco para ficar acompanhando os desdobramentos interminaveis das conversacoes infinitas, das repeticoes de tudo, etc etc…

    Beijos a todos.

    Comentário por Regia Leila — 05/03/2011 @ 19:26

    • Olá, Regia Leila, obrigada pela mensagem e boa sorte na sua busca. Sucesso!

      Comentário por valeriaolivetti — 06/03/2011 @ 12:30

  53. eu quero seguir esse caminho mais sei que muito difícil, meu sonho na real e ser diretora de cinema é ser roteirista sei que vou ter correr muito atrás, nunca desistir, eu só tenho 16 anos mais sei que sou jovem bem jovem pra decidir que carreira tomar na minha vida, mais sei que até eu me formar eu não vou mudar de idéia, descobrirei aos 15 anos o que queria ser cineasta e escrever meus próprios roteiros, escrevo desde os 12 anos de idade, eu sempre escrevo e sempre perdi os meus roteiros , mais acabo escrevendo novos mais quero me dedicar só num dessa vez, meu irmão e o único que sabe que eu escrevo roteiros mais o que ele não e que quero ser cineasta, tenho medo de contar a meus pais talvez eles achem que e coisa de louco, sei que meu pai me apoiaria e minha mãe tambem mais sei lá onde eu moro não tenho muitas oportunidades, não moro no rio de janeiro ném em são paulo mais vou estudar inglês ano que vem, são cinco anos até eu me formar em inglês,mais com os cursos de ferias resumo para três ano e meio (3anos e 6 meses), pretendo estudar fora do país sou pobre mais posso sair do país, tendo toda a documentação e passaporte comprar a passagem, isso sim ta meio difícil mais guardo dinheiro desde o os 15 anos, estou perto de fazer o vestibular,não sei o que fazer, penso na minha vida noite e dia não saio com os meus amigos pra lugar nenhum sei que sou jovem tenho que curtir mais eu não penso assim,eles pensão mais no presente do que no futuro, eu sei que temos que pesar no agora mais como sou jovem não tenho nada para pensar no agora eu não namoro nem quero,sai pra festa as vezes feriado, quando quero eu tambem não fico presa em casa mais gosto de refletir sobre minha vida meu futuro penso no meu sonho nos meus pais no meu irmão no meu cachorro eu amo de mais minha familia mais eu sairia da minha terra natal para ganhar a vida em outro país já meu irmão pensa assim ele que ficar aqui tudo bem eu entendo mais eu penso muito alto,sonho em ganhar uma estatueta do oscar onde eu moro pensar tudo isso e muita loucura, mais eu largaria tudo para tentar a vida lá faculdade amigos sei que iria sentir muita falta deles mais quem disse que eu não iria voltar mais, se não desse certo eu voltaria mais se nós não tentarmos nunca vamos saber eu nunca disse meus sonho aos meus amigos não quero que eles me botem para baixo eles iriam rir de mim se eu disse-se, se as outras pessoas conseguem por que eu não contei toda a minha história aqui me desculpes pessoal mais não tenho ninguém que me escute minha unica melhor amiga foi embora e nem disse tchau para mim fazer o que, mais voltando aqui eu vou tentar sou jovem mesmo. meu nome e camila e quero ser cineasta.

    Comentário por carol — 07/03/2011 @ 02:04


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