Dicas de Roteiro

11/02/2012

Onde a Minha História Se Encaixa – na TV ou na Tela Grande?

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:00
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Este texto é de autoria de Larry Brody e foi tirado do site da Writers Store:

filme

Patrick O. pergunta: Como eu saberei se a minha ideia de roteiro é mais adequada para a televisão, o cinema independente ou um grande estúdio? Eu já vi análises dizendo que uma ideia pode ser adequada para um MOW [N.T.: Movie of the Week = “Filme da Semana”; longa produzido diretamente para a TV], mas como um escritor sabe disto de antemão? Para quem eu a apresento?

Patrick X. O., Hollywood, FL

Larry Brody responde: Eu conheço um pouco de TV após 30 anos trabalhando nela, e tudo se resume a isto: Filmes televisivos são mais guiados pelo conteúdo do que os filmes cinematográficos. De muitas formas, eles são mais adultos – apesar dos temas adultos poderem acabar sendo diluídos. Como regra geral, se a sua ideia de roteiro for sobre uma questão moral, ética ou legal palpitante, então é uma boa ideia para a TV. Se for de ação, aventura, comédia, ou muito específica – esta pessoa em particular com esta coisa específica acontecendo em sua vida – provavelmente é melhor para o cinema.

Quanto a apresentar ideias para MOWs, isso é muito difícil para um escritor novato. As redes de TV têm listas de escritores de MOWs aceitáveis, que, é claro, são escritores que já trabalharam para eles antes. As chances são de que mesmo que você consiga uma reunião para apresentar a história, como escritor novato você vai acabar sendo cortado dela, com um dos “garotos ou garotas de ouro” obtendo a oportunidade de escrever o roteiro. O modo de contornar isso é fazendo a mesma coisa que você faria com os longas de cinema – escreva o roteiro e tente vendê-lo. Apesar da TV ser primariamente um ramo de desenvolvimento, cada vez mais redes de televisão, especialmente canais de TV a cabo, estão dispostas a comprar roteiros de MOW. Na maior parte das vezes, no entanto, elas vão comprá-los de companhias produtoras com quem fazem negócios, de modo que o seu próximo passo após escrever não é enviá-lo diretamente para a rede de TV, mas atrair o interesse de uma companhia produtora quente, e conseguir que eles comprem a opção do seu trabalho e o vendam para você.

television

Boa escrita pra você!

14/01/2012

Faculdade de Cinema É Realmente Necessária?

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O texto de hoje é do site da Writers Store e foi escrito por Skip Press:

Film_School

Pergunta: Qual é o valor/importância da faculdade de Cinema? Eu me formarei no curso técnico* em um ano e quero seguir a carreira de Cinema.

Skip Press responde: Uma coisa é aspirar a escrever filmes ou atuar neles, e outra bem diferente é saber como eles são feitos. Escritores e atores inteligentes aprendem o processo e lucram muito – basta perguntar a David Mamet e Clint Eastwood.

Hoje em dia, há mais oportunidades para entrar em Hollywood do que nunca antes, graças à revolução digital. Você pode aprender todos os princípios através de um conjunto de CDs, mas o verdadeiro segredo são os CONTATOS, e você arranjará estes em faculdades dos grandes centros urbanos, como USC, UCLA, AFI (Los Angeles) e NYU e Columbia (NY). Existem também muitos programas e workshops menos estruturados disponíveis, que lhe ajudarão a começar. O que você fez certo (eu suponho) foi NÃO se especializar em cinema e TV como técnico*, para que possa entrar na faculdade de Cinema como alguém fundamentado em um espectro mais amplo da vida. Se eu tivesse que escolher, eu diria para examinar o programa da UCLA. Se o custo não for problema, a nova faculdade digital de Robert Zemeckis na USC é de ponta. Apenas lembre-se – faça amigos que você possa manter durante a sua carreira.

