Dicas de Roteiro

03/01/2010

Os Oito Arquétipos de Vilãs

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 16:14

Hoje finalizamos a tradução do longo artigo de Tami Cowden sobre arquétipos de personagens. Abaixo, na quinta e última parte, os oito arquétipos de vilãs:

A SACANA: A soberana abusadora, ela mente, trapaceia, e rouba em seu caminho até o topo. Sua escalada para o sucesso deixa muitas marcas de salto nas costas dos outros. Ela não liga para os serviçais à sua volta – apenas a realização de seus sonhos importa. Não espere uma mãozinha dela – ela não ajuda ninguém além de si mesma.

A VIÚVA NEGRA: A sedutora atraente, ela atrai as vítimas para sua teia. Ela vai atrás de qualquer um que tenha algo que ela quer, e ela quer muito. Mas ela dá o seu melhor para que a vítima queira ser ludibriada. Uma expert em todas as variedades de sedução, ela usa seu charme para conseguir as coisas a seu modo. Não seja enganado por suas declarações de amor – é tudo mentira.

A TRAIDORA: A amiga de duas caras, ela se delicia em tapear os ingênuos. Seu sorriso solidário lhe permite descobrir os segredos de suas vítimas, que ela então usa para o seu próprio ganho. Seu conselho aparentemente útil serve exatamente para atrapalhá-lo. Não ponha nenhuma fé nela –  ela irá traí-lo todas as vezes.

A LUNÁTICA: A louca desequilibrada, ela arrasta os outros para seu ambiente demente. Ela tem vários parafusos a menos, mas para ela é o resto do mundo que está delirando. Nem tente entender a lógica dela – ela é insondável.

A PARASITA: A erva venenosa, ela colabora com os outros apenas interessada em seu próprio conforto. Ela concorda com qualquer tipo de atrocidade, desde que sua própria segurança esteja assegurada. Ela vê a si mesma como uma vítima que não teve escolha, e culpa os outros por seus crimes. Não espere misericórdia dela – ela não levantará um dedo para salvar ninguém além de si mesma.

A MAQUINADORA: A conspiradora letal, ela trama a ruína dos outros. Como um gato com um rato, ela joga com vidas. Planos elaborados, esquemas intrincados; nada lhe dá mais prazer do que prender os incautos numa cilada. Cuidado com os projetos complexos dela – ela não lhe quer nenhum bem.

A FANÁTICA: A extremista intransigente, ela faz o mal em nome do bem. Ela justifica suas ações por suas intenções, e simplesmente encolhe os ombros frente aos danos colaterais. Qualquer um que não seja um aliado é um inimigo, e portanto, alvo para ser atacado. Desista de qualquer esperança de mostrar-lhe os erros de seus métodos – ela acredita firmemente que você está errado, errado, errado.

A MATRIARCA: A opressora maternal, ela sufoca aqueles a quem ama. Ela sabe o que é melhor e fará tudo ao seu alcance para controlar as vidas daqueles que a cercam – tudo para o bem deles. Uma controladora clássica, ela não vê nenhum defeito em seus amados, exceto se eles não seguirem suas ordens. Não seja atraído para sua teia familiar – você nunca sairá de lá vivo.

Aqui terminamos a série sobre os arquétipos. Longe de serem moldes limitadores, estes arquétipos podem servir de base para infinitos personagens diferentes, infinitas combinações de características pessoais em infinitos tipos de tramas e ações. O que você ganha conhecendo e usando os arquétipos é que seus personagens irão atingir em cheio o ponto emocional do cérebro do público. Eles irão reconhecê-los e se identificar com eles, deixando-se envolver por sua história, o que tornará seu trabalho como roteirista incrivelmente mais fácil e eficiente. Não tente reinventar a roda. O objetivo de se aprender técnicas de roteiro é exatamente conhecer os caminhos já trilhados para que você possa criar melhor o seu.

Boa escrita para você!

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