O texto de hoje foi escrito por Tom McCurrie, e tirado do site Hollywoodlitsales:
Para esta edição do boletim HLS, eu estou escrevendo sobre o fim. Não o fim do mundo, claro (embora hoje em dia nunca se saiba), mas o fim do seu roteiro.
Agora, é verdade que as primeiras dez páginas do seu roteiro são as mais importantes. Se você não prender o leitor nessas páginas iniciais, de modo algum ele vai terminar o resto delas.
Mas o jeito que você termina o seu roteiro também é importante, pois é isso que o público leva com eles quando saem do cinema. Isto significa que os momentos finais de sua história são fundamentais quando se trata de propaganda boca-a-boca.
Para roteiros, existem três tipos de finais:
O Final Feliz. Aqui, o herói vence o bandido, fica com a garota e supera seus demônios interiores (não necessariamente nessa ordem). O Final Feliz geralmente conquista o melhor boca-a-boca, então, roteiros com este tipo de desfecho são extremamente atraentes para os produtores, agentes e empresários. (Exemplo: DURO DE MATAR [1988] e seus vários clones).
O Final Infeliz ou Depressivo. Aqui, o herói tem a sua bunda chutada pelo bandido, perde a garota e sucumbe aos seus demônios interiores (não necessariamente nessa ordem). O Final Infeliz ou Depressivo geralmente tem o pior boca-a-boca, então, roteiros com este tipo de final são extremamente tóxicos para os produtores, agentes e empresários. (Exemplo: O PORTAL DO PARAÍSO [1980] – não há nenhum clone deste, já que O PORTAL DO PARAÍSO afundou um estúdio inteiro depois que fracassou.)
O Final Agridoce. Aqui, o herói ganha o dia, mas perde algo ao longo do caminho, fermentando a vitória com tristeza. Devido à sua visão ambígua da vida, roteiros com Finais Agridoces têm um boca-a-boca misto e recepções igualmente mistas dos produtores, agentes e empresários. (Exemplo: DESAFIO À CORRUPÇÃO [1961], onde Paul Newman torna-se o Rei do Bilhar, mas isso lhe custa o amor de sua vida.)
Pessoalmente, eu acho que Finais Agridoces são os melhores porque eles refletem a realidade do dia-a-dia: às vezes você vai ganhar, e às vezes você vai perder. Tanto os Finais Felizes quanto os Finais Depressivos sempre me pareceram falsos, porque nada jamais permanece feliz, ou um infortúnio, por muito tempo.
Mas com a queda da venda de entradas e a fragmentação do público, Hollywood quer um boca-a-boca estelar mais do que nunca. Então, se você é um escritor novato sem um histórico de bilheteria, decida-se por um final tão feliz quanto possível.
Isto não significa que você precisa sucumbir à fórmula, no entanto. Uma razão da bilheteria estar caindo é porque os filmes estão ficando muito previsíveis, e um Final Feliz não é nada além disso. Mas se você tornar a jornada para o Final Feliz totalmente imprevisível, você desafiará e encantará o público na mesma medida. Falado e dito.
Boa escrita pra você hoje! ![]()



Olá, gostei muito de seu blog, encontrei mais uma fonte de entretenimento.
Muitos posts engraçados e bem bolados
Parabéns e continue com esse belíssimo trabalho
Comentário por Gustavo Mallasen D'Amaral — 14/03/2011 @ 19:14
Olá, Gustavo!
Muito obrigada! Foi a primeira vez que chamaram este blog de “fonte de entretenimento”! Adorei! Brigadão mesmo, eu acredito que a gente aprende mais se se diverte no processo. Afinal, quem disse que para estudar algo aquilo tem que ser chato?
Um beijo grande, Gustavo, e muito obrigada mesmo pela força!
Valéria Olivetti =D
Comentário por valeriaolivetti — 15/03/2011 @ 09:03