*[N.T.: Os termos college e undergraduate frequentemente se referem à faculdade e ao estudante universitário, respectivamente, mas também se aplicam ao curso e ao aluno de uma espécie de curso técnico. Creio que foi a este último sentido que o autor se referiu.]

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Boa escrita pra você!

09/01/2012

Compadeça-se da Pobre Refilmagem

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O artigo de hoje é de autoria de Sable Jak e foi tirado do site The Screenplayers:

Woman_Hater

Eu tenho uma queda pelas velhas (dos anos 1940 e que tais) comédias e farsas britânicas de "sala de estar". Outra noite, o meu marido e eu alugamos um de 1948: Woman Hater. Estou envergonhada de dizer, eu não anotei o nome do autor e já o devolvi para a loja de vídeo, mas basta dizer, ele foi estrelado por Stewart Granger.

O filme era sobre um jovem homem (de classe alta), que se opõe ao casamento. Ele passa grande parte de seu tempo dissuadindo seus amigos de se casarem, e, quando uma estrela de cinema francesa vem para a Inglaterra para ficar longe de homens, ele propõe-se a provar que ela está na verdade perseguindo homens. Quando os planos dela de ir para um esconderijo privado dão errado, ele envia-lhe uma carta (você pode imaginá-la chegando até ela, se isso fosse ambientado nos dias de hoje) declarando que sua propriedade está aberta para ela. As únicas pessoas que estarão lá são seu mordomo e seu corretor de imóveis (que na verdade é ele mesmo.) Naturalmente, ela aceita. Ela descobre quem ele é e o que ele está tentando provar, e então propõe-se a fazê-lo apaixonar-se por ela para que possa dar o fora nele. Você pode adivinhar o resto.

Ele foi absolutamente maravilhoso. E, como estamos ambos no negócio de entretenimento (Bill sendo um ator e eu, uma escritora/ex-atriz), não pudemos deixar de especular: ​​"Nossa, se eles fizessem esse filme hoje, quem eles contratariam?" Passamos a maior parte de uma hora falando sobre isso, e, então, durante todo o dia seguinte, estalávamos os dedos e dizíamos: "Ei, e que tal Bruce Willis!"

Hmm, parece pronto para uma refilmagem, não?

Além de ser uma ex-atriz, eu sou uma ex-dançarina do ventre (sim, eu realmente ganhava a vida fazendo isso.) Esta noite eu ouvi a música "Bolero" e, enquanto rodopiava pelo apartamento, eu disse: "Eu sempre quis fazer uma rotina para isso." Eu sei que não sou a única dançarina que já se sentiu assim, porque eu já vi a obra ser apresentada em uma variedade de estilos diferentes, do balé ao flamenco.

Uau, todos esses remakes. Não, não são remakes, você diz? Eles não são remakes, eles são um artista dando a sua própria interpretação da obra, como David Lee Roth fazendo o "Just A Gigolo" de Marlene Dietrich. Não se iluda, isso não é adaptação, é um remake.

Certo, certo, gritar "Remake" para um bando de roteiristas é tão mortal quanto gritar "Parfait de Alho" para uma convenção de vampiros; mas a verdade é que, se você fosse um jovem diretor ou produtor, não ADORARIA testar sua capacidade de refazer o Cidadão Kane? Eu sei que eu, sim.

Eu também adoraria dirigir qualquer coisa de Neil Simon e, (da minha boca para o ouvido de Deus) por favor, permita-me um dia estar em posição de dirigir, seja para o teatro ou para o cinema, uma produção de A Vida de um Sonho.

Não, como escritora eu não gosto da ideia de refilmagens. Eu odeio, eu desprezo, eu abomino isso. Mas, como uma ex-atriz, eu compreendo perfeitamente o desejo irresistível de interpretar Hamlet, ou, como uma ex-dançarina, a dor quase física de desejar dançar "Bolero".

Nada de novo no Cinema? Ah, diabos, há muita coisa nova. E cabe a você, como escritor, criar algo que todo diretor pelos próximos 100 anos vai querer refilmar.

 

Videographer

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08/01/2012

“Dragon Tattoo”: Por Que Tantas Refilmagens de Longas Estrangeiros Lutam Para Prevalecer

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:00
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Complementando o post de ontem, aqui vai mais um artigo tirado do site do jornal Los Angeles Times. O texto, de autoria de Steven Zeitchik, foi publicado originalmente em 27/dezembro/2011:

The Girl with the Dragon Tattoo

No papel, a ideia de um The Girl with the Dragon Tattoo [Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres] em idioma inglês fazia muito sentido. Pegue um livro que já vendeu 30 milhões de cópias ao redor do mundo, explore um conceito que já se provou cinematograficamente bem-sucedido (por meio de uma trilogia sueca) e adicione grandes estrelas e um grande cineasta. Um arrasa-quarteirão é certo de se seguir.

Neste fim de semana passado, no entanto, o The Girl with the Dragon Tattoo de David Fincher mostrou que a premissa era apenas um pouquinho falha. Apesar da presença de Daniel Craig e das façanhas apresentadas em inglês, o filme arrecadou até 19,4 milhões de dólares no fim de semana do feriado de quatro dias, bom o suficiente apenas para o quarto lugar na corrida das bilheterias do fim de semana.

A ideia por trás de produzir uma nova versão era tornar a saga de Mikael Blomqvist e Lisbeth Salander acessível a um público muito mais amplo. Mas a soma total dificilmente foi formidável quando se considera o número de cópias dos livros que foi vendido nos EUA. Se o filme atraísse, digamos, mesmo que 40% das pessoas que compraram o primeiro romance de Stieg Larsson, Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, e nem uma única pessoa mais, ele ainda teria feito mais dinheiro.

Os números vão subir, é claro; desde segunda-feira, "Dragon Tattoo" já obteve US$ 27 milhões nos EUA ao longo dos seis dias da semana de Natal. Mas para um lançamento com tanta publicidade e tanto reconhecimento de marca, esse número não pressagia nada de muito bom para as futuras semanas, ou para uma sequência.

O Estúdio Sony, compreensivelmente, aponta a forte concorrência, um longo tempo de exibição e uma classificação R [N.T.: Menores de 17 anos só podem entrar acompanhados de um dos pais ou de um responsável.] como inibidores para o sucesso do filme. Esses podem ser fatores, mas a verdade é que "Dragon Tattoo" não precisa considerar tais culpados específicos.

Muitas das obras, repletas de estrelas de Hollywood, baseadas em sucessos de língua estrangeira têm sido fiascos. No últimos anos, você pode enumerar filmes tão diversos como o drama de guerra Brothers (uma refilmagem de um longa dinamarquês) e a comédia de amizade Um Jantar Para Idiotas (uma versão de Steve Carell de um filme francês) como fracassos comerciais e de crítica.

Mesmo filmes que atraíram elogios – e "Dragon Tattoo" atraiu, apesar de algumas críticas céticas, como esta de Kenneth Turan, do L.A. Times – não persuadiram muitas pessoas a vê-los. Deixe-me Entrar, que, como "Tattoo", refilmou um sucesso cult sueco, e No Limite da Mentira, que adaptou um título israelense, foram ambos moderadamente assistidos. (Os Infiltrados, de Martin Scorsese, uma refilmagem do suspense de Hong Kong Conflitos Internos, é uma notável exceção).

Nenhuma simples teoria explica por que tantas refilmagens de filmes estrangeiros fracassam, embora os especialistas vão notar que uma sensibilidade estrangeira pode se perder na tradução. E, a despeito disso, muitos espectadores terão a sensação de que o novo filme não é muito novo (mesmo que relativamente alguns poucos tenham assistido de fato o original).

E tudo isto aponta para uma verdade: A ideia de adaptar uma fascinante história estrangeira e dar-lhe um brilho hollywoodiano não funciona tão bem quanto seus patrocinadores podem pensar. É uma lição valiosa, visto que outras refilmagens – tais como as novas versões do longa argentino vencedor do Oscar O Segredo dos Seus Olhos e a versão de Ben Affleck do suspense francês Ne Le Dis à Personne – estão sendo produzidas.

No momento em que "Dragon Tattoo" estava sendo lançado neste fim de semana, a Sony deu o passo incomum de mandar um e-mail aos jornalistas com as críticas favoráveis ​​da mídia sueca. Para quem pensava que Hollywood estava insensivelmente mexendo com um original, a mensagem parecia ser: Eis o que o berço do tal original teve a dizer.

Como o jornal Dagens Nyether, que, como o e-mail informou, julgou o longa de Fincher "um filme luxuoso e venoso que, de longe, supera a versão sueca." Como aqueles que têm feito novas versões de longas estrangeiros de sucesso foram descobrindo, porém, elogios como esse não importam muito neste país.

Sala de cinema vazia

Boa escrita pra você hoje!

07/01/2012

Filmes de Língua Estrangeira Enfrentam o Desafio das Bilheterias dos EUA

Filed under: Roteiro — valeriaolivetti @ 08:01
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O artigo de hoje (publicado originalmente em 11/dezembro/2011) é de autoria de Amy Kaufman e foi tirado do site do jornal Los Angeles Times:

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A Chave de Sarah, filme estrelado por Kristin Scott Thomas. (Julien Bonet, Weinstein Co./14 de Novembro/2009)

Em cada um dos últimos quatro anos, os cinco melhores filmes estrangeiros lançados nos EUA lucraram, juntos, não mais que 40 milhões de dólares; filmes americanos fazem, coletivamente, bilhões no exterior.

Embora os filmes de Hollywood estejam fazendo mais dinheiro do que nunca no exterior, ainda é uma luta para os filmes estrangeiros venderem bilhetes nos Estados Unidos.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 recolheu cerca de um bilhão de dólares no exterior este ano, mais do que qualquer produção de estúdio americano. Cerca de US$ 120 milhões desse montante veio de um país – o Japão. Outros filmes dos EUA que fizeram grande sucesso este ano no exterior também foram continuações: Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas fez mais de US$ 800 milhões, Transformers: O Lado Oculto da Lua vendeu cerca de 770 milhões de dólares em ingressos, e Kung Fu Panda 2 terminou com cerca de US$ 500 milhões.

Em contraste, a maior bilheteria de filme de língua estrangeira este ano nos EUA, até agora arrecadou US$ 7,7 milhões. Esse filme é A Chave de Sarah, um drama meio-inglês, meio-francês, estrelado por Kristin Scott Thomas em uma adaptação do romance best-seller da autora Tatiana de Rosnay sobre a Segunda Guerra Mundial.

Outros filmes estrangeiros que caíram no gosto do público americano este ano incluem Biutiful, um drama ambientado na Espanha, de um cineasta mexicano que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme de Estrangeiro, assim como uma indicação para o prêmio de Melhor Ator para a estrela Javier Bardem; Homens e Deuses, um longa francês com fortes temas religiosos; o filme indiano Zindagi Na Milegi Dobara, sobre três amigos em uma viagem de despedida de solteiro; e A Pele Que Habito, filme espanhol dirigido por Pedro Almodóvar.

Ao todo, estes filmes arrecadaram um total de cerca de 22 milhões de dólares nas bilheterias americanas, de acordo com os dados compilados pelo Hollywood.com. Em cada um dos últimos quatro anos, os cinco melhores filmes estrangeiros lançados nos EUA lucraram, juntos, não mais que 40 milhões de dólares. O ano de 2006 viu uma pequena elevação na frequência a filmes estrangeiros, impulsionada em grande parte pelo filme de fantasia do diretor mexicano Guillermo del Toro, O Labirinto do Fauno, que atraiu um público mais comercial e arrecadou quase 40 milhões de dólares.

Michael Barker, co-presidente da Sony Pictures Classics, que lançou Homens e Deuses e A Pele Que Habito, disse que, apesar dos números mornos deste ano, os filmes estrangeiros estão descobrindo espectadores para além dos típicos cinemas de arte das grandes cidades.

"Esse filme teve uma ressonância especial com o público católico, por isso a nossa campanha de marketing alcançou igrejas e sacerdotes e pastores do Sul e do Texas. Quando começamos, há vários anos, grande parte dos filmes estrangeiros só era lançada em Nova York e em nenhum outro lugar", disse Barker, cujo grupo de cinema tem vários filmes estrangeiros que vão ser lançados nos próximos meses, incluindo o iraniano A Separação e o polonês In Darkness. "O que tem sido interessante para mim é que o mercado de DVD e de vídeo sob demanda fez com que os espectadores ficassem mais sofisticados, porque eles têm acesso a filmes aos quais não tinham acesso antes."

Family watching tv

Boa escrita pra você hoje!

08/09/2010

A Hollywood Chavista

Filed under: Produção,Roteiro — valeriaolivetti @ 19:12
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Olá, hoje teremos mais uma transcrição, desta vez de um quadro da matéria “Uma Oposição Para Chávez”, escrita por Duda Teixeira para a revista Veja (edição 2182 – ano 43 – nº 37 – de 12 de setembro de 2010, página 103). O título do quadro é o mesmo do post, e ele fala da situação atual do cinema venezuelano. É bom saber como são as coisas neste ramo sob um governo ditatorial.

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PROPAGANDA – Cartaz de Miranda Regressa, produzido pela estatal do cinema para atender ao fetiche de Chávez por heróis históricos

Eva é uma costureira cubana cuja vida vai de mal a pior. O bonitão venezuelano que dirigia um Audi em Havana a abandona e ela é demitida da fábrica onde trabalhava. Uma noite, tristonha, enxerga um cartaz iluminado na rua com o rosto do ditador cubano Fidel Castro e a frase: “Porque nada no mundo nos deve subjugar”. De súbito, sua existência começa a melhorar. Com a ajuda de um fantasma, Eva abre uma casa de chá que passa a ser disputada por cubanos felizes e endinheirados. Havana, não há dúvida, é a terra do empreendedorismo.

Ficção, claro. O roteiro de Havana Eva, em cartaz nos shoppings de Caracas, está recheado de clichês e falácias ideológicas. O filme é um dos catorze realizados pela estatal chavista do cinema, a Villa del Cine, criada há quatro anos para, segundo Hugo Chávez, defender a cultura venezuelana da influência de Hollywood. As produções são pagas com recursos do petróleo. Para construir o estúdio e comprar equipamentos, foi gasto o equivalente a 30 milhões de reais. A companhia padece dos mesmos problemas das demais estatais venezuelanas, como corrupção e ineficiência. Uma de suas presidentes roubou tanto que os chavistas não conseguiram mais acobertar os desvios e sua permanência no cargo se tornou insustentável. Durante a produção de Havana Eva, depois que todos os atores já haviam retornado à Venezuela, foi preciso levá-los novamente para a capital cubana para refilmar 60% das cenas. Motivo: estavam fora de foco. Entre os roteiros da Villa del Cine, predominam comédias e filmes históricos. O primeiro a ser lançado foi Miranda Regressa, sobre o militar libertador Simón Bolívar, ídolo de Chávez. “’É natural que a Villa apoie filmes com um viés favorável ao governo. Há uma linha política que deve ser seguida”, explica o cineasta Carlos Malavé, que teve filmes patrocinados pela estatal.

Aqui está o PDF do texto original. Como eu não consegui a mesma imagem da matéria, eu coloquei o pôster do filme.

Nada como liberdade política para expressarmos nossa arte, não? Boa escrita para todos hoje.

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